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Pré-Olímpico Masculino: três vagas em jogo na Venezuela

Amigos do Basquetebol

De 2 a 8 de julho começa uma acirrada disputa pelas três vagas restantes para o basquetebol masculino nos Jogos Olímpicos de Londres. A disputa promete ser duríssima, pois os quatro países europeus (Rússia, Lituânia, Grécia e Macedônia) virão com toda força para obter essas três vagas. Além deles, Porto Rico, Venezuela e República Dominicana tentarão a façanha. Nova Zelândia, Nigéria, Angola, Jordânia e Coreia completam o grupo, mas sem qualquer chance de classificação.

Os doze países foram divididos em três grupos:

A – Grécia, Jordânia e P.Rico

B – Venezuela, Nigéria e Lituânia

C – Rússia, Coreia e R.Dominicana

D – Angola, Macedônia e N.Zelândia

O sistema de disputa prevê a classificação de dois países por grupo, sendo que os confrontos serão os seguintes: (a) 1º A x 2º B; (b) 2º B x 1º A; (c) 1º C x 2º D; (d); 2º C x 1º D. As semifinais serão realizadas entre Venc. (a) x Venc (c) e Venc (b) x Venc (d). Os vencedores estarão automaticamente classificados e os perdedores farão o “jogo da morte” (ou da Vida) para apontar o último classificado.

Opinião para os jogos semifinais: Grécia x Rússia e Lituânia x Macedônia. Classificados Rússia, Lituânia e Grécia.

A tabela completa poderá ser vista em http://london2012.fiba.com/pages/eng/fe/12/olym/p/asid/6229/eid/6232/lid//rid//sid/6232/schedule.html

Dos países participantes deste Torneio Pré-Olímpico, Jordânia, Venezuela, Nigéria, Rep. Dominicana e Macedônia nunca participaram dos Jogos Olímpicos.

A Rússia (incluindo a fase de União Soviética) participou em 12 edições dos Jogos, vencendo duas vezes e obtendo 3 medalhas de prata e 4 de bronze. Porto Rico participou por 7 vezes e sua melhor colocação foi o 4º lugar. Seguem (participações e melhor colocação): Coreia (6, 8º); Lituânia (5, três medalhas de bronze); Angola (5, 12º); Grécia (3, 5º); Nova Zelândia (2, 10º).

Ranking da FIBA: Grécia (4º), Lituânia (5º), Rússia (11º), Angola (15º), P.Rico (16º), N.Zelândia (18º), Nigéria (21º), Venezuela (22º), R.Dominicana (25º), Jordânia (28º), Coreia (31º) e Macedônia (33º).

Lembrando que uma das seleções classificadas estará no grupo do Brasil que ainda terá a Austrália, China, Espanha e Grã Bretanha.

 

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UM GIRO PELO BASQUETEBOL DA EUROPA: ISTAMBUL, BELGRADO, ZAGREB, BARCELONA – parte 2

Amigos do Basquetebol

Esta é a segunda parte da contribuição enviada pelos colegas Miguel Palmier e Rodrigo Kanbach.

BELGRADO, SÉRVIA –  2ªsemana.

Chegamos a Belgrado ávidos para acompanhar os treinamentos da Academia FMP, ainda mais depois do sucesso de Dusan Ivkovic e de Milos Teodosic nas finais da Euroliga.

A Sérvia é um país que saiu há apenas 13 anos de guerras consecutivas, Kosovo, Sarajevo e todas as outras que as antecederam, e não foram poucas. Além disto, tenta se libertar ainda de padrões estabelecidos pelo comunismo e pela ditadura de Slobodan Milosevic e por tudo isto o pais ainda se recente com uma economia fraca baseada na agricultura e um povo muito fechado que só demonstra alegria em raríssimos momentos de intimidade, jamais em público.

Os treinamentos são duríssimos, pois se tem uma consciência muito grande de que para muitos garotos daquele país o basquetebol é a salvação da sua vida e de sua família, muito parecido com que temos aqui com o futebol. Um futuro melhor é o que eles esperam, não vão para a quadra querendo apenas ter uma atividade física para fazer, ou se recrear vão porque querem ser profissionais e ganhar a vida desta forma: jogando basquetebol. A partir daí vocês podem imaginar o respeito que há pelos treinadores e pelas instituições, o treinador não precisa cobrar intensidade nos treinamentos, isto vem com eles, se realizam algo errado que sabem fazer, chegam ao ponto de se martirizar e repetem, repetem, repetem até a exaustão.

