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NBB: compare os números

Amigos do Basquetebol

Hoje começam as quartas de finais do NBB. Oito equipes disputarão as vagas para as semifinais em melhor de 5 jogos (1-2-1-1).

Bauru* x Franca; Uberlândia* x Pinheiros; Flamengo* x Paulistano; Brasília* x São José (* times com a vantagem de decidir em casa).

Vejam os números dessas equipes e seus destaque individuais (média por jogo) (Eficiência, pontos, rebotes e assistências):

Flamengo: 105,8; 90,8; 34,6; 14,1

Brasília: 106,9; 89,3; 33; 17,6

Uberlândia: 99,5; 83,9; 30,4; 17,6

Bauru: 96,6; 82,8; 31,7; 15,7

Franca: 96,2; 78,1; 29,9; 15,4

Pinheiros: 96,7; 86,5; 28,1; 16,3

São José: 91,4; 78,7; 30,9; 17,3

Paulistano: 88,1; 80,3; 33,5; 13,4

Destaques (eficiência, cestinhas, rebotes, assists)

Flamengo: Marquinhos – 21,7; Marquinhos – 20,7; Olivinha – 8,7; Kojo – 3,1

Brasília: Giovannonni – 20,4; Nezinho – 17,2; Paulo Prestes – 7,7; Nezinho – 6,5

Uberlândia: Robert Day – 20,9; Robert Day – 18,8; Cipolini – 5,8; Valtinho – 4,9

Bauru: Taylor 18,3; Taylor – 14,6; Jefferson – 6,6; Taylor – 4,3

Franca: Jonathan – 15,3; Jonatah – 14,2; Teichman – 7,1; Figueroa – 4,3

Pinheiros: Shammel – 18,0; Smith – 17,5; Mineiro – 4,8; Smith – 4,2

São José: Murilo – 18,9; Jefferson – 16,9; Jefferson e Murilo – 7,4; Fúlvio – 7,6

Paulistano: Toyloy – 15,7; Manteguinha – 13,0; Toyloy – 6,6; Elinho – 3,3

A tabela completa do jogos pode ser vista no site http://lnb.com.br

 

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50 anos do Pan em S.Paulo: o começo de uma grande conquista

Amigos do Basquetebol

Há 50 anos São Paulo sediava os Jogos Pan Americanos. A Cidade Universitária abrigava 1665 atletas de 22 países das Américas que vinham em busca de conquistas e experiências.

A Cerimônia de Abertura foi realizada em um Pacaembú lotado que viu e ouviu Amaury Pasos proferir o Juramento do Atleta e José Telles da Conceição (atletismo) conduzir a chama olímpica.

Para varias, os americanos ficaram com o maior número de medalhas – 199 – sendo 56 de ouro. O Brasil ficou em segundo lugar na classificação geral com 52 medalhas – 14 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze.

O Brasil, com seus 385 atletas,  trazia como destaques a grande tenista Maria Esther Bueno e futebolistas como Carlos Alberto Torres e Jairzinho que, sete anos mais tarde, fariam parte de uma das maiores seleções que o mundo conheceu.

Nosso basquetebol também teve presença marcante, obtendo duas medalhas de prata, perdendo dos EUA nas finais.

No feminino, o Brasil realizou 7 partidas, com 5 vitórias e duas derrotas. Em função da forma de disputa o Brasil jogou 3 vezes contra as americanas, obtendo uma vitória (65×48) e duas derrotas (59×70 e 43×59 na final). As demais vitórias foram contra Canadá (98×59 e 60×40), Chile (92×42 e 64×41).

A classificação final apontou: Estados Unidos – campeão; Brasil – vice; Chile – 3o. e Canadá – 4o.

Nossa equipe: Angelina, Delcy, Diva Marchetti, Izaura, Amelinha, Heleninha, Maria Helena, Marlene, Nadir Bazzani, Neuci, Nilza e Norminha. O técnico foi o Prof. Mário Amâncio Duarte e a cestinha foi Nilza com 116 pontos.

