Colaboradores · Formação Esportiva

O instrutor de minibasquete

Amigos do Basquetebol

É com grande alegria que trago uma colaboração do Prof. Maurízio Mondoni uma das maiores autoridades mundiais do Minibasquete. Mondoni participa de clínicas por todo o mundo e tive a honra e o prazer de compartilhar com ele  clínicas durante o Mundial da Argentina em 1990.

O texto apresentado foi publicado originalmente no blog do Prof. Mondonihttp://maurizio-mondoni.blogspot.com.br/2013/02/el-instructor-de-minibasket-i.html e foi por ele autorizado para que pudéssemos reproduzí-lo traduzido. Aproveitem este momento. Ele é especial.

“A competência não é somente a teoria ou somente a técnica. Ela é uma unidade indissolúvel entre teoria e técnica” (Maurízio Mondoni)

Atualmente, ser instrutor de Minibasquete significa, substancialmente, possuir o conhecimento e a cometência irrenunciável e indispensável para atuar no âmbito de um projeto educativo-esportivo (jogo-esporte) dedicado às crianças de 5 a 11 anos.

Se você é um bom instrutor de minibasquete não é tanto pelo que se exercita a teoria (conhecimento) e os procedimentos (habilidades) necessários para realizar um excelente trabalho, mas porque estes são nossos modos atuais de ser.

A figura do instrutor de minibasquete tem crescido nos últimos anos, os conhecimentos e o profissionalismos dos que trabalham  com as crianças na quadra  também melhoraram e o instrutor se converteu em um ponto de referência no movimento do minibasquete.

O significado do Instrutor como educador e a consciência da importância da intervenção no processo educativo da criança por parte do bom instrutor são a esperança de todos e o fruto de um grande esforço relacionado com a formação e a atualização dos instrutores.

Aqueles que não compreendem ou compartilham o significado de “educar” utilizando o minibasquete como um meio para alcançar suas expectativas egoístas está fora deste movimento.

O que significa ensinar educando?

  • Instrutor: aquele que instrui, transmite e ensina os conteúdos de uma disciplina esportiva
  • Educador: aquele que educa especificamente o dever moral, transmitindo e ensinando os elementos fundamentais do viver com os demais

A figura do instrutor-educador de minibasquete descreve aquele que, através do jogo-esporte consegue despertar toda a potencialidade da criança. Como instrutor, ele educa a criança ao movimento, desenvolvendo as capacidades motoras e as habilidades específicas do minibasquete. Como educador ele forma a criança através do movimento, desenvolvendo as funções cognitivas, afetivas, emotivas, motoras e orgânicas.

Instrutor-Educador: se nasce ou se faz?

Ambas as coisas. Se nasce no momento em que se possua a motivação e a inclinação necessárias para promover um tipo de aprendizagem e se faz no momento em deve “formar-se” para adquirir a capacidade de promover a aprendizagem de determinada cometência.

Ensinar educando

Significa realizar um conteúdo didático gratificante e rico em interesse. Quem trabalha e se empenha com as crianças deve fazer emergir os conceitos de crescimento e de formação, conceitos muito mais importantes que uma vitória ou uma derrota.

Os requisitos para ser um bom instrutor de minibasquete

  • Motivar as crianças a aprender
  • Ensinar as crianças a utilizar o corpo durante as aulas e jogos
  • Ensinar as crianças a usar a cabeça (pensar) durante os jogos