Aliás, esta é a tônica dos treinamentos das categorias de base na Sérvia: REPETIÇÃO E INTENSIDADE. Nada do que não tenhamos conhecimento por aqui, excetuando-se alguns detalhes, a diferença está na cultura do povo e os que motivam a fazer treinamentos tão duros. Gostaríamos de ressaltar que não há interferência nenhuma dos pais no processo, sendo eles meros expectadores em dias de jogos. Não presenciamos em momento algum pais assistindo treinamentos, pois confiam nos treinadores e estes são como MESTRES com letras maiúsculas para eles. Discordamos por muitas vezes dos xingamentos e até humilhações que os treinadores impõem aos seus atletas, (lógico que não entendemos muita coisa da língua Sérvia, mas dava para perceber que não era carinho) mas como disse antes a cultura é completamente diferente. Imaginem um pai com o Estatuto da criança e do adolescente nas mãos, encontrar um treinador deste, ele estaria preso na mesma hora aqui no Brasil. Friso bem: Não concordamos com estas atitudes.

A Academia FMP é uma instituição privada, com fins lucrativos, onde para ficar interno nela se paga mensalmente uma quantia. Lá o garoto tem alimentação, escola e alojamentos de primeiríssima qualidade. Os alojamentos têm padrão de hotel três estrelas. A escola fica a trinta metros atrás do alojamento e o ginásio principal entre o alojamento e a escola. Eles têm ainda mais dois ginásios na cidade onde treinam as categorias U 12 e U 13. Todos, desde a mais tenra idade, têm contrato assinado com o dono da academia, um milionário que investe em jogadores de Basquetebol, pois é um apaixonado pelo jogo, e nada melhor ter lucro com aquilo que se tem paixão. Há um ano a FMP incorporou o Estrela Vermelha que vinha mal financeiramente e, portanto a Academia injetou dinheiro na marca e se fundiu. Mas não deixa de ter uma equipe de garotos U23 jogando a Liga Sérvia, na mesma divisão do Estrela Vermelha, é o que os Espanhóis chamam de cantera.

A equipe profissional e o treinador Pesic.

Tivemos a oportunidade de ver um clássico do basquetebol Sérvio ao vivo: Estrela Vermelha x Partizam. É como se jogassem Corinthians e Palmeiras ou Vasco e Flamengo. Aliás, os Sérvios na hora de torcer não devem nada aos gregos, são muito inflamados, e mais, entendem de basquetebol, só são irresponsáveis na hora de atirar objetos na quadra. Como muita gente fuma, tanto na Turquia como na Sérvia, eles atiram isqueiros em uma quantidade inacreditável na quadra de jogo, atingindo por vezes os árbitros e ou jogadores. Existe a revista pessoal e da mesma forma não se pode entrar com câmeras e etc…, mas os tais dos isqueirinhos passam e na hora que o time está perdendo parece que chovem na quadra. Neste ponto eles estão muito mais atrasados que nós.

O jogo foi de uma fase classificatória e o Partizam ganhou na prorrogação. O que pudemos ver foram defesas hercúleas, onde para se pontuar o atacante tinha que fazer um esforço tremendo, e se não bastasse não tem contra-ataque, pois as faltas táticas são usadas em larga escala. Se algum jogador escapa, faz-se falta para que não faça bandeja, não importa se é o melhor do time ou se é o pior, todos tem esta determinação, aí meus amigos o jogo fica chato demais. A arbitragem não liga nem reprime. Tivemos a noção exata do que é jogo físico nesta partida. Na Euroleague os jogadores estavam mais comedidos.

Durante o contato que tivemos com os treinadores nos foi possível observar que alguns não gostam muito de conversar e até se esquivam de perguntas e debates, são muito fechados. Pesic teve um breve contato, mas também muito rápido e não do tamanho que queríamos.

