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Campeonato europeu de seleções em sua fase de qualificação

Amigos do Basquetebol

Está em pleno andamento a fase de qualificação do Campeonato Europeu de Seleções que acontecerá em 2013 na Eslovênia. Ela teve início em 14 de agosto e irá até 22 de setembro (http://eurobasket2013.org).

Trinta e seis equipes disputam 16 vagas para se juntar aos já classificados Eslovênia (país sede) e Macedônia, França, Grã Bretanha, Grécia, Lituânia e Rússia (classificados no pré-olímpico europeu) e Espanha (última campeã europeia). Portanto serão 24 seleções a disputar um dos mais (ou talvez o mais equilibrado) campeonato de basquetebol do mundo.

Nesta fase de qualificação as equipes estão dispostas em seis grupo e os dois primeiros de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados passarão para a fase final.

Os grupos são os seguintes (em negrito os atuais líderes e eventuais classificados após o término do primeiro turno da disputa).

A: Montenegro, Sérvia, Estônia, Israel, Islândia e Eslováquia

B: Alemanha, Suécia, Azerbaijão, Bulgária e Luxemburgo

C: Ucrânia, Croácia, Áustria, Hungria e Chipre

D: Letônia, Bósnia Herzegovina, Geórgia, Holanda e Romênia

E: Finlândia, Polônia, Bélgica, Suiça e Albânia

F: Itália, Rep. Tcheca, Turquia, Belarrus e Portugal

Como se percebe, o Campeonato Europeu é recheado de grandes equipes e sempre apresenta espetáculos fantásticos com jogos emocionantes.

Vale a pena acompanhar.

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Jogos Olímpicos · Mundial Masculino · Todos os posts

Um retrato do basquetebol masculino nos últimos 12 anos

Amigos do Basquetebol

Neste post apresento a vocês um retrato do basquetebol masculino nos últimos 12 anos, período no qual aconteceram três Campeonatos Mundiais e quatro Jogos Olímpicos.

Reuni as equipes que estiveram entre os oito melhores em, pelo menos, um desses eventos. A partir da análise da participação das equipes podemos tirar algumas conclusões e verificar o desenvolvimento desses países (no basquetebol) ao longo desses 12 anos

Nos 7 eventos citados, 20 países marcaram presença nas oito melhores colocações.  Os países serão apresentados levando-se em consideração o número de presenças entre os “top 8”, o número de vezes nas quais o país participou das semifinais e , posteriormente, sua presença no pódio.

Estados Unidos – 7  – 6 – 6 (4 ouros e 2 bronzes)

Espanha – 6 – 3 – 3 (um ouro e 2 bronzes)

Argentina – 6 – 5 – 3  (um ouro, uma prata e um bronze)

Lituânia – 6 – 4 – 2 (2 bronzes)

Rússia – 3 – 1 – 1 ( um bronze)

Grécia  – 3 – 1 – 1 (uma prata)

França – 3 – 1 – 1 (uma prata)

Austrália – 3 – 1 – 0

Iugoslávia – 2 – 1 – 1 (um ouro)

Turquia – 2 – 1 – 1 (uma prata)

Alemanha – 2 – 1 – 1 (um bronze)

Itália – 2 – 1 – 1 (uma prata)

Porto Rico  – 2 – 0 – 0

Brasil – 2 – 0 – 0

China – 2 – 0 – 0

Sérvia – 1 – 1 – 0

Nova Zelândia – 1 – 1 – 0

Eslovênia – 1 – 0 – 0

Canadá – 1 – 0 – 0

Croácia – 1 – 0 – 0

Falar sobre o basquetebol norte-americano é chover no molhado. Organização, número muito grande praticantes, NBA….

Espanha, Argentina e Lituânia são os países que também mantém um nível de basquetebol acima do normal. Isto pode ser atribuído a vários fatores como uma grande quantidade de praticantes, um trabalho de base muito bem elaborado e campeonatos fortes. Além disto, seus jogadores atuam em diferentes campeonatos pelo mundo o que lhes dá uma grande experiência internacional. No caso da Espanha a participação de muitos jogadores estrangeiros dá a seu campeonato uma conotação especial. Além disto, esses três países foram presenças constantes nos campeonatos Mundiais das categorias de base no período citado.

