O papel do treinador de basquetebol

Amigos do Basquetebol

Este post traz a colaboração do amigo Victor Ojeda – membro do Comitê Internacional de Minibasquetebol da FIBA

“O papel do treinador de basquetebol”

  • O êxito do treinador não está em suas estratégias, mas sim em sua habilidade para ensinar os fundamentos aos atletas
  • O treinador deve ser capaz de selecionar e escolher as coisas importantes que seus atletas devem aprender
  • Um treinador de basquetebol deve ter uma boa cultura esportiva. Deve ser sociável, amigável, comunicativo e estudioso das novas técnicas
  • Não necessita ser um cientista, deve conhecer outras matérias como psicologia esportiva, metodologia do ensino para aumentar sua cultura esportiva
  • Isto ajuda a ter sua própria filosofia. Um treinador que não tem uma filosofia é como uma árvore desfolhada pelo vento
  • Os treinadores que depois de uma derrota escutam os amigos, jornalistas e torcedores que dão palpites em como deveria jogar cometem um grande erro. Quando um treinador escuta os amigos, jornalistas e torcedores, muito cedo estarão sentados entre eles vendo o jogo
  • O treinador que pensa ser o dono da verdade está equivocado
  • O treinador deve ter seu próprio estilo, saber o que deve esperar de seus jogadores, conhecer suas habilidades e aspirar sempre o máximo
  • Treinar não é uma ciência exata,  ninguém pode catalogar. Por isso ninguém tem as regras exatas: é impossível que um treinador sempre tenha razão

 

CRA/RJ apresenta sugestões para a melhoria do basquetebol no estado

Amigos do Basquetebol

Em evento realizado em junho no Rio de Janeiro e promovido pelo Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, pessoas ligadas ao basquetebol se reuniram para apresentar e discutir ações que pudessem ajudar no desenvolvimento do basquetebol daquele estado.

Estive presente a convite do amigo Alexey Carvalho e pude compartilhar ideias com administradores, técnicos e dirigentes.

O CRA/RJ, a partir deste encontro, elaborou uma carta contendo sugestões para o basquetebol carioca. Com a autorização do Alexey trago a todos esta carta que, apesar de conter aspectos direcionados à realidade carioca pode servir de referência para outras instituições e, também, porque não, ao basquetebol brasileiro que vive uma crise de gestão.

A carta foi assinada pelo Administrador e Presidente do CRA/RJ – Wagner Siqueira.

  • Que seja formada uma Comissão de notáveis (treinadores, preparadores físicos, árbitros, jornalistas desportivos, dirigentes desportivos e outros) com o objetivo de disseminar e, se for o caso, contribuir na prática com a implementação das sugestões aqui contidas;
  • Que seja feito um levantamento de todos os locais onde seja desenvolvida a iniciação do basquetebol;
  • Que esses locais, após serem reconhecidos, recebam o apoio material e técnico, advindos da FBERJ, Empresas, Associações e outros;
  • Que esses locais sejam cadastrados e acompanhados no sentido de cada vez mais se firmarem como centros formadores;
  • Que se entenda a prática do Minibasquete como fator imperativo para a descoberta de talentos e de desenvolvimento do Basquetebol;
  • Que a FBERJ, mediante o seu departamento de Marketing, consiga a verba necessária para a efetivação dos torneios de Minibasquete sem que haja a cobrança de taxas de participação;
  • Que os torneios de Minibasquetebol possam ter a participação de clubes, escolas, associações e outros;
  • Que a FBERJ estimule seus filiados a participarem das reuniões ordinárias e extraordinárias mediante a presença de seus respectivos dirigentes;
  • Que a Comissão citada anteriormente realize, em parceria com a FBERJ, encontros para capacitação e aperfeiçoamento de árbitros;
  • Que esta mesma Comissão realize, em parceria com a FBERJ, encontros para promover debates técnicos entre os treinadores da base;
  • Que a transparência na gestão da FBERJ seja uma das medidas prioritárias por parte de seus dirigentes, de tal forma que o basquete do estado do Rio de Janeiro se torne atraente aos olhos de possíveis investidores;
  • Que a FBERJ desenvolva ações promocionais que aumente o interesse pelo Basquetebol angariando, assim, mais adeptos;
  • Que a FBERJ busque parcerias com empresas de marketing que tenham interesse em desenvolver o seu trabalho no sentido de captar recursos e patrocínios;
  • Que a FBERJ busque contatos com a grande mídia que garanta parcerias para aumentar a visibilidade do basquetebol e da própria federação;
  • Que a FBERJ, desde que seja informada, evite marcar jogos em datas em que ocorram Seminários, Congressos ou similares facilitando, dessa forma, a presença dos profissionais do basquetebol nos respectivos encontros;
  • Que a FBERJ estimule seu quadro de árbitros não só com as devidas garantias administrativas e técnicas, mas, também, com uma remuneração digna e adequada;
  • Que a FBERJ se mantenha rigorosa e intransigente na fiscalização de quadras e ginásios dos clubes filiados.