Sobre os treinamentos de Pesic, que estava entrando em fase preparatória para as semifinais da Superliga Sérvia, cobrava muito dos seus comandados o “time” na ofensiva e a intensidade na defesa, do alto das suas conquistas e idade, não se furtou a correr e a comandar nenhum treinamento.

Existem 4 divisões na Sérvia, e as principais equipes estão na capital Belgrado.

Durante a temporada jogam a Liga Adriática, Liga dos Balcãs e a Liga Báltica, as equipes da Sérvia são divididas pelas colocações em cada liga destas, sendo que a maior liga é a Liga Adriática que tem tido inclusive a participação de equipes de Israel.

ZAGREB, CROÁCIA –  2ª semana.

Após uma viagem de 5 horas em uma van, chegamos a Zagreb na Croácia. Detalhe, tivemos que ir de van, pois não existem mais voos entre a Croácia e a Sérvia desde a última guerra, por questões de estratégia militar.  Que bela cidade nos pareceu logo no primeiro momento, depois de termos passado uma semana na Sérvia, parecia realmente que estávamos de volta à Europa. Muito bem estruturada, povo alegre e caloroso, nos pareceu que por lá a crise ou as guerras não haviam afetado muito a população.

 Museu DRAZEN PETROVIC

Tivemos a oportunidade de fazer uma visita ao museu de Drazen Petrovic, onde fomos calorosamente recebidos por sua mãe e a curadora do museu. O culto ao ídolo e atleta maior daquele país nos emocionou, e ficamos mais orgulhosos ainda quando a mãe de Drazen, sabendo que éramos brasileiros, lembrou que por várias vezes Drazen enfrentou Oscar Schmitd, um dos maiores ídolos do Basquetebol Brasileiro. O museu é muito bem cuidado e é anexo ao ginásio do Cibona Zagreb, local onde Drazen deu seus primeiros passos como jogador profissional. Fomos agraciados com um lanche no Café Amadeus de propriedade da mãe de Drazen, que nos relatou que assim que ele fechou seu primeiro contrato fora, Real Madrid, com as luvas ele comprou o café, que fica na entrada do ginásio, pois era um apaixonado pelo local e pelo café em si.

Após esta visita tivemos a oportunidade de visitar toda a estrutura do Cibona Zagreb, vestiários, ginásio, área VIP com as flâmulas e troféus, e para nossa surpresa encontramos flamulas do Clube Monte Líbano de São Paulo e do SC Corinthians Paulista na sala de troféus do Cibona.

Tivemos ainda a oportunidade de observar treinos específicos de fundamentos para categoria U19 e da equipe profissional, a qual o treinador principal fez questão de nos receber muito bem.

BARCELONA, ESPANHA –  3ª semana.

Mesmo sabendo que não deveríamos poder observar as categorias de base do Barcelona, pois os campeonatos já estariam terminados, chegamos na época das semifinais da LIGA ACB, onde os dois primeiros jogos com o rival Valencia seriam na cidade. Entre museus e praias magníficas e muita conversa em seus vários bares das famosas tapas, fomos convidados por seu diretor, Jordi Ardevòl, uma pessoa bem solícita e simpática, a acompanhar os jogos no Palau Blaugrana. E o que vimos foi um show dos brasileiros Huertas pelo Barcelona e Faverani, pelo Valencia. Este último deu um salto qualitativo e de maturidade nesta temporada em relação a 2011 no Murcia, sendo o esteio de todo o sistema ofensivo de seu técnico croata Perasovic.

FINALIZANDO

O que ficou foi a sensação de que todos que militam no basquetebol, sejam treinadores, dirigentes ou atletas, deveriam passar por uma experiência desta. Cremos que o contato com outros povos, e outras culturas “basquetebolísticas”, nos fez crescer, até mesmo para ter certeza que não estamos muito longe daquilo que eles praticam no seu dia a dia. Traz também a certeza que temos muitos bons valores como treinadores no Brasil, o que precisamos é dar a chance para que eles realizem intercâmbios para que se credenciem cada vez mais e possam desenvolver tudo aquilo que sabem em favor de uma qualidade técnica maior dos nossos jogadores e da nossa forma de jogar.

Esperamos ter colaborado de alguma forma com aqueles que não tiveram a chance ainda de realizar um intercambio desde, e que ponham, os mais novos principalmente, como meta na sua carreira, buscar sempre, com muita humildade, o conhecimento. Se DEUS quiser e nos ajudar até a próxima no ano que vem, rumo aos EUA.