No masculino, nossa seleção também obteve a prata com 5 vitórias e uma derrota para os Estados Unidos na final (66×78). As vitórias foram contra Peru (95×59), Uruguay (68×40), México (106×66), Porto Rico (81×67) e Canadá (84×80).

Nossa equipe: Amaury, Sucar, Mosquito, Rosa Branca, Scarpini, Edson Bispo, Fritz, Menon, Ubiratan, Victor, Waldemar e Wlamir. O técnico foi Togo Renan Soares – Kanela e o cestinha foi Wlamir com 120 pontos.

Essa campanha brasileira foi importante para o que viria pouco depois. Esta equipe, com duas modificações Jatyr e Paulista nos lugares de Edson Bispo e Scarpini, conquistaria o bi-campeonato Mundial no Rio de Janeiro.

Medalha do Pan - 63
Medalha do Pan – 63
Pacaembu na Abertura do Pan - 63
Pacaembu na Abertura do Pan – 63
Poster do Pan - 63
Poster do Pan – 63
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Aprendizagem Motora e Treinamento

Amigos do Basquetebol

Neste post trago a colaboração do Professor Fábio Cunha, formado pela Escola de Educação Física e Esporte da USP, com especialização em Futebol. Fábio é autor dos livros Técnico de futebol – a arte de comandar; Torcidas no futebol – espetáculo ou vandalismo? e A ciência da grande área (autor do capítulo: Treinamento tático nas categorias de base).

Vamos ao texto:

A performance esportiva é determinada por uma série de fatores que compõem o treinamento e o desenvolvimento do atleta. Fatores esses, como por exemplo, a quantidade de unidades de treinamento; conteúdo; planejamento; treinamento técnico, tático, físico e psicológico; aquisição das habilidades motoras etc.

Um dos aspectos mais relevantes no desempenho esportivo de alto rendimento é a aprendizagem motora. Os atletas necessitam ter passado por um desenvolvimento sólido e harmonioso das habilidades motoras durante todas as etapas de sua vida, a fim de tentar buscar um desempenho otimizado dentro de sua modalidade esportiva.

O desenvolvimento multilateral oferecido aos jovens atletas durante os anos iniciais de sua prática esportiva é outro aspecto muito importante e que parece oferecer uma boa base de aprendizagem e aquisição de novas habilidades que culminarão com o rendimento esportivo.

A aprendizagem é “uma alteração na capacidade da pessoa em desempenhar uma habilidade, que deve ser inferida como uma melhoria relativamente permanente no desempenho, devido à prática ou a experiência” (MAGILL, 2002, p. 136). Para MELO (2001, p. 34) “aprendizagem é o conjunto de mecanismos que o organismo movimenta para se adaptar aos estímulos que ocorrem durante o ciclo da vida.”

De acordo com SCHMIDT (1993, p. 153) “a aprendizagem motora é um conjunto de processos associados com a prática ou a experiência, conduzindo a mudanças relativamente permanentes na capacidade para executar performance habilidosa.”

A habilidade é um ato ou tarefa que requer movimento por meio da prática, para que possa ser executada corretamente. É uma capacidade aprendida para efetuar resultados predeterminados com máxima eficiência, frequentemente com o mínimo dispêndio de tempo e ou energia.

A habilidade motora envolve uma sequência organizada de atividades. A organização ou padronização da habilidade envolve tanto os fatores espaciais como temporais. A habilidade é dirigida à meta, envolvendo toda uma cadeia de mecanismos sensório, central, motor e feedback.

Segundo GALLAHUE e OZMUN (2001, p. 28) habilidade motora é “um padrão de movimento fundamental apurado com acuidade, precisão e controle. A acuidade é enfatizada e o movimento extrínseco é limitado, como no arremesso de uma bola para um alvo”. Para MAGILL (2002, p. 6) habilidade motora é “uma habilidade que exige movimentos voluntários do corpo e/ou dos membros para atingir o objetivo.”

