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História do esporte: os locais para a prática esportiva na Grécia Antiga

Amigos do Basquetebol

Seguindo no tema História do Esporte, neste post vou falar um pouco dos locais utilizados na Grécia Antiga para a prática das atividades esportivas.

Muitos dos termos utilizados atualmente, derivam daquela época.

Como o crescimento da prática da ginástica e de outras atividades esportivas na Grécia Antiga surgiu a necessidade de se ter locais adequados para aquela prática.

Desta forma surgiram os “ginásios”. A palavra ginásio deriva do termos “gymnós” que significa “nu”.  O termo foi utilizado para denominar o local da prática esportiva pois a mesma era realizada pelos jovens nus.

A princípio o ginásio se limitava a uma pista para corridas e um espaço para as lutas. Gradativamente as instalações do ginásio foram sendo aperfeiçoadas com a criação da “palestra” (local específico para a prática de ativiades esportivas) e de um rudimentar balneário.

Os ginásios, no entanto, não servia somente para a prática da atividades física. Ali também funcionavam centros de instrução, de educação espiritual e servia para reuniões da sociedade grega. Nos ginásios também se ensinava a música, a oratória, a gramática e a filosofia.

O complexo esportivo grego consistia basicamente em um espaço quadrado no qual se identificavam o “efebeum” – local destinado aos execícios gíminicos, o “coryceum” – local onde se guardavam sacos de couro utilizados para a prática do pugilismo, o “conisterium” – local onde os lutadores se reuniam depois da lutas para se limpar do óleo utilizado em seus corpos para as lutas, a “frigida lavatio” – tanque de água onde os atletas se refrescavam depois das atividades, o “elaeothesium” – onde se guardavam os óleos,.

Um local muito importante para a prática esportiva era o “estádio”. Era um corredor ladeado por parapeitos onde os espectadores assistiam as competições. Nele aconteciam corridas e jogos. Os estádios tinham dimensões diferentes, mas a mais aceita é o comprimento de 192 metros. Há registros que em Efeso o “estádio” tinha capacidade para 76 mil espectadores.

Outro local importante era o “hipódromo” destinado às corridas de cavalos. Os hipódromo tinha a forma de uma ferradura e chegavam a ter 215m de comprimento. Neles, além das corridas, aconteciam provas de adestramento e espetáculos circenses.

Estádio em Olímpia - Grécia
Estádio em Olímpia – Grécia

Sugestão de leitura sobre o tema: História da Educação Física e do Esporte. Giampiero Grifi.

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História do Basquetebol · Opinião do autor

Homenagem a um grande mestre

Amigos do Basquetebol

Escrevo este post com um grande sentimento de tristeza e de perda.

Ary Vidal nos deixou hoje. Grande comandante de nossa campanha no Pan de 1987, Ary deixou muitos ensinamentos e exemplos a serem seguidos.

Tive a honra e o orgulho de compartilhar com o Ary muitos momentos felizes do nosso basquetebol. A preparação daquela maravilhosa equipe foi feita quase que totalmente na Escola de Educação Física da USP e eu, como professor naquela época, tive a oportunidade de acompanhar tudo de muito perto e aprender muito com o mestre Ary.

Ary me tratava com muito carinho e me chama de “meu presidente”, pois na época eu era presidente da extinta BRASTEBA (Associação Brasileira de Técnicos de Basquetebol), pela qual Ary sempre batalhou e sempre prestou sua colaboração em cursos e clínicas.

Também presenciei um dos momentos mais incríveis da vida do Ary, quando em uma clínica em Buenos Aires (1988) Ary foi ovacionado pela plateia ao ser anunciado no congresso de abertura. Naquele momento senti um grande orgulho do nosso basquetebol e também constatei o respeito que Ary tinha de todos ali presentes.

Meu último contato com o mestre Ary foi no ano passado, na festa de encerramento do NBB4, quando fui “designado”, com muita honra, para conduzí-lo ao Esporte Clube Pinheiros, local da festa. E apesar das dificuldade que ele já apresentava, mantinha sua postura sempre elegante, educada e respeitosa.

