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Jogos Pan-Americanos: o ano das finais inéditas

Ontem terminaram os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Nosso basquetebol, de certa forma, decepcionou. Apesar do bronze, ninguém poderia imaginar a derrota para Porto Rico no feminino e com o quinto lugar do masculino, repetindo 1991 e depois de três ouros consecutivos.

Mas, este Pan trouxe novidades interessantes como as duas finais inéditas no masculino e feminino envolvendo Porto Rico e México. Além do ineditismo, ressalte-se o fato de que desde 1987 as finais não eram disputadas pelos mesmos países. Naquele ano Brasil e Estados Unidos decidiram no masculino e no feminino. E desde 1983 um país não vencia as duas competições como foi o caso dos Estados Unidos.

Em 2011 Porto Rico conseguiu esta façanha. No feminino Porto Rico nunca havia chegado numa final e estava ausente dos jogos desde 1983, quando conseguiu uma sexta colocação e o México fez sua única final em 1975, quando perdeu para os Estados Unidos.

No masculino o último título de Porto Rico havia sido em 1991 e sua última final, em 2003 quando foi derrotado pelo Brasil. O México fez uma única final, em 1967, e foi derrotado pelos Estados Unidos.

Agora, o quadro completo das medalhas nos Jogos Pan-Americanos é o seguinte (ouro – prata – bronze):

Masculino

Estados Unidos: 8-3-2

Brasil: 5-2-6

Porto Rico: 2-5-4

Argentina: 1-2-0

México: 0-3-1

Rep. Dominicana: 0-1-0

Cuba, Panamá e Uruguay: 0-0-1

 Feminino

Estados Unidos: 7-4-2

Brasil: 3-4-4

Cuba: 3-2-3

Porto Rico: 1-0-0

Canadá: 0-1-3

Chile: 0-1-2

México: 0-2-0

 

Todas as finais – masculino e feminino (o país que aparece em primeiro lugar foi o vencedor)

1951 – EUA x ARG             não foi realizado

1955 – EUA x ARG             EUA x CHI

1959 – EUA x PRI               EUA x BRA

1963 – EUA x BRA             EUA x BRA

1967 – EUA x MEX             EUA x BRA

1971 – BRA x PRI               EUA x BRA

1975 – EUA x PRI               EUA x MEX

1979 – EUA x PRI               CUB x EUA

1983 – EUA x BRA             EUA x CUB

1987 – BRA x EUA             EUA x BRA

1991 – PRI x EUA               BRA x CUB

1995 – ARG x EUA             não foi realizado

1999 – BRA x EUA             CUB x CAN

2003 – BRA x PRI               CUB x EUA

2007 – BRA x RDO            EUA x BRA

2011 – PRI x MEX              PRI x MEX

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Brasil fica fora das semifinais no basquetebol masculino

O Brasil foi derrotado hoje pela República Dominicana (77×85) e ficou fora da disputa das semifinais dos Jogos Pan-A.ericanos

Depois de dominar o jogo no primeiro tempo e abrir 20 pontos no início do terceiro quarto, nossa equipe desequilibrou-se totalmente e permitiu que no quarto período os dominicanos abrissem 29×8. Esse desequilíbrio foi fruto, principalmente, de uma forte defesa pressão individual quadra toda que dificultou a organização do jogo por parte de nossos armadores que cometeram muitos erros (no total a equipe perdeu 20 bolas).

Marcelinho (17) e Arthur (15) foram os cestinhas do Brasil. Murilo e Giovannonni pegaram 7 rebotes e Marcelinho e Nezinho foram os destaques nas assistências, com  5 cada um.

Desde 1991 (ficamos em 5o.) que o Brasil fica fora de semifinais do Pan. Agora jogaremos pelo quinto lugar.

Esse resultado no leva a uma reflexão sobre a importância dos Jogos Pan-Americanos para o basquetebol:

-A competição não classifica para nada

-Há muito tempo que os Estados Unidos e o Canadá “abandonaram” o basquetebol do Pan

-Nesta ano somente Porto Rico apostou na competição, até por conta do insucesso no Pré Olímpico

-Ela é realizada após duros torneios pré-olímpicos que trazem um desgaste tremendo às equipes

-No caso do Brasil, neste ano de 2011, além da dura batalha pela classificação para os Jogos Olímpicos, vários jogadores voltaram para suas equipes de origem estrangeira, muitos estão disputando as finais do Campeonato Paulista e outros ainda disputaram a Liga Sulamericana

Então podemos perguntar:

-por que não pensarmos em usar o Pan para dar cancha internacional a jovens jogadores?

-por que não levarmos uma equipe formada totalmente por jovens como por exemplo a seleção sub21 que participou do Mundial na Letônia?

Tenho a certeza que nossa comissão técnica deve ter pensado nisso. Mas é claro existem os interesses comerciais e políticos. E eles são válidos. Não os desprezo.

Mas vamos considerar que os Jogos Pan Americanos, para o basquetebol, não são parâmetro para nada. Não terão nenhuma influência no desempenho de nossas equipes em competições como Mundial e Jogos Olímpicos.