Processo de ensino-aprendizagem

Greco, citado por VILANI (2004) ressalta: “o contexto atual do processo de ensino-aprendizagem-treinamento, enfatizando as preocupações dos metodólogos das ciências do esporte, como a planificação dos níveis de desempenho que uma criança pode alcançar em cada uma das suas fases evolutivas, os aspectos como o drop-out, a seleção de talentos, a especialização precoce, e finalmente, a necessidade de planificar e sistematizar todo este processo de acordo com os interesses e necessidades de cada criança, baseando-se em princípios e métodos de treinamento esportivo adequados a cada faixa etária.”

O processo de aprendizagem é influenciado por um conjunto de variáveis, sendo a prática do indivíduo uma das mais importantes. Para GODINHO, MENDES e BARREIROS (1995), uma dessas variáveis que tem importância fundamental no aprendizado, além da prática, é o feedback.

A compreensão da tarefa motora que o praticante/jogador deve executar envolve quatro aspectos metodológicos fundamentais: a introdução do gesto técnico; sua explicação verbal; a exemplificação/demonstração do gesto e, por último, o começo da sua prática, isto é, as primeiras tentativas (MELO, 2001).

O processo de ensino das habilidades deve sempre partir do mais fácil para o mais complexo. Para ensinar uma habilidade instável, deve-se utilizar uma habilidade estável para iniciar a aprendizagem. GALLAHUE e OZMUN (2001, p. 572) destacam ainda, que além da progressão do simples ao complexo, “os indivíduos progridem gradualmente do geral ao específico no desenvolvimento e refinamento de suas habilidades.”

A demonstração facilita o aprendizado, pois instruir e depois demonstrar minimiza instruções mais complexas. A demonstração apresenta particularidades que reduzem a incerteza na execução de uma habilidade motora (TONELLO; PELLEGRINI, 1998). TONELLO e PELLEGRINI (1998) afirmam que a informação visual tem uma importância fundamental no comportamento motor humano e, em específico, no processo de ensino-aprendizagem de habilidades motoras. Os atletas aprendem mais a ver e fazer, do que a ouvir (McGOWN, 1991).

Os treinadores deveriam utilizar dois métodos de ensino: a demonstração e a instrução verbal. Alguns estudos comprovam que a aprendizagem é mais eficiente ao se utilizarem várias demonstrações, mas somente a demonstração não é suficiente, por isso se utiliza a instrução ou palavras-chave. Esse recurso tem quatro funções a desempenhar: concentrar a informação; reduzir o número de palavras, diminuindo a exigência de processamento de informação; focalizar a atenção do praticante no que é importante, e auxiliar a memória. Isso conclui que o ideal é fazer uma perfeita combinação entre a demonstração e a utilização de palavras-chave (McGOWN, 1991).

Portanto, as crianças e jovens devem vivenciar as mais variadas experiências motoras para adquirirem no futuro as habilidades específicas dos esportes. Não é recomendável e muito menos importante, que ocorra uma especialização precoce. O desenvolvimento multilateral das crianças proporcionará as mesmas uma grande possibilidade de sucesso esportivo futuro.

Referências:

– GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Tradução de Maria Aparecida da Silva Pereira Araújo. São Paulo: Phorte, 2001.

– GODINHO, M; MENDES, R; BARREIROS, J. Informação de retorno e aprendizagem. Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. XI, n. 66, p. 217-220, mar./abr. 1995.

– MAGILL, R. A. Aprendizagem Motora: conceitos e aplicações. Tradução Dra. Aracy Mendes da Costa. São Paulo: Edgard Blücher, 2002.

– McGOWN, C. O Ensino da técnica desportiva. Treino Desportivo, Lisboa: [s.n.], II série, n. 22, p. 15-22, dez. 1991.

