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Minhas memórias Olímpicas: Atlanta – 1996

Amigos do basquetebol

Tive o privilégio de participar de participar de algumas competições internacionais (como organizador, coordenador de estatísticas, imprensa e simplesmente como torcedor e apreciador). Mas garanto a todos que nada se iguala a estar em Jogos Olímpicos.

O ambiente que envolve milhares de atletas e pessoas do mundo todo é cativante e espetacular. A troca de experiências esportivas e culturais é uma das coisas mais extraordinárias que se pode presenciar.

Neste post tentarei passar um pouco dessa experiência que tive o prazer de vivenciar em Atlanta (1996), Sydney (2000) e agora em Londres.

Comecemos pelos Jogos de Atlanta.

A escolha de Atlanta foi muito controversa, pois se tratavam do centenário dos Jogos e todos esperavam que Atenas fosse a cidade escolhida. Há muitas versões sobre a escolha de Atlanta é a mais “cotada” é que por ser a sede da Coca-Cola (maior patrocinadora dos Jogos) ela teria sido a preferida.

Enfim, cidade escolhida, só me restava tentar assistir ao evento. Aproveitando a realização do Congresso Pré-Olímpico (que é realizado sempre uma semana antes dos Jogos e não necessariamente na mesma cidade – em 1996 o Congresso foi em Dallas), parti, juntamente com os amigos do CELAFISCS para esta aventura científica e esportiva.

Chegada ao Aeroporto de Atlanta e vista aérea do Estádio Olímpico

Ficamos hospedados em um Holliday-Inn a cerca de uma hora e meia do centro de Atlanta (ônibus e trem/metrô) dividindo os quartos com os colegas de forma a diminuir as despesas.

Um aspecto negativo desses jogos foi o sistema de transporte que por várias vezes entrou em colapso devido à quantidade de pessoas que o acessavam. A única coisa positiva do sistema era o nome.

Hospedados, alimentados e transportados começamos a buscas pelas atrações dos Jogos. A primeira delas foi  a chegada da Tocha Olímpica que passou em pertinho do nosso hotel. Depois a visita ao Estádio Olímpico e ao Centenial Park, local de reunião do “mundo Olímpico”, com várias atrações durante as 24 horas do dia. Infelizmente, foi neste local que ocorreu o atentado a bomba que quase causou uma grande tragédia.

Outras atrações aconteciam por toda a cidade. Exposições de artes, shows (como o da Glória Stefan em que estivemos presentes), visitas aos centros de eventos da Nike, Coca Cola, Reebok e Converse, o museu destinado a Martin Luther King e a imperdível exposição de Pins, onde as pessoas vendem e trocam seus pins maravilhosos.


Chegada da Tocha Olímpica, Painel sobre Basquetebol no Museu de Arte, Coca Cola World, Centenial Park, Museu MArtin Luther King e Estádio Olímpico

Mas é claro que o basquetebol foi minha prioridade e assim em um golpe de sorte imenso (graças a um espanhol que não queria ver os jogos e me vendeu os ingressos ao preço original) consegui assistir o jogo de estreia do Brasil contra Porto Rico no Geórgia Dome. Mas, além deste jogo, a rodada tinha também a estreia do Dream Team 2 contra a Argentina. Logo, acertei duas bolas de três com um arremesso só.

Mas o vício do basquetebol não parou por aí. Ainda assisti a mais um jogo do Brasil masculino (contra a Grécia) e outro do feminino (contra o Canadá) em um ginásio bem afastado (este outro ponto negativo dos jogos – não havia um Parque Olímpico e as competições aconteciam em locais espalhados pela cidade). E nesse dia tive a honra de encontrar dois gigantes (literalmente) do basquetebol da NBA – Dikembe Mutombo e Alexander Volkov (foto).



Alexander Volkov; Brasil x Canadá (fem); Estados Unidos x Argentina (masc); Brasil x Porto Rico (masc)

Notem que na foto do feminino aparecem dois jovens promissores e ainda com muito cabelo e que hoje são meus grandes amigos e parceiros (Hermes Balbino e Sérgio Maroneze – com a prancheta na mão).

Outro programa sensacional foi a visita à Vila Olímpica proporcionada pelo amigo Peri, homem do primeiro escalão do COB que nos recebeu para um giro nas acomodações do Brasil que eram localizadas na Universidade da Geórgia. Na vila pudemos conhecer todas as instalações disponíveis aos atletas e também tietar alguns dos nosso ídolos, como o nosso medalhista de ouro Joaquim Cruz (ao lado do Luizinho e do Cladinho).

Joaquim Cruz; Vista aérea da Vila Olímpica

Mas, como tudo que é bom dura pouco era hora de voltar. Com a frustração de não ter assistido a cerimônia de abertura (por puro vacilo), mas com o espírito envolvido pelo que há de melhor no esporte retornei ao Brasil cheio de histórias para contar e pronto para encarar outra aventura semelhante. E ela seria em Sydney – 2000.

Mas esta história será contada em outro post.

Aguardem!

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