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Ranking do Basquetebol Mundial: masculino + feminino

Amigos do Basquetebol

Neste último post sobre o ranking do basquetebol mundial “inventado” por mim, apresento o conjunto de países que tiveram a honra de participar dos Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, tanto no masculino, quanto no feminino.

Lembrando que, no masculino, 55 países participaram dos Jogos Olímpicos e 53 dos Campeonatos Mundiais. Ao todo foram 65 países que participaram de uma ou de outra, sendo que 41 países tiveram a oportunidade de estar nas duas. Já no feminino foram 33 países em Jogos Olímpicos e 48 em Campeonato Mundiais. 53 países participaram de uma ou de outra e 27 países estiveram nas duas.

Considerando-se o conjunto de participações nas duas competições mais importantes do Basquetebol Mundial tanto no masculino, quanto no feminino, encontramos um seleto grupo de 21 países:

Austrália, Brasil, Bulgária, Canadá, Checoslováquia, China, Coreia, Cuba, Espanha, Estados Unidos,  França, Grécia, Itália, Japão, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Rússia, Senegal, União Soviética e Yugoslávia.

Nunca é demais lembrar das modificações ocorridas a partir de meados da década de 90 quando a União Soviética e a Yugoslávia desmembraram-se em diferentes países deixando de competir com suas antigas bandeiras. A última competição oficial da União Soviética foi no Campeonato Mundial de 1990, na Argentina. A Yugoslávia jogou seu último torneio oficial no Mundial de 2002, nos Estados Unidos. Neste Campeonato, alguns registros da FIBA a consideram como Yugoslávia, apesar de já surgir o nome Sérvia e Montenegro.

Nesse conjunto da obra, os Estados Unidos aparecem como o maior participante (56), o maior pontuador (478) e com a maior média de pontos (8,5), juntamente com a União Soviética. O Brasil participou em 50 eventos (segundo país em número de participações), marcou 230 pontos (terceiro) com média de 4,6, ocupando a quinta posição.

Segue o quadro completo (em ordem alfabética)

  J.Olímpicos   Mundiais   Total    
País   P Pts M   P Pts M   P Pts M
Austrália 22 60 2,7 21 100 4,8 43 160 3,7
Brasil   30 143 4,8   20 87 4,4   50 230 4,6
Bulgária 5 13 2,6 9 47 5,2 14 60 4,3
Canadá 22 56 2,5 14 38 2,7 36 94 2,6
Checoslováquia 11 24 2,2 12 72 6,0 23 96 4,2
China 18 22 1,2 15 59 3,9 33 81 2,5
Coreia 11 12 1,1 19 69 3,6 30 81 2,7
Cuba 10 27 2,7 13 42 3,2 23 69 3,0
Espanha 21 87 4,1 8 35 4,4 29 122 4,2
Estados Unidos 33 280 8,5 23 198 8,6 56 478 8,5
França 13 52 4,0 9 40 4,4 22 92 4,2
Grécia 9 41 4,6 2 4 2,0 11 45 4,1
Itália 19 80 4,2 8 22 2,8 27 102 3,8
Japão 10 10 1,0 14 37 2,6 24 47 2,0
Nigéria 3 3 1,0 2 2 1,0 5 5 1,0
Nova Zelandia 5 10 2,0 4 5 1,3 9 15 1,7
Polônia 6 23 3,8 4 11 2,8 10 34 3,4
Rússia 8 36 4,5 10 66 6,6 18 102 5,7
Senegal 6 6 1,0 8 8 1,0 14 14 1,0
União Soviética 18 147 8,2 12 108 9,0 30 255 8,5
Yugoslávia 22 155 7,0 9 44 4,9 31 199 6,4
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Mais um ranking do Basquetebol Mundial – feminino

Amigos do Basquetebol

Neste post, assim como foi feito para o masculino, apresento um ranking do basquetebol mundial feminino baseado na participação dos países nos dois campeonatos mais importantes do mundo: Campeonato Mundial e Jogos Olímpicos.

Lembro que o critério de pontuação (totalmente arbitrário) consiste em atribuir 10 pontos ao vencedor da competição, 8 para o segundo colocado, 7 para o terceiro, 6 para o quarto, 5 para  quinto, 4 para o sexto, 3 para o sétimo, dois para o oitavo e um para todos os demais participantes. Como todo critério arbitrário ele é passível de críticas, modificações e sugestões.

