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Índice de eficiência no basquetebol 5: as posições específicas – parte 2

Em 24 de abril de 2012 publiquei a primeira parte do artigo que tenta explicar as relações entre o índice de eficiência no basquetebol e as posições específicas. Ao final do referido artigo prometi mostrar alguns exemplos reais, baseados em estudos.

Os dados agora apresentados foram extraídos das estatísticas do Campeonato Mundial Masculino, realizado em Istambul em 2010.

Inicialmente foram considerados os índices de eficiência dos 287 jogadores que participaram do Campeonato, representando 24 equipes e 90 jogos.

Os atletas foram divididos nas três posições específicas clássicas do basquetebol, de acordo com a relação oficial das equipes disponível no site oficial da FIBA (www.fiba.com).

Assim sendo tivemos 107 armadores, 115 laterais e 66 pivôs.

A média geral individual de eficiência do campeonato mundial foi de 6,9. Os armadores apresentaram uma média de eficiência igual a 6,1, enquanto os laterais tiveram 7,2 e os pivôs 7,7.

Dezesseis atletas tiveram índices maiores do que 15 (5 armadores, 7 laterais e 4 pivôs). Sessenta atletas estiveram na faixa entre 10 e 14,9; 97 entre 5 e 9,9; 102 entre 0 e 4,9 e 12 atletas apresentaram índice de eficiência negativo na faixa de -0,1 a -2,0.

Estratificando a amostra, analisamos o comportamento do índice de eficiência dos atletas que participaram de 50% dos jogos e 50% do tempo de jogo. De acordo com este critério, a amostra foi reduzida a 142 jogadores, sendo 55 armadores, 57 laterais e 30 pivôs.

Os pivôs se mantiveram com a melhor média de eficiência (8,6), seguidos dos laterais (7,9) e armadores (7,2). Este grupo de 142 atletas teve como média de eficiência – 7,6.

Reduzindo ainda mais a amostra, calculou-se o índice de eficiência dos 50 melhores jogadores neste item.

A média de eficiência foi igual a 14,7, sendo que os armadores (16) tiveram média de 14,2, os laterais (21) tiveram média igual a 15,1 e os pivôs (13), 14,6. Os intervalos de variação para cada posição foram os seguintes: armadores 11,6 – 20,4; laterais 11,7 – 24,9 e pivôs 11,9 – 21,6.

Utilizando o mesmo critério foram calculados os índices de eficiência dos cinquenta melhores jogadores da fase de classificação do NBB 2011/2012. A média geral foi de 15,5.

Os armadores (10) obtiveram média de 15,6; os laterais (20), 15,3 e os pivôs (20), 15,5.

Os intervalos de variação de acordo com as posições específicas foram os seguintes: armadores 12,1 – 21,6; laterais 11,5 – 21,4 e pivôs 11,8 – 26,1.

Esses dados são estritamente numéricos e não consideram o peso dos fatores que compõem esses índices. Este é um tema que deve ser explorado, pois como foi colocado na primeira parte deste artigo, questiona-se se seria justo atribuir a mesma pontuação aos indicadores de jogo para posições e funções diferentes.

Também não se consideram nesses cálculos fatores como a organização tática das equipes e os momentos do jogo nos quais os indicadores de jogo são executados.

Enfim, o tema é intrigante, mas pode servir como um meio de análise do desempenho individual e coletivo em jogos de basquetebol.

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2 comentários em “Índice de eficiência no basquetebol 5: as posições específicas – parte 2

  1. Dante vc poderia me enviar a referencia desses artigos?
    Queria ler com mais calma e mais a fundo, por que faz tempo que o Alberto nao publica sobre isso. e meu novo orientador tá em outra linha.
    Um abraço

  2. Dante, com que prazer escrevo este comentário sobre “José Medalha”, um grande mestre, e tambem um grande apaixonado pelo basquete. Precisamos de pessoas como o Medalha, foi meu professor na FEFISA onde cursei a 1ª turma da faculdade. Tenho boas lembranças dessa época.Parabéns por colocar a coluna do Medalha, e que tenha muito sucesso.
    Um grande abraço, Vanildon

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