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Apesar das bolas de 3, o Brasil vence a GBR. Feminino enfrentará a Austrália

Amigos do Basquetebol

Um aproveitamento de apenas 13,6% (3/22) nas bolas de 3 pontos fez com que o Brasil tivesse dificuldades em vencer a Grã-Bretanha.

Depois de um primeiro tempo muito ruim (de ambas as equipes) o Brasil voltou mais ligado no segundo tempo e conseguiu abrir uma vantagem de 7 pontos. Mas os constantes erros nas bolas de 3 e duas enterradas perdidas (Alex e Marquinhos) fizeram com que a GBR encostasse no placar e passasse um ponto.

Mas a boa defesa de Alex sobre o astro Loun Deng e uma jogada espetacular que começou com uma bola recuperada de Huertas, assistência deste para uma  maravilhosa enterrada de Nenê colocaram o Brasil novamente no comando para vencer por 67×62.

Destaques do Brasil: Spliter (21 p e 6 reb) e Huertas (13p e 8 ass)

Com este resultado o Brasil dá um grande passo para a classificação (em minha opinião já está classificado (pela sequência das partidas), faltando apenas definir a posição.

O próximo jogo será contra a Rússia que também venceu as duas partidas. Vejam a comparação entre as duas equipes (Brasil – Rússia):

pontos a favor  – 71,0 x 82,0

pontos contra – 66,5 x 53,5

% 2 – 52,5 x 61,5

% 3 – 13,5 x 28,1

% l.livres – 71,4 x 65,8

Rebotes – 37,0 x 39,0

Assistências – 13,5 x 21,5

B.Recuperadas – 8,0 x 10,0

B.Perdidas – 13,5 x 13,0

Já no feminino a situação é bem diferente. Depois de perder para a França e para a Rússia, as meninas enfrentam a Austrália (1v-1d) em um jogo muito importante para nossa classificação. Uma derrota nos obrigará a vencer Canadá e Grã Bretanha para continuarmos nos Jogos. O jogo será amanhã, às 10:30 horário de Brasília.

Comparação das equipes (Brasil x Austrália)

pontos a favor  – 58,5 x 77,2

pontos contra – 71,1 x 65,5

% 2 – 37,5 x 46,7

% 3 – 29,5 x 26,7

% l.livres – 77,4 x 85,0

Rebotes – 26,7 x 30,5

Assistências – 11,5 x 16,5

B.Recuperadas – 5,0 x 5,0

B.Perdidas – 17,0 x 19,0

Sorte para nossas meninas e muita torcida de nossa parte

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Brasil vai se complicando no feminino. França é o destaque

O Brasil perdeu para a Rússia na segunda rodada do basquetebol feminino nos jogos Olímpicos de Londres e vai se complicando na classificação. Nosso próximo jogo será contra a Austrália e uma vitória é quase obrigatória para que tenhamos chances de classificação sem depender de outros resultados.

Com os resultados das duas primeiras rodadas temos a Rússia e a França com duas vitórias, Canadá e Austrália com uma vitória e uma derrota e Brasil eGrã-Bretanha com duas derrotas.

Hoje o Brasil enfrentou a Rússia e foi derrotado por 69×59 (31×26). O jogo foi equilibrado até o meio do terceiro quarto quando o Brasil conseguiu a vantagem. Mas logo a Rússia tomou conta do jogo muito em função dos erros das brasileiras e de sua nítida vantagem no garrafão de nossa seleção que conta somente com a Érika para enfrentar as jogadoras de maior estatura.

A falta de, pelo menos, mais uma jogadora que possa exercer a função 5 expõe demais nossa pivô (que foi eliminada com cinco faltas no final do 4o quarto). Nádia, sua substituta, não possui a mesma experiência e nem tampouco vigor físico para suportar um confronto direto com jogadoras da estatura elevada como as russas. Apesar do esforço de Clarissa e até mesmo Damires, a seleção brasileira se ressente de alguém para dividir essa função com a Érika que foi o destaque da partida com 15 pts e 18 rebotes.