– MELO, R. S. Futebol: da iniciação ao treinamento. Rio de Janeiro: Sprint, 2001. (Cap. Aprendizagem Motora, p. 33-47).

– SCHMIDT, R. A. Aprendizagem e Performance Motora: dos princípios à prática. Tradução Flávia da Cunha Bastos; Olívia Cristina Ferreira Ribeiro. São Paulo: Movimento, 1993.

– TONELLO, M. G. M.; PELLEGRINI, A. M. A utilização da demonstração para a aprendizagem de habilidades motoras em aulas de Educação Física. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 2, p. 107-114, jul./dez. 1998.

– VILANI, L. H. P. O sistema de formação esportiva e as possibilidades de ação para o desenvolvimento do Tênis de Mesa Mineiro. Disponível em: <http://www.efdeportes.com>. Revista Digital, Buenos Aires, ano 5, n. 28, dez. 2000.

www.fcunha.com.br

Obs: os textos são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem modificação no seu conteúdo.

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Campeonatos Sul Americanos: uma homenagem aos nossos primeiros representantes

Amigos do Basquetebol

Normalmente, quando nos referimos a competições internacionais o que vem à mente são os Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. No entanto, muito antes da participação brasileira nesses importantes eventos, já marcávamos presença nos torneios Sul Americanos.

O interessante é que nossas conquistas continentais demoraram a surgir. No masculino só nos sagramos campeões Sul Americanos na sétima edição do torneio realizada no Rio de Janeiro, em 1939. Éramos superados pela Argentina, Uruguay, Chile e Peru.

No feminino, Chile e Paraguay dominaram as quatro primeiras edições, até que em 1954, finalmente vencemos em São Paulo.

Mas será que alguém se lembra dos nossos integrantes das primeiras seleções que nos representaram nesses Campeonatos, os primeiros oficiais que disputamos? Com certeza a maioria deve desconhecer o nome desses heróis e heroínas.

Neste post trago as formações e informações das equipes nos primeiros Sulamericanos e das primeiras equipes campeãs continentais.

Feminino

  • Primeira participação: 1o. Campeonato Sul Americano – 1946 – Chile – somente quatro equipes:

Campeão – Chile; Vice – Argentina; 3o. Brasil; 4o. Bolívia

Campanha do Brasil: 34 x 46 Chile; 37 x Argentina; 42 x 23 Bolívia

Equipe: Elisa Martins, Elvira Costa, Estela Neves, Julia Ricardi, Laís Pandolfi, Lourecilda Leite, Maria A.Vieira; Ruth Queiroz Telles, Sofia Leoneti, Yvete Mariz e Zilda Ulbrich (Coca). Técnico: Felício Leoneti. Cestinha da equipe: Estela Neves – 30 pontos

  • Primeiro título: 5o. Campeonato Sul Americano – 1954 – S.Paulo – 5 equipes participantes:

Campeão –  Brasil; Vice – Chile; 3o. Equador; 4o. Peru; 5o. Bolívia

Campanha do Brasil: 70 x 29 Bolívia; 59 x 39 Equador; 70 x 38 Peru; 68 x 62 Chile

Equipe: Aglaé Giorgio, Anésia Merlino, Elizabeth Huttenlocher, Izaura Alvarez, Laura Rodrigues, Cida Cardoso, Marta Helga, Nair Kanawati, Neyde Cavagnari, Nívea Figueiredo, Noêmia Assumpçao, Ruth Pereira, Wanda Bezerra e Zilda Ulrich (Coca). Técnico: Mário Amâncio Duarte. Cestinhas: Cida Cardoso e Coca – 43 pontos

Masculino

  • Primeira participação: 1o. Campeonato Sul Americano – 1930 – Uruguay –  quatro equipes:

Campeão – Uruguay; Vice – Argentina; 3o. Brasil; 4o. Chile

 Campanha do Brasil: 15 x 39 Uruguay; 19 x 13 Chile; 11 x 18 Argentina; 11 x 33 Uruguay; 16 x 14 Chile; 17 x 31 Argentina

Equipe: Affonso Segreto, Américo Souza Lima, Antônio Maciel, Augusto Amorim Jr., Francisco Santiago, Hermann Dutra, Jácomo Montá, Lauro Soares, Nelson Monteiro, Waldemar Gonçalves. Técnico: Fred Charles Brown. Cestinha: Lauro Soares – 28 pontos

  • Primeiro título: 7o. Campeonato Sul Americano – 1939 – Rio de Janeiro – 5 equipes 

Campeão –  Brasil; Vice – Uruguay; 3o. Argentina; 4o. Peru; 5o. Chile

Campanha do Brasil: 32 x 25 Peru; 42 x 33 Chile; 34 x 32 Uruguay; 30 x 31 Argentina

Equipe: Adelmo Bertulli, Adílio Soares, Agenor Monteiro, Álvaro do Rego, Américo Montanarini, Armando Albano, Celso Meyer, Cesar Porto, José Simões, Júlio Cerello, Mário Humberto, Martinho Frota, Raul Henrique, Ruy de Freitas. Técnicos: Arno Frank e Octacílio Braga. Cestinha: Ruy de Freitas 27 pontos.

Ruy de Freitas
Ruy de Freitas
Coca
Coca
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Entrevista com Guilherme Giovannonni

Amigos do Basquetebol

A entrevista da vez é com o grande atletas Guilherme Giovannonni, um dos principais jogadores brasileiros e que agora também está investindo em projetos para levar o basquetebol às crianças do Distrito Federal.

VB –  Fale sobre sua carreira: início, clubes em que jogo e sua experiência no exterior.