Lembro também que a partir da década de 90, várias modificações aconteceram em virtude dos acontecimentos políticos que provocaram o desmembramento e surgimento de novos países envolvendo mais notadamente a União Soviética e a Yugoslávia.

Assim sendo seguem as conclusões baseadas no número de participações, pontos acumulados e média de pontos (pontos acumulados/número de participações)

Feminino

Jogos Olímpicos: foram realizadas 10 edições, a partir de 1976, com a participação de 33 países.

Em relação às participações, os países com o maior número de presenças foram: Estados Unidos (9); Austrália e China (7); Brasil, Coreia e Rússia (6); Canadá (5); Checoslováquia e Cuba (4); Bulgária, Espanha, Itália, Nova Zelândia, República Tcheca, União Soviética e Yugoslávia (3).

Quanto à pontuação estes são os dez países que acumularam o maior número de pontos: Estados Unidos (85); Austrália (49); Rússia (39); China (31); União Soviética (27); Brasil (26); Coreia (21); Bulgária (20); Yugoslávia (19); Checoslováquia e Cuba (16).

Os dez países com as melhores médias foram (consideradas pelo menos 2 participações): Estados Unidos (9,4); União Soviética (9,0); Austrália (7,0); Bulgária (6,7); Rússia e França (6,5); Yugoslávia (6,3); Espanha (4,7); China (4,4) e Brasil (4,3)

Campeonato Mundial: 16 edições com 48 países participantes

Os 10 maiores participantes: Estados Unidos e Brasil (15); Austrália e Coreia (13); Japão (11); Cuba (10); Canadá e União Soviética (9); Argentina, Checoslováquia, China e França (8).

Os 10 países que mais pontuaram: União Soviética (113); Estados Unidos (81); Brasil (61); Checoslováquia (56); Austrália (51); Coreia (48); Japão (29); China (28); Bulgária, Rússia e França (27).

As melhore médias (considerando-se pelo menos 3 participações): União Soviética (9,0); Estados Unidos (7,5); Checoslováquia (7,0); Rússia (6,8); Bielorrússia (6,0); Rep.Tcheca (5,5); Bulgária e Yugoslávia (4,2) e Brasil (4,1)

Ao todo 53 países disputaram um ou outro evento, mas se considerarmos o conjuntos dos dois eventos, observamos que 27 países tiveram a chance de disputá-los. No cômputo geral, os Estados Unidos participaram por 24 vezes, seguidos de Brasil (21); Austrália (20); Coreia (19) China (15); Canadá, Cuba e Japão (14); Checoslováquia e Cuba (12).

Também participaram: Bielorrússia, Bulgária, Congo, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Mali, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Rep. Tcheca, Rússia, Senegal e Yugoslávia.

As americanas foram as que mais pontuaram nos dois torneios (198) com União Soviética em segundo (108) e Austrália em terceiro (100). Seguem Brasil (87); Checoslováquia (72); Coreia (69); Rússia (66); China (59); Bulgária (47) e Yugoslávia (44).

A melhor média no cômputo geral (no mínimo 5 participações) é da União Soviética (9,0), seguida pelos Estados Unidos (8,3) e Rússia (6,6). Seguem Checoslováquia (6,0); Bulgária (5,2); Yugoslávia (4,9); Espanha e Rep. Tcheca (4,4); Brasil (4,1) e França (4,0).

No próximo artigo o ranking geral, considerando-se a participação dos países nos quatro torneios. feminino.

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Mais um ranking do Basquetebol Mundial – masculino

Amigos do Basquetebol

Para não perder o costume de brincar com números, resolvi montar um ranking do basquetebol mundial levando em consideração a participação dos países nos dois campeonatos mais importantes do mundo: Campeonato Mundial e Jogos Olímpicos.

Para isto, estabeleci um critério totalmente arbitrário de pontuação que consiste em atribuir 10 pontos ao vencedor da competição, 8 para o segundo colocado, 7 para o terceiro, 6 para o quarto, 5 para  quinto, 4 para o sexto, 3 para o sétimo, dois para o oitavo e um para todos os demais participantes. Como todo critério arbitrário ele é passível de críticas, modificações e sugestões.

Lembro também que a partir da década de 90, várias modificações aconteceram em virtude dos acontecimentos políticos que provocaram o desmembramento e surgimento de novos países envolvendo mais notadamente a União Soviética e a Yugoslávia.

Assim sendo seguem as conclusões baseadas no número de participações, pontos acumulados e média de pontos (pontos acumulados/número de participações)

Masculino

Jogos Olímpicos: foram realizadas 18 edições com a participação de 55 países.