Enfim, Ary Vidal é um exemplo a ser seguido. Não só pela competência como técnico de basquetebol, pela sua experiência mas, principalmente, pela forma como sempre tratou as pessoas.

Eu só tenho a agradecer pela curta , mas muito significativa, convivência com o Mestre Ary. Que ele tenha um grande equipe para dirigir onde estiver. E se não houver uma grande equipe ele, certamente a formará.

Valeu Ary.

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Árbitros-técnicos-atletas: vamos melhorar essa relação?

Amigos do Basquetebol

Recentemente, acompanhamos no clipping do Basquete do amigo Alcir Magalhães uma breve discussão sobre a arbitragem do NBB. O fato foi gerado pela exclusão do técnico do Flamengo José Neto. Ou melhor pelos motivos que geraram a tal exclusão e pela forma como os árbitros se comportaram naquele momento.

Como eu disse em um comentário colocado no mesmo clipping, não acompanhei o jogo e portanto não teria condições de julgar o fato em si. Mas, acompanhando outros jogos pela TV e ao vivo o que eu percebo é que está havendo um certo exagero por parte dos árbitros, técnicos e atletas.

Os árbitros têm exagerado em suas decisões e cometido erros que são muito contestados por atletas e técnicos.

Os atletas têm exagerado nas suas manifestações, pois a qualquer marcação por parte dos árbitros eles se rebelam como se o mundo estivesse acabando naquele instante.

Os técnicos, muitas vezes, esquecem o comando da equipe para contestar toda e qualquer marcação dos árbitros, estendendo a discussão para além do necessário e perdendo o foco do jogo.

Parece que todo mundo já entra em quadra com o seguinte pensamento: o árbitro vai “roubar” meu time então vou colocar pressão para que isto não aconteça. Ou, já vou colocar pressão sobre aquele técnico ou jogador porque ele costuma falar muito. E isto não tem sido nada benéfico para nosso basquetebol.

Tenho acompanhado de perto os jogos da Euroliga e observo um comportamento completamente diferente, apesar dos erros da arbitragem e reclamações por parte de jogadores e técnicos. O erro e a reclamação sempre existirão em um jogo coletivo. Impossível a arbitragem não cometer erros durante uma partida. E , é claro, que isto mexe com as emoções dos técnicos e jogadores.

Mas o exagero de todas as partes não é nada saudável para o basquetebol.

A Liga Nacional tem feito um trabalho exemplar para tentar diminuir a distância que existe entre árbitros, técnicos e atletas. Clínicas, reuniões, orientações não faltam para todos os envolvidos com o espetáculo.

No entanto, este é um trabalho que deveria acontecer em todos os campeonatos, de todas as federações. Deveria haver um contato maior entre árbitros, técnicos e atletas. E se aprofundarmos a discussão veremos que o problema da relação entre árbitros-técnicos-atletas não é exclusivo das competições adultas. Nos campeonatos de base, segundo relatos de amigo, esta relação é também muito complicada. Um momento que deveria ser de aprendizagem para todos, torna-se um conflito.

Os árbitros mais novos deveriam ser orientados a ter uma postura mais pedagógica em relação aos jovens atletas. Em contrapartida os técnicos de categoria de base deveriam contribuir para essa ação pedagógica deixando de lado a obsessão pela vitória a qualquer custo e deixando de atribuir aos árbitros seus insucessos. E no final da linha estão os jovens atletas que, influenciados por todo esse ambiente e pelos exemplos dos adultos tornam-se “reclamantes compulsórios”.

Também não podemos nos esquecer dos dirigentes e pais que, principalmente, nas categorias de base são imediatistas e querem ganhar o jogo ou o campeonato a qualquer custo, esquecendo-se de que naquele momento o principal é a formação do futuro atleta.

Acho que está na hora de termos uma mudança de comportamento de todas as partes, desde as categoria inciais até o adulto para que o foco seja o jogo como um todo e para que situações como as que temos visto ocorram com menor frequência.