A arte de ensinar

El arte de enseñar

O instrutor deve ter paciência e esperar com confiança que se realize um correto processo de crescimento das crianças. Para ensinar minibasquete é necessário ser uma pessoa “de verdade” que assuma de coração, com honestidade e entusiasmo o processo educativo e formativo das crianças.
O instrutor de minibasquete deve estar em condições de ensinar, utilizar o método correto de ensino no momento oportuno e deve conhecer o minibasquete e o basquetebol. Não importa o número de exercícios ou jogos. É muito mais importante que ele apresente uma correta evolução didático-metodológica e que tenha bem claros os conceitos e conteúdos daquilo que pretende ensinar.
Organizar as aulas/treinos, programar o trabalho em si, definir os objetivos, adaptar e modificar o conteúdo das aulas/treinos significa colocar uma contínua atenção aos diversos aspectos que determinam a aprendizagem e o desenvolvimento da capacidade motora das crianças.Para intervir de maneira positiva no processo formativo da criança, o instrutor deve estar continuamente informado e atento ao que acontece durante a aula/treino, deve corrigir no momento oportuno e de maneira correta.
às crianças devemos conceder o direito de errar. Evidenciar um erro não significa castigar um comportamento frequentemente vinculado aos diferentes ritmos de aprendizagem das crianças. É a eficácia da correção que difere o bom do mau educador. Além de observar, o professor de Minibasquete deve escutar as crianças, deve estar pronto, disponível e atento para compreender as dificuldades e problemas que os afligem.O instrutor não deve se tornar um psicólogo ou sociólogo, deve atualizar continuamente seus conhecimentos e confrontá-los ao de outros instrutores. Conhecer o que ensina, saber observar e escutar as crianças não é suficiente.

Ensinar significa comunicar-se com as crianças, manter uma relação com elas (empatia) estando ciente que não é possível estar incomunicável, porque o comportamento humano de relação-interação com os demais tem sempre um valor comunicativo (é importante como se comunica e não o que comunica).

Muitas vezes, o instrutor esquece esse aspecto, concentrando demasiadamente sua atenção aos conteúdos da comunicação, omitindo os modos e o tempo da comunicação. Se pode comunicar não somente de maneira verbal, mas também com o corpo, com gestos e com a mímica facial. A linguagem não verbal compreende a modificação da voz, o ritmo e a cadência da linguagem.

Da capacidade de observar, escutar e comunicar nasce a importância de motivar as crianças. As motivações que atraem as crianças às quadras para jogar certamente existem, apesar de que que são os pais que frequentemente determinam qual o caminho formativa devem seguir. As necessidades primárias das crianças são o jogo e a confrontação com seus pares, integrados por motivos de autorrealização e afiliação.

O instrutor deve satisfazer essas necessidades, demonstrando competência e conhecimento do Minibasquete e atenção aos aspectos psico-pedagógicos do ensino. Também neste caso emerge a importância significativa de programa de maneira correta, ensinar e estimular de maneira contínua e positiva as crianças.

A proposta metodológica do Minibasquete deve ir do “fácil ao difícil”, “do conhecido ao desconhecido” e do “simples ao complexo”, evitando situações frustrantes que desmotivam a criança e a levam a abandonar a atividade motora e esportiva.

Obs: Meus sinceros agradecimentos ao Prof. Maurízio Mondoni por ter permitido que suas ideias pudessem ser compartilhadas com os técnicos brasileiros.

 

Anúncios
Basquetebol Europeu · Estatísticas · Todos os posts

Euroliga “Top 16”: começa o segundo turno

Amigos do Basquetebol

Começou o segundo turno da Euroliga “Top 16”. Nenhum resultado surpreendente, mas merecem destaques as vitórias do Barcelona sobre o Fenerbahçe, em Istanbul (99×60), do Anadolu sobre o CSKA (63 x 60) e do Maccabi sobre o Montepaschi (92×61).

Os resultados foram os seguintes:

GE – Zalguiris 73 x 78 Panathinaikos; Brose 58 x 80 Unicaja; Real Madrid 77 x 72 Alba; Anadolu 63 x 60 CSKA.

