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Outro país “basqueteiro”

Recentemente reafirmei minha admiração pelo basquetebol praticado nos países oriundos da antiga Iugoslávia.

No entanto, outro país merece também um destaque pela sua história vitoriosa em nosso querido esporte.

Refiro-me à Lituânia.

Este país com pouco mais de 65 mil km2 e 3.300.000 habitantes tem sua história reportada ao ano de 1235 quando foi oficialmente constituído como estado. Em 1385 uniu-se à Polônia até ser anexado à Rússia Imperial, em 1795.

Em 1918, em plena segunda Guerra Mundial a Lituânia obteve sua independência, mas em um acordo secreto entre a União Soviética e a Alemanha ela foi anexada ao país comunista até que em 11 de março de 1990 declarou sua definitiva independência.

Em termos de basquetebol a história da Lituânia pode ser contada a partir de 1937 quando conquistou o título do primeiro Campeonato Europeu, fato que se repetiria em 1939. Após a anexação à União Soviética a Lituânia só voltaria a participar de campeonatos com sua própria identidade em 1992 quando obteve o terceiro título europeu, repetindo o feito em 2003.

Em campeonatos mundiais, sua primeira participação foi em 1998, na Grécia quando obteve um 7º. Lugar, repetindo essa colocação no mundial do Japão em 2006. Em 2010, na Turquia, obteve a medalha de bronze vencendo a Sérvia.

A história olímpica da Lituânia é riquíssima. Três vezes seguidas medalha de bronze (92, 96 e 2000) e duas vezes seguidas 4º. Lugar (2004 e 2008).

Além disto, em 2011 obteve o título mundial sub19 revelando o jogador Jonas Valanciunas, titular da atual equipe que disputa o Pré Olímpico Europeu.

A Lituânia é berço de excelentes jogadores: Chomicius, Kurtinaitis, Marciuleonis, Jovaisha, Karnisovas, Jasikevicius, Kleiza e Kalnietis.

Mas, sem dúvida, o maior jogador lituano de todos os tempos é o pivô Arvidas Sabonis, que jogou por muitas anos no Portland Trailblazers e é considerado um dos melhores pivôs do basquetebol em todos os tempos.

Por todos esses motivos temos que reverenciar esse país que é menor que muitos estados e até cidades brasileiras, mas que tem um basquetebol digno de ser observado e, por que não, imitado.

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2 comentários em “Outro país “basqueteiro”

  1. Esta explanaçao e visualização que o Dante oferece aos esportistas principalmente aos adeptos do basket é de fundamental importancia para alunos de educação física especialmente, já que nossos cursos de educação física não tem esta visão do esporte e ficam delineados apenas por assuntos superficiais de cada modalidade esportiva de forma obrigatória
    parabéns Dante pelos seus esclarecimentos.
    Carlão

  2. Pois é Dante, acho que minha paixão pelo basquete tá no sangue mesmo, apesar de não ter a altura dos lituanos, como neta deste povo. beijão, Paula

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