Certamente, as sugestões contidas neste documento não garantem o imediatismo de uma gestão eficaz por parte da FBERJ e dos Clubes e muito menos o desenvolvimento instantâneo do Basquetebol. Entretanto, este documento, sendo considerado o gatilho propulsor de uma nova fase, provavelmente contribuirá para que, com o auxílio de novas propostas, o Basquetebol do estado do Rio de Janeiro alcance um nível de excelência no âmbito nacional.

Agradeço ao Alexey e ao CRA/RJ pela confiança e disponibilidade da carta

Ser técnico de atletas jovens: implicações para a prática

Amigos do Basquetebol

Remexendo no baú encontrei um texto que escrevi nem sei quando. Também não lembro se ele já foi publicado por aqui.

Mas melhor pecar pelo excesso e aí vai o texto. Trata-se de algumas sugestões para incrementar o treinamento para jovens atletas. Elas foram extraídas da literatura envolvendo vários autores.

1 – Evite comportamentos punitivos, hostis e controladores. Os comportamentos positivos e apoiadores são mais eficientes no treinamento para jovens

2 – Para os menores é importante o incentivo e o reconhecimento do esforço

3 – O elogio tem que ser sincero. A crítica tem que ser acompanhada de um estímulo

4 – Estabeleça objetivos realistas e que estejam ao alcance do jovem. Não exagere nas expectativas

5 – Recompense o esforço e não, necessariamente, o resultado. Se uma criança dá 100% de seu esforço o que mais podemos querer

6 – Organize sessões de treinos que envolvam todas as crianças, com muitas atividades e diversidade de material

7 – Adapte a atividade à criança e não a criança à atividade. Varie, crie condições para que a criança se sinta bem realizando os exercícios e jogos

8 – Modifique as regras, se necessário. Essas mudanças podem melhorar o nível de participação e a motivação

9 – É importante mostrar para a criança quando ela erra. Mas é mais importante apontar soluções para a correção do erro.

10 – Proporcione um ambiente agradável e encorajador

11 – Seja entusiástico e participativo. O entusiasmo é contagioso. Sorria e seja simpático. O treino será muito mais agradável.

E o nosso basquetebol feminino???

Amigos do Basquetebol

Vai começar o Campeonato Nacional de Basquetebol Feminino. E novamente teremos somente seis equipes, sendo três do Estado de São Paulo (Santo André, Presidente Venceslau e Corinthians Americana), uma de Santa Catarina (Blumenau), uma do Recife (Uninassau) e uma do Maranhão (Sampaio Correia).

E o que podemos esperar deste campeonato novamente reduzido a poucas equipes?

Há tempos que nada se faz para melhorar a condição do basquetebol feminino no Brasil.

Nossos campeonatos de base são insuficientes para destacar novos valores.

Tenhamos como exemplo o que acontece no Estado de São Paulo, o maior estado do país com uma grande tradição no basquetebol nacional.

