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O Brasil nos Mundiais e nos Jogos Olímpicos: parte 4 – um panorama geral

Neste novo post mostrarei um panorama geral da participação do Brasil e das principais potências do basquetebol nas duas competições mais importantes do nosso esporte, considerando o conjunto dessas participações do masculino e do feminino.

Masculino

Foram realizados 16 Campeonatos Mundiais e o basquetebol masculino já teve 17 edições nos Jogos Olímpicos.

Considerando-se as duas competições, os Estados Unidos é o país com o maior número de participações (32), ficando de fora somente dos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou. O Brasil é o segundo país com maior número de participações – 29 (16 em Mundiais e 13 em Jogos Olímpicos), seguido da Rússia com 25 (12 Mundiais e 13 em JO), Austrália – 22 (10 Mundiais e 12 JO), Canadá – 22 (13 Mundiais e 9 JO), Porto Rico – 21 (12 Mundiais e 9 JO), Espanha – 20 (10 Mundiais e 10 JO), Iugoslávia – 20 (11 Mundiais e 9 JO) e Itália – 19 (11 Mundiais e 8 JO).

Nessas duas competições, os Estados Unidos realizaram 266 jogos, com 234 vitórias (88,0%). O Brasil é o segundo país com o maior número de jogo – 228, com 133 vitórias (58,3%). Seguem-se: Rússia – 208j/157v (75,5%), Iugoslávia – 167j/127v (76,0%), Austrália – 165j/76v (46,1%), Canadá – 165j/70v (42,4%), Espanha – 163j/99v (60,7%), Itália – 155j/90v (58,1%), Argentina – 135j/77v (57,0%), China – 119j/33v (27,7%) e Uruguay – 105j/45v (42,9%).

Com este quadro, pode-se observar que, o Brasil, mesmo ficando de fora de três edições dos Jogos Olímpicos (2000, 2004 e 2008) mantém-se entre os países com maior participação, ratificando a importância do basquetebol masculino do nosso país ao longo dos anos. Considerado a quarta potência do basquetebol masculino do século XX, o Brasil ocupa, atualmente, o 13º lugar no ranking da FIBA, ranking esse liderado pelos Estados Unidos, seguido de Espanha, Argentina, Grécia e Lituânia. A Rússia, a segunda potência do basquetebol masculino, no século XX, também perdeu posições e ocupa a 11ª colocação. Outra potência do século passado (3º lugar) a Iugoslávia, com seu desmembramento, desapareceu do ranking mas deu lugar a países forte no basquetebol como a Sérvia (8º lugar) e Croácia (19º).

Feminino

O basquetebol feminino também teve 16 edições do Campeonato Mundial e 9 dos Jogos Olímpicos.

Novamente os Estados Unidos lideram o ranking de participações conjuntas com 23 (15 Mundiais e 8 JO), seguidos da Rússia – 21 (13 Mundiais e 8 JO), Brasil – 20 (15 Mundiais e 5 JO), Austrália – 20 (14 Mundiais e 6 JO), Coreia do Sul – 18 (13 Mundiais e 5 JO), Cuba – 14 (10 Mundiais e 4 JO), China – 14 (8 Mundiais e 6 JO), Japão – 14 (11 Mundiais e 3 JO), Canadá – 13 (9 Mundiais e 4 JO) e Tchecoslováquia – 11 (8 Mundiais e 3 JO).

O maior número de jogos foi disputado pelos Estados Unidos – 171/148v (86,5%). Seguem-se: Rússia – 158j/131v (82,9%), Brasil – 145j/78v (53,8%), Coreia do Sul – 145j/71v (49%), Austrália – 142j/90v (63,4%), Japão – 103j/37v (35,9%), Cuba – 102j/43v (42,2%) e China – 100j/50v (50%).

No feminino, o Brasil também ocupa uma posição de destaque, sendo considerado a terceira potência mundial do século XX, somente atrás de Estados Unidos e Rússia. Com a ascensão da Austrália e alguns maus resultados nos últimos Mundiais e Jogos Olímpicos, nosso país perdeu algumas posições e, atualmente, ocupa o 6º lugar no ranking da FIBA que é liderado pelos Estados Unidos, seguido de Austrália, Rússia, República Tcheca e Espanha.

Masculino e Feminino – cômputo geral

Se considerarmos o masculino e o feminino nessas duas competições, o Brasil ocupa a segunda posição em número de participações (49), ficando atrás apenas dos Estados Unidos (55). A Rússia aparece em terceiro lugar com 46 participações e a Austrália em quarto com 42. As demais posições são ocupadas por Canadá (35), China (31), Coreia do Sul (30), Iugoslávia (29), Itália (28), Japão (25), Cuba (24), Tchecoslováquia e França (20).

Em número de jogos, os Estados Unidos mantém a supremacia com 437j/382v (87,4%), seguido do Brasil com 383j/2111v (55,1%), Rússia – 366j/288v (78,7%), Austrália – 307j/166v (54,1%), Canadá – 258j/108v (41,9%), China – 219j/83v (37,9%), Coreia do Sul – 233j/88v (37,8%), Iugoslávia – 230j/154v (67%) e Itália – 210j/112v (53,3%).

Estes números mostram a importância e a força do basquetebol brasileiro no cenário mundial. Mesmo com alguns resultados não condizentes com sua tradição nos últimos anos, o Brasil continua no topo da lista de potências mundiais e pode retomar sua posição de prestígio a partir de 2012, quando estará representado pelas duas equipes nos Jogos Olímpicos de Londres.

Há que se pensar no futuro, nos investimentos nas categorias de base para que nas próximas competições (Mundial de 2014 na Espanha e Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro), estejamos brigando por posições de destaque e não somente participando da festa.

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2 comentários em “O Brasil nos Mundiais e nos Jogos Olímpicos: parte 4 – um panorama geral

  1. Caro Dante, o Brasil tem uma participação internacional no basket similar ou melhor que o futebol. Os diretores de escolas públicas deveriam saber deste ranking, pois é muito importante, induzir a criançada para a prática nas escolas
    Carlão

  2. Carlão
    Infelizmente nossas autoridades esportivas não dão a mínima para esse tipo de assunto. Imagine então os diretores de escolas públicas. É uma pena que algo tão importante não seja destacado.

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