Em relação às participações, os 10 países com o maior número de presenças foram: Estados Unidos (17); Brasil (14); Austrália (13); Itália e Espanha (11); Yugoslávia e China (10); União Soviética, Canadá e Porto Rico (9)

Quanto à pontuação estes são os dez países que acumularam o maior número de pontos: Estados Unidos (162); União Soviética (75); Yugoslávia (65); Brasil (64); Itália (54); Espanha (44); Austrália (39); Lituânia (31), Uruguay, França e Canadá (31).

Os dez países com as melhores médias foram (foram consideradas pelo menos 3 participações): Estados Unidos (9,5); União Soviética (8,3); Yugoslávia (6,5); Lituânia (5,8); Argentina (5,2); Croácia e Grécia (5,0); Itália (4,9), Brasil (4,6) e Uruguay (4,4).

Campeonato Mundial: 16 edições com 53 países participantes

Os 10 maiores participantes: Estados Unidos e Brasil (16); Canadá (12); Yugoslávia e Argentina (12); Porto Rico (11); Espanha (10); União Soviética (9); Itália e China (8).

Os 10 países que mais pontuaram: Estados Unidos (112); Yugoslávia (90); Brasil (79); União Soviética (72); Espanha e Argentina (43); Porto Rico (30); Grécia (26); Canadá (25) e Austrália (21).

As melhore médias (considerando-se pelo menos 3 participações): União Soviética (8,0); Yugoslávia (7,5); Estados Unidos (7,4); Rússia e Chile (5,0); Brasil (4,9); Grécia, Turquia, Lituânia e Espanha (4,3). *Interessante notar a presença do Chile nesta lista, pois nos mundiais de 50 e 59) o país obteve dois terceiros lugares, além da participação em 1954. Depois disto, nunca mais o Chile participou de Mundiais.

Considerando-se os dois eventos, observamos que 41 países tiveram a chance de disputá-los. No cômputo geral, os Estados Unidos participaram por 33 vezes, seguidos de Brasil (30); Canadá, Austrália e Yugoslávia (22); Espanha (21); Porto Rico (20); Itália (19); Argentina, China e União Soviética (18).

Os americanos foram os que mais pontuaram nos dois torneios (280) com Yugoslávia em segundo (155) e União Soviética em terceiro (147). Seguem Brasil (143); Itália (80); Argentina (74); Austrália (60); Canadá (56); Porto Rico (53) e França (52).

A melhor média no cômputo geral continua sendo dos Estados Unidos (8,5), seguidos por União Soviética (8,2); Yugoslávia (7,0); Lituânia (5,3); Brasil (4,8); Grécia (4,6); Rússia (4,5); Itália (4,2); Espanha e Argentina (4,1).

Os demais países que participaram dos dois eventos: Alemanha, Angola, Bulgária, Checoslováquia, Chile, Coreia, Croácia, Cuba, Egito, Filipinas, Formosa, Irã, Japão, México, Nigéria, Nova Zelândia, Panamá, Perú, Polônia, Rep. Centro Africana, Senegal, Sérvia, Tunísia, Turquia, Uruguay e Venezuela.

No próximo artigo o ranking do feminino.

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Eurobasket feminino 2013 – sorteio dos grupos

Amigos do Basquetebol

Nesta sexta feira – 21 de setembro – foi realizado o sorteio dos grupos para o Eurobasket Feminino que será realizado na França de 15 a 30 de junho de 2013.

Grupo A: Montenegro, Ucrânia, Turquia e Eslováquia

Grupo B: Suécia, Espanha, Rússia e Itália

Grupo C: Sérvia, Letônia, França e Grã-Bretanha

Grupo D: Lituânia, Belarrússia, Rep. Tcheca e Croácia

Três equipes classificam-se em cada grupo formando-se dois grupos de seis equipes (A+B = E e C+D = F). Desses grupos as quatro primeiras classificadas disputam as vagas para as semifinais e finais (1Ex4F; 2Ex3F; 3Ex2F;4Ex1F).

Fatos e curiosidades:

A Rússia é a última campeã europeia, no torneio realizado em 2011, vencendo a Turquia na final.

A antiga União Soviética venceu a competição por 20 vezes, sendo 16 seguidas (de 1960 a 1991).

As demais campeãs: Itália, Bulgária, Espanha, Ucrânia, Lituânia, Polônia e Rep. Tcheca (1 vez); França (2 vezes) e Rússia (3 vezes).