A Rússia, Grécia e Turquia, apesar de terem equipes de altíssimo nível em seus campeonatos nacionais e nos europeus, estão vivendo momentos de irregularidade, mesclando boas e más apresentações. Exemplo disto é a própria Grécia que, tida como uma das favoritas no último pré-olímpico mundial, foi eliminada pela Nigéria.

A França parece estar se reerguendo a partir da qualidade inquestionável de seus atletas que fazem um ótimo papel na NBA e são estrelas em outros campeonatos pela Europa.

A Austrália apesar de ser um dos países que também tem participado constantemente dos campeonatos mundiais de base e um dos que mais aproveitou esses jogadores em sua equipe principal nos últimos eventos (Mundial de 2010 e Jogos Olímpicos de 2012) mantêm-se em um nível médio. Deve-se considerar que a Austrália é muito beneficiada pelo sistema de classificação para esses eventos, já que a Oceania tem sempre uma vaga garantida e a disputa com a Nova Zelândia não chega a ser um problema para os Australianos.

A Alemanha sofre com a renovação de sua equipe muito dependente de dois ou três jogadores, especialmente Dirk Nowitski. Seu campeonato nacional não tem a mesma expressão comparado a outros campeonatos europeus.

A Itália está procurando retornar ao cenário mundial. Sua última grande conquista foi em 2004, quando obteve a prata olímpica. No entanto o país está ausente das principais competições de base o que dificulta a renovação de seu elenco.

As equipes americanas (Porto Rico, Brasil e Canadá) vivem momentos distintos. Porto Rico é sempre uma incógnita por seu modo digamos “irresponsável” da jogar basquetebol. É um time imprevisível. O Canadá busca voltar ao cenário e o Brasil, depois de um longo período de maus resultados e ausência nos Jogos Olímpicos, parece estar retomando o caminho dos bons resultados em competições internacionais. No entanto, o Brasil carece de maior experiência internacional nas categorias de base, pois, apesar da quarta colocação no Mundial Sub-19, em 2007, a presença dos brasileiros nessas competições é escassa e pouco se utiliza os atletas que surgem nessas competições. Exemplo: Paulo Prestes, cestinha do referido torneio não figura entre os atletas das últimas seleções nacionais.

Sérvia, Croácia e Eslovênia fazem parte do bloco “iugoslavo” que alterna boas e más campanhas. Mas é um basquetebol forte e que, certamente, sempre estará presente em competições internacionais.

Finalmente China e Nova Zelândia, fazem parte de um grupo de países privilegiados pelos sistemas de classificação, pois suas vagas são praticamente permanentes, principalmente nos Campeonatos Mundiais. Mas são dois países que sempre estarão no bloco intermediário baixo, com poucas chances de chegar ao topo.

Agora vamos aguardar o Mundial de 2014 para verificar como será o comportamento desses países e se algum outro país surgirá nesse cenário dos “top 8”. Com a possibilidade do aumento do número de vagas para o Mundial (de 24 para 32) e para os Jogos Olímpicos (12 para 16) está probabilidade aumentará. Assim como aumentará também a possibilidade de se corrigir as distorções e injustiças que têm acontecido com muita frequência.

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Esporte e voluntarismo na Austrália

Nosso colaborador agora é o Prof. Dr. Jorge Knijnik, formado em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da USP e que se transferiu para a Austrália onde é ’ professor da School of Education at University of Western Sydney e autor de Handebol – Odysseus Ed. http://odysseuslo2.lojatemporaria.com/agon/handebol.html.

O grande historiador e filósofo do esporte, o australiano nascido em Adelaide, Daryl Adair uma vez ja chamou o esporte de ‘a vaca sagrada’ da Austrália.