Guilherme Giovannonni (GG) – Comecei minha carreira profissional no E.C. Pinheiros, no inicio do ano de 1997, quando tive a minha primeira oportunidade na equipe adulta do clube, com apenas 16 anos de idade. O técnico era  Wagner Stefani, o Wagnão. Depois de cinco anos no clube fui para a Espanha, jogar por Fuenlabrada e Gijón. Em seguida voltei ao Brasil por um breve período jogando pelo Pinheiros novamente e pelo COC de Ribeirão Preto. Foi quando apareceu a oportunidade de ir para Itália, onde fiquei por mais 7 anos, entre Benetton Treviso, Rimini, Biella e Virtus Bolonha. Tive também uma passagem pelo B.C. Kiev, na Ucrânia.
VB – Fale sobre a seleção: sua participação desde a base até o adulto
GG – Minha primeira experiência com a seleção foi em 1995, na categoria sub 16. Desde então sempre estive presentes nas seleções de categoria de base, até chegar na adulta, em 2001, para jogar o pré- mundial de Neuquém, na Argentina.
VB – Suas impressões sobre o atual estado do basquetebol brasileiro com o advento da LNB.
GG – Acredito que o basquete brasileiro esteja se reconstruindo. A criação da LNB tem sido fundamental principalmente para a credibilidade da nossa modalidade, que estava muito baixa. Mas acho que isso seja só um começo, há muita coisa a ser feita ainda.
VB – Fale do atual estado do basquetebol brasileiro em nivel internacional. O que podemos esperar do Brasil em um futuro próximo?
GG – Acredito esteja passando por um bom momento,em relação a seleção brasileira. Podemos esperar uma equipe muito competitiva nas próximas competições, como já tem sido ultimamente, e lutar sempre por boas colocações.
VB- Em sua opinião o que ainda pode ser feito para melhorar ainda mais a situação do basquetebol brasileiro?
GG – Deve-se haver um trabalho continuo, especialmente na base, para que nossas seleções tenham sempre muitas opções de jogadores. A formação do basquete no Brasil ainda tem muito a melhorar.
Outra coisa que, na minha opinião ajudaria a desenvolver muito aos jovens, é a criação da segunda divisão do NBB. Nela, os jogadores mais novos que hoje tem pouco espaço no NBB terão tempo de quadra e responsabilidades maiores para crescerem como jogadores. Seria interessante também que houvesse um limite de jogadores acima de 26 anos, exatamente para dar espaço a esses jogadores.
VB – Como surgiu a ideia do projeto que você desenvolve em Brasília?
GG – Na verdade, essa ideia é antiga, de quando eu ainda jogava na Itália. Cheguei a realizar um pequeno projeto social em Piracicaba, mas o fato de eu estar longe atrapalhou bastante e o projeto acabou. Agora, , esse projeto é uma escola de basquete, onde visamos o desenvolvimento técnico, tático e principalmente de coordenação motora da criançada. Nenhum dos garotos, independentemente de estatura, peso ou característica física, terá algum tipo de posição definida. Eles trabalham todos os aspectos do jogo.
VB – Quais são seus parceiros nesse projeto 
GG – O Ceub e a AABB de Brasilia
VB – A quem o projeto atende, onde é realizado, como são selecionadas as crianças, como são escolhidos os profissionais, que tipo de atividades você realiza?
GG – Por enquanto, essa é uma escola particular, sem nenhum incentivo ou patrocinio. Os pais matriculam os garotos e pagam os planos estipulados. As aulas são realizadas dentro do campus do Ceub e no clube da AABB-DF. O projeto não tem financiamento, mas assim que tivermos a oportunidade de crescer e expandir para realizar um projeto social, sem duvida faremos. Mas ainda não conseguimos. Aqueles que quiserem ter mais informações poderão acessar www.guilhermegiovannoni.com.br ou www.facebook.com/gg12
VB – Você pensa no fututo após a fase de atleta? Como está se preparando para isto e quais seus planos?
GG – Acho que sempre pensei no pós carreira de atleta, por isso sempre me interessei por outras coisas. Mas hoje, além do basquete, tenho trabalhado muito com a GG12, a associação de jogadores e cursando administração no CEUB. Mas a ideia é continuar trabalhando com o basquete.
VBQuais as maiores dificuldades que o Brasil poderá enfrentar na Copa América na Venezuela e que é classificatória para o mundial?
GG – Acho que algumas lesões farão que a nossa seleção tenha alguns desfalques importantes. Além disso, acho que Argentina, Venezuela e Porto Rico serão os grandes adversários do Brasil.
Agradeço imensamente ao Guilherme a entrevista e a atenção que ele me dispensou pois o pedido foi feito em meio à maratona de jogos que Brasília enfrentou pelo NBB e Liga das Américas. Mesmo assim ele não se negou a responder às perguntas.
Também ressalto a importância do trabalho que ele realiza em Brasília difundindo o basquetebol e incentivando crianças a praticá-lo. Isto é um exemplo e deve servir de motivação para que outros atletas também pensem em divulgar nosso esporte através de projetos que atendam, principalmente as crianças.
Valeu Guilherme. Parabéns por tudo o que tem feito pelo nosso basquetebol.
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Euroliga – quartas de finais

Amigos do Basquetebol

Tivemos a realização dos dois primeiros jogos das Quartas de Finais da Euroliga. Os mandantes dominaram a série, com exceção do Barcelona que foi derrotado no segundo jogo pelo Panathinaikos, empatando a série 1-1. CSKA x Caja Laboral; Olympiakos x Anadolu; Real Madrid x Maccabi mantiveram a força do mando e abriram 2-0.

As próximas rodadas acontecerão nos dias 16 e 17 de abril e 18 e 19 de abril caso sejam necessários os quartos jogos.

