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Há “derrotas” e “derrotas”

Amigos do Basquetebol

Por incrível que pareça a derrota do Brasil hoje para a Rússia não me deixou triste. Claro que ninguém gosta de perder, principalmente da forma como perdemos com a partida na mão.

Mas o que vimos foi um time que mudou o jogo no segundo tempo (principalmente no último quarto) e conseguiu fazer sua melhor apresentação nesses Jogos. Muito melhor do que nas duas primeiras vitórias.

Temos falhas. Sim. E importantes. Continuamos com um baixo aproveitamento de dois pontos (de três hoje demos uma boa melhorada). Nosso aproveitamento de lances-livres é sofrível (hoje 55%). Erramos bolas infantis, escorregamos no momento decisivo. Nossos especialistas nas bolas de três até agora não demonstraram sua capacidade.

Mas mostramos que encaramos qualquer time forte deste campeonato.

Não quero ser ufanista, mas esta derrota pode nos levar a um caminho mais tranquilo (se é que isto existe no basquetebol olímpico) para as quartas. Se sairmos em terceiro e vencermos o jogo das quartas, não cruzaremos com os Estados Unidos nas semis.

Mas como diz o velho ditado ” neste nível não dá para escolher adversário” ou “não há galinha morta”.

O que vimos hoje foi um jogo igual (nos erros e acertos). As duas equipes tiveram um aproveitamento parecido (cerca de 50% nos três pontos, 53 % nos dois pontos e 54 % nos lances-livres).  Nos rebotes 33×32 para a Rússia; assistências 18 x 13 para a Rússia. O Brasil perdeu 13 bolas e recuperou 7 enquanto a Rússia perdeu 18 e perdeu 2.

O final poderia ter sido diferente, pois ainda tínhamos uma falta para gastar. E isto foi avisado no pedido de tempo e reforçado pelo assistente Duró na volta da equipe na quadra.

Mas na hora H, quem está na quadra sabe o que deve fazer e decidir. Infelizmente, a bola caiu. Mas o Brasil continua em pé. Firme, rumo ao lugar que ele sempre ocupou no cenário do basquetebol mundial.

E que venha a China. Só vou saber do resultado quando chegar ao Brasil no domingo.

Por favor, espero ter boas notícias.

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7 comentários em “Há “derrotas” e “derrotas”

  1. Concordo contigo; em especial quando fala sobre os lances-livres.
    Boa viagem de volta!

  2. Dante, olá.

    Hoje programamos o almoço da família num restaurante aqui perto de casa que tem várias TV’s pelo salão. A Letícia estranhou, já que temos uma regra aqui em casa de nunca deixarmos a TV ligada quando estamos à mesa. Chegamos e pedi que o aparelho mais próximo fosse sintonizado no jogo, que estava por começar. Até o terceiro quarto só nós assistíamos basquete no local… Quando faltavam quatro minutos os garçons já não mais atendiam os clientes, que também assistiam ao jogo nesse momento. Resumo da ópera: Todos orgulhosos da equipe masculina do Brasil no final do jogo.

    Creio que essa competitividade é fundamental para melhorar o interesse das pessoas e consequentemente a visibilidade da modalidade, e a equipe hoje demonstrou que pode ser altamente competitiva. Errou muito? Sim, mas as outras equipes também estão errando bastante. Vi a Espanha quase perder para a GB em seguida…

    Viva o basquetebol, portanto!

    Abração!

    Sérgio Maroneze

  3. Importante jogo para saber que podemos encarar qualquer um (menos EUA) se encaixarmos o jogo… isso que ainda vacilamos no 2o. quarto. Agora é cumprir contra a China e ver o que dá contra a Espanha, que já não é tão favorita assim contra a Russia inclusive. Melhor se terminar em 1o. ou 3o., em 2o. cruzamos com EUA na semi e aí não teria como sonhar com a final.

  4. Grande Dante. Compartilho de sua opinião do início ao fim. Perder faz parte, mas tentar vencer é obrigação e nós que gostamos do esporte, merecemos no mínimo o que os comandados de Magnano fizeram frente a Rússia. Se o Brasil chegar à medalha, será a glória, e se não chegar, pelo menos que voltem com suas honras inabaláveis. Estão no caminho. Parabéns por seu blog e acompanhe o meu blog também… e minha saga pelo retorno do Hellas Verona à elite do futebol italiano.

  5. Amigos, obrigado pelos comentários. Ontem o Brasil começou a jogar o que realmente sabe. O time cresceu e apareceu. Finalmente alguns jogadores entraram nos Jogos Olímpicos. Foi uma derrota doída, mas nos dando a esperança de termos um time realmente competitivo. e perder para a Rússia é algo normalíssimo no mundo do basquetebol. Agora temos que vencer a China. Este é um jogo que deve ser encarado com o máximo cuidado, pois definirá nossa posição no grupo.

  6. BRA perdeu, mas posso te garantir q nao foi por falta de torcida por minha parte… o jogo foi duro como vc tinha comentado no “nosso” almoco… aquele bola de 3 caiu dentro, faze o q?! Continue aproveitando as Olimpiadas. Tudo de bom. Felipe.

  7. Na Oliimpiada de Londres, em 1948, havia um jogador na Seleção Brasileira chamado Ruy de Freitas, o Tio Ruy. Acabou de sair da quadra da vida aos 95 anos, agora já sem e-mail, ontem, 02/08/2012. Tive a honra de conhece-lo quando ainda fazia parte do Combinado Copacabana, depois Carvão Molhado. Grande jogador de basquete e exelente pessoa. Estou deveras costernado pela imensa perda. Meus pesames aos seus familiares. Na atual Jogos Olímpicos, nosso basquete masculino demonstrou , contra a Rússia, sua identidade com grande personalidade. Apesar de perder pelo arremesso de bola de 3, totalmente aleatório , por 1 ponto, ficou o sabor de vitória. Que venha a China, e outros adversários, acredito na nossa Seleção superará com dignas vitórias. Meu caro Dante deRose, um abração. Laerte Alencastro Schmitt / Schmitão

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