Os brasileiros tem uma visão da Austrália sendo um ‘paraíso esportivo’; talvez pela quantidade de medalhas olimpicas e pelo sucesso deste pais no esporte de rendimento, ficamos achando que a Australia deve ser ‘tudo de bom’ nesta area…

Se voce pegar seu carro e sair pelas ruas de Sydney e adjacências em um sábado ou domingo a tarde, irá ver centenas, ou melhor, milhares de crianças, jovens, adultos e gente de todas as idades, culturas, sexos, cores, jogando uma diversidade incrivel de modalidades: rugby (dois tipos diferentes), cricket, futebol (o ‘nosso’…), futebol australiano (sim, aqui joga-se Australian Football Rules, o ‘footy’, um jogo bem interessante, dezoito de cada lado! Com liga profissional, TV, bons salarios e bastante gente jogando ‘for fun’ tambem); netball, baseball (e suas derivacoes) entre varios outros.

No seu passeio, o visitante irá também ver centenas (isso mesmo) de grandes campos gramados (o que eles chamam de ‘oval’) ocupados por estas pessoas, espacos públicos comunitários para a prática esportiva.

Para quem gosta, isso é muito legal! Muita gente olhando, jogando, se divertindo, competindo… Mas tem uma coisa que vai chocar o leitor brasileiro, principalmente se ele for professor de Educação Física (como eu, aliás) ou, nos tempos atuais, ‘profissional de EF’, com registro em algum Conselho Regional da área.

Este esporte de final de semana, praticado por milhares de pessoas, é totalmente organizado, dirigido e coordenado por… voluntários!

Isso mesmo, managers, organizadores, técnicos e professores são voluntários. Pais, mães ou pessoas da comunidade que se voluntariam para tocar o time dos seus filhos e filhas, irmãos menores e amigos.

Tanto para dar treinos,  quanto para preparar as tabelas, pintar as marcações dos campos, vender na cantina, arrecadar fundos para os clubes, fazer o churrasco, enfim, tudo o que se refere aos clubes onde o ‘esporte de base’, ou o esporte ‘participativo’é tocado basicamente por voluntários, sem formação em EF! Aliás, pouca relação a EF tem com este esporte por aqui…

Chocado? Revoltado? Acha que o Conselho Brasileiro devia processar todos os sem-registro australianos?

Esta é a tradição aqui, o voluntariado, as pessoas fazendo coisas por sua comunidade.Eu, como bom professor de EF, estranhei no começo – onde estão os profissionais? O que este pessoal entende de movimento humano?

Então me voluntariei para ser técnico de um time de futebol Under -6… Foi uma farra, dirigir aquela molecadinha nos treinos semanais e nos jogos aos sábados de manhazinha. Jogamos mais de duas dezenas de joguinhos de ‘small-sided soccer’, 4X4 com campinho pequeno e golzinho em ‘ovals’ espalhados por Sydney.

Sempre com uma intensa vibração da comunidade voluntária organizando tudo, arrumando os campos, arrecadando grana nas cantinas, publicando as tabelas, tirando fotos.

Às vezes a galera chega antes das 7 da matina, naquele friozinho gostoso, para cortar a grama, acertar os postes e as linhas dos campos e espalhar cones.

Mas a pulga continuava atrás da minha orelha. Afinal, voluntários não entendem muito de esporte. A resposta veio no verão de 2011, quando uma tragédia natural quase que destruiu a terceira maior cidade australiana.

Brisbane, capital de Queensland, foi inundada pelo rio que corta a cidade. Eles chamaram isso de ‘Tsunami in-land’, e foi realmente horrível e impressionante a destruição. Momentos de tristeza e terror.

Quando as águas baixaram um pouco, as pessoas começaram a voltar para suas casas, alagadas, destruidas, cheias de lama, etc. E simplesmente começou um trânsito nas entradas da cidade, lotadas, entupidas por nada menos que 24.000 (isso mesmo, vinte e quatro mil) voluntários, que saíram de suas casam por toda a Austrália, pegaram seus carros, pegaram aviões, para ajudar a reconstrução da cidade.

Velhos, mulheres, crianças, gente de todas as culturas, nacionalidades, sexos, idades. Algo lindo, impressionante, tocante!