Nossa derrota também aconteceu pela baixo aproveitamento dos arremessos de quadra (38,7% no total) e pelo número exagerado de bolas perdidas (19, enquanto as Russas tiveram 13). Nas Nas bolas recuperadas, as Russas tiveram grande vantagem (10×4).

Mas o destaque da rodada ficou para o jogo França x Austrália, decidido comente na prorrogação em favor das francesas (74 x 70; 65 x 65), depois destas terem duas oportunidades de fechar o jogo no tempo normal (uma bandeja perdida com 5 segundos para o final e 2 lances-livres perdidos faltando 3 segundos para o final do tempo regulamentar). Depois desses lances-livres perdidos, a jogadora Lawson-Wade, da Austrália, acertou um fantástico arremesso do meio da quadra levando o jogo para a prorrogação.

Como foi comentado por especialistas em um post anterior, este time francês poderá surpreender nos Jogos Olímpicos devido à qualidade de suas atletas e o bom nível de seu jogo coletivo.

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A emoção da chegada e a vitória do Brasil

Amigos do Basquetebol

Hoje foi um dia repleto de emoção.

Pela terceira vez estou nos jogos Olímpicos. Confesso que ao entrar no parque Olímpico senti uma emoção indescritível. Difícil até conter as lágrimas. enfim é a minha vida, minha história esportiva. E ainda mais com o Brasil masculino voltando aos Jogos Olímpicos depois de tanto tempo.

Ao entrar na arena outra emoção. Um ginásio lindo. Moderno. super bem estruturado.

E enfim, o esperado jogo. Depois de uma preliminar sofrível entre Nigéria e Tunísia, vencida pela Nigéria 60×56, o Brasil entrava em quadra. Muitos brasileiros presentes. Muita torcida.

O Brasil começou nervoso e chegou a ficar atrás em 7×0. Depois as coisas foram se acalmando e conseguimos virar o primeiro período com uma vantagem de 1 pt (36×35).

A volta para o terceiro quarto foi arrasadora e chegamos a abrir 11 pontos. Mas uma sucessão de erros no ataque (passes errados e um pífio aproveitamento de 3 pontos – 2/15/13,3%) fez com que a Austrália chegasse a dois pontos com menos de um minuto. Mas, com lances-livres certeiros de Leandrinho e Huertas mantivemos o placar em 75 x 71 e retornamos com vitória.

Huertas foi o destaque do jogo (15p – 10 ass), comandando o time de forma fantástica. Leandrinho foi o cestinha com 16 pontos (mas com momentos muito dispersivos no jogo). Varejão e Nenê pegaram 7 rebotes cada.

Para a Austrália o destaque foi o excelente armador Mills com 20 p  e 7 rebotes.

Agora que venha a Grã-Bretanha.

 Uma vista do Estádio Olímpico

A maravilhosa arena do Basquetebol

 

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Congresso Mundial de Análise de Desempenho Esportivo

Amigos do Basquetebol

Tive a oportunidade de participar do 9o. Congresso Mundial de Análise de Desempenho Esportivo que foi realizado de 25 a 28 de julho na cidade de Worcester (Woster – como se pronuncia por aqui).

Foi um congresso muito interessante que reuniu cerca de 220 representantes de 39 países dos cinco continentes.

Neste congresso, além das conferências principais, foram apresentados 189 trabalhos, sendo 86 em comunicação oral e 103 em posters. Os trabalhos abordaram temas gerais como análise de movimento, tecnologia aplicada á análise de jogo, esporte para deficientes e temas voltados para esportes específicos como futebol, rugby, futebol australiano, cricket, natação, atletismo, voleibol e, é claro, o basquetebol.