Abraços; Miguel Palmier e Rodrigo Kanbach.

Obs: os textos apresentados nesta coluna são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem qualquer alteração de conteúdo.

Formação Esportiva · Opinião do autor · Todos os posts

Como ajudar a construir uma base melhor no nosso basquetebol?

Amigos do Basquetebol

O Brasil obteve a classificação para o Campeonato Mundial Sub-19 ao conquistar o Vice Campeonato da Copa América Sub-18, realizada recentemente em São Sebastião do Paraíso. Um resultado a ser muito comemorado.

Mas este excelente resultado não esconde os problemas que temos observado no trabalho das categorias iniciais do nosso basquetebol. Uma das consequências deste fato foi o quarto lugar no Sul-americano sub-15 e que nos tirou a classificação para a Copa América que dá acesso ao Mundial.

Este resultado, especificamente, gerou uma série de comentários e críticas nas redes sociais, colocando em dúvida o trabalho que é realizado nas categorias de base, especialmente naquelas iniciais. A maioria dos comentários e críticas eram direcionados à CBB e a sua atuação neste setor do basquetebol brasileiro.

No entanto, entendo que este não é um problema exclusivo da CBB. Ele envolve os treinadores, clubes, Escola Nacional de Treinadores, instituições que desenvolvem o basquetebol na base.

E então vem a pergunta: o que estamos, efetivamente, fazendo ou contribuindo para mudar este quadro?

Enquanto vemos países vizinhos estabelecendo diretrizes para a prática esportiva nas suas fases iniciais (e aqui vou me restringir ao Basquetebol), o que temos por aqui?

Como a CBB e as Federações lidam com essa questão? Como nós técnicos e professores agimos em relação ao assunto?

Entendo que a CBB tem uma responsabilidade muito grande no estabelecimento de uma diretriz, minimamente, adequada que permita a prática do basquetebol de forma mais abrangente ao longo deste imenso país. Mas como fazer isto se o assunto não é discutido em nível nacional?

Como tentar melhorar a prática do basquetebol desde seu início se não sabemos o que acontece Brasil afora? Temos notícias de ações isoladas praticas em alguns estados. Mas serão elas suficientes? Existe um Comitê Internacional de Mini Basquetebol que tem um representante brasileiro. Ocorre que não temos notícias do que acontece com este comitê e das suas deliberações. E o mini basquetebol seria um primeiro passo para uma mudança de atitude.

Acredito que a CBB poderia reunir pessoas interessadas em desenvolver este assunto e propor uma ação conjunta que possa contemplar a prática do basquetebol de forma uniforme nas categorias iniciais (e aqui me atenho, especificamente, ao mini basquetebol).

Nesse contexto, acredito que seria fundamental que houvesse um diagnóstico do que acontece nas diferentes regiões do país para conhecermos, de verdade, nossa realidade e não ficássemos dependentes  somente da boa vontade de alguns que realizam atividades importantes para o desenvolvimento do basquetebol e para que essas experiências pudessem ser aproveitadas em outras regiões.

Outra ação que considero necessária á  conhecer de forma mais aprofundada o que  se faz pela América do Sul e em outros países em termos de mini-basquetebol e categorias de base. Temos a consciência de que há trabalhos muito interessantes sendo desenvolvidos na Espanha, Argentina, Uruguay e Chile. Por que não aprendermos com eles?

Creio que, de posse desse conhecimento básico, poderíamos propor ações mais objetivas em nível de atuação profissional, de planejamento de atividades, de modelos de aulas/treinos adaptáveis à realidade de cada região (função esta que deveria estar atrelada à ENTB).

Seria de fundamental importância reunir representantes das várias instituições que desenvolvem o basquetebol no país para discutir como implementar sua prática, principalmente nas idades iniciais quando esta prática deveria ser mais democrática. Clubes, escolas e demais instituições deveriam participar ativamente desse movimento.

Lembro que defendo a expansão da prática do basquetebol a partir da Escola.

