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Euroliga: análise final

A Euroliga chegou ao final com um jogo sensacional. Após estar em desvantagem de 19 pontos, o Olympiakos virou o jogo e no último segundo converteu a cesta que o colocaria pela única vez na liderança, a liderança que lhe garantiu o título frente à fortíssima equie do CSKA Moscou.

Assistimos a um desfile de astros do basquetebol mundial (jogadores e treinadores) que jogaram no mais puro estilo europeu: defesa forte e ataque baseado em muita organização e poucos riscos.

Os jogos, se analisados com muito critério, não apresentaram um desenvolvimento técnico esperado para uma competição desse nível. Placares baixos, percentual baixo de aproveitamento e muitos erros. Explicável talvez pela importância da competição e pelo respeito mútuo entre as equipes.

Analisando alguns dados:

Eficiência: a média de eficiência das equipes nas quatro partidas foi de 64,8, sendo que a final foi o jogo com o menor índice de eficiência do Final Four (Olympiakos 50; CSKA 55).

Média de pontos feitos/pontos possíveis: foi um Final Four com contagens baixíssimas (estilo europeu, muito respeito ou muitos erros de arremessos?). A média de pontos por equipe/por partida foi de 66,0. A média de pontos possíveis (somatória dos arremessos tentados de 2, 3 e lances-livres) foi de 151,9 por equipe/por partida. Ou seja um aproveitamento de 43,5% dos pontos possíveis. Curiosamente, na final, o Olympiakos teve um aproveitamento de 42,8% contra 48,0% do CSKA. E isto se deveu ao maior número de pontos possíveis do time grego em  relação ao time russo (145 x 127). Neste caso, o volume de jogo foi decisivo para a vitória.

Percentual dos pontos obtidos através dos arremessos de 3, 2 e lances-livres: No total foram convertidos 528 pontos sendo 262  a partir dos arremessos de 2, 156 a partir dos arremessos de 3 e 110 dos lances-livres o que representa, respectivamente, 49,6%, 29,6% e 20,8%.

Rebotes: em média foram obtidos 35,9 rebotes por jogo/por equipe. O número pode ser considerado normal, principalmente pelo volume de jogo das equipes que optaram por um jogo mais controlado. A final foi a partida com a menor média de rebotes por equipe do Final Four: 30,5.

Assistências: esse volume de jogo relativamente baixo também influenciou no número de assistências. A média foi de 10,8 e novamente a final mostrou um número muito baixo de assistência – 19 – 9,5 por equipe.

Bolas perdidas: a média por partida foi de 14,5. E a final se destacou pelo número excessivo de bolas perdidas – CSKA 22; Olympiakos 20.

Esses são apenas alguns números a serem analisados e que servem para que tenhamos uma ideia do basquetebol que é jogado na Europa. Podemos afirmar que no Final Four as equipes privilegiaram o jogo controlado, até mesmo em função das fortes defesas, com maior incidência de arremessos de dois pontos. E mesmo assim o aproveitamento foi abaixo dos níveis que podem ser considerados normais para equipes daquele nível.

No entanto, devemos levar em consideração que, por se tratar de um torneio disputado em “mata-mata”, muitas vezes (e isto foi comprovado novamente nesta Euroliga), toda a estatística anterior pode ser desconstruída em uma única partida, onde vários fatores podem contribuir para a vitória da equipe que não seja, necessariamente, a melhor do campeonato. Lembrando que o Olympiakos era a equipe com os piores indicadores entre as quatro postulantes ao título.

 

Spanoulis o MVP do Final Four

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