GF – Maccabi 92 x 61 Montepaschi; Fenerbahçe 60 x 99; Olympiakos 82 x 74 Caja Laboral; Khimki 87 x 56 Besiktas

Com esses resultados a classificação depois da 8a. rodada é a seguinte:

GE – Real Madrid e Anadolu (7-1); CSKA e Panathinaikos (5-3); Unicaja (4-4); Zalguiris (3-5); Alba (1-7) e Brose (0-8)

GF – Barcelona (7-1); Montepaschi (6-2); Khimki e Olympiakos (4-4); Maccabi (3-5); Fenerbahçe (2-6) e Besiktas (0-8)

Destaques coletivos

Eficiência: Barcelona 124; Maccabi e Khimki 116

Rebotes: Barcelona 49; Zalguiris 40

Assits: Khimki e Barcelona 21; Panathinaikos 20

Destaques individuais

Eficiência: Ukic (Panathinaikos), James (Maccabi) e Zoric (Unicaja) 28; Huertas (Barcelona) 27

Cestinhas: Zoric (Unicaja) e Teodosic (CSKA) 26

Rebotes: Lucas (Anadolu) 11; Calloway (Unicaja) 10

Assists: Diamantidis (Panathinaikos) 10; Preldzic (Fenerbahçe) 7

Os brasileiros em ação

Huertas – 15m, 14 pts; 5 reb; 3 ass; 27 efi

Rafael Hettsheimer – 14m; 7 pts; 7 reb; 21 efi

Augusto Lima – 9:40m; 4 pts; 1 reb; 4 efi

Próxima rodada dias 28/02 e 1/03. Acompanhem pelo http://euroleague.net

 

 

História do Basquetebol · Todos os posts

Relíquias do Basquetebol

Amigos do Basquetebol

Pesquisando sobre o glorioso basquetebol do Corinthians encontrei algo muito interessante. São os 10 mandamentos do “cestobol” publicados na Revista Corinthians de setembro de 1937, que exaltava a conquista do título de Campeão da Cidade.

Nesta revista, além dos “mandamentos, o texto trazia um comentário sobre a adoção de um novo estilo de jogo, baseado no basquetebol norte-americano, denominado “volta dos cinco” e que consistia na volta para a defesa dos cinco jogadores assim que a bola era recuperada pelo adversário. Era uma “revolução” no estilo de jogar.

Este trabalho de pesquisa só está sendo possível devido à grande colaboração do Davi, responsável pelo Memorial do Corinthians e que guarda com muito carinho materiais históricos fantásticos.

Os 10 Mandamentos do Cestobol (a ortografia original foi mantida)

1 – Nunca censures o teu collega quando elle commeter uma falta: vale mais incital-o

2 – Nunca faça passes compridos, porque podem ser interceptados facilmente

3 – Nunca mandes a bola ao cesto sem ter a certeza que o arremesso não falha

4 – Não atirar à cesta em posições ridículas – nos cantos, por exemplo. Passa a um companheiro melhor colocado

5 – Respeita, escrupulosamente, as decisões do árbitro e nunca discuta

6 – Quando marcares um adversário nunca volte as costas à bola, porque te arriscar a levar com ella na cabeça

7 – Recorda-te de que uma esquiva pode desnortear o adversário

8 – Preocupa-te de fazer sempre o jogo de passes

9 – Nunca te distraias, nem desperdices tempo a fintas inutilmente

10 – Recorda-te que a bola ao cesto é um dos jogos mais fatigantes e que exige as maiores condições physicas

Obs: no memorial do Corinthians há homenagens a Wlmir, Amaury e Oscar que colocaram as mãos na Calçada da Fama e também uma exibição de fotos e troféus do basquetebol Corinthiano. Para quem gosta é uma aula de história do nosso esporte.

Formação Esportiva · Opinião do autor · Todos os posts

O que é preciso para ser técnico de basquetebol? (parte 2)

Amigos do Basquetebol

Em 14 de fevereiro publiquei a primeira parte deste polêmico tema (http://bit.ly/WKN6FJ). Recebi algumas manifestações, em sua maioria concordando com meus argumentos e algumas contrárias, expressas também com argumentos bastante interessantes.

