Entra 2017, sai o Viva o Basquetebol

Amigos do Basquetebol

No dia 19 de agosto de 2010 iniciava-se um ciclo bastante interessante e gratificante em minha vida. Surgia o Viva o Basquetebol.

Por sugestão de um dos meus filhos e aproveitando minha presença no Campeonato Mundial de 2010 na Turquia eu me aventurei no universo dos “blogs”.

O primeiro post, em 21 de agosto de 2010, era uma homenagem a dois dos principais jogadores de basquetebol deste país: Oscar e Ubiratan. Depois dele vieram mais 646, com homenagens, entrevistas, artigos, opiniões, coberturas de torneios internacionais.

A princípio era para durar até o final do referido campeonato. Mas a coisa foi evoluindo, eu fui pegando gosto e o resultado foram mais de seis anos no ar e quase um milhão de visitas (985 mil e quebrados).

Neste universo eu tive a colaboração e participação de muitos amigos, basqueteiros ou não que, com entrevistas, opiniões e artigos, ajudaram o Viva o Basquetebol a alcançar este grande sucesso e ser respeitado na comunidade esportiva. (ver homenagem a eles abaixo)

Mas chegou a hora de mudar de rumo. Novos projetos e novos objetivos me fizeram refletir sobre a continuidade do blog. E de forma bem tranquila e consciente optei por desativá-lo.

Ele continuará no ar, mas sem novos posts.

E como forma de terminar este ciclo, homenageio aqui todos aqueles que colaboraram com as entrevistas, opiniões e artigos. Antecipadamente, desculpo-me se omiti alguns nomes.

Hector Campana, Fabrício Oberto, George Chaia (Gegê), Marcel de Souza, Maria Cláudia Comodaro, Eudardo Albano, Emmanuel Santos Pereira, Leonardo Guimarães (Pimenta), Thiago John, Cristiano Grama, Guilherme Giovannonni, Fausto Gianechinni, Laís Elena, Carlos Renato dos Santos, José Medalha, Luiz Cláudio Menon, João Nunes, Sérgio Machado (Sérgio MAcarrão), Adriana Santos, Antonio Carlos Barbosa, Paulo Bassul, Benedito Cícero Tortelli (Paulista), Kátia Araújo, Elzinha Pacheco, Laerte Gomes, Rolando Ferreira, Marcos Abdalah Leite (Marquinhos), Ruben Magnano, Ricardo Cardoso Guimarães (Cadum), Horácio Muratori, Jorge Guerra (Guerrinha), Paulinho Villas Boas, Amaury Pasos, Hlen Luz, José Neto, Victor Ojeda, Miguel Ângelo da Luz, Alberto Lorenzon, Sérgio Ibañez, German Calvo, Adriana Lacerda, Liga Estudantil de Basquete, Fernando Piovezan, Hermes Balbino, Marcia Mehlson, Sérgio Maroneze, Fernando Galluppo, Marcela Herrera, José Eduarco Costa Oliveira, Fábio Cunha, Jorge Knijnik, Wlamir Marques, Sérgio Domeneci, Alcir Ferrer, Maurizio Mondoni, Raul Milliet Filho, Carla di Pierro, Marisa Bianco, Jorge Bento, Viníus Lopes, Sílvia Deschamps, Wladimir Peric, Marcelo Massa, Cássio Miranda Meira Jr., Urbano Sidney do Sacramento, Miguel Palmier, Rodrigo Kanbach, José Medalha, Marcelo Berrro, Lula Ferreira, Felipe Tadielo, Gabriel de Rose, Thiago De Rose, Vita Hadad, Antonio Carlos Vendramini, Mônica dos Anjos, Antonio Carlos Magalhães (Pulga), Davi Rossetto, Nilo Guimarães, Guilherme Buso

Fica também meus agradecimentos às centenas de pessoas que me brindaram com 1024 comentários.

O Viva o Basquetebol não morre. Ele apenas sai do ar e continuará torcendo para que as pessoas continuem dando vivas ao nosso querido esporte, para que elas vivam esse esporte maravilhoso e, principalmente, para que o basquetebol viva e reviva neste ano de 2017, deixando para trás tudo de ruim que houve e que tanto atrapalhou seu desenvolvimento no país.

Só me resta agradecer a todos os colaboradores e seguidores e dizer

“VIVA O BASQUETEBOL” (para sempre)

 

 

 

 

 

 

 

2017: Feliz Ano Novo para nosso Basquete?

Amigos do Basquetebol

Será que em 2017 podemos esperar um ano novo melhor para o nosso basquetebol?

Esperemos que sim.

