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A regra dos três pontos

Em 1984 a FIBA decidiu adotar a regra dos três pontos que vinha sendo utilizada pela NBA desde 1979.

O arremesso de três pontos seria considerado quando executado atrás de uma linha traçada em torno da área restritiva (garrafão) distante 6,25m da cesta. A partir de outubro de 2010 passou a vigorar a nova regra dos três pontos e essa distância foi modificada para 6,75m, fazendo parte de uma modificação importante no formato da área restritiva*.

O primeiro campeonato internacional oficial da FIBA que utilizou essa regra foi o Mundial Masculino realizado em 1986, na Espanha. Naquele campeonato as equipes ainda estavam se adaptando à nova regra e ela era aproveitada, basicamente, pelos armadores, jogadores de menor estatura que buscavam no arremesso de três uma alternativa para as jogadas mais próxima à cesta.

Como o passar dos anos, o arremesso de três pontos tornou-se uma arma poderosa e alguns jogadores passaram a ser especialistas nesse tipo de finalização.

O impacto dos três pontos pode ser observado na evolução do percentual de pontos obtidos nessa condição nas diferentes competições.

Para ilustrar essa afirmativa, apresento um quadro com a pontuação dos Campeonatos Mundiais realizados a partir de 1986 e o percentual de pontos obtidos com os arremessos de três pontos.

Em 1986, a média de pontos do Campeonato por partida foi de 170,6 e a média de três pontos por partida foi de 32,1, representando um percentual de 18,8%. No último Mundial, realizado em 2010, na Turquia esse percentual subiu para 31,4%, ou seja dos 154,2 pontos em média por partida, 49,5 foram obtidos em arremessos de 3 pontos.

Segue o quadro completo:

1986: 170,6 – 32,1 – 18,8%

1990: 184,9 – 39,9 – 21,6%

1994: 160,7 – 39,0 – 24,2%

1998: 143,0 – 36,6 – 25,6%

2002: 167,3 – 48,1 – 28,8%

2006: 156,5 – 45,4 – 29,0%

2010: 154,2 – 49,5 – 32,1%

O Brasil, sempre foi tido como uma equipe que utiliza esse recurso de forma intensa, às vezes até exagerada. No entanto o percentual de pontos obtidos através dos arremessos de três pela equipe brasileira mostra que em determinados campeonatos nosso percentual ficou abaixo do percentual geral desses campeonatos.

Os números do Brasil

1986: 93,9 – 22,2 – 23,6%

1990: 97,3 – 23,3 – 23,9%

1994: 82,0 – 15,8 – 19,2%

1998: 68,8 – 17,3 – 25,1%

2002: 82,4 – 23,7 – 28,7%

2006: 79,8 – 18,0 – 22,6%

2010: 81,2 – 25,5 – 31,4%

Percebe-se uma gradual evolução do percentual de pontos obtidos pelos arremessos de três em relação aos pontos totais das partidas, mostrando que as equipes foram se adaptando à essa realidade, modificando suas estruturas táticas para privilegiar esse tipo de finalização e também o aperfeiçoamento desse tipo de arremesso que deixou de ser prioridade dos armadores para ser executado por jogadores das diferentes posições.

É claro que outras análises devem ser realizadas para dar consistência a essas afirmativas (como por exemplo o número de tentativas por partida) e elas serão feitas em novos posts sobre o assunto.

* A quadra antiga e a atual

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As 13 regras originais

Quando Naismith idealizou o jogo que se chamaria “basketball” ele definiu cinco normas básicas:

  1. Seria jogado com as mãos e com uma bola “redonda”
  2. Não seria permitido caminhar com a bola
  3. Os jogadores poderiam se posicionar como e quando quisessem no terreno de jogo
  4. Não seria permitido o contato pessoal
  5. O arremesso seria executado para cima

Considerando que essas cinco normas eram insuficientes para controlar o jogo, Naismith elaborou as 13 primeiras regras do basquetebol que, ao longo do tempo, foram modificadas e aperfeiçoadas. Elas foram publicadas no início de 1892.