De acordo com o site da Federação Paulista (www.fpb.com.br) neste ano foram disputados seis campeonatos:

Sub 13 – 7 equipes

Sub 14 – 6 equipes

Sub 15 – 8 equipes

Sub 17 – 10 equipes

Sub 19 – 5 equipes

Adulto – 6 equipes

A FPB ainda realiza festivais para clubes, escolas e instituições reunindo cerca de 20 participantes.

São números para serem comemorados em um estado como São Paulo?

Ressalte-se que da capital paulista nesses campeonatos temos somente as equipes do Juventus , SESI e Centro Olímpico. Isto em universo de 12 milhões de habitantes.

Realmente parece que nosso basquetebol feminino está fadado a um futuro pouco promissor e que só acontece por conta de abnegados que não entregam a “rapadura”. E é por causa desses abnegados que a coisa ainda não morreu.

Quando será que teremos um projeto real para melhorar o feminino?

Datas históricas do nosso basquetebol: novembro

Amigos do Basquetebol

Volto com os posts sobre as datas históricas do nosso basquetebol. Agora é o mês de Novembro

5 – Seleção masculina é Vice Mundial no Rio de Janeiro (1954)

O Brasil sagra-se Vice-Campeão Mundial no Campeonato realizado no Rio de Janeiro após derrota para os Estados Unidos por 62 x 41. Nossa equipe era composta pelos seguintes atletas: Algodão, Hélio Pereira, Wlamir Marques, Angelim, Almir de Almeida, Wilson Bombarda, Jamil Jedeão, Alfredo da Motta, Thales Monteiro, Mayr Facci, José de Carli, Amaury Pasos, Mário Fonseca e Fausto Resga. O técnico foi Togo Renan Soares – Kanela

27 – Paschoalotto Bauru é campeão da Liga Sul-americana (2014)

Paschoalotto Bauru vence Mogi das Cruzes (79×53) e sagra-se campeão da Liga Sul-americana. O elenco comandado por Guerrinha era o seguinte: Jefferson, Larry Taylor, Ricardo Fischer, Gabriel, Gui Deodato, Tiago Matias, Wesley, Murilo, Patrick, Rafael Hettsheimer e Robert Day.

28 – UNITRI é campeão da Liga Sul-americana de Basquete (2005)

UNITRI vence o último jogo da série melhor de contra o Universo Ajax (71×66) fechando a série em 3×1 e sagra-se campeão da Liga Sulamericana. Atletas: Helinho, Cambraia, Lucas, Brasília, Rogério, Blackwell, Brown, Marcelinho Machado, Douglas, Estevam, Cipollini e Valtinho. Técnico: Hélio Rubens.

28 – UNICEUB/Brasília é campeão da Liga Sul-americana de Basquete (2010)

UNICEUB/Brasília vence o Flamengo (96×86) e conquista o título da Liga Sul-americana de Basquete. Atletas: Alex Garcia, Eneas, Rossi, David, Márcio Cipriano, Arthur, Rafael, Ratto, Diego, Estevam, Erik e Valtinho.

29 – Corinthians é Campeão da 1ª. Taça Brasil (1965)

O Corinthians sagra-se o primeiro campeão da Taça Brasil ao derrotar o Vasco, no Ibirapuera, por 95 x 86. A equipe dirigida pelo Prof. Moacyr Daiuto atuou com Wlamir, Ubiratan, Renê, Rosa Branca, Edvar e Pedro Ives.

29 – UNICEUB/Brasília é campeã da Liga Sul-americana de Basquete (2013)

UNICEUB/Brasília vence o Aguada do Uruguay (93×81) e sagra-se campeão da Liga Sul-americana de Basquete. Atletas: Arthur, Ronald, Isaac, Alex, Osimani, Guilherme Giovannonni, Rossi, Nezinho, Maxwell, Mathews, Gore e Fernando. Técnico: Sérgio Hernandez.