Depois de um ano de 2016 que devemos esquecer só podemos ter esperança que algo de bom aconteça e que nosso basquetebol ressurja das cinzas, ou do limbo, ou do fundo do poço, como quiserem.

Decepção nos Jogos Olímpicos com campanhas pífias do feminino e do masculino.

Cancelamento de campeonatos de base por falta de investimento e, talvez, vontade política. Ou ainda por total desprezo por essas categorias.

Ausência em competições internacionais de base, eventos que são sumamente importantes para a preparação de nossas futuras seleções.

E finalmente, a cereja do bolo. A suspensão da CBB por parte da FIBA que cansou da gestão de brincadeirinha (ou incompetente, se preferirem) dos nossos dirigentes.

Triste ano para aquele que já foi o segundo esporte na preferência popular em nosso país.

O primeiro esporte a trazer uma medalha olímpica em esportes coletivos para o Brasil e repetir o feito mais duas vezes no masculino e duas vezes no feminino.

O esporte três vezes campeão mundial e que se manteve entre as quatro potências do mundo durante muito tempo, reinando soberano na América do Sul.

O esporte que produziu atletas de grande qualidade  (só vou citar quatro, homenageando  todos os demais): Wlamir e Amaury; Paula e Hortência.

O esporte que tem grandes nomes no Hall da Fama e no Naismith Memorial: Hortência, Paula, Amaury, Oscar, Bira, Righetto, José Cláudio dos Reis, Kanela.

O esporte que teve grandes técnicos e mestres reconhecidos internacionalmente (também cito somente quatro, também homenageando todos os técnicos que dedicam a vida ao basquetebol): Pagan, Barbosa, Daiuto e Kanela.

O esporte que teve árbitros apitando finais olímpicas e mundiais: Righeto, Affini, Renatinho e Maranho.

Enfim, o esporte que deu muitas alegrias a este país.

Quem sabe esse nosso passado glorioso nos façam esquecer o presente negro e nos leve para um futuro brilhante.

Feliz Natal e um ótimo 2017.

O Viva o Basquetebol retornará em janeiro.

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O papel do treinador de basquetebol

Amigos do Basquetebol

Este post traz a colaboração do amigo Victor Ojeda – membro do Comitê Internacional de Minibasquetebol da FIBA

“O papel do treinador de basquetebol”

  • O êxito do treinador não está em suas estratégias, mas sim em sua habilidade para ensinar os fundamentos aos atletas
  • O treinador deve ser capaz de selecionar e escolher as coisas importantes que seus atletas devem aprender
  • Um treinador de basquetebol deve ter uma boa cultura esportiva. Deve ser sociável, amigável, comunicativo e estudioso das novas técnicas
  • Não necessita ser um cientista, deve conhecer outras matérias como psicologia esportiva, metodologia do ensino para aumentar sua cultura esportiva
  • Isto ajuda a ter sua própria filosofia. Um treinador que não tem uma filosofia é como uma árvore desfolhada pelo vento
  • Os treinadores que depois de uma derrota escutam os amigos, jornalistas e torcedores que dão palpites em como deveria jogar cometem um grande erro. Quando um treinador escuta os amigos, jornalistas e torcedores, muito cedo estarão sentados entre eles vendo o jogo
  • O treinador que pensa ser o dono da verdade está equivocado
  • O treinador deve ter seu próprio estilo, saber o que deve esperar de seus jogadores, conhecer suas habilidades e aspirar sempre o máximo
  • Treinar não é uma ciência exata,  ninguém pode catalogar. Por isso ninguém tem as regras exatas: é impossível que um treinador sempre tenha razão

 

CRA/RJ apresenta sugestões para a melhoria do basquetebol no estado

Amigos do Basquetebol

Em evento realizado em junho no Rio de Janeiro e promovido pelo Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, pessoas ligadas ao basquetebol se reuniram para apresentar e discutir ações que pudessem ajudar no desenvolvimento do basquetebol daquele estado.

Estive presente a convite do amigo Alexey Carvalho e pude compartilhar ideias com administradores, técnicos e dirigentes.

O CRA/RJ, a partir deste encontro, elaborou uma carta contendo sugestões para o basquetebol carioca. Com a autorização do Alexey trago a todos esta carta que, apesar de conter aspectos direcionados à realidade carioca pode servir de referência para outras instituições e, também, porque não, ao basquetebol brasileiro que vive uma crise de gestão.

A carta foi assinada pelo Administrador e Presidente do CRA/RJ – Wagner Siqueira.