Segundo Naismith, o objetivo do jogo era colocar a bola dentro do “goal” adversário através de arremessos de qualquer parte do campo e obedecendo as seguintes regras:

  1. A bola poderá ser lançada em qualquer direção, com uma ou com as duas mãos
  2. A bola poderá ser golpeada com uma ou duas mãos em qualquer direção, mas nunca com os punhos
  3. Os jogadores não poderão correr com a bola nas mãos. Devem lançá-la da mesma posição de onde a receberam. Pode ser concedida uma certa tolerância a um jogador que recebe a bola em movimento
  4. A bola poderá ser segurada por uma ou por duas mãos, mas nem os braços ou outra parte do corpo poderão ser utilizados para retê-la
  5. Será proibido golpear o adversário com os ombros, puxar, empurrar ou impedir sua movimentação. Toda infração a esta regra será falta. Em caso de repetição, o jogador reincidente será eliminado até que seja marcada uma nova cesta. Se houver a intenção de lesionar o adversário, o jogador será eliminado por todo o jogo, sem que se permita a substituição
  6. Golpear a bola com os punhos será uma falta, como as violações descritas nas regras 3 e 4 e se aplicará a penalidade descrita na regra 5
  7. Se uma equipe cometer três faltas consecutivas (sem que a outra equipe tenha cometido falta no mesmo lapso de tempo), um ponto será anotado em favor da equipe adversária
  8. Será considerado ponto quando a bola for lançada ao cesto e nele entrar, caindo no solo. Se a bola tocar o aro e os defensores movimentarem esse aro, será marcado um ponto para a equipe atacante
  9. Quando a bola sair do campo ela deverá ser reposta no meio da quadra pelo mesmo jogador que a tocou para fora. Se houver dúvida o árbitro deverá lançá-la ao alto no interior do campo de jogo. O jogador terá cinco segundos para repor a bola em jogo. Se retiver a bola por mais tempo a lateral será dada à equipe adversária. Se uma equipe retardar intencionalmente o reinício do jogo será penalizada com uma falta
  10. O árbitro principal julgará as ações dos jogadores e marcará as faltas. Quando um jogador cometer a terceira falta poderá ser desclassificado, aplicando–lhe as penalidades da regra 5
  11. O segundo árbitro toma as decisões relacionadas à bola e indica quando ela estará em jogo, quando sai e a quem deve ser entregue. Ele será o cronometrista e decidirá se houve ponto. Será também o responsável pela contagem dos pontos
  12. A partida será disputada em dois tempos de 15 minutos, com intervalo de 5 minutos
  13. A equipe que marcar o maior número de pontos será declarada vencedora. Em caso de empate, a partida, em comum acordo entre os capitães poderá ser prorrogada até que novo ponto seja marcado

Fontes:

Los records del baloncesto: 1997. Angel Cruz y Maria Luz Algarra. Madrid: Biblioteca Samranch – Fundación Pedro Ferrandiz, 1997.

Mulheres à cesta: o basquete feminino no Brasil. Cláudia Guedes, São Francisco, 2009

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A evolução do arremesso no basquetebol

As constantes modificações das regras e da dinâmica do jogo também tiveram influência direta na modificação das técnicas de arremessos. Os arremessos e o posicionamento defensivo (individual e coletivo) têm uma relação muito direta, não se sabendo exatamente qual delas provoca a modificação da outra (é um pouco da história do ovo e da galinha. Quem nasceu primeiro?).

Neste artigo vou me fixar na questão do arremesso e sua evolução ao longo do tempo.

No início, os arremessos eram feitos por trás da cabeça (como em um lateral de futebol) ou à altura do peito. Posteriormente, descobriu-se que o arremesso com as duas mãos abaixo da cintura (conhecido por nós como “lavadeira”) era um arremesso preciso, principalmente, a longas distâncias da cesta.

Esse tipo de arremesso ainda era executado nas décadas de 60 e 70 por iniciantes e em situações de lances-livres. Ricky Barry , um dos astros da NBA da época, tinha cerca de 90% de aproveitamento nos lances-livres utilizando essa técnica. E os mais antigos certamente lembrarão do nosso grande Ubiratan utilizando a “lavadeira” na tentativa de melhorar sua lendária dificuldade em executar os arremessos livres.