Aí eu entendi aonde nasce este espírito voluntário. E que nos campos esportivos se aprende muito mais do que técnicas esportivas ensinadas por profissionais. Ali se aprende a construir uma alma comunitária!

Obs: Os textos são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem qualquer modificação em seu conteúdo.

[1] Este texto foi publicado originalmente em 2011 no blog Historia(s) do Sport – http://historiadoesporte.wordpress.com/2011/02/21/esporte-e-voluntarismo-na-australia/

História do Basquetebol · Todos os posts

Homenagens mais que merecidas

Amigos do Basquetebol

Hoje foi um dia mais do que especial. Os dois maiores jogadores de basquetebol deste país (e quem sabe do Mundo) foram homenageados no Memorial do Corinthians colocando suas mãos mágicas na Calçada da Fama.

Refiro-me a Wlamir e Amaury.

Quem os viu jogar sabe do que estou falando.

Não há necessidade de muitas palavras para definir esses dois grandes atletas. Foram exemplo para muitas gerações.

Obrigado Wlamir e Amaury por tudo o que vocês fizeram pelo nosso basquetebol e pelo que ainda representam para o esporte do Brasil.

 

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Os números do basquetebol feminino em Londres

Amigos do basquetebol

Neste post serão apresentados os números resumidos do basquetebol feminino nos Jogos Olímpicos de Londres.

A média geral de pontos da competição por jogo e por equipe foi de 72,0 pts ( a média histórica é de 68,3 pts). O resultado médio das partidas foi de 76,9 x 59,8. O Brasil obteve 65,8 x 70,8 . O quadro abaixo mostra o rendimento de todas as equipes (pf – pc – avg).

Eua 90,6 56,3 1,609
Fra 69,8 67,1 1,040
Aus 73 67,8 1,077
Rus 64,8 66,9 0,969
Tur 67,7 63,7 1,063
Chn 67,7 73 0,927
Tch 69 67,2 1,027
Can 62,7 70,5 0,889
Bra 65,8 70,8 0,929
Cro 64,8 75,8 0,855
Gbr 65,4 74,4 0,879
Ang 48,6 79 0,615

No basquetebol feminino foram anotados 5210 pts, sendo 1086 de arremessos de 3 (20,8%), 3170 de arremessos de 2 (60,8%) e 954 lances-livres (18,4%).

O percentual médio de acertos nos arremessos de 2 pts foi de 43,2%; nos arremessos de 3 pts foi de 30,3% e nos lances-livres foi de 74,6%. O quadro abaixo mostra o percentual de cada uma das equipes nesses três indicadores de jogo.

2pts 3pts llivres
Eua 52,2 30,5 75,2
Fra 44,5 38,7 76,9
Aus 46,9 26,9 77,7
Rus 39,3 33,1 68,1
Tur 41,3 35,2 73,8
Chn 45,7 30,4 78,7
Tch 44,2 31,1 71,8
Can 42,2 32,7 75,5
Bra 41,9 26,4 79,6
Cro 41,4 30,9 66,2
Gbr 35,7 26,6 83,3
Ang 32,6 16,9 65,0

As médias gerais por jogo e por equipe de rebotes, assistências, bolas recuperadas, bolas perdidas e tocos, respectivamente, foram as seguintes: 39,3; 15,8; 6,8; 15,9 e 3,4. No quadro abaixo são mostradas as médias desses indicadores de jogo por equipe.

reb ass br bp to
Eua 50,5 23,1 10,5 13,9 5,1
Fra 38,6 13,3 6,3 16,2 5
Aus 42,1 17,6 6,9 17 4
Rus 40,4 14,5 5,6 14,4 4,9
Tur 37,8 17 8,5 14,7 2
Chn 35 17,7 5 15,8 1,5
Tch 40 17,2 5,5 14,2 4,5
Can 33,8 16 6,2 19,5 1,8
Bra 38 14,6 6,8 16,6 3,6
Cro 38,4 14,4 6,6 17 2
Gbr 39,4 13,4 8,8 14,6 2,6
Ang 37,3 7,2 3,8 17,8 1,8

Os Estados Unidos lideram a competição em todos os indicadores de jogo, exceto % de 3 e % de lances livres (7o.) e faltas (2o.)