  • Que seja formada uma Comissão de notáveis (treinadores, preparadores físicos, árbitros, jornalistas desportivos, dirigentes desportivos e outros) com o objetivo de disseminar e, se for o caso, contribuir na prática com a implementação das sugestões aqui contidas;
  • Que seja feito um levantamento de todos os locais onde seja desenvolvida a iniciação do basquetebol;
  • Que esses locais, após serem reconhecidos, recebam o apoio material e técnico, advindos da FBERJ, Empresas, Associações e outros;
  • Que esses locais sejam cadastrados e acompanhados no sentido de cada vez mais se firmarem como centros formadores;
  • Que se entenda a prática do Minibasquete como fator imperativo para a descoberta de talentos e de desenvolvimento do Basquetebol;
  • Que a FBERJ, mediante o seu departamento de Marketing, consiga a verba necessária para a efetivação dos torneios de Minibasquete sem que haja a cobrança de taxas de participação;
  • Que os torneios de Minibasquetebol possam ter a participação de clubes, escolas, associações e outros;
  • Que a FBERJ estimule seus filiados a participarem das reuniões ordinárias e extraordinárias mediante a presença de seus respectivos dirigentes;
  • Que a Comissão citada anteriormente realize, em parceria com a FBERJ, encontros para capacitação e aperfeiçoamento de árbitros;
  • Que esta mesma Comissão realize, em parceria com a FBERJ, encontros para promover debates técnicos entre os treinadores da base;
  • Que a transparência na gestão da FBERJ seja uma das medidas prioritárias por parte de seus dirigentes, de tal forma que o basquete do estado do Rio de Janeiro se torne atraente aos olhos de possíveis investidores;
  • Que a FBERJ desenvolva ações promocionais que aumente o interesse pelo Basquetebol angariando, assim, mais adeptos;
  • Que a FBERJ busque parcerias com empresas de marketing que tenham interesse em desenvolver o seu trabalho no sentido de captar recursos e patrocínios;
  • Que a FBERJ busque contatos com a grande mídia que garanta parcerias para aumentar a visibilidade do basquetebol e da própria federação;
  • Que a FBERJ, desde que seja informada, evite marcar jogos em datas em que ocorram Seminários, Congressos ou similares facilitando, dessa forma, a presença dos profissionais do basquetebol nos respectivos encontros;
  • Que a FBERJ estimule seu quadro de árbitros não só com as devidas garantias administrativas e técnicas, mas, também, com uma remuneração digna e adequada;
  • Que a FBERJ se mantenha rigorosa e intransigente na fiscalização de quadras e ginásios dos clubes filiados.

Certamente, as sugestões contidas neste documento não garantem o imediatismo de uma gestão eficaz por parte da FBERJ e dos Clubes e muito menos o desenvolvimento instantâneo do Basquetebol. Entretanto, este documento, sendo considerado o gatilho propulsor de uma nova fase, provavelmente contribuirá para que, com o auxílio de novas propostas, o Basquetebol do estado do Rio de Janeiro alcance um nível de excelência no âmbito nacional.

Agradeço ao Alexey e ao CRA/RJ pela confiança e disponibilidade da carta

Ser técnico de atletas jovens: implicações para a prática

Amigos do Basquetebol

Remexendo no baú encontrei um texto que escrevi nem sei quando. Também não lembro se ele já foi publicado por aqui.

Mas melhor pecar pelo excesso e aí vai o texto. Trata-se de algumas sugestões para incrementar o treinamento para jovens atletas. Elas foram extraídas da literatura envolvendo vários autores.

1 – Evite comportamentos punitivos, hostis e controladores. Os comportamentos positivos e apoiadores são mais eficientes no treinamento para jovens

2 – Para os menores é importante o incentivo e o reconhecimento do esforço

3 – O elogio tem que ser sincero. A crítica tem que ser acompanhada de um estímulo

4 – Estabeleça objetivos realistas e que estejam ao alcance do jovem. Não exagere nas expectativas

5 – Recompense o esforço e não, necessariamente, o resultado. Se uma criança dá 100% de seu esforço o que mais podemos querer

6 – Organize sessões de treinos que envolvam todas as crianças, com muitas atividades e diversidade de material

7 – Adapte a atividade à criança e não a criança à atividade. Varie, crie condições para que a criança se sinta bem realizando os exercícios e jogos

8 – Modifique as regras, se necessário. Essas mudanças podem melhorar o nível de participação e a motivação

9 – É importante mostrar para a criança quando ela erra. Mas é mais importante apontar soluções para a correção do erro.

10 – Proporcione um ambiente agradável e encorajador

11 – Seja entusiástico e participativo. O entusiasmo é contagioso. Sorria e seja simpático. O treino será muito mais agradável.

E o nosso basquetebol feminino???