É claro que estamos diante de um grande desafio neste ano de 2012, cuja prioridade são os Jogos Olímpicos com a participação de nossas duas equipes e uma grande expectativa com a volta do masculino. As atenções estão voltadas para isto. Mas não podemos depender dessas competições e de seus resultados para definir essa política para as categorias de base.

Nossas seleções de base não sobreviverão se o trabalho na escola, nos clubes ou em qualquer outra instituição que promova o basquetebol não for bem feito. E isto não é problema só da CBB. É de todos nós.

Precisamos de muitas crianças jogando basquetebol. Formal ou informalmente. Através de festivais ou campeonatos.

Só assim poderemos pensa em um futuro promissor para nosso basquetebol.

Textos relacionados publicados no blog

Exemplos de trabalho de base no basquetebol http://bit.ly/JaOiYk – post publicado em 19-05-2012

Esporte na Escola: solução para nossos problemas? http://bit.ly/HUIfGs – post publicado em 03-04-2012

A política para o esporte no Brasil: existe uma política? – post publicado em 25-05-2011

Pré Olímpicos · Todos os posts

Pré-Olímpico Feminino: começam a ser definidas as últimas cinco vagas para Londres

Amigos do Basquetebol

De 25 de junho a 1 de julho, em Ankara (Turquia) doze países começarão a luta pelas cinco vagas restantes para o basquetebol feminino nos Jogos Olímpicos de Londres.

Os doze países foram divididos em três grupos:

A – Turquia, Japão e Porto Rico

B – Nova Zelândia, Argentina e República Tcheca

C – Moçambique, Coreia do Sul e Croácia

D – Canadá, França e Mali

O sistema de disputa prevê a classificação de dois países por grupo, cruzando os classificados de A x B (1º. X 2º e 2º. X 1º) e os classificados de C x D. Os vencedores estarão automaticamente classificados para os Jogos Olímpicos. Os perdedores jogarão pela última vaga.

A tabela completa poderá ser vista em http://london2012.fiba.com/pages/eng/fe/12/olym/p/asid/6226/eid/6232/lid//rid//sid/6232/schedule.html

Dos países participantes deste Torneio Pré-Olímpico, cinco nunca participaram dos Jogos: Turquia, Porto Rico, Nova Argentina, Moçambique e Croácia.

A Coreia é o país com maior número de participações (6), seguida da República Tcheca (5, sendo 3 como a antiga Tchecoslováquia), Canadá (4), Japão (3), Nova Zelândia (2), França e Mali (1).

Desses, somente a Coreia obteve medalha (prata), em 1984. Em 2008, na China, estiveram presentes: Nova Zelândia (10º), Repúbica Tcheca (7º), Coreia (8º) e Mali (12º).

No ranking da FIBA, a República Tcheca é a melhor posicionada (4º). Os demais ocupam as seguintes posições: França (8º), Coreia (9º), Canadá (11º), Argentina (12º), Japão (15º), Nova Zelândia (16º), Mali (19º), Turquia (21º), Porto Rico (24º), Croácia (31º) e Moçambique (37º).

Lembrando que duas das seleções classificadas estarão no grupo do Brasil que ainda terá a Rússia, Austrália e Grã Bretanha.

Opinião sobre as possíveis seleções classificadas: República Tcheca, França, Turquia, Croácia e Coreia.

Mestres do Basquetebol · Todos os posts

Além do Basquetebol

Amigos do Basquetebol

Trago a vocês alguns conceitos do renomado “Coach K” (Mike Krzyzewski) extraídos do livro BEYOND BASKETBALL (Ed: Business Pluss Group- www.hachettebookgroup.com – 2007). Eles foram enviados pelo amigo Sidney Colleone (Sidão – pivô que atuou em S.Caetano nos anos 60 e 70).

São conceitos que vão “Além do Basquetebol” e servem para nossa vida toda.

Adaptabilidade

Temos que aprender sobre paixão, comprometimento, persistência e intensidade. Mas também temos que aprender sobre a adaptabilidade. Seu planejamento tem que se amoldar ao que você e seu time são agora. Você tem que estar sempre pronto a se adaptar. Quando você pratica este conceito, você e sua equipe estarão muito mais propensos ao sucesso.