Já o Brasil obteve a seguinte classificação nesses indicadores:  segundo em % de lances-livres; 5o. em Bolas recuperadas; 6o. em Rebotes de defesa e tocos; 7o. em pontos feitos, cesta average, % de 2; rebote de ataque, assistências e faltas; 8o.em pontos contra, rebotes e bolas perdidas e 11o. em % de 3.

A classificação final foi relacionada com a classificação em cada indicador de jogo e os resultados mostraram que os indicadores de jogo que apresentaram as maiores correlações com a classificação final foram (lembrando que o vaor máximo de uma correlação é 1,0):

Cesta Average – 0,90

Pontos contra – 0,86

Pontos a favor – 0,80

% de 2 – 0,71

Rebotes de Defesa – 0,64

Rebotes total – 0,59

Assistências – 0.54

Destaques individuais (médias por jogo)

Cestinhas: Érika (Bra) – 16,2; Leedham (Gbr) – 16,2; Jackson (Aus) – 15,9 e Chen (Chn) – 15,7.

Melhor aproveitamento de arremessos de quadra (somados 2 e 3 pts): Cambage (Aus) – 44/74/59,5%; Smith (Can) – 30/52/57,7% e Érika (Bra) – 30/54/55,6%

Melhor aproveitamento de 2 pts: Cambage (Aus) – 44/73/60,3%; Veselá (Tch) – 22/37/59,5% e Érika (Bra) – 30/54/55,6%

Melhor aproveitamento de 3 pts: Ma (Chn) – 11/20/55%; Smith (Can) – 14/28/50%; Vitecková (Tch) – 16/33/48,5%. Melhor Brasileira: Karla (20a.) 11/36/30,6%

Melhor aproveitamento de lances-livres: Sttaford (Gbr) – 23/23/100%; Taurasi (Eua) – 24/25/96%; Leedham (Gbr) – 18/21/85,7%. Melhor Brasileira: Clarissa (5a.) 29/35/82,9%

Rebotes: Clarissa (Bra) – 9,0; Érika (Bra) – 8,8; Jackson (Aus) – 7,9

Assistências: Miao (Chn) – 6,5; Bird (Eua), Thurnburn (Can) e Vardarli (Tur) – 4,5; Adrianinha (Bra) – 4,4

Bolas Recuperadas: Ivezic (Cro) – 2,8; McCaughtry (Eua) – 2,5; Leedham (Gbr) – 2,4. Melhor Brasileira: Joyce (11a.) – 1,4

Tocos: Gruda (Fra) – 2,1; Burgrová (Tch) – 1,7; Érika (Bra) e Cambage (Aus) – 1,6

Os melhores em um jogo

Pontos:   29 – Leedham (Gbr) vs Fra (Karla 22 vs Aus)

Rebotes: 18 – Érika (Bra) vs Rus

Assistência: 12 – Adrianinha (Bra) vs Gbr

Bolas recuperadas: 5 – Alben (tur) vs Cro. Ivezic (Cro) vs Tur; McCoughtry (Eua) vs Chn, Yilmaz (Tur) vs Tch (Karla, 3 vs Fra)

Tocos: 6 – Brugrová (Tch) vs Cro (Érika – 3 vs Rus)

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Os 25 anos de uma grande conquista

Amigos do basquetebol

Hoje, 23 de agosto, comemoramos os 25 anos de uma das maiores conquistas do basquetebol brasileiro: o título do Pan-Americano de 1987, disputado em Indiana, Estados Unidos.

Esta conquista foi marcada por vários fatores como a excelente condição física, técnica e tática de nossa seleção sob o comando de Ary Vidal e que teve como assistente José Medalha e como preparador físico Valdir Barbanti.