A base de minha argumentação está sustentada naquilo que os atuais cursos de educação física e esportes oferecem a seus alunos na área das modalidades esportivas. Ou seja, quase nada. Portanto, sob essa ótica fica difícil sustentar que seja essencial alguém cursar uma graduação em Educação Física para se tornar um técnico.

A história dos cursos de Educação Física mostra que havia uma carga horária muito grande destinada aos esportes. Para simplificar nossa discussão vou sempre me referir ao basquetebol que é nosso foco principal, mas a ideia serve para todas as outras modalidades esportivas contidas nos currículos dos cursos.

Meu caso específico: formei-me no curso de Licenciatura em Educação Física, na USP,  em 1974 e tive dois anos de basquetebol com três aulas semanais. Naquela época o curso tinha a duração de três anos. Em termos de carga horária isto significava 180 horas só de basquetebol.

Depois de formado fiz um Curso Técnico em Basquetebol de 180 horas, das quais 120 eram destinadas ao Basquetebol e as demais 60 eram divididas entre Teoria do Treinamento e Didática do Ensino Superior, o que hoje poderíamos chamar de Pedagogia do Esporte.

Com o passar  do tempo as coisas foram se modificando e a carga horária das modalidades esportivas foi sendo reduzida drasticamente sendo que, em alguns casos, os esportes coletivos foram aglomerados em uma única disciplina, de no máximo 60 horas/aula. Some-se a isto a extinção dos cursos técnicos que deram seu lugar aos Cursos de Especialização (360 horas) em sua maioria com ênfase em treinamento, fisiologia, atividades em academia ou atividades moduladas pelo mercado de trabalho sempre muito volúvel.

Para que meus argumento não fiquem somente no âmbito da especulação ou do “achismo” trago a vocês dados atualizados de alguns cursos de educação física e esportes e a quantidade de horas destinadas ao basquetebol e demais esportes. Lembrando que, atualmente, os cursos tê a duração de quatro anos com uma carga horária média de 3.500 horas.

Fiz um levantamento de 16 cursos de licenciatura em educação física, bacharelado em educação física e bacharelado em esporte oferecidos em 11 universidades brasileiras, estaduais e federais.

Nesses 16 cursos somente 7 oferecem a disciplina Basquetebol como Obrigatória com cargas horárias que variam de 30 a 90 horas, sendo que a maioria oferece a disciplina em 60 horas/aula.

Em seis cursos a disciplina Basquetebol é oferecida como optativa com cargas de 60 a 120 horas/aula, sendo que neste último caso ela é fracionada em 4 módulos de 30 horas e os alnos não são obrigados a optar pelos quatro. No  caso das optativas somente em dois cursos elas são oferecidas depois do aluno ter cumprido o Basquetebol como disciplina obrigatória.

Em dois desses cursos, a disciplina Basquetebol não é oferecida.

Nesses cursos nos quais a disciplina Basquetebol é oferecida enfatiza-se a aprendizagem dos fundamentos do jogo com noções táticas básicas. Já nas optativas aprofunda-se o enfoque no ensino dos fundamentos e dos sistemas de jogos.

Em três dos cursos pesquisados o Basquetebol está inserido em uma disciplina que enfoca os Esportes Coletivos de maneira geral, com uma carga de 60 horas/aula e em quatro deles essa disciplina é oferecida de forma optativa.

Ressalte-se que em nenhuma dessas Universidades é oferecido qualquer curso complementar (Técnico ou de Especialização) com enfoque específico no Basquetebol, ou em qualquer outra modalidade esportiva.

Em vista deste quadro, que não deve ser muito diferente nas escolas particulares, meus argumentos parecem ganhar força no sentido de que , atualmente, nossos jovens não recebem informação adequada para exercer a função de técnico em Basquetebol.

