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Globalização no Pré Olímpico das Américas

O basquetebol está cada vez mais entrando na tendência da globalização, assim como outras áreas da nossa sociedade. No Pré Olímpico das Américas isto acontece de forma marcante.

Somente Cuba é uma equipe totalmente “caseira”. Seus 12 atletas jogam em equipes locais.  Isto, é claro, deve-se aos resquícios de um regime autoritário que perdura naquele país há décadas e que impede seus melhores atletas de se relacionarem com outros centros de excelência esportiva.

O Paraguay tem 10 de seus jogadores jogando “em casa”. E isto se deve, provavelmente, ao nível técnico de seus atletas que não despertam interesse de equipes de outros centros.

Dos 120 atletas que participam deste Pré Olímpico americano temos o seguinte quadro:

1 – 67 (55,7%) jogam em seus países de origem: Argentina (4), Brasil (7), Canadá (1), Cuba (12), Panamá (6), Paraguay (10), Porto Rico (7), Rep. Dominicana (4), Uruguay (8) e Venezuela (8).

2 – 5 (4,1%) jogam na liga Universitária Americana (NCAA)

3 – 18 (15%) jogam na Europa: Espanha (11), Itália (2), Rússia, Turquia, Ucrânia, Alemanha e Grécia (1)

4 – 13 (11,0%) jogam em equipes latino americanas. Argentina (6), Porto Rico (3), Brasil, México, Ecuador e Venezuela (1)

5 – 17 (14,2%) jogam na NBA. S.Antonio (3), N.York (2), Detroit, Sacramento, Atlanta, Memphis, Miami, Houston, Portland, Milwakee, Philadelphia, Dallas, Boston e Denver (1)

6 – O Canadá é a equipe com maior número de “estrangeiros” – 11 (7 Europa, 3 NBA, 1 NCAA). Argentina – 8 (NBA 5, Europa 3); Rep. Dominicana 8 (NBA 3, Europa 2, América 2, NCAA 1); Panamá 6 (América 5, NBA 1); Brasil 5 (Europa 4, NBA 1); Porto Rico 5 (NBA 3, NCAA 1 , América 1); Venezuela 4 (NCAA 2, NBA 1, América 1); Uruguay 4 (Europa 2, América 2); Paraguay 2 (América 2).

7 – Os jogadores brasileiros que atuam fora de casa são: Tiago Splitter (NBA), Huertas, Rafael Hetshheimer, Rafael Luz e Augusto Lima (Europa, todos na Espanha).

8 – Os técnicos “estrangeiros” também têm seu destaque: Brasil e Panamá têm treinadores argentinos. Rep. Dominicana e Venezuela contam com treinadores norte-americanos.

 

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