Uma justa homenagem a um dos maiores de todos os tempos

Amigos do Basquetebol

Finalmente, dia 22 de outubro será prestada uma grande e justa homenagem àquele que, em minha modesta opinião, foi um dos maiores jogadores de basquetebol brasileiro de todos os tempos.

O lendário ginásio de esportes do Corinthians passará a se chamar Wlamir Marques.

Esse ginásio foi palco de grandes confrontos entre grandes equipes do basquetebol nacional e internacional. Como esquecer dos jogos contra Real Madrid, Iugoslávia e União Soviética? Como esquecer dos duelos fantásticos contra Palmeiras e Sírio?

E como esquecer das atuações maravilhosas do “Diabo Loiro” naquele palco junto com outros grandes do basquetebol brasileiro.

Ainda garoto vi muitas partidas do Corinthians e do Wlamir naquele ginásio. Tive a honra de jogar no ginásio. Sim, joguei lá e conquistei um título do Torneio Início Infantil pelo Pinheiros vencendo a final contra o Palmeiras.

Também pude comentar jogos ali.

Enfim, não preciso de muitas palavras para demonstrar minha alegria por este momento emblemático do basquetebol brasileiro.

Corinthians e Wlamir. Inseparáveis. Fantásticos.

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Jogos Olímpicos: mapa de arremessos – feminino

Amigos do Basquetebol

Assim como no masculino – https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2016/10/12/jogos-olimpicos-mapa-de-arremessos-masculino/ – vamos agora visualizar o mapa de arremessos na competição do feminino.

Lembrando que para esta análise a quadra foi dividida em 12 setores, sendo: dois dentro do garrafão; 5 da região de 2 pontos e 5 da região de 3 pontos. Foram computados os arremessos tentados e convertidos de todas as equipes em todos os jogos em cada região e suas médias.

Arremessos por região: números absolutos – médias por jogo (38) (convertidos – tentados – %)

1 – 485/781 – 12,8/20,6          62,1%

2 – 731/1533 –  19,2/40,3        47,7%

3 – 91/245 – 2,4/6,4                 37,1%

4 – 109/302 – 2,9/7,9              36,1%

5 – 79/233 – 2,1/6,1                  33,9%

6 – 86/250 – 2,3/6,6                 34,4%

7 – 68/214 – 1,8/5,6                  31,8%

8 – 60/126 – 1,6/3,3                   47,6%

9 – 154/463 – 4,1/12,2                33,3%

10 – 66/196 – 1,7/5,2                   33,7%

11 – 138/379 – 3,6/10,0                36,7%

12 – 25/67 – 0,7/1,8                     37,3%

Agrupando-se essas 12 regiões em 3 regiões maiores temos os seguintes resultados

1+2 (região interna): 1216/2314 – 32,0/60,9   52,5%

Desta região a equipe com melhor de aproveitamento por jogo foi os Estados Unidos com média de 25,8 arremessos convertidos em 38,1 tentados (67,5%). Nesta região o Brasil teve um aproveitamento de 49,1% (15,8/32,2).

3+4+5+6+7 (região do perímetro – 2 pontos): 433/1244 – 11,4/32,7    34,8%.

Novamente a equipe norte-americana foi a equipe com melhor aproveitamento (7,5/16,1  46,5% por jogo). O Brasil teve 37,5% de aproveitamento (6,0/16,0 por jogo).

8+9+10+11+12 (região do perímetro – 3 pontos): 443/1231 – 11,7/32,4   36,0%

O melhor aproveitamento dos 3 pontos foi dos Estados Unidos (7,3/16,1  45,3% por jogo). O Brasil teve o pior aproveitamento entre as doze equipes nas bolas de 3 pontos (25,0% 3,6/14,4).

Esses números, ao contrário do que encontramos no masculino, mostram um equilíbrio na quantidade de arremessos de 2 pontos (região perimetral) e arremessos dos 3 pontos.

Mapa de arremessos dividido por regiões (numerados por mim para melhor entendimento da análise). Exemplo do aproveitamento dos Estados Unidos e Brasil.

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