Amigos do Basquetebol

Vai começar o Campeonato Nacional de Basquetebol Feminino. E novamente teremos somente seis equipes, sendo três do Estado de São Paulo (Santo André, Presidente Venceslau e Corinthians Americana), uma de Santa Catarina (Blumenau), uma do Recife (Uninassau) e uma do Maranhão (Sampaio Correia).

E o que podemos esperar deste campeonato novamente reduzido a poucas equipes?

Há tempos que nada se faz para melhorar a condição do basquetebol feminino no Brasil.

Nossos campeonatos de base são insuficientes para destacar novos valores.

Tenhamos como exemplo o que acontece no Estado de São Paulo, o maior estado do país com uma grande tradição no basquetebol nacional.

De acordo com o site da Federação Paulista (www.fpb.com.br) neste ano foram disputados seis campeonatos:

Sub 13 – 7 equipes

Sub 14 – 6 equipes

Sub 15 – 8 equipes

Sub 17 – 10 equipes

Sub 19 – 5 equipes

Adulto – 6 equipes

A FPB ainda realiza festivais para clubes, escolas e instituições reunindo cerca de 20 participantes.

São números para serem comemorados em um estado como São Paulo?

Ressalte-se que da capital paulista nesses campeonatos temos somente as equipes do Juventus , SESI e Centro Olímpico. Isto em universo de 12 milhões de habitantes.

Realmente parece que nosso basquetebol feminino está fadado a um futuro pouco promissor e que só acontece por conta de abnegados que não entregam a “rapadura”. E é por causa desses abnegados que a coisa ainda não morreu.

Quando será que teremos um projeto real para melhorar o feminino?

Datas históricas do nosso basquetebol: novembro

Amigos do Basquetebol

Volto com os posts sobre as datas históricas do nosso basquetebol. Agora é o mês de Novembro

5 – Seleção masculina é Vice Mundial no Rio de Janeiro (1954)

O Brasil sagra-se Vice-Campeão Mundial no Campeonato realizado no Rio de Janeiro após derrota para os Estados Unidos por 62 x 41. Nossa equipe era composta pelos seguintes atletas: Algodão, Hélio Pereira, Wlamir Marques, Angelim, Almir de Almeida, Wilson Bombarda, Jamil Jedeão, Alfredo da Motta, Thales Monteiro, Mayr Facci, José de Carli, Amaury Pasos, Mário Fonseca e Fausto Resga. O técnico foi Togo Renan Soares – Kanela

27 – Paschoalotto Bauru é campeão da Liga Sul-americana (2014)

Paschoalotto Bauru vence Mogi das Cruzes (79×53) e sagra-se campeão da Liga Sul-americana. O elenco comandado por Guerrinha era o seguinte: Jefferson, Larry Taylor, Ricardo Fischer, Gabriel, Gui Deodato, Tiago Matias, Wesley, Murilo, Patrick, Rafael Hettsheimer e Robert Day.

28 – UNITRI é campeão da Liga Sul-americana de Basquete (2005)

UNITRI vence o último jogo da série melhor de contra o Universo Ajax (71×66) fechando a série em 3×1 e sagra-se campeão da Liga Sulamericana. Atletas: Helinho, Cambraia, Lucas, Brasília, Rogério, Blackwell, Brown, Marcelinho Machado, Douglas, Estevam, Cipollini e Valtinho. Técnico: Hélio Rubens.

28 – UNICEUB/Brasília é campeão da Liga Sul-americana de Basquete (2010)

UNICEUB/Brasília vence o Flamengo (96×86) e conquista o título da Liga Sul-americana de Basquete. Atletas: Alex Garcia, Eneas, Rossi, David, Márcio Cipriano, Arthur, Rafael, Ratto, Diego, Estevam, Erik e Valtinho.

29 – Corinthians é Campeão da 1ª. Taça Brasil (1965)

O Corinthians sagra-se o primeiro campeão da Taça Brasil ao derrotar o Vasco, no Ibirapuera, por 95 x 86. A equipe dirigida pelo Prof. Moacyr Daiuto atuou com Wlamir, Ubiratan, Renê, Rosa Branca, Edvar e Pedro Ives.

29 – UNICEUB/Brasília é campeã da Liga Sul-americana de Basquete (2013)

UNICEUB/Brasília vence o Aguada do Uruguay (93×81) e sagra-se campeão da Liga Sul-americana de Basquete. Atletas: Arthur, Ronald, Isaac, Alex, Osimani, Guilherme Giovannonni, Rossi, Nezinho, Maxwell, Mathews, Gore e Fernando. Técnico: Sérgio Hernandez.