Basquetebol Europeu · Todos os posts

Euroliga: tudo junto e misturado

Amigos do Basquetebol

A globalização do basquetebol já foi mostrada em quatro posts neste blog:

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2010/10/06/mundial-masculino-o-mundo-globalizado/

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/09/08/globalizacao-no-pre-olimpico-das-americas/

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/09/21/globalizacao-na-europa/

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/07/25/jogos-olimpicos-de-londres-o-mundo-globalizado/

Agora, na Euroliga (fase “Top 16”) tudo se repete, mostrando que o basquetebol é um dos esportes que mais mistura estilos, tendências e culturas.

Dezesseis equipes disputam esta fase em um total de 241 atletas inscritos oficialmente (http://euroleague.net). Essas dezesseis equipes representam os seguintes países:

Espanha (4); Turquia (3); Rússia, Alemanha, Grécia (2); Israel, Itália e Lituânia (1).

Os 241 atletas inscritos representam 32 países diferentes. Os Estados Unidos têm o maior contingente de atletas (55), seguidos da Turquia (26), Espanha (24), Grécia (18) e Rússia (16). Os demais países representados por atletas são: Alemanha (15), Croácia (14), Lituânia (13), Sérvia (12), Israel (8), Itália e Eslovênia (6), Austrália (4), Brasil (3), Montenegro, França, Senegal e Geórgia (2), Bósnia, Uruguai, Albânia, Finlândia, Eslováquia, Argentina, Polônia, Letônia, Rep. Centro Africana, Dinamarca, Estônia, Áustria, Macedônia e Gabão.

Chama a atenção o fato dos países que compunham a antiga Yugoslávia terem (na somatória) o segundo maior número de jogadores (36) sem ter nenhum time na competição.

Os americanos estão presentes em todas as equipes, sendo que o Alba Berlin e o Maccabi são as equipes com o maior número de norte-americanos (6). Os croatas estão presentes em 10 equipes, sérvios em 7 e os eslovenos em 6 equipes. O CSKA é a equipe com o maior número de sérvios – 4.

As equipes que têm o maior número de “nativos” são: Real Madrid, Olympiakos, Zalguiris, Besiktas e Fenerbaçe – 9. CSKA, Anadolu, Maccabi, Panathinaikos e Khimki têm em suas equipes 8 jogadores nascidos em seus respectivos países.

As equipes com mais estrangeiros são: Caja Laboral com 10; Alba Berlin, Montepaschi e Barcelona com 9.

Zalguiris, Olympiakos, Panathinaikos, Real Madrid, Fenerbaçe e Brose são as equipes com o menor número de estrangeiros – 6.

Esta tendência de globalização também aparece no comando das equipes. Espanha e Itália têm 3 treinadores atuando na Euroliga, enquanto que Turquia, Croácia e Grécia têm 2 treinadores. Estados Unidos, Sérvia, Israel e Lituânia aparecem com um treinador.

Real Madrid, Anadolu, Panathinaikos, Montepaschi, Barcelona, Maccabi, Olympiakos e Besiktas são as equipes que têm em seu comando treinadores da casa. As equipes que têm treinadores “importados” são: CSKA (Itália), Zalguiris (Espanha), Unicaja (Croácia), Brose (EUA), Alba (Sérvia), Caja Laboral (Croácia), Khimki (Lituânia) e Fenerbaçe (Itália).

O que se conclui desse quadro é que na Europa a participação de estrangeiros nas equipes (tanto atletas quanto treinadores) é vista de maneira positiva pois agrega qualidade ao basquetebol lá praticado.

No Brasil, muitos atletas estrangeiros têm participado de nossos campeonatos desde há muito tempo. Tivemos grandes nomes vestindo as camisas de nossas principais equipes e, recentemente, até da seleção nacional. Também tivemos treinadores importantes vindos “de fora”.

Acredito que este intercâmbio é saudável para o nosso basquetebol desde que não seja banalizado com a vinda de pessoas pouco qualificadas para exercer essas funções no nosso basquetebol, lembrando que o fato de serem estrangeiros não significa, necessariamente, que sejam expoentes em seus países.

O que se observa no basquetebol europeu é que tanto atletas, quanto treinadores “importados” são, via de regra, pessoas de gabarito e que têm muito a contribuir para o desenvolvimento do basquetebol. É claro que qualquer comparação com o nosso basquetebol seria injusta, mesmo porque o fator econômico é primordial para a aquisição de grandes nomes para compor as equipes.

O Brasil tem repatriado atletas importantes e contratado estrangeiros de qualidade razoável e que se encaixam na realidade do nosso basquetebol. Em relação aos treinadores, em algumas situações, trazemos pessoas desconhecidas e que não se mostram superiores aos nossos profissionais (com algumas exceções). Isto tem trazido uma discussão no meio do basquetebol, pois nossos profissionais estão perdendo mercado de trabalho.

A globalização é interessante e importante. Desde que seja feita com critérios bem definidos e que traga verdadeiramente benefícios para nosso esporte

Anúncios