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Um passeio pelos Pré-Olímpicos (parte II): o masculino

Nesta segunda parte de nosso passeio pelos Pré-Olímpicos vamos abordar os torneios masculinos que garantirão mais sete vagas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, sendo duas para as Américas, duas para a Europa e uma para o continente Africano, uma para o Asiático e uma para a África.

Com duas vagas já asseguradas (Estados Unidos e Grã-Bretanha) e com as sete vagas em jogo, três países lutarão no Pré-Olímpico Mundial, em julho de 2012 em Londres. Para este torneio estarão se enfrentando quatro países europeus, três da América, dois africanos, dois asiáticos e um da Oceania que continuo achando uma tremenda injustiça, pois Austrália e Nova Zelândia sempre terão chances de se classificar, ao contrário de países, principalmente da Europa que não conseguirão essa oportunidade. Mas, o regulamento é este, todos aceitam então vamos à análise. Sessenta e quatro países estarão envolvidos nos Pré-Olímpicos Continentais.

Ásia: 12 países. O torneio será na China, em setembro, e a dona da casa é ampla favorita. Por terem uma maior experiência em competições internacionais, Irã e Líbano podem conseguir as vagas para o Pré-Olímpico Mundial.

África: 16 países. Será em agosto, em Madagascar. Angola, costumeira frequentadora de Mundiais e Jogos Olímpicos deverá ficar com a vaga. Tunísia e Egito deverão passar ao Pré-Olímpico Mundial.

Oceania: 2 países. Austrália será a eterna classificada e Nova Zelândia estará em Londres para o Pré-Olímpico Mundial.

Europa: 24 países. O torneio será em setembro na Lituânia. E este, na minha opinião, será o torneio mais complicado. Primeiro pelo número de países em relação ao número de vagas 23/2 (a Grã-Bretanha participará mas já na condição de classificada). Serão quatro grupos (ranking da FIBA entre parêntesis):

A: Polônia (38), Grã Bretanha (56), Turquia (6), Lituânia (3), Espanha (2), país classificado do torneio pré-classificatório entre Portugal (47), Finlândia (nr) e Hungria (nr)

B: Itália (7), Israel (27), França (14), Letônia (34), Alemanha (12) e Sérvia (8)

C: Bósnia (47), Macedônia (47), Croácia (19), Montenegro (nr), Grécia (4) e segundo país do torneio pré-classificatório

D: Bulgária (42), Geórgia (nr), Rússia (11), Ucrânia (43), Bélgica (nr) e Eslovênia (17)

Classificam-se três países de cada grupo. Em seguida jogam os classificados do grupo AxB e CxD. Para a fase seguinte classificam-se os quatro melhores de cada grupo, com o seguinte cruzamento 1º x 4º ; 2º x 3º ; 3º x 2º e 4º x 1º . Vencedores fazem a semifinal. Os vencedores estarão classificados.

Como se percebe será uma grande pedreira. Qualquer palpite é temeroso. Mas para não fugir da raia aqui vai o meu. Classificam-se direto: Lituânia e Grécia. Vão para o Pré-Olímpico Mundial: Espanha, Turquia, Sérvia e Eslovênia.  Destaco que em um torneio com esse nível a chance de errar é total. Então, perdoem-me se minha previsão falhar.

América: 10 países. De 30 de agosto a 11 de setembro em Mar Del Plata. Serão dois grupos (entre parêntesis a classificação no ranking da FIBA):

A: Canadá (23), Rep. Dominicana (30), Brasil (16), Venezuela (22) e Cuba (nr)

B: Argentina (3), Uruguai (25), Panamá (28), Paraguai (nr) e Porto Rico (15).

Classificam-se os quatro melhores de cada grupo. Na fase seguinte, os classificados enfrentam-se em turno completo (AxB). Os quatro primeiros fazem a semifinal: 1º x 4º  e 2º x 3º . Os vencedores estarão classificados.

Palpite e desejo: Argentina e Brasil.

Para o Pré-Olímpico Mundial: Porto Rico, Canadá e Rep. Dominicana.

Os jogos do Brasil na primeira fase:

30-08 – Venezuela

31-08 – Canadá

02-09 – Rep. Dominicana

03-09 – Cuba

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2 comentários em “Um passeio pelos Pré-Olímpicos (parte II): o masculino

  1. Pra zona africana chamo a atenção para o time da Costa do Marfim que pode surpreender e acabar com a hegemonia angolana no continente. Os marfinenses tem um time fisicamente muito forte e com vários jogadores atuando no basquete francês. No Mundial da Turquia fizeram jogo duro com a Rússia (66 X 72) e venceram Porto Rico (88 X 79). Abs!

  2. É verdade. Só temos que lembrar que as equipes africanas são muito instáveis e não conseguem manter um nível adequado por longo tempo. Isso se aplica também a Angola e as outras que citei. Para mim, o nível dessas equipes é muito parecido e isto pode levar a qualquer resultado.

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