Destaques coletivos (média dos dois jogos)

Eficiência – CSKA 116,5; Real Madrid 91,0

Pts a favor:  CSKA 89,5; Real Madrid 77,0

Pontos contra: Olympiakos 57,5; Real Madrid 58,0

Rebotes: Real Madrid 42,5; Olympiakos 38,5

Assists: CSKA 24,5; Real Madrid 17,5

Bolas Recuperadas: Caja Laboral 8,0; Maccabi 7,5

Bolas Perdidas: Olympiakos 9,5; Caja Laboral 10,5

Destaques individuais

Eficiência: Khryapa – CSKA 21,0; Teodosic – CSKA 20,0

Cestinhas: Navarro – Barcelona e Lull – Real Madrid 17,0

Rebotes: Tomic – Barcelona 9,5; Gonlum – Anadolu 9,5

Assists: Rodriguez – Real Madrid 9,0

Spanoulis – Olympiakos 8,0

Nesses dois primeiros jogos nossos brasileiros tiveram atuações muito discretas.

Rafael Hettsheimer jogou somente um jogo (4m), anotou 2 pts, 2 reb e 5 de eficiência.

Huertas jogou os dois jogos com média de 15m, 6,5 pts, 1,5 reb, 2 ass e 2,5 efi.

 

 

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Prêmios para ensinagem universitária – uma tradição da Universidade Australiana.

Amigos do Basquetebol

Trago mais uma colaboração do amigo e grande Professor Jorge Dorfman Knijnik que nos traz um tema sobre o reconhecimento do trabalho de profissionais dedicados e competentes. Prêmio este que Jorge ganhou pela sua atuação docente na  School of Education at University of Western Sydney.

Parabéns ao Jorge que foi brilhar em terras Australianas.

Uma das coisas que mais me impressionou quando eu cheguei na Austrália e comecei a trabalhar na University of Western Sydney (UWS) foi a valorização dada a ensinagem[i][1] na graduação. Alguns fatores contribuíram para esta boa impressão.

Em primeiro lugar, todo docente que aqui começa a trabalhar precisa fazer um curso intitulado ‘Bases da Ensinagem Universitária’[ii][2] com um ano de duração. São cerca de cinco encontros presenciais – no qual acaba se conhecendo gente que ensina nas mais diferentes disciplinas, de teatro a biomedicina – um bocado de leituras e várias tarefas online.

Foi bom fazer o curso por muitos motivos: primeiro, aprendi um pouco a cara da ensinagem ‘local’; depois, transformei as tarefas em artigos que pretendo publicar um dia; por fim, percebi o quanto as pedagogias da ensinagem brasileira estão avançadas, os docentes brasileiros não devem nada ao ‘primeiro mundo’, pelo contrário. Bom também que por aqui a gente é ‘pago’ para fazer o curso, quer dizer, acontece no seu horário de trabalho, ou seja, ao invés de dar uma aula o docente pode fazer este curso.

A segunda coisa que me impressionou foi o jeito que eles encaram e lidam com o feedback proveniente dos alunos. Ao final de um curso, centenas de alunos[iii] [3] que fizeram aquela disciplina preenchem os tradicionais formulários de feedback, nos quais há uma avaliação quantitativa com 13 itens, e outra qualitativa, onde eles podem escrever o que quiserem.

Após uns dois meses, o docente recebe os resultados, que aparecem comparados com a média da própria faculdade, da universidade e dos anos anteriores. Algumas semanas depois, o diretor da faculdade, usando um sistema de traffic lights (sinais de transito) mostra as disciplinas que obtiveram tudo  verde (acima da média), ou alguns itens amarelos (igual a média) ou vermelhos (abaixo da média). O diretor comenta os aspectos gerais da avaliação, parabeniza os que estão ‘verdes’, e solicita que os que estão vermelhos reúnam-se com suas equipes para tentar melhorar o que não está bom. Numa boa, sem pressão.

Mas certamente, aquilo que mais me causou espécie por aqui foram… os prêmios com os quais a universidade agracia aqueles docentes que mostraram que seu trabalho foi relevante e causou um impacto positivo na vida de seus alunos ao longo de um período de tempo sustentável.