União Soviética e Checoslováquia fizeram 7 finais, todas vencidas pelas soviéticas. União Soviética e Bulgária fizeram seis finais, com seis vitórias das Soviéticas.

França e Rússia chegaram a cinco finais cada uma. As russas venceram três e as francesas venceram duas, exatamente contra a Rússia.

 

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Dada a largada para a Copa Mundial – 2014

Amigos do Basquetebol

A partir de 2014 o Campeonato Mundial de Basquetebol passará a ser chamado de Copa Mundial de Basquetebol. A competição será realizada na Espanha.

A FIBA confirmou a realização do Campeonato FIBA Américas, em 2013, que dará quatro vagas para a Copa Mundial.

O Campeonato FIBA Américas será realizado em Caracas (Venezuela) e contará com dez países: Argentina, Brasil, Canadá, Jamaica, Panamá, Paraguay, Porto Rico, República Dominicana, Uruguay e Venezuela.

Em outubro, uma delegação da FIBA e da FIBA Américas estará em Caracas para acertar pormenores do evento que promete ser muito equilibrado. Com certeza, Argentina, Brasil, Porto Rico, Canadá, República Dominicana e Venezuela serão os favoritos para essas quatro vagas.

Os Estados Unidos, como campeões olímpicos têm vaga assegurada em 2014.

Vamos torcer para o Brasil continuar em sua caminhada de retomada do reconhecimento mundial e para que na Copa Mundial de 2014 possamos estar novamente entre os principais países do mundo no nosso querido esporte.

 

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2016 deve ser a meta?

Amigos do basquetebol e do esporte em geral

Em vários momentos deste blog abordei a questão da necessidade de programas esportivos para este país, de uma melhor formação de nossos profissionais  e da melhoria das condições da prática da educação física nas escolas.

Pelo menos em nove oportunidades o tema foi desenvolvido no blog (13-08-2012; 26-06-2012; 03-04-2012; 21-02-2012; 21-02-2012; 25-05-2011; 15-11-2010; 19-11-2010 e 24-11-2010), sendo que em uma delas tive o prazer de divulgar um belíssimo texto do Professor e amigo Ronaldo Pacheco, intitulado “Desculpas” (11-02-2011).

Agora nos deparamos com um anúncio do Governo Federal que investirá cerca de 1 bilhão de Reais para a preparação de nossos atletas para os Jogos Olímpicos de 2016. E novamente vemos que o foco é no produto (medalhas, atletas de alto rendimento) e não no processo (formação de atletas para que o país se torne uma potência esportiva, não só em 2016, mas perenemente).

É evidente que o projeto tem seus méritos, pois contribuirá para uma melhor estrutura de treinamento e competições para que nossos “medalháveis” possam cumprir com seu papel cívico de nos brindar com as 15 o 20 medalhas em 2016 (será que teremos mais que isto?).

Mas e a grande massa que quer praticar esportes? Qual a estrutura oferecida a ela? Como andam as quadras, campos, piscinas (???) e pistas (???) de nossas escolas? Novamente o privilégio continuará sendo dado aos privilegiados. Não que não mereçam, pois eles serão o espelho para a nossa garotada.

Mas de que adianta mover sonhos se essa garotada não tem onde começar? O clube é importante? Sim, e muito. Pois é ele que recebe os primeiros candidatos a atletas e os lapida. Mas de onde virão esses candidatos a atletas?

Com certeza, na atual conjuntura, não será das escolas, cada vez mais sucateadas e sem condições de oferecer o mínimo para uma prática esportiva decente. Continuaremos vivendo de ações isoladas de abnegados que doam seu tempo e até dinheiro para manter viva a esperança de milhares de jovens que gostariam de ter a chance de poder brigar pela tão sonhada medalha?

Hoje – 18-09-2012 – o Diário Lance solta um editorial (Lance! Opina – primeira página) que retrata bem ao que estou me referindo. Dele, seleciono alguns trechos importantes e que devem nos levar a uma reflexão:

“Não há país olimpicamente forte se não houver massificação do esporte”.

“…o governo precisa fazer cumprir o que recomenda a Organização Mundial da Saúde: incluir um mínimo de cinco horas semanais de prática esportiva no currículo escolar. Este é, inclusive, compromisso do legado da Olimpíada do Rio para a rede municipal de ensino, mas que deve ser ampliado por todo país”.

“As medidas podem e devem até gerar avanços pontuais no quadro de medalhas. Mas para dar resultados significativos, devem ir muito além de 2016…”.