Assim sendo, insisto que devemos fazer uma séria reflexão sobre o atual estado das coisas e lutar para que a ENTB assuma juntamente com a CBB, Federações e Associação de Profissionais do Basquetebol seu lugar de formadora de profissionais capacitados para exercer sua profissão com qualidade e competência.

A discussão continua. Convido a todos que tiverem dados para enriquecer o tema que os enviem através de comentários ou para meu email danrose@usp.br.

Basquetebol Europeu · Estatísticas · Todos os posts

Euroliga “Top 16”: números do primeiro turno

Amigos do Basquetebol

Chegou ao seu final o primeiro turno da Euroliga “Top 16”.

Os resultados desta última rodada foram os seguintes:

GE: Real Madrid74 x 72 Anadolou; CSKA 86 x 69 Panathinaikos; Alba 65 x 67 Unicaja; Brose 87 x 88 Zalguiris

GF: Maccabi 77 x 82 Barcelona; Montepaschi 85 x 74 Caja Laboral; Fenerbahçe 78 x 72 Besiktas; Khimki 82 x 87 Olympiakos

Classificação:

GE:  1 – Real Madrid (6-1); 2 – Anadolou (6-1); 3 – CSKA (4-2); 4 – Panathinaikos (4-2); 5 – Zalguiris (3-4); 6 – Unicaja (3-4); 7 – Alba (1-6); 8 – Brose (0-7)

GF: 1 – Barcelona (6-1); 2 – Montepaschi (6-1); 3 – Khimki (4-3); 4 – Caja Laboral (4-3); 5 – Olympiakos (4-3); 6 – Maccabi (2-5); 7 – Fenerbahçe (2-5); 8 – Besiktas (0-7)

Real Madrid e Anadolou pelo grupo E e Barcelona e Montepaschi pelo grupo F estão praticamente classificados para a próxima fase. No grupo E a briga pelas outras duas vagas ficará entre CSKA, Panathinaikos, Zalguiris e Unicaja. Considerando a campanha até o momento e a qualidade do basquetebol apresentado, as duas equipes alemãs, Alba e Brose, dificilmente alcançarão as quartas de finais.

Já pelo grupo F, Khimki, Caja e Olympiakos travarão uma luta ferrenha para passar para as quartas de finais. O Maccabi, apesar de ter decepcionado neste primeiro turno não pode ser descartado nessa disputa. Já o Besiktas terá poucas chances de prosseguir no torneio.

Considerando o quadro atual e o regulamento da competição que prevê a classificação dos quatro primeiros de cada grupo e o cruzamento olímpicos, hoje as partidas seriam as seguintes: Real Madrid x Caja Laboral; Anadolou x Khimki; CSKA x Montepaschi e Panathinaikos x Barcelona.

Números da competição – destaques coletivos (médias)

Eficiência: CSKA 102,7; Barcelona 95,9; Khimki 92,6

Pontos: CSKA 83,9; Barcelona 81,6; Khimki 81,3

Pontos contra: Real Madrid 67,7; Anadolu 69,9; Barcelona 72,1

Rebotes: Real Madrid 39,3; Caja Laboral 37,0; Olympiakos 36,7

Assists: Khimki 19,4; CSKA 19,1; Caja Laboral 17,4

Bolas Recuperadas: Zalguiris 7,4; Anadolu 6,7; Khimki 6,4

Bolas Perdidas: Real Madrid 10,3; Caja Laboral 10,4; Fenerbahçe 10,9

Números da competição – destaques individuais (médias)

Eficiência: Bogdanivic (Fenerbahçe) 23,4; Brown (Montepaschi) 22,7; Tomic (Barcelona) 20,7

Pontos: Bogdanivic (Fenerbahçe) 21,7; Brown (Montepaschi) 21,3; Teodosik (CSKA) 17,0