A partir dos anos 20, as defesa começaram a mudar sua postura, saindo de uma posição estática e diminuindo o espaço para os atacantes.  Desta forma, a “lavadeira” passou a ser menos eficiente fazendo com que os atacantes buscassem alternativas para essa nova realidade do jogo. Surge então o arremesso com uma das mãos parado e saltando, o arremesso com as duas mãos acima da cabeça  e o arremesso em movimento, buscando uma aproximação maior da cesta. Esses arremessos em movimento também eram utilizados em longa distância.

Como disse anteriormente, a relação arremesso/defesa era constante. Em função dessas novas técnicas, as defesa precisaram mudar novamente seu comportamento, protegendo a área próxima à cesta e diminuindo ainda mais os espaços entre defensores e atacantes.

Surgem o “step-away”, arremesso feito com um passo projetando o corpo para trás e os cortes em direção à cesta buscando arremessos mais próximos (bandeja).  A tabela passa a ser utilizada como anteparo, principalmente nos arremessos de longa distância.

Ainda na década de 20 surgiram as primeiras tabelas de vidro e com elas um problema. A transparência do vidro eliminava a referência que até então os arremessadores tinha com as tabelas de madeira. Para resolver esse problema foi introduzido um retângulo feito com fita adesiva logo acima do aro.

A necessidade de ser mais rápido no arremesso e executá-lo em espaços cada vez menores fez com que os arremessos em movimento em longas distâncias fossem se tronando menos frequentes.  Passou-se a utilizar mais os arremessos com uma das mãos (parado e saltando) até que, em meados da década de 50, surge o “jump”. John Cooper (co-autor de uma das obras de referência deste artigo) é tido como o primeiro a utilizar essa técnica, ainda quando era jogador em “high-school”.

Nesta época surgiu um outro tipo de arremesso que era utilizado pelos jogadores altos que atuavam próximo à cesta. Era o gancho que, atualmente, é pouco utilizado pelos nossos atletas. Kareem Abdul Jabbar, com seu “sky-hook” e Edson Bispo dos Santos, um de nossos maiores pivôs podem ser citados como referência na utilização deste tipo de arremesso.

Essa constante evolução na dinâmica do jogo fez com que muitos movimentos fossem incorporados ao repertório motor dos atletas, combinando com diferentes tipos de arremessos.

Assim sendo, arremessos em dois tempos, arremessos passando por baixo do aro, arremessos em desequilíbrio (para trás e lateral) e as enterradas são ações frequentes e que tornam o jogo cada vez mais empolgante.

 

“Lavadeira” (Daiuto, 1974 – p.257)

Kareem Abdul Jabar e o seu “sky hook”

Fontes de consulta:

The theory and Science of basketball. John Cooper & Daryl Siedentop. Philadelphia: Lea & Febiger, 1975.

Basquetebol: metodologia do ensino. Moacyr Daiuto. Ed. Esporte e Educação, 1974.

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Primórdios do basquetebol: a dinâmica do jogo

O basquetebol é um jogo que tem uma dinâmica muito peculiar, determinada por suas regras (sempre em evolução) e pelo desenvolvimento físico, técnico e tático de seus praticantes.

Mas nem sempre foi assim. Até o final da década de 30 o basquetebol apresentava uma dinâmica de jogo muito curiosa e bem diferente daquelo que observamos atualmente. Neste post quero compartilhar com vocês um pouco dessa história.

Em 1894 foi instituída a pontuação oficial do basquetebol: cestas de campo valiam dois pontos e o lance-livre, um ponto.

Somente em 1897 o basquetebol passou a ser jogado com cinco jogadores. Até então não havia número definido de atletas, mas o mais comum eram as equipes serem formadas por nove jogadores. No início, o basquetebol teve uma influência muito forte do futebol e do rugby, tanto no aspecto tático quanto na nomenclatura.

Nessa formação de cinco jogadores as equipes possuíam dois armadores (guards), dois alas (forwards) e um pivô (center).

Os armadores eram divididos em:

  • armador fixo (standing guard): era basicamente um jogador de defesa. Praticamente um “goleiro”. Raramente ia ao ataque e arremessava.
  • armador móvel (running guard): ajudava na defesa e ia para o ataque ajudar os alas. Normalmente, era mais baixo e mais ágil que o fixo.