Temos uma arbitragem que é considerada modelo no mundo todo (veja o post http://bit.ly/W6fWjF) . Temos técnicos muito competentes e atletas de altíssimo nível. Temos que lutar para que este conjunto de fatores positivos reflitam em um grande espetáculo.

Com erros, com reclamações, mas sem exageros.

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Euroliga “Top 16″: resumo da 5a. rodada”

Amigos do Basquetebol

A quinta rodada da fase “Top 16” da Euroliga solidificou as campanhas de Real Madrid (GE) e Montepaschi (GF) que são os líderes de seus grupos e de forma invicta. O Real teve um expressivo resultado ao vencer o Panathinaikos fora de casa, enquanto a equipe italiana venceu um dos lanternas do grupo, o Besiktas. Outro resultado importante foi a vitória do Barcelona sobre o Caja Laboral, fora de casa. Destaque para a boa atuação do nosso pivô Rafael Hettsheimer na vitória do Real que atuou durante 16:30m, anotou 11 pontos , 5 rebotes e teve 14 de eficiência.

Outro destaque importante desta rodada vai para o jogador Navarro do Barcelona. Ele é o primeiro atleta a ultrapassar a marca de 3.000 pontos em jogos da Euroliga.

Resultados

GE: Alba 82 x 63 Brose; Panathinaikos 54 x 58 Real Madrid; CSKA 81 x 94 Unicaja; Anadolu 56 x 52 Zalguiris

GF: Fenerbahçe 85 x 82 Khimki; Caja Laboral 79 x 90 Barcelona; Maccabi 77 x 78 Olympiakos; Montepaschi 63 x 57 Besiktas

Destaques coletivos

Eficiência: Barcelona 103; CSKA 99

Rebotes: Fenerbahçe 40; Olympiakos 39

Assistências: CSKA 20; Khimki 19

Destaques Individuais:

Eficiência: Lampe (Caja Laboral) 35; Kristic (CSKA) 35

Cestinhas: Wiliams (Unicaja) 28; Bogdanovic (Fenerbahçe) 26

Rebotes: Lampe (Caja Laboral) 13; James (Maccabi) 12

Assists: Teodosic (CSKA) 8; Planinic (Khimki) 6

Os brasileiros

Augusto Lima: 26m; 9p; 5reb; 12 efi

Rafael Hetsheimer: 16:30m; 11 p; 5 reb; 14 efi

Huertas: 17m; 2p; 4 reb; 4 ass; 9 efi

Classificação

GE: Real Madrid (5-0);  CSKA e Anadolu ( 4-1); Panathinaikos (3-2); Unicaja (2-3); Zalguiris e Alba (1-4); Brose (0-5)

GF: Montepaschi (5-0); Caja Laboral e Barcelona (4-1); Khimki (3-2); Olympiakos (2-3);  Maccabi (1-4) e Fenerbahçe (1-4); Besiktas (0-5)

Próxima rodada dias 31 de de janeiro e 1 de fevereiro. Destaque para Real Madrid x CSKA (31) e Barcelona x MOntepaschi (1). Acompanhe pelo site http://euroleague.net

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Onde estão nosso pivôs?

Amigos do Basquetebol

Como todos sabem sou assíduo frequentador das quadras e também da TV quando se trata de jogos de basquetebol. E uma coisa está me intrigando e até me assustando.

Onde estão nossos pivôs?

Os jogos que tenho visto (NBB e Campeonato Paulista de diferentes divisões) parecem mostrar uma triste realidade. Os pivôs estão se tornando espécie em extinção. A gana pelas jogadas de três pontos parece estar colocando os pivôs numa situação de serem meros “fazedores” de corta-luz para a realização do famigerado “pick and roll” ou somente pegadores de rebotes das bombas disparadas de todos os cantos da quadra. Claro que pegar rebote é uma função importante e específica dessa posição (pelo menos é o que dizem os livros, inclusive os meus).

Mas daí limitar o pivô a essa função me parece um exagero. A velha e clássica formação com 1 armador, 2 laterais e 2 pivôs já foi para o espaço faz tempo. O basquetebol evoluiu e assistimos o desenvolvimento de atletas com capacidade de exercer múltiplas funções. Hoje se joga com um pivô e às vezes sem nenhum. E este pivô me parece sempre solitário e subvalorizado.