Foi também marcada pela grande vitória no jogo final contra a equipe americana por 120 x 115 depois de um primeiro tempo em que terminamos com uma desvantagem de 14 pontos (54 x 68).

A atuação de nossa equipe neste jogo final foi inesquecível, principalmente por parte de nossos dois grandes astros Marcel e Oscar que anotaram, respectivamente, 31 e 46 pontos.

A equipe americana era composta por jogadores universitários que se tornariam grandes astros da NBA como David Robinson e Danny Manning. O técnico era Denny Crum, um dos mais respeitados profissionais daquele país.

Essa vitória do Brasil e o fracasso americano nos Jogos Olímpicos de Seoul (1988) foram determinantes para a entrada dos profissionais no circuito olímpico, o que ocorreu em 1992, em Barcelona, com a presença do “Dream Team”.

A campanha:  7 jogos – 6 vitórias e 1 derrota

Brasil x Uruguay – 110 x 79

Brasil x Porto Rico – 100 x 99

Brasil x Ilhas Virgens – 103 x 98

Brasil x Canadá – 88 x 91

Brasil x Venezuela – 131 x 84

Brasil x México – 137 x 116

Brasil x Estados Unidos – 120 x 115

Os atletas

Paulo Villas Boas, Guerrinha, Gerson, Rolando, Pipoka, André, Sílvio, Marcel, Israel, Maury, Cadum e Oscar.

Comissão Técnica

Ary Vidal (técnico), José Medalha (assistente), Valdir Barbanti (preparador físico) e João Paulo Rossi (médico).

José Cláudio dos Reis foi o dirigente da delegação brasileira nos Jogos Pan Americanos de 1987.

Por tudo isto e por tudo o que aquela geração representou para o basquetebol de nosso país temos que comemorar muito.

Parabéns a todos que participaram dessa conquista inesquecível.

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Os números do basquetebol masculino em Londres

Amigos do basquetebol

Apresento uma análise resumida dos números do basquetebol masculino nos Jogos Olímpicos de Londres e uma comparação da produção da Seleção Brasileira em relação aos campeões americanos.

A média geral de pontos da competição por jogo e por equipe foi de 80,1 pts ( a média histórica é de 71,7 pts). O resultado médio das partidas foi de 88,2 x 71,9. O Brasil obteve 79,8 x 71,8 (o Brasil teve a melhor média de pontos contra na competição). O quadro abaixo mostra o rendimento de todas as equipes (pf – pc – avg).

Eua 115,5 83,4 1,385
Esp 80,9 77,4 1,045
Rus 77,9 72,1 1,080
Arg 86,3 86,4 0,999
Bra 79,8 71,8 1,111
Fra 72,5 74 0,980
Aus 82,7 82 1,009
Lit 78,2 80,3 0,974
Gbr 76 81 0,938
Nig 67,6 91,2 0,741
Tun 64 82,2 0,779
Chn 62,2 87,8 0,708

No basquetebol masculino foram anotados 6114 pts, sendo 1797 de arremessos de 3 (29,4%), 3260 de arremessos de 2 (53,3%) e 1057 lances-livres (17,3%).

O percentual médio de acertos nos arremessos de 2 pts foi de 53,3%; nos arremessos de 3 pts foi de 29,4% e nos lances-livres foi de 69,8%. O quadro abaixo mostra o percentual de cada uma das equipes nesses três indicadores de jogo.

Eua 59,9 41,9 71,7
Esp 50,4 33,3 73,7
Rus 55,4 33,3 66,5
Arg 53,8 37,6 74,8
Bra 50,7 31,9 62,7
Fra 52,1 28,9 69,2
Aus 48,5 33,6 72,4
Lit 50,6 36,9 79,2
Gbr 44,1 31,7 71,9
Nig 39,5 27,3 69,4
Tun 43,1 34,9 53,2
Chn 40,0 39,1 59,8

As médias gerais por jogo e por equipe de rebotes, assistências, bolas recuperadas e bolas perdidas, respectivamente, foram as seguintes: 37,9, 13,5, 5,9, 13,5. No quadro abaixo são mostradas as médias desses indicadores de jogo por equipe.

