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Brincando com números I: Pré-Olímpicos Masculinos

Todos já devem ter notado minha tendência para apresentar e tentar analisar números, através das estatísticas do basquetebol.

Desde que comecei a trabalhar nas estatísticas de diferentes campeonatos essa mania me acompanha.

E não seria diferente agora com o término dos Torneios Pré-Olímpicos.

Em dois posts tentarei retratar algumas tendências desses torneios em relação a alguns indicadores de jogo (observações mensuráveis através da estatística) tanto no masculino quanto no feminino.

Começando pelo masculino apresentarei algumas análises relacionadas à pontuação obtida pelas equipes nos torneios das Américas, Ásia, África e Europa. A Oceania não foi incluída pois foram realizados somente 3 jogos e os dados não estão disponíveis na página oficial da FIBA, de onde foram retirados os dados apresentados.

A análise será feita no sentido de apresentar o percentual de pontos convertidos em arremessos de dois, arremessos de três e lances-livres.

Ao final apresentarei os dados brasileiros para que sejam comparados com os dados de cada Torneio e os dados gerais.

Os números serão apresentados na seguinte ordem:

1 – número de jogos – pontos totais no torneio – pontos de arremessos de 2 e seu percentual – pontos de arremessos de 3 e seu percentual – pontos de lances-livres e seu percentual:

África:      48   6877    3760 (54,5%)   1674 (24,3%)   1453 (21,1%)

América:  40   6366    3458 (54,3%)   1725 (27,1%)   1183 (18,6)

Ásia:       62   8550    4574 (53,5%)   2442 (28,6%)   1534 (17,9%)

Europa:   90   13378  7212 (53,9%)   3573 (26,7%)   2593 (19,4%)

Total:      240 35171  18934 (53,9%) 9414 (26,9%)   6763 (19,2%)

Brasil:      10   836      456 (54,5%)     267 (31,9%)    113 (13,5%)

O que se nota é uma grande semelhança dos percentuais de pontos convertidos em cada uma das situações (arrem de 3, arrem de 2 e lances livres) entre os diferentes torneio, levando a crer que não existem grandes diferenças na forma que as equipes tentam converter suas cestas.

O Brasil, quando comparado aos números do Pré-Olímpico das Américas e mesmo aos números totais mantêm a mesma tendência nos arremessos de 2, superando esses números no que tange os pontos obtidos através de arremessos de 3, mas ficando abaixo nos pontos de lances-livres.

Este fato pode ser explicado a partir de diferentes interpretações que devem ser mais bem exploradas, como por exemplo: a organização tática da equipe que leva a finalizações de longa distância, características individuais de determinados jogadores que favorecem esse tipo de arremesso, tipo de defesa dos adversários, mau aproveitamento dos laces-livres, etc..

2 – Esses mesmos indicadores de jogo serão apresentados a partir de suas médias por jogo, por equipe, considerando o número diferente de jogos em cada competição:

África:     48     71,6   39,0   17,4   15,2

América:  40     79,6   43,2   21,6   14,8

Ásia:       62     68,9   36,9   19,7   12,4

Europa:    90     74,3   40,1   19,6   14,4

Geral:    240   73,3   39,4   19,6   14,0

Brasil:    10     83,6   45,6   26,7   11,3

Nesta análise pode-se observar que o Torneio das Américas teve a maior média de pontos por jogo, por equipe. No desmembramento desta pontuação, as Américas superaram os demais continentes nos arremessos de 2 e de 3, ficando abaixo da pontuação média em lances-livres somente do continente Africano.

O Brasil mostrou um poderio ofensivo bastante significativo, superando a média do Pré-Olímpico Americano e a média geral nos arremessos de 2 e de 3 mas ficando abaixo de todos nos lances-livres, aproveitamento este que não foi dos melhores na maioria dos jogos de nossa equipe.

Deixo claro que esta análise está distante de qualquer rigor científico. Mas ela poderá servir para que se tenha uma ideia do comportamento estatístico das equipes que participaram de cada um dos referidos torneios e possa servir de parâmetro para que treinadores e atletas estabeleçam objetivos em seus treinamentos e competições.

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