Enfim, este editorial traz à tona pontos importantes, com os quais, pelos posicionamentos exibidos neste blog, concordo em grande parte. O quanto deste bilhão será destinado a um programa nacional de educação física e esporte? O quanto deste bilhão será destinado à formação de profissionais capacitados para desenvolver a educação física e esporte neste país?

Será que em 2016 poderemos comemorar um custo benefício positivo deste investimento em relação ao número de medalhas que serão obtidas pelo país? Será que poderemos comemorar o fato de mais crianças estão envolvidas com a prática esportiva? Será que poderemos comemorar o fato de que as escolas públicas foram agraciadas com estrutura esportiva decente e com profissionais que recebem salários dignos para desenvolver as atividades?

Espero que este bilhão nos traga algumas respostas e que elas não sejam somente “medalhas”. Sinceramente, com elas não estou nem um pouco preocupado. É claro que ficarei feliz. Mas se para medalha obtida tivermos milhares de crianças em quadra, nas piscinas, pistas e campos e felicidade será maior ainda.

Colaboradores · Todos os posts

Longevidade e Esporte. O elo cada vez mais visível

Amigos do basquetebol

Publico uma contribuição do colega Urbano Sidney do Sacramento.

O Prof. Urbano foi Campeão Paulista, Brasileiro, Pan-americano e Vice-campeão Mundial de Basquetebol. É formado em Educação Física e é jogador da equipe de Veteranos da “A Hebraica de São Paulo”. Compete e integra as Seleções Paulista e Brasileira de Basquete Veterano, Máster. Coordenador Técnico do Projeto Jovens Atletas de Basquetebol. Atualmente exerce o cargo de  Diretor da União de Basquetebol Veteranos de São Paulo e Conjunto Desportivo Baby Barioni ( Agua Branca )

E mail – urbanosidney@uol.com.br

Você pratica esporte? Há quantos anos?

Estas são duas perguntas que faço a todos que praticam esporte desde a infância.

Eu vou citar meu próprio exemplo, que é comum a vários amigos.

Comecei a treinar Basquetebol aos 10 anos de idade na Sociedade Esportiva Palmeiras e passei por vários outros clubes: Corinthians, Pirelli, São Caetano, Ponta Grossa, Arapongas e Hebraica.

Fiz parte de Seleções Paulistas, Brasileiras, Universitárias e hoje, com 63 anos, ainda não parei de praticar o “Religioso Basquete“.

A vida profissional esportiva seja Natação, Basquete, Voleibol, Atletismo, Futebol, Tênis e muitos outros, nos faz dedicar aproximadamente 20 anos de atividade intensa. Se você começou a competir aos 12 anos de idade, que é a idade que, em geral se inicia a prática desportiva, só vai parar ou já parou aos 32 anos. Você somou 20 anos de competições intensas.

Se você participa das competições veteranas que se iniciam aos 32 anos e, hoje há atletas com mais de 80 anos de idade competindo, você terá somado uma vida esportiva de 50 anos ou mais de atividades físicas.

Por isso, é muito importante você continuar suas atividades esportivas. Como Veterano você terá prazer em conviver com antigos amigos, você tem aquela responsabilidade de se apresentar bem, mas não com aquela obrigação que você tinha quando era um “Profissional“. Cada movimento do seu corpo será executado com grande precisão, quase como um balé.

Se você se tornou um Atleta Veterano, tem que tomar várias precauções. É fundamental alongar-se e aquecer-se sempre. Atleta machucado não soma, subtrai a confiança da equipe.

Também é muito importante fazer um exame Ergométrico de Esforço todos os anos e saber dosar as atividades físicas, mesmo quando ministradas por profissionais especializados.

Se você ainda não é um Atleta Veterano tente participar das competições. São muito gratificantes.

Há várias competições Regionais, Nacionais e Internacionais. Nessas ocasiões você poderá conhecer cidades que não teve oportunidade de conhecer quando era mais jovem!

E a alegria estará estampada no rosto de cada um, pelo sorriso de reencontrar um amigo com quem você competiu quando era jovem. E a possibilidade de novos amigos trazidos por outros com ideais idênticos.

Por tanto meu amigo, continue a prática esportiva para o resto de sua vida.

Não há nada melhor que aos 80 anos, você levar uma medalha para casa e mostrar para seus Netinhos.

Ah! Já tem bisnetos?…

Obs: Os textos são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem qualquer modificação em seu conteúdo.