Nosso esporte ainda carece de uma maior atuação na área científica e acadêmica pois somente oito trabalhos foram apresentados, sendo dois em posters e seis em comunicação oral. Desses seis, dois foram apresentado por mim, representando um grupo de alunos USP (graduação e pós graduação).

Os temas abordados no basquetebol foram:

– Um estudo de caso no basketball de alto rendimento – em que foi analisado o desempenho da única atleta portuguesa a integrar a WNBA (Ticha Penicheiro)

– Um estudo sobre os equipamentos utilizados na análise de desempenho na LigaACB

– Uma comparação entre episódios críticos do jogo no Campeonato Português

– Competitividade na NBA e ACB

–  Estratégias atencionais no lance livre

– Uma análise do escore de jogos de basquetebol da NBA

Nossos dois trabalhos versaram sobre:

– Análise do desempenho coletivo em atletas que participaram do Mundial da Turquia – Índice de Eficiência – (autores: Mariano Latorre Bragion e Dante De Rose Junior) e

– O efeito da idade na diversidade e eficiência da dinâmica de criação de espaços – estudo realizado com dados dos campeonatos paulista de basquetebol – (autores: Dante De Rose Junior, Leo Lamas, Eduardo Rostaiser, Felipe Santana, Valmor Tricoli e Carlos Ugrinowitsh).

Foi uma participação importante pois, além do conteúdo, o Congresso ofereceu a oportunidade de fazer contato com pesquisadores de todo o mundo e, em especial, pessoas ligadas ao basquetebol.

Um fato importante é o lançamento de uma Revista Eletrônica específica para o Basquetebol, através de um dos organizadores do Congresso, Dr. Derek Peters. A revista está em fase de organização e publicará artigos científicos que enfoquem o basquetebol.

Informações sobre como publicar e para conhecer a Revista poderão ser obtidas no site http://www.basketball-research.com

Enfim, participar de eventos desse porte é sempre muito importante para o crescimento individual e desenvolvimento do basquetebol em nosso país. Após os Jogos Olímpicos, colocarei no blog o resumos dos trabalhos que foram apresentados por mim e, se possível, dos outros trabalhos de basquetebol que foram citados.

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O rendimento do Brasil nos Jogos Olímpicos

Amigos do basquetebol

Sábado (28 de julho) o basquetebol do Brasil fará sua estreia nos Jogos Olímpicos com a equipe feminina enfrentando a França. Domingo será a vez dos nossos rapazes contra a Austrália, marcando nosso retorno depois de uma longa ausência.

Para marcar nossas estreias apresento a vocês o quadro do rendimento brasileiro em todas as edições olímpicas, expresso pelas médias de pontos feitos e sofridos, classificação e vitórias/derrotas. Também será apresentado o rendimento das nossas equipes contras as seleções presentes nestes Jogos de 2012.

Desde sua primeira edição (1936 – Berlin), o Brasil marcou presença no masculino em 13 edições, sendo a última em 1996. Conquistamos 3 medalhas de bronze (1948, 1960 e 1964) e realizamos 100 jogos (57 vitórias e 43 derrotas).

Já no feminino, nossa primeira participação foi em 1992 (Barcelona) e desde então estivemos em todas as edições dos Jogos Olímpicos (5). Foram 34 jogos (18 vitórias e 16 derrotas), uma medalha de prata (1996 – Atlanta) e uma medalha de bronze (2000 – Sydney).

Veja no quadro abaixo como foi o rendimento de nossas equipes (média de pontos a favor, média de pontos contra, classificação, vitórias e derrotas) em cada uma das competições.