Como atuariam hoje, neste novo contexto pivôs como Edson Bispo, Sucar, Marquinhos, Bira, Israel, Gerson (só para citar alguns que vi jogar)? Será que eles teriam espaço?

Não sei se estou exagerando, se estou desatualizado ou se estou pessimista demais. Prometo que vou tentar analisar os números de alguns campeonatos para tentar “provar” esta minha teoria.

Torço para os números me desmintam.

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Entrevista com Carlos Renato dos Santos, o Renatinho.

Amigos do Basquetebol

Depois de um longo período volto com a coluna de entrevistas. E desta vez trazendo a entrevista do um dos maiores árbitros brasileiros e mundiais. Refiro-me ao Carlos Renato dos Santos, ou simplesmente, Renatinho.

Trago com muito orgulho este papo com o Renatinho, pois de certa forma fui uma das pessoas que contribuiu para que ele abraçasse essa carreira tão vitoriosa. Agora, depois de se “aposentar” das quadras, Renatinho dedica-se à carreira de comentarista do Sportv, função que vem desempenhando com a mesma competência que o marcou como um dos grandes árbitros do basquetebol brasileiro e mundial.

Então vamos à entrevista:

Carlos Renato dos Santos é Paulista, nascido em 10/12/1972. É formado em Educação Física pela FMU-SP e com  MBA em Gestão Empresarial pela FGV

“Comecei jogando basquete aos 8 anos de idade no Corinthians, passei pelo Pinheiros e Tietê” afirma Renatinho.

Viva o Basquetebol (VB) – Como começou seu interesse pela arbitragem? Quando começou a apitar basquetebol?

Renatinho: Sempre gostei da arbitragem. Quando ia assistir jogos ficava atrás da mesa de controle,para observar o trabalhos dos árbitros e dos oficiais de mesa.

Nos treinamentos no EC.Pinheiros, na categoria Pré-Mini com o técnico Dante de Rose Jr, eu pedia para jogar na primeira metade do coletivo e apitar a segunda metade. Todos diziam que eu levava jeito pra coisa.

Foi quando aos 12 anos resolvi fazer o Curso da FPB, e minha mãe me levava nas aulas do curso do Baby Barioni. Tive como professores: Getúlio Coleho, Isaac Griman, Affini e Hagop Uzunian. Fui aprovado com a média de 9,5 e em 1985 fui diplomado pela FPB.

VB – Você teve algum (ou alguns ídolos?). Quem deles mais te influenciou?

 Renatinho: Como árbitros eu tive alguns: José de Oliveira, José Augusto Piovesan, João Vinhaes e José Constanzo (antigo oficial de mesa da FPB).

Na modalidade sempre tive como ídolos Michael Jordan, Oscar, Paula e Hortência.

Quem mais me influenciou na arbitragem foi José de Oliveira pela personalidade e coragem e Piovesan pela administração do jogo. E claro José Constanzo por ser meu padrinho e aquele que brigou por mim. Devo muito do que conquistei a ele e sei que onde estiver está muito feliz com seu afilhado.

VB – Conte um pouco de suas experiências internacionais: o primeiro jogo internacional, campeonatos e finais que apitou.

Renatinho: Iniciei minha carreira internacional em um Sul-americano Juvenil Feminino em São Roque-SP em 1995. Foi quando José Cláudio dos Reis, o MAIOR dirigente de basquete que o Brasil já teve, na época Presidente da COPABA, me viu apitando e disse que eu tinha talento e me levou para o Pré-Olimpico Feminino no mesmo ano no Canadá.

A partir daí a cada ano eram uma ou duas Competições Internacionais que eu era convocado. Foram vários torneios Internacionais. Entre os mais importante foram dois Campeonatos Mundiais Adulto Masculino, quatro Pré-Olímpicos das Américas, um Pré-Olímpico Mundial, três Copas Américas e dois Jogos Olímpicos (Sydney e Atenas)

Em Sydney 2000 apitei a Decisão do Ouro Masculino entre USA e França e em Atenas 2004 apitei a Decisão do Ouro Masculino  entre Argentina x Italia.

