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“O lobo perde o pelo, mas não perde o vício” e “só Carolina não viu”.

Amigos do Basquetebol

 Sinto ter que interromper os agradáveis textos sore os Jogos Olímpicos para escrever sobre um assunto muito triste.

O título acima (que muitos poderão estranhar) reflete o quadro hoje instalado na nossa Seleção Feminina, com o surpreendente (será mesmo surpreendente?) corte da atleta Iziane.

A primeira parte do título (um famoso ditado popular) diz respeito diretamente ao comportamento desta atleta que já provou e comprovou seu egocentrismo e total descompromisso com nossa seleção.

Em 2008 foi protagonista de um fato lamentável afrontando o então treinador da Seleção, Paulo Bassul, ao se recusar voltar para um jogo. Isto lhe custou a não convocação para os Jogos de Pequim, o que gerou uma comoção nacional, pois muitos a consideravam a salvadora da pátria. O Brasil amargou sua pior participação nos Jogos e a consequência disto foi a demissão do treinador e a volta triunfal da jogadora.

E o que vimos? No Mundial de 2010 sua atuação foi pífia. Não disputou o pré-olímpico e sem ela o Brasil classificou-se. Voltou para o Pan e o que aconteceu? Outra atuação pífia. E de novo, sai treinador e entra treinador e a atleta fez juras de amors para nossa seleção.

Montaram um time para que ela pudesse jogar no Brasil e manter-se em atividade. E o que vimos nos jogos preparatórios? Novas atuações pouco condizentes com o “status” atribuído a ela. Lembrem-se que no jogo amistoso contra a seleção americana, em nove minuto do primeiro quarto, a atleta cometeu 4 faltas, deixando nossa equipe muito desfalcada.

Mas enfim, ela é a grande estrela. Estrela que nunca justificou a fama. Nunca fez nada de útil para nossa seleção a não ser sempre conturbar o ambiente e colocar em dúvida a capacidade de liderança dos treinadores.

A segunda parte do título refere-se a uma música do grande Chico Buarque (Carolina) que dizia em uma das partes “..o tempo passou na janela e só Carolina não viu”.

E ela eu quero dedicar à nossa Diretora de Basquetebol Feminino que, com suas decisões contraditórias deu suporte à referida atleta. Foi desrespeitosa com nossos treinadores ao afirmar que treinador brasileiro não estudava. E aí, após a demissão do Paulo Bassul, trouxe um treinador espanhol que não sabia absolutamente nada do nosso basquetebol. Resultado: com Iziane nossa participação no Mundial foi ruim.

E de repente, nossos treinadores voltaram a estudar e nossa Diretora em mais uma decisão incompreensível convocou o colega Ênio Vecchi para o cargo (e, por favor, nada contra o Ênio que é extremamente competente). Mas e os treinadores que atuam no feminino como ficaram na história?

Ênio comandou a equipe na Copa América e levou o Brasil à classificação. Veio o Pan e com a estrela de volta, tivemos uma participação pífia. Resultado, Ênio fora. Chega o Taralo (grande treinador) e com todo o apoio dele e da nossa Diretora, a atleta é guindada ao patamar de estrela máxima.

Ou seja, o que aconteceu teve todo o respaldo da dirigente máxima do basquetebol feminino. Foram quatro anos para que as atitudes desta atleta fossem analisadas. E mais uma vez “só Carolina não viu”. O óbvio aconteceu.

E agora?

Quais as explicações?

Será que alguém virá a público para explicar?

E para terminar com mais uma referência musical, recoloco uma frase de um post que publiquei em 09/02/2011: “Como será o amanhã: responda quem souber…”

 

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10 comentários em ““O lobo perde o pelo, mas não perde o vício” e “só Carolina não viu”.

  1. Dante excelente cronica,e o que parece e´que há muitos e muitos anos nossos dirigentes e´que não estudam,parabens por expor a verdade

  2. Sempre achei essa atletinha uma tremenda ignorante, nem sei como foi jogar na wnba. Esquece essa malandra do esporte, não tem postura nenhuma de atleta de alto nível.

  3. Dante

    Curiosamente, não dá pra entender por que o Enio Vecchi entrou e nem por que ele saiu! Ele não trabalhava com basquete feminino, mas fez um excelente trabalho à frente da seleção feminina. Foram muitos treinadores em um único ciclo olímpico. Não dá pra esperar muita coisa do desempenho feminino em Londres. Só espero que tudo esteja sendo encaminhado para 2016 e 2020. Vamos vigiar e aguardar…

    Forte abraço!
    Kiko

  4. Prezado Dante, me emocionei durante o curso da CBB em Belo Horizonte, no qual, nós alunos tivemos um singelo gesto de apoio ao grande Paulo Bassul quando foi mencionado a situação ocorrida com ele na Seleção Brasileira. E hoje, volto a me emocionar com o seu post acima, belíssimo, muito bem escrito e com a devida educação retratando o que realmente aconteceu e quais são os responsáveis dessa vergonha. Quisera eu que o próximo post aqui no seu Blog fosse sobre mudanças radicais na diretoria do basquetebol feminino e que nesses cargos estivessem pessoas comprometidas com o esporte e não as de hoje, pessoas que tomam decisões baseadas em caprichos pessoais e outros interesses de poder!

  5. Agradeço os comentários e todas as outras manifestações que recebi por email. Nada mais faço do que tentar ajudar o basquetebol brasileiro de forma sincera e desprovido de qualquer viés político ou interesseiro. Obrigado a todos.

  6. Isto ai na verdade parece uma armação para colocar a Janeth de técnica do feminino! Ai vai outra irresponsabilidade pois nem sempre um grande atleta é um grande treinador! Vamos ver o que acontece a partir de agora!

  7. Faço minhas suas palavras . E agora Dn.a Hortência ? Vc nos levou ao maior patamar do mundo e sempre foi e será nossa eterna rainha, (dentro de quadra) Não dá pra repetir isso fora tbém ?

    1. Da mesma forma que um grande atleta muitas vezes não consegue ser um bom treinador,um grande atleta também não consegue ser um grande dirigente. Nas quadras exuberante, fora delas incoerente e decepcionante

  8. Dante, parabens pela cronica, concordo em genero numero e grau com todas as letras, foram observaçoes e questoes colocadas de maneira educada e honesta. Ha muito tempo o esporte coletivo no Brasil, e bastante fomentado pela imprensa, coloca o individuo muito acima do coletivo e da instituiçao, o que torna o trabalho dos tecnicos vulneravel, porque é quem se preocupa com o todo. Quanto a nossa dirigente maxima, que sempre foi muito competente em tudo que fez, ainda pensa como atleta, mas se esquece que os valores que ela aprendeu durante a carreira, mudaram completamente e as novas geraçoes nao pensam da mesma forma. Valeu
    Carlao

  9. Gostei muito de suas colocações. Parabéns querido Dante. Palavras de quem vive ,estuda e conhece basquetebol.
    Forte abraço.

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