Os alas eram divididos em:

  • ala fixo (standing forward): utilizado no ataque. Era o arremessador do time. Não voltava para a defesa. Todos os jogadores tinham a função de passar a bola para ele arremessar. Era o cobrador de lances-livres (até 1923 os lances-livres eram cobrados por um jogador definido pela equipe)
  • ala móvel (running forward): corria a quadra toda ajudando o ataque e a defesa. Era o principal passador ao ala fixo

O pivô (center) tinha funções limitadas. Atuava no bola ao alto e servia de válvula de escape quando os demais jogadores não conseguiam passar  ao ala fixo. Muito diferente do que hoje um pivô representa para uma equipe. Às vezes, mas muito raramente, fazia a função do ala fixo.

O jogo era lento, não havia tempo de posse de bola e os jogadores ficavam passando a bola até encontrar uma boa posição de arremesso do ala fixo.

A cada cesta a bola era reposta no centro (bola ao alto). Essa regra foi modificada em 1937 com a instituição do “fundo-bola”. Ressalte-se que, em 1936, a final olímpica entre Estados Unidos e Canadá terminou com um placar de 19×8 para os americanos.

Até 1914 não havia uma regra que definia a posse de bola. Quando a bola saia dos limites do campo de jogo, o jogador que a recuperasse primeiro a colocava em jogo novamente.

Em muitas quadras existiam pilares que eram utilizados pelos atacantes como uma arma para dificultar a ação dos defensores. Era o princípio do conceito do corta-luz que foi utilizado pela primeira vez como uma jogada entre dois companheiros de equipe, apenas em 1930.

Gradualmente, as equipes começaram a recuar e esperar o adversário em seu campo defensivo, criando os sistemas de defesa que eram, basicamente, baseados na defesa individual. O ala fixo não retornava e ficava no ataque esperando os passes longos de seus companheiros para finalizar.

Em 1932 foi criada a regra dos três segundos.

No início da década de 30 os pivôs passaram a ter funções mais decisivas no jogo, ocupando a posição do ala fixo no ataque e voltando para a defesa com o intuito de interceptar os passes dados ao ala fixo adversário.

O jogo era baseado, fundamentalmente, nos passes e os técnicos limitavam a ação dos dribladores considerando que o drible era uma manobra “pobre” e que atrasava as ações de ataque das equipes, fazendo com que a bola demorasse em chegar às mãos do arremessador.

A partir da década de 40 o basquetebol evoluiu física, técnica e taticamente. Mas isto ficará para um próximo post.

Fontes de consulta:

The theory and Science of basketball. John Cooper & Daryl Siedentop. Philadelphia: Lea & Febiger, 1975.

Los records del baloncesto: 1997. Angel Cruz y Maria Luz Algarra. Madrid: Biblioteca Samranch – Fundación Pedro Ferrandiz, 1997.

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Um pouco da história do basquetebol em São Paulo

Amigos

Apesar da dificuldade de encontrar informações sobre a história do basquetebol em nosso país, passo a tentar oferecer informações sobre os campeões estaduais. Essa dificuldade pode provocar erros que espero sejam compreendidos. Solicito àqueles que tiverem informações sobre os campeões de seus estados ao longo dos anos que enviem para meu email (danrose@usp.br) para tentarmos resgatar a história do nosso basquetebol regional.

Começaremos por São Paulo

O basquetebol foi introduzido no Brasil por Auguste Shaw, em 1896, professor do Mackenzie College de São Paulo.

Desde então São Paulo se destaca no basquetebol brasileiro como um grande centro de desenvolvimento de atletas e com equipes do mais alto nível, sempre disputando os títulos das principais competições nacionais e internacionais.

No masculino, como não se lembrar de equipes como Sírio, Corinthians e Palmeiras que travavam grandes duelos nas décadas de 50 e 60. Nas décadas de 70 Sírio e Monte Líbano dividiam as atenções com conquistas memoráveis.

Isto sem falar do interior com Franca, Piracicaba, Rio Claro, Bauru, Limeira, São Caetano, Santo André e Ribeirão Preto (no masculino).