 Adversidade

A adversidade pode ensinar muito mais do que o sucesso. Superar uma dificuldade pode, às vezes, ser muito melhor do que obter uma vitória fácil. A melhora pode ser o resultado das adversidades. A melhora vem da aprendizagem sobre seus limites e como superá-los. Todas as vezes que enfrentamos as adversidades, procuramos por soluções e pelo impacto positivo que elas têm sobre nós mesmos, sobre nossa equipe e sobre nossa família.

Equilíbrio

Energia, paixão e intensidade: todas são coisas muito boas. São fundamentais para encontrar o sucesso em sua vida e carreira. Mas, tão importante para a vida quanto esses fatores, é o equilíbrio. Estar motivado em sua carreira é muito importante, mas tem que se ter cuidado para não se cometer excessos. Se não houver equilíbrio entre o tempo e a energia despendidos em sua carreira, sua família, sua religião, suas amizades e sua participação na comunidade, você poderá tornar-se internamente desequilibrado.

Acreditar

“Eu te amo” são palavras muito importantes em qualquer cultura. Mas há quatro palavras que não são ditas o bastante pelas famílias quando interagem com suas crianças ou pelos membros de uma equipe quando interagem entre si. Em todas as formas de liderança, seja você um treinador, diretor de empresa, pai essas outras quatro palavras, quando ditas, podem trazer o melhor de sua equipe, família ou empregados – “Eu acredito em você”. Quando alguém acredita em você, essa pessoa te ajuda a superar a ansiedade que resulta do sentir-se só. Acreditar aumenta sua confiança e te permite tentar coisas que parecem ser impossíveis de se alcançar. O acreditar não ocorre naturalmente. Você tem que trabalhar para que aconteça. Tem que conquistar e continuar merecendo.

Cuidado

Quando você cuida e se importa com alguém ou com alguma coisa você mostra que está preocupado com essa pessoa ou com essa coisa, tanto nos bons, quanto nos maus momentos. O cuidado é importante para uma equipe porque, se quiser mudar limites, haverá momentos em os erros acontecerão. Quando você comete um erro, e sabe que o cometeu, você tornar-se-á muito vulnerável. O apoio, cuidado e a preocupação que vêm das outras pessoas o tornarão mais confiante. Você sabe que contará com apoio incondicional dessas pessoas. Isto cria uma atmosfera propícia para o sucesso e te dá mais confiança para tentar novamente.

Desafios

Acho muito importante não estar em uma zona de conforto. Para evitar isto, eu tento encontrar, constantemente, novos desafios, testar meus limites e descobrir que aqueles desafios sempre estiveram por perto. Encarar os mesmos desafios não é fácil, mas ta ajuda a descobrir coisas sobre si próprio que você talvez nunca imaginasse. Quando você enfrenta novos desafios é imperativo que conte com o apoio das pessoas que você mais ama. Com o apoio da família, não importa se não conseguir superá-los. Eu fico muito empolgado com as coisas que aprendo como resultado de encarar novos desafios.

Responsabilidade coletiva

A reclamação é uma força destrutiva em um grupo e não deve ter lugar em um vestiário de uma verdadeira equipe. Quando alguém faz alguma coisa boa, todos fizemos. Quando alguém comete um erro, todos cometemos. Dividir a responsabilidade de uma vitória ou uma derrota remove o peso dos ombros de alguém e o distribui entre cada membro da equipe. Você deve jogar pelo nome que está na frente de sua camiseta e não pelo nome que está atrás dela.

Leituras · Todos os posts

Boas leituras: André Agassi e Basquetebol

Depois de um tempo sem dar sugestões, volto com boas dicas de leituras relacionadas ao esporte.

Começo com a autobiografia de André Agassi. Um dos maiores tenistas de todos os tempos, mostra de maneira clara e até surpreendente sua vida de tenista, imposta por seu pai obcecado por vitórias do filho talentoso.

Agassi nos brinda com um relato sobre seu amor e ódio ao tênis que lhe custou envolvimento com drogas e álcool e com celebridades, mas também o topo do mundo, mesmo depois de ter abandonado e regressado às quadras.

É uma obra que mostra como a interferência inadequada de um pai pode causar problemas na personalidade de uma criança.

É um livro denso e que nos leva a refletir se vale a pena ter sucesso à custa de tanto sacrifício e de escolhas nem sempre adequadas.

