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Os rapazes olímpicos


Parafraseando Geraldo Vandré, “prá não dizer que não falei dos homens”, seguem dados da participação dos rapazes brasileiros em Jogos Olímpicos.

A primeira participação do basquetebol masculino do Brasil em Jogos Olímpicos foi em Berlin (1936) e a última, em Atlanta (1996). Desde então o Brasil vê frustradas suas tentativas de classificação nos torneios Pré–Olímpicos. Neste ano de 2011, teremos nova chance no torneio que será realizado em Mar Del Plata, Argentina, quando duas vagas estarão em jogo. Considerando que os Estados Unidos já estão com a vaga garantida em função de terem conquistado o título mundial na Turquia, nossa chance será muito grande.

Ao todo foram 13 participações. Ficamos fora dos Jogos de 1976, 2000, 2004 e 2008.

Nossas participações:

1936 – Berlin – 9º. Lugar

1948 – Londres – 3º. Lugar*

1952 – Helsinque – 6º. Lugar

1956 – Melbourne – 6º. Lugar

1960 – Roma – 3º. Lugar

1964 – Tóquio – 3º. Lugar

1968 – México – 4º. Lugar

1972 – Munique – 7º. Lugar**

1980 – Moscou – 5º. Lugar

1984 – Los Angeles – 9º. Lugar

1988 – Seul – 5º. Lugar

1996 – Atlanta – 6º. Lugar

*Primeira medalha olímpica de uma modalidade coletiva brasileira

** O atleta Luis Cláudio Menon foi o porta-bandeira da delegação brasileira no desfile de abertura.

Os técnicos:

Arno Frank (1936); Ary Vidal (1988 e 1996); Cláudio Mortari (1980); José Medalha (1992); Manoel Pitanga (1952); Mário Amâncio Duarte (1956); Moacyr Daiuto (1948); Renato Brito Cunha (1964, 1968 e 1984) e Togo Renan Soares – Kanela (1960 e 1972)

Os atletas que mais participaram nas 13 edições dos Jogos,

Oscar – 5; Cadum, Wlamir, Algodão, Marcel e Mosquito – 4; Adilson, Amaury Pasos, Sucar, Rosa Branca, Edson Bispo, Gerson, Israel, Pipoka, José Edvar, Marquinhos e Ubiratan – 3.

Os atletas que mais jogaram: Brasil realizou 100 jogos, conquistando 57 vitórias.

 

Oscar – 38, Wlamir Marques – 33, Mosquito e Marcel – 29, Ubiratan e Algodão – 27, Sucar e Rosa Branca – 25, Edson Bispo – 24, Adilson, Amaury, Gerson, Israel e Marquinhos – 23, Cadum – 21.

Nossos maiores cestinhas. Nesses 100 jogos, o Brasil anotou 7583 pontos (média = 75,8) e sofreu 7183 (média  = 71,8).

Oscar – 1093 pts*, Wlamir Marques – 537 pts, Marcel – 377 pts, Ubiratan – 356 pts, Marquinhos – 328 pts, Amaury Pasos – 263 pts, Algodão – 224 pts, Israel – 221 pts, Paulinho Villas Boas – 218 e Alfredo Motta, 217 pts.

*Maior cestinha dos Jogos Olímpicos em todos os tempos.

Considerando a média de pontos por partida, nossos maiores pontuadores foram:

Oscar – 28.8, Wlamir – 16.3, Paulinho Villas Boas – 14.5, Marquinhos – 14.3, Alfredo Motta – 13.6, Ubiratan – 13.2, Marcel – 13.0, Menon – 12.6, Amaury – 11.4 e Angelin – 10.7.

A primeira equipe. Em 1936 o Brasil foi representado pelos seguintes jogadores:

Aloysio (Baiano), Montanarini, Albano, Ary Pavão, Carmino, José Oscar, Cacau, Miguel Lopez, Nelson Monteiro, Waldemar Gonçalves. Técnico: Arno Frank.

Os medalhistas:

1948 – Evora, Marson, Alexandre Gemignani, Alfredo da Mota, Bráz, Marcus Vinícius, Massinet, Nilton Pacheco, Ruy de Freitas e Algodão. Técnico: Moacyr Daiuto.

1960 – Amaury Pasos, Sucar, Mosquito, Rosa Branca, Edson Bispo, Brobró, Jatyr, Blás, Waldemar Blatskauskas, Waldyr Boccardo, Wlamir Marques e Algodão. Técnico: Kanela.

1964 – Amaury Pasos, Sucar, Mosquito, Rosa Branca, Edson Bispo, Fritz, Jatyr, José Edvar, Sérgio Macarrão, Ubiratan, Victor e Wlamir Marques. Técnico: Kanela.

Além dos pioneiros e medalhistas já citados, também participaram dos Jogos Olímpicos os seguintes jogadores:

Adilson, Almir de Almeida, André Stofel, Rato, Angelin, Tonico, Josuel, Caio Silveira, Caio Cazziolato, Olívia, Scarpini, Demétrius, Eduardo Agra, Fausto Sucena, Fransérgio, Gerson, Gilson, Godinho, Hélio Rubens, Israel, Gedeão, Pipoka, Jnanjão, Jorge Dortas, Guerrinha, Joy, Saiani, José Geraldo, Zé Luiz, Menon, Luiz Felipe, Luiz Gustavo, Marcel, Marcelo Vido, Marquinhos, Mário Jorge, Maury, Mayr, Carioquinha, Nelson Couto, Nilo, Oscar, Paulo Cesar, Paulo Villas Boas, Radvilas, Raymundo, Cadum, Rogério, Rolando, Tião, Sílvio Malvezi, Thales, Wagner, Dodi, Bombarda e Minucci.

Quem sabe a nova geração possa repetir os feitos do passado e colocar nosso basquetebol de novo no cenário olímpico.

Vamos torcer – Mar Del Plata vem aí.

Que esta turma possa servir de inspiração para a nova geração

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