Atualmente São Paulo participa do NBB com oito equipes: Franca, Bauru, Ribeirão Preto, Araraquara, Pinheiros, Paulistano, Limeira, Sorocaba, São José dos Campos

No feminino, a década de 50 trazia novamente o Corinthians como destaque. A década de 60 foi marcada pelos confrontos entre São Caetano, Santo André e Piracicaba. Posteriormente, outras cidades do interior investiram no feminino e montaram grandes equipes como Catanduva, Presidente Prudente, Sorocaba, Campinas e Piracicaba mantendo sua tradição.

Atualmente, o basquetebol feminino tem suas forças concentradas em Ourinhos, Catanduva, Santo André e Americana.

 

Masculino

De 1925 a 1977 era disputado o Campeonato Metropolitano envolvendo somente equipes da capital paulista. O Clube Espéria foi o primeiro campeão e o Sírio o último.

O maior vencedor deste campeonato foi o Corinthians (17 títulos), seguido pelo Espéria (13), Palmeiras (12), Sírio (8). Também foram campeões a A.A.São Paulo, o S.Paulo e o Paulistano (1 vez cada).

Em 1940 foi disputado o primeiro campeonato do Interior com a Vitória do Grêmio Varhagem. O último aconteceu em 1977 com a vitória da Francana.

Franca é a maior vencedora deste Campeonato (12 títulos) seguida pelo XV de Piracicaba (6), Sorocabano, S,José e S.Carlos (2 títulos cada).

O Campeonato Estadual, reunindo as principais equipes da capital e do interior começou a ser disputado em 1932.  O Primeiro campeão foi o Palestra Itália e o E.C. Pinheiros obteve o título em 2011, depois de 25 anos sem um título de um clube da capital. O último havia sido conquistado pelo Monte Líbano em 1986.

A partir de 1978, o campeonato Metropolitano e do Interior foram extintos e foi criada a Divisão Especial.

O Corinthians com 14 títulos é o maior vencedor do Estadual Paulista, seguido de Franca (11), Sírio (9), Palmeiras (8), COC de Ribeirão Preto e Rio Claro (5), Espéria (4), Monte Líbano, São José e Limeira (3), XV de Piracicaba (2), Lwart – Lençóis Paulista, Mogi das Cruzes, Mackenzie – Barueri, Bauru (1).

Em nível nacional, as equipes paulistas detém o maior número de títulos envolvendo o Campeonato Brasileiro, disputado de 1965 a 2008 quando foi criada a Liga Nacional de Basquetebol.

Franca é a maior vencedora com 10 títulos, seguida do Sírio com 7, Monte Líbano (6), Corinthians (3), Rio Claro (2), Bauru, COC Ribeirão Preto, Palmeiras e Tênis de S.José (1).

Em 1979 o Sírio venceu o Campeonato Mundial Inter-Clubes realizado em S.Paulo.

 

Feminino

 

Ao contrário do masculino, o campeonato feminino sempre foi disputado em caráter estadual.

O primeiro realizado em 1957 teve como vencedor a equipe de Votorantim. O último campeão foi Americana.

Piracicaba é a cidade com o maior número de títulos estaduais (10), seguida de S.Caetano (8), Ourinhos (7), Sorocaba (6), Americana Santo André e Catanduva (4), Campinas (3), Osasco e Presidente Prudente (2) e o Paraná Clube e Votorantim com um título.

Em nível nacional, Ourinhos é a cidade detentora do maior número de títulos (5), seguida de Santo André (2). Guarulhos, Americana e Catanduva ganharam um título cada uma.

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Curiosidades do Basquetebol: 1991- 2011