Não é desculpa de quem não ganhou medalha e nem desprezo por medalhas. Mas é tentar planejar o futuro com outro olhar. É pensar em 2016, pois não serão nos Jogos de 2015 que esses jovens deverão ser testados. Até lá temos que ter a equipe muito próxima do ideal.

Enfim, fica a reflexão.

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Depois da derrota contra EUA, hoje temos que vencer

Ontem, o Brasil perdeu para os Estados Unidos (88×77) e hoje, precisa vencer a República Dominicana (16h) para passar às semifinais do Pan.

Depois de um primeiro tempo muito bom (38×32) o Brasil manteve a diferença de seis pontos até o final do terceiro quarto. Mas teve uma queda de rendimento muito forte no último quarto quando perdeu de 32×16 o que proporcionou uma grande virada norte-americana.

As equipes tiveram desempenho muito parecido nos arremessos de dois e três pontos, mas os lances-livres foram decisivos para a vitória americana. Apesar do Brasil ter um aproveitamento de 75% (12/16) os americanos tiveram muito mais chances de ir para a linha de lance-livre, e mesmo com aproveitamento de 72%, o volume foi determinante – 26/36.

No Brasil, os destaques ficaram por conta de Nezinho (16pts), Benite (15 pts), Murilo e Giovannonni (7 rebotes cada um) e Nezino (7 assists). O cestinha da partida foi o norte-americano Aheard com 21 pts.

Vencendo a República Dominicana hoje, o Brasil ficará em segundo lugar do grupo para jogar contra o primeiro colocado do outro grupo que está totalmente indefinido. As quatro equipes tê 1v e 1d e tudo se decide hoje com os jogos:

P.Rico x Canadá (13:30) e México x Argentina (23h).

Para assistir esses jogo basta acessar http://deportesmx.terra.com.mx/rumbo-a-2012/guadalajara-2011/en-vivo/ e selecionar o canal do basquetebol.

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Brasil vence Uruguay na estreia do basquetebol masculino no Pan

O Brasil estreou com uma boa vitória sobre o Uruguay no basquetebol masculino do Pan (80 x 71)

Todos os jogadores tiveram a oportunidade de atuar e chamou a atenção o fato de seis jogadores terem feito 10 ou mais pontos, mostrando um equilíbrio ofensivo interessante: Giovannonni (15), Nezinho (14), Arthur (13), Marcelinho (12), Hubner (11) e Murilo (10).

Nos rebotes os destaques ficaram por conta de Giovannoni (8) e Hubner (7). Nezinho foi o melhor em assistência com 3.

Nosso aproveitamento foi de 51% (2 pts), 25% (3 pts) e 81% nos lances-livres. A equipe obteve 31 rebotes, 12 assists, 5 bolas recuperadas e 12 bolas perdidas.

Amanhã, às 23 h o Brasil pega os Estados Unidos e uma vitória, praticamente, coloca nossa seleção nas semifinais.

 

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Trinta e quatro anos de USP

Amigos

 

Neste post peço licença para não falar de esporte, de basquetebol ou de Jogos Pan-Americanos, para falar um pouco de uma carreira que começou em 1977 e hoje completa 34 anos.

Peço licença para falar um pouco de mim mesmo, sem querer ser petulante ou auto elogioso.

Mas são 34 anos dedicados à Universidade de São Paulo, ao ensino superior e à formação de jovens profissionais da Educação Física e do Esporte.

Nesses 34 anos vivi experiências fantásticas proporcionadas pela Universidade.

Tudo começou em 1977, com o voluntariado supervisionado pelos mestres Medalha e José Guilmar. Ainda em 1977, com a saída do Medalha e do Guilmar para o mestrado nos Estados Unidos surgiu a possibilidade de efetivação no quadro docente da Escola de Educação Física. Junto comigo tinha uma pessoa que se tornou muito especial na minha vida e no basquetebol. Com ele vivi 10 anos de docência na disciplina Basquetebol. Montamos as primeiras equipes de estatísticas de basquetebol e escrevemos um livro. Falo do meu amigo, irmão Lula Ferreira.

Seguiram-se o mestrado, o doutorado, mudanças de currículo, mudanças de curso (em 1992 era criado o curso de Bacharelado em Esporte), novas disciplinas (Esporte e Psicologia, Pedagogia do Esporte, Metodologia Científica) livre-docência e, finalmente, o cargo de professor titular.

Em meio às atividades acadêmicas vieram as administrativas. Chefe de Departamento, Membro de Comissões Estatutárias (Cultura e Extensão, Pós Graduação e Graduação), Conselho Técnico Administrativo, Congregação, Comissões para reformulação de currículos e cursos e Membro de Colegiados Centrais (Conselho de Pós Graduação e Graduação).

Foram 28 anos na Escola de Educação Física, posteriormente, Escola de Educação Física e Esporte, convivendo com centenas de alunos e muitos colegas que compartilharam momentos importantes para a minha querida EEFE. Não posso citar nomes, pois certamente, esqueceria de muitos.