Masculino

1936 – 23,0 x 23,5 (9º) – 1/2*

1948 – 46,8 x 33,6 (3º) – 7/1

1952 – 58,6 x 54,5 (6º) – 4/4

1956 – 71,4 x 76,4 (6º) – 3/4

1960 – 72,3 x 71,6 (3º) – 6/2

1964 – 66,2 x 62,8 (3º) – 6/3

1968 – 75,2 x 62,6 (4º) – 6/3

1972 – 81,2 x 71,8 (7º) – 5/4

1980 – 93,9 x 87,3 (5º) – 4/3

1984 – 83,9 x 83,6 (9º) – 3/4

1988 – 113,1 x 101,0 (5º) – 5/3

1992 – 86,5 x 92,6 (5º) – 4/4

1996 – 90,6 x 94,6 (6º) – 3/5

*O Brasil venceu a Hungria por WO. Esta vitória não está computada.

Geral: 75,8 x 71,8

Feminino

1992 – 77,0 x 79,6 (7º) – 2/3

1996 – 86,6 x 75,0 (2º) – 7/1

2000 – 70,3 x 65,9 (3º) – 4/4

2004 – 80,9 x 75,0 (4º) – 4/4

2008 – 67,1 x 70,8 (11º) – 1/4

Geral: 77,2 x 72,6

Abaixo seguem as médias gerais dos resultados de cada um dos torneios

Masculino

1936 – 32,8 x 19,1

1948 – 54,3 x 30,9

1952 – 67,3 x 53,0

1956 – 81,8 x 59,0

1960 – 83,0 x 67,0

1964 – 74,2 x 59,5

1968 – 81,2 x 62,9

1972 – 82,4 x 65,1

1976 – 97,8 x 79,2 (Brasil não participou)

1980 – 96,7 x 76,3

1984 – 92,2 x 75,0

1988 – 96,2 x 75,0

1992 – 95,2 x 76,0

1996 – 95,1 z 73,5

2000 – 81,6 x 66,8 (Brasil não participou)

2004 – 85,7 x 73,3 (Brasil não participou)

2008 – 91,6 x 76,0 (Brasil não participou)

Geral: 80,4 x 62,2

Feminino

1976 – 89,1 x 69,3 (Brasil não participou)

1980 – 90,9 x 65,6 (Brasil não participou)

1984 – 71,9 x 55,9 (Brasil não participou)

1988 – 80,4 x 67,8 (Brasil não participou)

1992 – 83,2 x 68,4

1996 – 82,8 x 66,0

2000 – 75,2 x 56,7

2004 – 83,4 x 65,8

2008 – 81,4 x 61,0

Geral: 81,4 x 63,5

Contra os adversários nesses Jogos, nosso rendimento é o seguinte (v/d – pts a favor/ pts contra):

Masculino

Argentina 0/1 – 56,0/72,0

Austrália 3/3 – 81,7/77,2

China  3/0 – 82,7/66,0

Espanha 1/3 – 90,8/99,5

Estados Unidos 0/9 – 64,7/89,9

França 2/1 – 64,0/57,7

Grã-Bretanha 1/0 – 76,0/17,0

Lituânia 0/1 – 96,0/114,0

Rússia 1/8 – 66,1/74,3

Feminino

Austrália 2/4 – 65,6/79,4

Canadá 1/1 – 64,5/58,5

China 1/0 – 98,0/83,0

Estados Unidos 0/1 – 87,0/111,0

França 0/1 – 70,0/73,0

Rússia 2/4 – 70,0/75,0

Rep. Tcheca 0/1 – 62,0/74,0

Torcemos para que em Londres nossas equipes possam melhorar seus rendimento obtendo vitórias importantes e colocando o Brasil em lugar de destaque nos Jogos Olímpicos.

 

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Jogos Olímpicos de Londres: o mundo globalizado

Amigos do Basquetebol

Assim como fiz em 6/10/10 quando escrevi o post “Mundial Masculino: o mundo globalizado (http://bit.ly/NOdMA7)” vou repetir a dose enfocando o tema nos Jogos Olímpicos.

No Mundial realizado na Turquia tivemos a participação de 288 atletas de 24 países. Cerca de 59,8% (171) atuavam em seus países de origem. Na NBA e na ACB atuavam 48 atletas (24 em cada), mostrando a força da globalização do basquetebol. Outros países abrigavam “estrangeiros” como a Turquia, Grécia, Itália, França, Rússia e Lituânia.