VB –  Algum jogo ou campeonato mais marcante?

Renatinho: Os Jogos Olímpicos de 2000 e 2004 foram marcantes e os jogos finais foram inesquecíveis. Mas um jogo em especial foi as Quartas de Final do Mundial de 2002 em Indianápolis entre USA e IUGOSLÁVIA. Muito difícil e marcante.

VB – Quais atletas que mais deram “trabalho”?

Renatinho: O atleta que mais me deu trabalho foi o OSCAR, mas também criamos uma grande amizade com essas experiências que vivemos juntos em quadra. Ele tem uma personalidade forte e eu também.

VB – Alguma vez passou por alguma situação complicada? Cite alguma curiosidade nessa sua trajetória.

Renatinho: Sempre quando num jogo apertado o time da casa perde tem aquela pressão e tentativas de agressão. Tive uma experiência dessas no Palmeiras e em Franca. Nesta de Franca saí do vestiário direto para a Policia Rodoviária e peguei um ônibus para São Paulo. Voltei com a roupa de árbitro, nem pude me trocar.

VB – Como você vê a arbitragem brasileira no contexto mundial?

Renatinho: Vejo a arbitragem brasileira muito bem conceituada. Nos últimos seis Jogos Olímpicos os árbitros brasileiros estiveram presentes em quatro finais – eu apitei duas e o Renato Righetto duas. Nos Mundiais, o Atonio Carlos Affini e o  Cristiano Maranho apitaram uma final cada. No total o Brasil apitou seis finais e é o líder Mundial.

VB – Existe diferença na arbitragem entre masculino e feminino?

Renatinho: Existe sim. O basquete feminino é mais tranquilo, mais cadenciado e no masculino muita força e velocidade.

VB – Comente um pouco sobre a profissionalização da arbitragem no Brasil e no mundo. É possível ter a arbitragem como profissão?

Renatinho: A profissionalização é uma tendência, mas acredito que ainda vai demorar a acontecer. Em minha opinião atualmente não se vive somente com a arbitragem e acredito que nem deva ser assim. Quando o árbitro tem seu trabalho, sua profissão, seu trabalho na quadra fica mais independente. Os árbitros ainda são mal remunerados diante das responsabilidades de um jogo com as equipes cada vez mais profissionais. O NBB melhorou muito as condições de trabalho e de remuneração, mas ainda há um longo caminho.

VB – A arbitragem em categorias de base deveria seguir os mesmos padrões da arbitragem em jogos adultos?

Renatinho: O trabalho da arbitragem na base deve ser mais educativo e mais assistido pelos Departamentos de Arbitragem. Deveria ser meno menos punitivo. Jogadores e árbitros estão em constante aprendizado e devem ser orientados constantemente por profissionais experientes.

VB – Como é esta nova fase de comentarista?

Renatinho: Essa fase está fascinante e maravilhosa. O canal Sportv me recebeu muito bem, profissionais de qualidade e uma infraestrutura sensacional. Estou gostando muito e pretendo continuar aprendendo e estudando para desempenhar melhor essa função.

Também estou ministrando palestras sobre regras para equipes, universidades, professores e uma palestra motivacional para empresas, equipes e afins.

Quero agradecer meus professores e técnicos que me ensinaram muito sobre o basquete entre eles o Prof. Dante de Rose, Prof. Tácito Pinto Filho, Prof. Carlão e Fernandão da Escolinha do Pinheiros, Prof. Edson Fabbri, Profa. Norminha e Prof. Cláudio Mortari.

VB – Deixe uma mensagem aos jovens que estão iniciando ou que pretendem seguir este caminho da arbitragem

Renatinho: Para ser árbitro tem que ter 3 qualidades: Personalidade, Coragem e Dedicação.

Só nos resta parabenizar e agradecer o Renatinho pelos serviços prestados ao à arbitragem e ao basquetebol brasileiro.

