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Beatles e basquetebol: pura emoção


Amigos.

Peço permissão para falar um pouco de minha outra paixão que é a música e, especificamente, os Beatles. Mas alguém poderá perguntar: o que tem a ver Beatles e Basquetebol?

A princípio nada! Mas na minha vida (e na vida de muitos da minha geração – a turma da geração “enta”) muito!

A década de 60 me aproximou desses dois fenômenos. Surgem os Beatles e o nosso basquetebol vive o que se convencionou chamar de “geração de ouro”.

As canções dos meninos de Liverpool poderiam ser comparadas às grandes conquistas de nossos meninos nas quadras de todo o mundo.

Os Beatles, em pouco menos de 10 anos, trouxeram a toda uma geração muita alegria, encantamento e transformações que marcaram o mundo.

O nosso basquetebol, em dez anos teve conquistas maravilhosas: dois campeonatos mundiais (vamos colocar 59 nesse contexto), duas medalhas olímpicas e o caminho aberto para outras gerações que poderiam surgir.

Os “fab-four” (como eram chamados os Beatles) nos brindaram com canções de amor, protesto e agitação.

Nossos “fab-boys” não eram somente quatro. Eram inúmeros artistas da bola que nos brindaram com um basquetebol altamente técnico e com muita garra.

Os Beatles possuiam dois maestros: Paul e John que comandavam o grupo ainda composto por mais dois excelentes músicos: George e Ringo.

Nosso basquetebol também possuia dois maestros: Wlamir, Amaury, líderes de uma orquestra  infindável de grandes músicos da bola: Bira, Rosa Branca, Mosquito, Edson Bispo, Jathir, Menon, Succar, Edvar, Hélio Rubens, Victor, Pecente, Waldemar e muitos outros.

Os quatro ingleses deixaram um exemplo que foi seguido por muitas outras bandas.

Nossos jogadores daquela geração deixaram exemplos maravilhosos para outras gerações que viriam a surgir.

Mas como tudo que é bom dura pouco, os Beatles acabaram em 1970. E o nosso basquetebol, apesar de tudo, sobreviveu ainda por alguns anos.

Porque escrevo tudo isto?

Porque ontem (21 de novembro) fui testemunha do quanto os Beatles foram importantes para o mundo. Ao participar do show de Paul McCartney tive a certeza de que esses rapazes foram e são essenciais em minha vida e na de muitos que lerão este texto. Velhos, jovens, famílias, todos cantando as músicas que ouvíamos na década de 60 como se tivessem sido lançadas agora. Uma energia fantástica.

Assim como eles, o basquetebol também é essencial em minha vida e na de muitos que lerão este texto. Vamos trazer de volta a beleza e a energia do basquetebol da “geração de ouro” e dela tirarmos a inspiração para que novas gerações continuem curtindo o basquetebol assim como curtimos os Beatles.

Então poderemos dizer “Let it be” e não “The dream is over”.

Show de Paul McCartney – S.Paulo – 2010
Show de Amaury Pasos em algum momento da década de 60
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8 comentários em “Beatles e basquetebol: pura emoção

  1. Oi Dante, que privilégio hein assistir esse show, uma prima está indo hoje! Gostei da comparação..
    Abraço,

  2. Dante, saudosismo? Não! Pura realidade. Foram anos maravilhosos dos quais alguns joguei no Corinthians e tive o prazer e a honra de treinar, ainda como juvenil, com aquele que na minha opinião foi o “Dream Team” do basquetebol brasileiro.
    Ter treinado sob a batuta do professor Moacir Daiuto, ter visto bem de perto a impulsão do Wlamir, a força e garra de Ubiratan e do Mical, ter recebido um passe do Amauri e ouvido dele “Chuta garoto”, ter usado o único uniforme de cetim que já vi no Brasil, ter visto num treino um “toco” do Adilson no Bira, o que quase terminou com o treino devido as gozações bem humoradas dos outros jogadores, as cestas que o Rosa fazia da porta do restaurante do ginásio e tantas outras lembranças. Dante, ainda bem que sua inspiração levou-o a este texto, citando Beatles, porque assim lembrei-me que como o famoso quarteto, o time do Corinthians lotava o ginásio em dias de (ensaio)treino e em dias de jogos era um verdadeiro SHOW.
    Parabéns pelo Blog e por toda colaboração que você presta ao Basquetebol.
    Obrigado
    Celso

    1. Caro Cássio

      Foi um momento raro e inesquecível. Assim como era raro e inesquecível o basquetebol brasileiro dos anos 60.

      Dante

  3. Muito bom!!!
    Ainda mais, porque nos alerta para uma obrigação que temos, e algumas vezes negligenciamos. Nós que tivemos a honra de sermos contemporâneos desses monstros sagrados, pelo muito que aprendemos com eles e pelo muito que eles nos deixaram, devemos manter vívida e acesa a memória de seus feitos. E ensinar aos mais jovens o quanto que eles podem ainda significar para as gerações mais jovens e até para as gerações futuras.
    Beatles & Brasil Bi-campeão Forever!

  4. Paulo
    Temos a obrigação de mostrar aos nossos jovens o que o nosso basquetebol representou para o esporte nacional. Temos que resgatar nossos ídolos e aproveitar os maravilhosos exemplos que eles nos deixaram.

    Abraços

    Dante

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