Em 2005 surge a USP Leste (Escola de Artes, Ciência e Humanidades) e o Curso de Ciências da Atividade Física. Novo desafio. Um dilema. Largar 28 anos de estabilidade e encarar a nova Escola ou permanecer quieto no meu canto?

Claro que a primeira opção foi a escolhida. Projeto novo, desafiador e lá estava eu, novamente nas Comissões Estatutárias, Comissão para montagem de grade curricular até ser eleito Diretor em 2006, cargo que exerci até 2010.

Novas atribuições junto à Reitoria. Membro do Conselho Universitário. Responsabilidade de defender os interesses de uma Escola em formação. Tudo para ser feito, tanto em termos de estrutura física, quanto estrutura acadêmica. Um trabalho desgastante para convencer a Universidade da viabilidade do projeto e acalmar as ansiedades de todos que também iniciavam junto comigo na EACH.

Novos colegas de trabalho, novos amigos. Muita luta, muitas conquistas, algumas decepções é verdade. Mas nada que pudesse diminuir o ânimo e a vontade de fazer o melhor.

Agora, vejo tudo isto como uma grande oportunidade que tive para desenvolver várias habilidades pessoais. Aprender com os erros e acertos e com as pessoas que estiveram comigo todo este tempo.

Nada do que se arrepender. Tudo feito de forma consciente e honesta.

Olho para trás e só posso dizer que fui e sou feliz. Fiz e faço o que gosto.

Foram 34 anos cheios de bons momentos e, principalmente boas amizades.

Tenho muito orgulho de ter feito alguma coisa para melhorar o ensino desta Universidade, desta cidade e até deste país.

Agradeço a todos que fizeram parte desta trajetória.

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Brasil é bronze no Basquetebol Feminino

Depois da derrota inesperada para Porto Rico, o Brasil obteve a medalha de Bronze nos Basquetebol Feminino nos Jogos Pan-Americanos.

Nossa campanha:

Brasil 78 x 53 Canadá

Brasil 116 x 34 Jamaica (esta diferença passou a ser a maior obtida pelo Brasil na competição em todos os tempos – 82 pts)

Brasil 86 x 53 Colômbia

Brasil 68 x 69 Porto Rico

Brasil 87 x 48 Colômbia

Nossos números:

2 pts – 45 %

3 pts – 32%

l.livres – 64%

Reb.Ataque – 16,0

Reb.Defesa – 28,8

Assists – 16,2

B.Recuperadas – 9,8

B.Perdidas – 14,2

Pontos a favor – 87,0

Pontos contra – 51,0

Destaques Individuais

Cestinhas – Iziane (17,0), Érika (13,0)

Rebotes – Érika (12,0)

Assists – Babi (3,0)

Classificação final

1 – Porto Rico

2 – México

3 – Brasil

4 – Colômbia

5 – Argentina

6 – Canadá

7 – Estados Unidos

8 – Jamaica

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Basquetebol Masculino do Brasil estreia nos Jogos Pan-Americanos

Com a vaga garantida nos Jogos Olímpicos de Londres, o basquetebol masculino do Brasil inicia amanhã (26/10) sua caminhada para a conquista do sexto título dos Jogos Pan-Americanos (o quarto consecutivo) já que vencemos em 1971, 1987, 1999, 2003 e 2007.

A estreia será contra o Uruguay, amanhã, às 16h (horário de Brasília).

Do nosso grupo também fazem parte Estados Unidos e República Dominicana.

Nossa tabela:

Dia 26 (quarta) – 16h – Brasil x Uruguay

Dia 27 (quinta) –  23h – Brasil x Estados Unidos

Dia 28 (sexta) – 16h – Brasil x Rep.Dominicana

No outro grupo jogarão México, Argentina, Porto Rico e Canadá.

A equipe brasileira é composta pelos seguintes jogadores: Arthur, Bruno Irigoyen, Cristiano Felício, Davi Rosseto, Guilherme Giovannonni, Guilherme Hubner, Betinho, Lucas, Marcelo Machado, Murilo, Benite e Nezinho.

É uma equipe mesclada:

  • jogadores experientes que fizeram parte da seleção que participou do Pré-Olímpico como Marcelinho (medalha de ouro em 1999, 2003 e 2007 de ouro), Guilherme Giovannoni  (medalha de ouro em 2003),  Nezinho (medalha de ouro em 2007) e Benite (não participou de Pan), além de Murilo (medalha de ouro em 2003 e 2007);
  • jogadores com experiência em equipes da NBB, mas sem terem participado do Pan, como Arthur, Betinho, Lucas e Guilherme Hubner
  • jogadores que participaram do Mundial sub-21: Davi Rosseto, Cristiano Felício e Bruno Irigoyen

Técnico: Ruben Magnano
Asistente técnico: José Neto

Preparador Físico: Diego Jeleilate

Boa sorte aos nossos rapazes!