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A Ética Conveniente

Amigos do Basquetebol

Hoje me arrisco a falar sobre um assunto polêmico: a ética no esporte.

Parece-me que, cada vez mais, a ética no esporte está se tornando um produto de conveniência. Muito se discute sobre o comportamento dos atletas (e no futebol este tema toma proporções ainda maiores pela divulgação quase que exclusiva deste esporte pela nossa mídia) que, no alto rendimento, utilizam-se cada vez mais de meios excusos para atingir seus objetivos.

Simulações, reclamações exageradas e o uso ilícito para fazer os gols. E nesta semana o tema foi apimentado pelo gol de mão feito pelo atleta Barcos do Palmeiras que está gerando grandes discussões.

Talvez desde o famoso gol de Maradona na Copa de 86 (pelas manos de Diós como gostam de dizer os Argentinos), este foi um dos momentos mais polêmicos do nosso esporte. E ele nos traz situações no mínimo bizarras.

Primeiro: o gol foi com a mão. Isto é inegável. E aí é que a coisa se torna bizarra, no momento em que os dirigentes da equipe “prejudicada” pela anulação do gol, pedem a anulação do jogo porque o árbitro fora avisado pelo quarto árbitro da irregularidade.

Atletas “indignados” pelo ato do árbitro manifestam-se pelas redes sociais falando em armação e prejuízo premeditado à equipe alviverde.

Isto nos leva a realmente crer que a ética está cada vez mais conveniente. Caso fosse ao contrário e o adversário tivesse feito um gol de mão e o árbitro o tivesse anulado após interferência do quarto árbitro, estariam essas mesmas pessoas reclamando em alto brado?

É claro que a situação pela qual passa a equipe do Palmeiras deve levar a este tipo de atitude. Mas seria diferente se a equipe estivesse fora da zona do rebaixamento. E aqui não se trata de analisar a situação do Palmeiras ou de qualquer outra equipe. Mas sim de mostrar como a ética “dança conforme a música” ou é encarada de acordo com a conveniência dos envolvidos.

Mudemos o disco para que alguns não me acusem de estar escrevendo sobre isto por ser Corinthiano e estar “torcendo” pela queda do rival. Lembram-se do gol do Maradona? Pois então. Até hoje ele é criticado por todos nós como se o atleta tivesse cometido um crime.

Então pergunto: se esse mesmo gol tivesse sido feito por um brasileiro e ele levasse nossa seleção à final do Mundial, as críticas seriam as mesmas? E me arrisco a responder: claro que não.

Então mais uma vez fica provado que a ética esportiva está indo para um caminho perigoso e talvez, irreversível. O caminho da conveniência e da conivência.

Se for a favor da minha equipe tudo vale. Já se for contra….

Espero que esses exemplos (péssimos, diga-se de passagem) dados por alguns atletas (e o futebol está se tornando o campeão nesse tipo de ocorrência) não diminuam a importância do esporte na vida das pessoas e não sejam utilizados por nossos jovens e, principalmente, que nossos formadores (professores e treinadores) nãos os incentivem a essas práticas nada recomendáveis.

 

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Um comentário em “A Ética Conveniente

  1. Dante

    Excelente texto! Lembra-se do gol do Luís Fabiano na Copa do Mundo de 2010? Ajeitou a bola com a mão e disse que foi com opeito quando o árbitro lhe perguntou.

    Vaia nos “floppers”!!!!

    Abs
    Kiko

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