Agassi: autobiografia. Editora Globo (Livraria Saraiva – R$ 25,00)

A outra sugestão é a do livro The Book of Basketball (Bill Simons). Este livro nos traz uma série de histórias interessantes sobre equipes e astros da NBA. O ponto alto do livro é a biografia de 96 atletas que o autor considera como os melhores de todos os tempos, divididos em uma pirâmide de quatro andares. No topo desta pirâmide estão, entre outros: Michael Jordan, Bill Russell, Kareem Abdul-Jabar, Magic Johnson e Larry Bird (somente para citar os cinco primeiros pela ordem).

O autor também relata a história das equipes que marcaram época na NBA como o Celtics de 1986, o Bulls de 1996 e 1997, o Lakers de 1972 e 1987, o Pistons de 1989 e outras equipes maravilhosas que deixaram muita saudade.

Este livro de 720 páginas é uma Bíblia para quem gosta da história do basquetebol norte-americano. Ele não tem tradução e pode ser adquirido pela Amazon (preço médio: U$ 14,00 + o frete. O total fica em torno de U$ 22,00). Como informação adicional: recebi o livro após somente 3 dias do pedido (não sei se é o padrão ou se dei muita sorte).

The Book of  Basketball – Bill Simons – ESPN Books.

 

Divirtam-se e boas leituras!

História do Basquetebol · Todos os posts

Lendas do Basquetebol: Cousy, Frazier e Stockton

Continuando com nossas lendas do basquetebol agora chegou a vez de três grandes armadores. Jogadores que fizeram história por sua inteligência, passes fantásticos e títulos.

São eles: Bob Cousy, Walt Frazier e John Stockton.

Bob Cousy (9 de agosto de 1928)

Considerado por muitos o melhor armador da NBA em todos os tempos, Cousy jogou pelo Holly Cross College e foi draftado, em 1950, pelo modesto Tri-City Blackhawks. Mas, em seguida, foi levado pelo Boston Celtics, clube em que defendeu até 1963 quando se retirou e abraçou a carreira de treinador, inicialmente do Boston College e, posteriormente, na NBA no Cincinatti e no Kansas Omaha.

Cousy obteve seis títulos pelo Boston Celtics, participando de equipes fantásticas que contavam com Bill Russel, K.C. Jones, John Havlicek, entre outros.

Atuou em 917 jogos com média de 18,5 pts por jogo e 7,6 assists. Em play-offs participou de 109 jogos com média de 18,5 pts e 8,6 assists.

Foi MVP na temporada 57/58 e participou de 13 All Star Games.

Por 8 temporadas seguidas foi o líder em assistências.

Walt Frazier Jr. (29 de março de 1945).

Também conhecido por “Clyde” devido sua maneira de se vestir que lembrava muito o Clyde do filme Bony and Clyde, Frazier participou da NCAA defendendo a Southern Illinois University.

Foi escolhido pelo New York Knicks no draft de 1967 e defendeu a equipe até 1977 quando, como “free agente”, transferiu-se para o Cleveland Cavaliers, clube em que jogou até 1980.

Frazier atuou em 825 jogos com média de 18,9 pts por jogo, 6,1 assists e 5,6 rebotes.

Em play-offs jogou 93 partidas com 20,7 pts por jogo, ,2 rebotes e 6,4 assists.

Pelo Knicks foi campeão da NBA por duas vezes e participou  em 7 All Star Games.

Foi eleito MVP na tempoada de 74/75.

John Stockton (26 de março de 1962)

Formou com Karl Malone uma das maiores duplas do basquetebol profissional. Jogou pela Gonzaga University e foi “draftado” pelo Utah Jazz em 1984. Jogou pelo Clube até 2003.

Stockton participou do Dream Team, em 1992 e também jogou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Pelo Jazz atuou em 1504 jogos, com média de 13,1 pts e 10,5 assists.

Em play-offs jogou 182 partidas com média de 13,4 pts e 10,1 assists.

Participou de 10 All Stars Games.

Em 1993 foi nomeado, junto com seu companheiro Malone, MVP da temporada.

É até hoje o líder da NBA com 15806 assistências.

Grandes armadores, grandes astros.

Cousy – Frazier – Stockton