Eua 44,6 25 10,4 9,8
Esp 40,5 19,3 3,6 12,5
Rus 35,8 19,8 6,1 13,9
Arg 33,2 19,6 6,3 10,8
Bra 37,5 16,7 6,5 10,5
Fra 37,5 15,5 6,2 15
Aus 41,3 17,7 6,8 13,2
Lit 38,2 18,2 4,3 16,3
Gbr 41 13 4,8 14,2
Nig 38,8 10,6 5,2 17,2
Tun 33,8 12,8 5,8 18,6
Chn 31,8 9,2 3,4 14

Os Estados Unidos lideram a competição nos seguintes indicadores de jogo: pontos a favor, cesta average, % de 3 pts, % de 2 pts, rebotes, assistências, bolas recuperadas e bolas perdidas.

O Brasil obteve a seguinte classificação nesses indicadores:  primeiro em pontos contra;  segundo em cesta average e bolas perdidas; terceiro em bolas recuperadas; quinto em pontos a favor e % de 2; sétimo em rebotes e assistências; nono em % de 3 e 10% em lances-livres.

A classificação final foi relacionada com a classificação em cada indicador de jogo e os resultados mostraram que os indicadores de jogo que apresentaram as maiores correlações com a classificação final foram (lembrando que o vaor máximo de uma correlação é 1,0):

Assistências e Cesta Average – 0,91

Pontos a favor – 0,81

Bolas perdidas – 0,76

% de 2 – 0,67

Rebote de defesa – 0,62

Destaques individuais (médias por jogo)

Cestinhas: Mills (Aus) – 21,2; Durant (Eua) – 19,5; Ginobilli (Arg) – 19,4. O melhor brasileiro foi Leandrinho (6o.) – 16,2.

Melhor aproveitamento de arremessos de quadra (somados 2 e 3 pts): LeBron (Eua) – 44/73/60,7%; Gasol (Esp) – 57/100/57%; Kirilenko (Rus) – 47/87/54%. Melhor Brasileiro: Leandrinho (10) – 37/76/48,7%

Melhor aproveitamento de 2 pts: LeBron (Eua) – 38/53/71,7%; Ingles (Aus) – 27/43/62,8%; Mozgov (Rus) – 33/53/62,3%. Melhor Brasileiro: Leandrinho (6o.) – 25/46/54,3%

Melhor aproveitamento de 3 pts> Wang (Chn) – 13/21/61,9%; Jasikevicius (Lit) – 7/12/58,3%; Clark (Gbr) – 8/14/57,1%. Melhor Brasileiro: Marquinhos (7o.) – 9/18/50%

Rebotes: Yi (Chn) – 10,2; Mejr (Tun) – 10,0; Diogu (Nig) – 9,0. Melhor Brasileiro: Nenê (5o.) – 8,0

Assistências: Prigionni (Arg) – 6,5; Huertas (Bra) – 6,0; Shved (Rus) – 5,9

Bolas Recuperadas: Chris Paul (Eua) – 2,5; Aminu (Nig) – 2,0; Kirilenko (Rus) – 1,9. Melhores Brasileiros: Alex e Marquinhos (13o.) – 1,2

Tocos: Mejri (Tun) – 3,4; Yi (Chn) – 2,2; Kirilenko (Rus) – 1,8. Melhor Brasileiro: Nenê (9o,) – 1,0

Os melhores em um jogo

Pontos:   39 – Mills (Aus) vs Gbr (Leandrinho – 22 vs Arg)

Rebotes: 14 – LeBron (Eua) vs. Aus; Mejri (Tun) vs Arg; Yi (Chn) vs Gbr (Varejão – 13 vs Chn)

Assistência: 13 – Shved (Rus) vs Gbr (Huertas – 10 vs Aus)

Bolas recuperadas: 5 – Chris Paul (Eua) vs Aus (Alex – 3 vs Gbr e vs Rus; Marquinhos – 3 vs Esp)

Tocos: 7 – Mejri (Tun) vs Arg (Nenê – 3 vs Gbr)