Nos Jogos Olímpicos de Londres este quadro pouco mudou, mesmo sem a presença de equipes que estiveram no Mundial como a Alemanha, Grécia, Sérvia, Croácia, Porto Rico, Canadá, Eslovênia e Turquia, entre outras.

  • Dos 144 atletas, dos doze países participantes na competição masculina, 76 (52,8%) atuam em seus países de origem.
  • A NBA e a ACB (Liga Endesa) continuam sendo a “segunda” casa de muitos atletas estrangeiros (22 e 19, respectivamente – os americanos não estão nesta conta, pois os considerei como atuantes em seu país de origem)
  • Outros países que têm atletas olímpicos participando de seus campeonatos nacionais são: Grécia (4), Itália, Rússia, EUA – NCAA (3 cada), Alemanha e França (2 cada) e China, Israel, Porto Rico, Portugal, R.Tcheca, Bélgica, Turquia e Chipre (1 cada).
  • A Rússia e os Estados Unidos são os únicos países nos quais os 12 atletas disputam os campeonatos locais (no caso dos Estados Unidos, a NBA). A Tunísia e a China terão11 atletas que atuam em seu próprio país, enquanto que a Espanha terá 8 atletas atuantes na ACB
  • A Nigéria é o único país sem nenhum atleta atuando em seu próprio país e também o mais globalizado. Seus atletas atuam em 11 países diferentes. A Grã-Bretanha é o segundo, com seus atletas atuando em sete diferentes países. A Austrália vem a seguir com atletas atuando em seis países diferentes.
  • A França tem somente um atleta atuando em seu campeonato nacional e é o país com o maior número de jogadores de NBA (5). Brasil e Espanha têm 4 jogadores atuando na NBA, Argentina 3, Lituânia 2, Austrália, China, Grã Bretanha e Nigéria um cada
  • O Brasil tem 6 atletas que atuam no NBB, 4 na NBA e 2 na ACB

Em menor escala, a globalização também está presente entre os treinadores. Seis países têm treinadores “importados”: Brasil (treinador Argentino), Austrália, China, Rússia e Grã Bretanha (treinadores norte-americanos) e Espanha (treinador Italiano). Estados Unidos, França, Lituânia, Nigéria, Tunísia e Argentina são dirigidos por treinadores locais. Os treinadores norte-americanos são a maioria nos Jogos Olímpicos (5), seguidos pelos argentinos (2).

Essa diversidade faz do basquetebol um dos esportes mais atrativos do mundo, onde, com poucas exceções, há muitas equipes em condições de apresentar um nível muito alto de competitividade.

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Minhas memórias Olímpicas: Sydney – 2000

Amigos do basquetebol

Depois da aventura americana nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, segui rumo à Oceania para os Jogos de Sydney, em 2000. E novamente em companhia dos meus amigos do CELAFISCS.

Uma viagem e tanto…. Tanto tempo de voo, tanto tédio dentro do avião, tanta palavra cruzada… Mas depois de 23 horas, uma escala em Buenos Aires e outra em Oakland, finalmente chegamos à terra prometida.

Mas, como havia um Congresso que precedia os Jogos Olímpicos e não era em Sydney, mas sim em Brisbane, ainda teríamos que suportar mais duas horas voando.

 Vista da cidade de Brisbane; eu e a Flavinha Matsudo no Parque dos Cangurus

Trabalhos apresentados, passeios fantásticos em uma cidade muito legal, chegamos novamente à terra prometida. Mas, como não tínhamos alojamento em Sydney rumamos a Woologong (uma hora e meia de trem da capital Australiana). E por lá ficamos durante uma semana. Indo e voltando todos os dias para a cidade dos Jogos.