Rebotes: Khrypa (CSKA) 8,2; Lampe (Caja Laboral) 7,1; Tomic (Barcelona) e James (Maccabi) 6,9

Assists: Planinic (Khimki) 7,6; Diamantidis (Panathinaikos) 5,8; Teodosic (CSKA) 5,3

Bolas Recuperadas: Lucas (Anadolu) 2,6; McCalebb (Fenerbahçe) 2,0; Khryapa (CSKA) 2,0

Os brasileiros

Huertas (Barcelona): 6j; 18,5m; 7,4 pts; 2,0 reb; 3,7 ass; 8,7 efi

Augusto Lima (Unicaja): 6j; 9,3m; 2,3 pts; 2,7 reb; 1,7 efi

Rafael Hettsheimer (Real Madrid): 6j; 12,0m; 4,7p; 2,5 reb; 0,5 ass; 4,3 efi

O segundo turno terá início nos dias 21 e 22 de fevereiro e os jogos podem ser acompanhados online http://euroleague.net ou pela http://euroleague.tv (canal pago da Euroliga).

Formação Esportiva · Opinião do autor · Todos os posts

O que é preciso para ser técnico de basquetebol?

Amigos do Basquetebol

Esta é uma pergunta que vem me intrigando há tempos. Observando os fatos e as circunstâncias e todos os fatores envolvidos nesta questão fico em dúvida sobre o atual estado das coisas.

No final do texto do Prof. Raul Milliet Filho publicado no post http://bit.ly/YjuHMu ele faz uma colocaçõ polêmica mas que reflete a essência de nossa pergunta: Será de fato necessário o diploma de Educação Física para um técnico de campo e/ou de quadra? Não será suficiente o apoio de uma comissão técnica diplomada e especializada? Esta pergunta teve origem em função do grande Kanela ter sido impedido de dirigir a Seleção Brasileira em 1964 por não ser professor de Educação Física.

Então vêm outros questionamentos:

– será mesmo necessário o curso de Educação Física para que tenhamos treinadores capacitados?

– como exigir essa formação se as Escolas de Educação Física , em sua maioria, não contemplam mais a formação de técnicos?

– porque não temos mais cursos de especialização para a formação específica de técnicos, já que os antigos cursos técnicos já não podem ser oferecidos?

– qual o papel que a ENTB deveria ter nessa formação? Não seria ela uma possível gestora desses cursos?

– como resolver as questões regionais que são tão diversas em nosso país?

Se olharmos para o que acontece nos centros mais avançados do basquetebol, principalmente a Europa, Estados Unidos e Argentina veremos que não se exige a formação em educação física. Aqueles que pleiteiam um cargo de treinador são submetidos a cursos específicos, com duração variada e que abordam temas que são, em nosso caso, abordados nos cursos de graduação de Educação Física. Além disso, são submetidos a avaliações constantes por parte de associações de treinadores que lhes dão o aval para que continuem exercendo a profissão ou para que ascendam a categorias superiores.

No caso dos Estados Unidos nada disso é necessário. Os treinadores realizam clínicas períódicas e o próprio mercado trata de avaliar seu desempenho, oferecendo ou não oportunidades de trabalho.

Este modelo pode ser questionado aqui no Brasil. E isto acontece porque ainda acreditamos que as Escolas de Educação Física estão formando nossos futuros técnicos. E posso afirmar categoricamente que se trata de um grande engano. Atualmente, nossas escolas não se preocupam com esta fatia do mercado, voltando seus objetivos, prioritariamente, para a formação de professores de academia ou de”personal trainners”.

Foi-se o tempo que os esportes eram abordados de forma aprofundada nos cursos de Educação Física. Mesmo os recém criados cursos de Esportes não têm essa vocação. Eles dão aos alunos uma visão geral do “fenômeno esportivo” sem que se aprofunde em nenhuma das modalidades esportivas.

Desta forma entramos em um impasse. Como exigir uma formação que não é oferecida? Quanto existe de corporativismo nesta postura?