Renatinho, orgulho da arbitragem brasileira
Renatinho, orgulho da arbitragem brasileira
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Tigres Acampamento de Basquetebol

Amigos do Basquetebol

Neste post quero resgatar a história de uma das mais importantes atividades que exerci no nosso querido esporte. Foi o Tigres Acampamento de Basquetebol.

Há 25 anos eu e meu grande amigo Airton Ventura resolvemos montar um acampamento de basquetebol (aliás muito mais por iniciativa dele do que minha). O Airton trabalhava com eventos e era técnico de basquetebol e me chamou para discutir a ideia.

Numa época onde havia muito pouca coisa nesse campo, resolvemos encarar a ideia. E um dos grandes incentivadores da mesma foi nosso amigo Carlos Osso.

E qual era a ideia? Era unir lazer, diversão e basquetebol em locais agradáveis e com mínima estrutura para a realização de treinamentos. E assim surgiu o Tigres Acampamento de Basquetebol.

O primeiro acampamento foi realizado em São Pedro e contou com a participação de cerca de uns 25 participantes, “catados” a laço para que o acampamento fosse realizado. Depois disto, o acampamento decolou e houve temporadas em que fomos obrigados a realizar duas edições (geralmente em janeiro, fevereiro e julho).

Além de São Pedro, o Tigres ainda passou por Mairiporã e Brotas locais que nos davam plenas condições de realizar nossa proposta de trabalho. E o Tigres não se limitava às atividades internas. Havia uma grande interação com as pessoas da cidade que eram convidadas a participar de algumas das atividades. Em São Pedro por exemplo realizamo jogos dos acampantes com as equipes de base locais além de promovermos atividades de interação na praça.

O esquema era simples: atividades de treinamento mescladas com atividades de lazer, gincanas e concursos culturais. As turmas eram divididas por faixas etárias compatíveis com o nível dos jovens e cada turma era dirigida por um ou dois monitores convidados para participar do acampamento e que, geralmente, eram treinadores de categorias de base em clubes de São Paulo além de convidados especiais que nos brindavam com suas presenças em um dia e passavam toda experiência para os participantes do acampamento.

A programação básica era a seguinte:

Manhã – treinamento de fundamentos e atividades de lazer

Tarde – treinamento tático e jogos

Noite – atividades culturais

Muitos foram nossos convidados especiais (jogadores e treinadores):

Maria Helena Cardoso, Heleninha, Zé Boquinha, Nur Gardan (técnico turco do Galatasaray que conheci em São Paulo e que, gentilmente, aceitou participar de um dia no acampamento), Nilo, Zé Geraldo, Marcelo Vido, Paula, Vânia Hernandez, Nádia, Álvaro (ex-armador do Palmeiras), Patterson (ex Sírio), José Medalha, Lula Ferreira, Steve Green (técnico Norte-americano) e Carlinhos Brazolin.

E muitos foram nossos “monitores”. Na verdade grandes treinadores e amigos que acreditaram no projeto:

Tácito, Jofre Cabral (Carioca), Inês, Jackson, Beco, Guilherme Kroll, Paulo Tondato, Suzy, Cláudia Forjaz, Ana Célia Osso, Malú, Adriano Geraldes, Luiz Pipoka, José Henrique e Rosangela Moryama.

É bem provável que tenha esquecido alguns nomes, mas ficam todos homenageados.

O Tigres foi um marco nas nossas vidas. Mas como tudo que é bom termina logo, nossos compromissos profissionais nos impediram de continuar, mas com a certeza que deixamos muita saudade e muitos amigos que hoje encontramos nos jogos de basquetebol e que foram nossos acampantes.

Valeu Tigres pelos grandes momentos.

Foto clássica dos Tigres
Foto clássica dos Tigres
Paterson orientando a garotada
Paterson orientando a garotada
Momentos de lazer
Momentos de lazer
Carioca (Jofre), Airton, Ana Célia, Dante e Jackson
Carioca (Jofre), Airton, Ana Célia, Dante e Jackson