 Vista da cidade de Woologong

Mas valeu a pena. Assim que chegamos a Woologong (cidade litorânea), resolvi dar uma volta para espantar o cansaço da viagem e tive uma grande surpresa.

Ao passar em frente a um ginásio de esportes que ficava a pouco mais de dez minutos do nosso hotel vi um cartaz anunciando um Torneio de Basquetebol que começava naquela noite. E para minha surpresa, uma das equipes participantes era a Seleção Brasileira Feminina. Voltei para o hotel para pegar grana suficiente para comprar o ingresso e ver se alguém me acompanharia nessa árdua missão. E todos foram. Umas 15 pessoas.

E lá no ginásio pude assistir Brasil x Austrália e de quebra Iugoslávia x Lituânia (masc).

 Iugoslávia x Lituânia em Woologong

Nossa rotina era simples: acordar às seis horas, tomar café, arrumar as coisas e pegar o trem das 8h e 20 m, para Sydney. Passear pela cidade, conhecer os pontos turísticos, dar um pulo no parque Olímpico e tentar assistir algum jogo. Ao contrário de Atlanta, o sistema de transportes era perfeito e todo o evento era centralizado no Parque Olímpico o que facilitava a busca por eventos, o deslocamento e o encontro com os colegas.

 Estádio Olímpico

Com em 1996, eu havia vacilado e não tinha assistido a cerimônia de Abertura, estabeleci como ponto de honra estar na Abertura de Sydney. Juntei a grana que estava disposto a pagar, cheguei ao Estádio às 13 horas (a abertura seria às 19) e comecei a batalhar pelo ingresso (claro nas mãos de cambistas Marroquinos e Argelinos) correndo o risco de comprar ingresso falso e até mesmo ser preso. Só que todos do grupo também estavam a fim de participar. Então começamos a luta homeopática pelos ingressos. Um ou dois por vez, negociados em cantos escondidos e correndo o risco da sua grana sumir. Enfim, todos conseguimos e no dia 15 de setembro de 2000 estava eu no Estádio Olímpico, com minha ex-aluna e amiga Sandra Kawasaki (aniversariante do dia) e o Luizinho prontos para assistir ao espetáculo mais lindo que já presenciei. Não me contive e gastei um telefonema emocionado de dentro do estádio (telefone público) para minha casa avisando da façanha.

Depois da tensão para a compra dos ingressos, da ansiedade para entrar, a emoção de ver a delegação brasileira no desfile de abertura

Assim com em Atlanta, Sydney apresentava muitas atrações paralelas como exposições, shows e todas as noites antes de voltarmos com o trem das 23h e 30m (o último para Woologong) passávamos em Darling Harbor, local do encontro do “mundo olímpico”, onde podíamos comer e beber nos inúmeros bares e restaurantes ali existentes.

 Os cartões postais de Sydney

Darling Harbor, onde o “mundo olímpico” se encontrava.

Nessa aventura pude encontrar com pessoas famosas com quem tirei algumas fotos.

 Olha eu com o Junior no centro de Sydney e com o Casagrande a caminho de Brisbane

Eu, Adriana Santos e Renatinho (árbitro internacional e meu ex-atleta no Pinheiros)

Como ficamos somente 5 dias em Sydney, tive poucas oportunidades de assistir jogos de basquetebol, até porque somente nossas meninas estavam nos representando. Mas mesmo assim tive o prazer de ver a vitória do Brasil contra a Eslováquia, início do caminho para a medalha de bronze conquistada naqueles jogos.

 A vibração da torcida brasileira na vitória contra a Eslováquia

O tempo foi curto, mas inesquecível. Resolvi meu problema de frustração assistindo a Cerimônia de Abertura, vi basquetebol (pouco mas vi), conheci uma das cidades mais lindas do mundo (Sydney) e de quebra estive em outro congresso internacional em outra cidade muito agradável (Brisbane).

 Comemoração com os amigos do CELAFISCS na última noite em Sydney

E agora, que venha Londres!!!