Será que não estaríamos contribuindo muito mais para a formação de futuros treinadores se não criássemos cursos específicos para esta finalidade? Não se nega aqui a importância da formação básica com disciplinas que devem fazer parte da grade curricular como fisiologia, anatomia, biomecânica, psicologia do esporte, entre outras. Mas , com certeza, uma formação com uma carga horária prioritária nos assuntos específicos do basquetebol, traria um conteúdo muito mais adequado às necessidades do profissional que iria trabalhar com o esporte.

Esta situação poderia corrigir o quadro atual que encontramos na maioria dos casos. Profissionais mal preparados (mesmo com a “formação” oferecida na graduação em Educação Física) para dirigir equipes de base, onde tudo começa.

É claro que o tema é polêmico e envolveria uma discussão grandiosa, além de mexer em um vespeiro que envolve instituições que se preocupam em zelar pelo exercício legal da profissão. Mas esse exercício legal que atualmente se busca é de qualidade?

Creio que cursos de especialização promovidos em conjunto por uma instituição de nível superior e uma associação atuante de treinadores, além da Escola Nacional de Treinadores, poderiam trazer muitos benefícios e ampliar o quadro de treinadores capacitados para atuar em um mercado de trabalho carente de qualidade.

Enfim, fica o tema para ser discutido. E fico também aguardando as opiniões e críticas em relação a esta minha posição.

Leituras relacionadas ao tema

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2010/10/22/a-capacitacao-dos-treinadores-acao-fundamental-para-o-desenvolvimento-do-basquetebol-brasileiro/

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/11/05/o-que-se-espera-de-um-treinador-de-categorias-de-base/

NBB · Todos os posts

LDB: quartas de final – quadrangular em Franca

Amigos do Basquetebol

Neste final de semana carnavalesco tivemos o primeiro quadrangular das quartas de finais da LDB em Franca, campeonato organizado pela LNB com apoio do Ministério do Esporte. Participaram as equipes de Franca, Pinheiros, Minas e Bauru.

Pudemos assistir a jogos intensos nos quais os jovens talentos do basquetebol brasileiro puderam mostrar sua técnica, garra e vigor físico.

Ao final do quadrangular Franca e Bauru obtiveram a classificação para a fase final a ser realizada em Brasília nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro. Os resultados foram os seguintes:

1a. rodada

Bauru 95 x 62 Pinheiros

Franca 91 x 72 Minas

2a. rodada:

Bauru 68 x 67 Minas

Franca 83 x 50 Pinheiros

3a. Rodada:

Minas 70 x 60 Pinheiros

Franca 69 x 61 Bauru

Estatísticas das Equipes (médias)

Pontos a favor: Franca 81,0; Bauru 74,7; Minas 69,7; Pinheiros 57,3

Pontos contra: Franca 61,0; Bauru 66,0; Minas73,0; Pinheiros 82,7

Rebotes: Franca 33,3; Bauru 31,0; Minas 31,7; Pinheiros 31,0

Assists: Franca 15,0; Bauru 16,7; Minas 10,7; Pinheiros 9,3

Bolas recuperadas: Franca 13,3; Bauru 11,0; Minas 9,7; Pinheiros 12,3

Bolas perdidas: Franca 15,7; Bauru 17,0; Minas 20,0; Pinheiros 27,0

Eficiência: Franca 102,0; Bauru 89,3; Minas 79,0; Pinheiros 52,3

O próximo quadrangular das quartas de finais será realizado em São José dos Campos, entre 26 e 28 de fevereiro e contará com as equipes de São José, Suzano, Flamengo e Brasília. Os dois primeiros classificados disputarão as finais em Brasília, no fim de semana dos Jogo das Estrelas (1 e 2 de março) juntamente com Franca e Bauru.

Mais uma oportunidade para apreciarmos o futuro do nosso basquetebol.