  • Em 1992 surge o “Dream Team”. Pela primeira vez uma equipe profissional da NBA participa dos Jogos Olímpicos. A equipe: Michael Jordan, Larry Bird, Pat Ewing, Karl Malone, Scottie Pippen, Charles Barkley, David Robinson, Clyde Drexler, Chris Mullin, John Stockton, Magic Johnson e Chris Laetnner (o único universitário da equipe). O técnico: Chuck Daily do Detroit Pistons
  • Esta equipe conquistou o ouro em Barcelona vencendo a Croácia na partida final. A média de pontos do Dream Team foi de 117,2 a maior da história dos jogos
  • Em 1994 surge um segundo “Dream Team” para a disputa do Campeonato Mundial realizado em Toronto. A equipe: Alonzo Mourning, Shaquille O´Neal, Shawn Kemp, Reggie Miller, Dan Majerle, Derrick Coleman, Larry Johnson, Mark Price, Kevin Johnson, Steve Smith, Dominique Wilkins e Joe Dumars. O técnico: Don Nelson
  • Ainda em 1994, o Brasil quebra a hegemonia das americanas e soviéticas e vence o Campeonato Mundial Feminino, na Austrália. O jogo final foi contra a China
  • O brasileiro Oscar faz sua última partida pela seleção brasileira. Foi nos Jogos Olímpicos de Atlanta, 1996. O jogo foi contra a Grécia (72 x 91). Oscar é o maior cestinha dos Jogos: 1093 pts
  • Os americanos voltam a vencer os Jogos Olímpicos em 1996, 2000 e 2008.
  • A Argentina quebra a sequência de vitórias norte-americanas e sagra-se campeã Olímpica dos Jogos de Atenas, 2004 após vencer os Estados Unidos na semifinal e a Itália na final. Surge uma geração de excelentes jogadores: Scola, Ginóbili, Nocioni, Oberto, Delfino e Pepe Sanchez. Técnico: Ruben Magnano
  • No feminino, os Estados Unidos são soberanos nos Jogos Olímpico. Medalha de ouro em 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008.
  • Em 1996, o Brasil conquista a medalha de prata no feminino, nos Jogos de Atlanta.
  • Nesse período a Austrália se destaca pela evolução do seu basquetebol feminino conquistando a prata nos Jogos Olímpicos de 2000, 2004 e 2008 e o Campeonato Mundial de 2006. Laureen Jackson é o grande destaque da equipe
  • No masculino, a antiga Iugoslávia desmembra-se em seis fortes equipes: Sérvia, Croácia, Macedônia, Montenegro, Bósnia e Eslovênia.
  • Hortência é indicada para o Hall of Fame do Naismith Memorial. O fato se repete em 2007 no Hall of Fame da FIBA.
  • Ainda em 2007 mais dois brasileiros são indicados para o Hall of Fame da FIBA: Amaury Pasos e Kanela (in memorian)
  • Em 2008 é criada no Brasil a Liga Nacional de Basquetebol, reunindo os principais clubes brasileiros para a disputa do NBB (Novo Basquete Brasil)
  • Em 2010 o pivô brasileiro Ubiratan Maciel é indicado para o Hall of Fame do Naismith Memorial e Oscar é indicado para o Hall of Fame da FIBA.
  • Após uma longa ausência no masculino, finalmente, o Brasil conquista a vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012

 

 

 

Fonte:

Angel Cruz y Maria Luz Algarra. Los Records del Basket. Colección “El Baloncesto y su cultura”. Fundación Pedro Ferrandiz, 1997

 

Howard Blatt. Quest for the gold. Archway Papperback, 1996

 

FIBA. Basketball Results: 1930 – 2001. FIBA, 2002

 

www.fiba.com

 

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11-11-2011

No dia 11-11-2011 lembro alguns atletas que brilharam com essa camisa no basquetebol brasileiro e mundial. Esse post nasceu a partir de uma lembrança que o colega Marcelo Berro colocou no facebook e que foi ampliada pelo Flávio Espiga. Vale pela descontração. Puxe pela memória e acrescente os seus camisas 11.

Marcel – não precisa explicação

Menon – um dos jogadores mais técnicos que vi jogar

Sabonis – talvez o maior jogador soviético de todos os tempos e que brilhou na NBA jogando pelo Portland Trail Blazers

Meneghin – o maior pivô italiano de todos os tempos

Karl Malone – usou a 11 nos Jogos Olímpicos de Barcelona no Dream Team

Edson Bispo – um dos grandes pivôs do Brasil

Cosic – lendário pivô da antiga Iugoslávia

Dante De Rose Junior – astro do Instituto Estadual de Ensino Coronel Bonifácio de Carvalho de São Caetano do Sul nos Jogos Escolares de 1969 (kkk)