Há premiações locais – internas a cada faculdade ou universidade -, regionais e mesmo em nível nacional: anualmente, um ou uma docente é escolhido o ‘docente universitário do ano na Austrália’, e recebe o Prime-minister Award em uma noite de celebração da ensinagem universitária em Canberra (a Brasília daqui).

Neste ano, quem ganhou foi um professor da UWS, da Escola de Humanidades e Ciências Sociais. O rapaz, muito simpático por sinal, usa uma diversidade de inovações pedagógicas – tais como flashmobs! – para ensinar conceitos super-complexos, tipo a teoria do caos. Ele ganhou o prêmio local e concorreu ao nacional. Na noite comemorativa, onde foram entregues diversos prêmios para docentes que se destacaram nos mais diversos campos do saber, ele foi ao parlamento, ouviu alguns discursos, ficou surpreso ao ser chamado, recebeu seu  troféu, os cumprimentos do ministro da Educação, e ainda embolsou um chequinho de A$25.000,00 (cerca de R$ 55.000,00 – nada mau). Também virou um pouco celebridade, sendo manchete e dando entrevistas para jornais e TVs, etc – mas certamente saiu com uma grande satisfação pessoal – só quem dá aula para tanta gente sabe como é duro manter o pique da garotada ao longo do semestre.

Um docente pode receber prêmios pelas mais diversas atividades que impactem positivamente seus alunos. Pode ser pela ensinagem direta, em sala de aula, mas pode ganhar também por ter desenvolvido um recurso pedagógico bacana, um livro, um novo curriculum ou um website que ajude seus alunos.

Uma colega minha conseguiu uma verba de uma agência governamental e bolou um programa de ajuda para alunos refugiados de guerra. Existem muitos por aqui, os seis campi da UWS se localizam obviamente em Western Sydney, a região com a maior incidência de imigrantes e pobreza na Austrália.

Muitos dos alunos africanos, refugiados de guerra, chegam na universidade bem perdidos…falando e escrevendo um inglês bem limitado, e sem entender direito como o sistema por aqui funciona (é bem diferente do que a gente conhece no Brasil…); o programa da minha colega é uma rede de apoio, uma comunidade formada por alunos que estão para se formar, ou que já finalizaram seus cursos – e que também  são refugiados, ou seja, entendem o que se passa com estes primeiro-anistas. Ela acabou de ganhar um prêmio por este trabalho. Outro grupo de colegas (três professoras) ganhou um prêmio nacional pelo seu trabalho com, ora vejam só, estágios profissionalizantes! Elas trabalham em conjunto coordenando o que por aqui se chama ‘experiência profissional’.

Como eu mencionei, Western Sydney é uma região muito rica em diversidade cultural e com diversas ‘questões sociais’. Estas colegas levam seus alunos a estagiarem nas escolas mais remotas e com os alunos mais ‘desfavorecidos socialmente’ (pobres) da região; elas discutem meios de engajar estas crianças e adolescentes na escola e na vida – e estes universitários se sentem mobilizados ao perceberem o quanto um professor pode fazer a diferença na vida de seus alunos! Pois bem, o programa delas ganhou um reconhecimento nacional…(mas tiveram que dividir o cheque…!)

Enfim, os prêmios podem ser motivados por uma série de atividades que os docentes executam para beneficiar a ensinagem.  Claro, muitos prêmios são atribuídos para aqueles que têm um bom feedback de seus alunos. Mas não basta ter avaliações positivas, com notas altas e bons comentários – o docente interessado no prêmio tem que se candidatar, escrever uma cartinha de cerca de duas mil palavras, na qual ele construa um argumento que mostre os méritos do seu trabalho, e onde ele ou ela apresentem para a banca julgadora fortes  evidências, onde sejam mostradas provas que demonstrem que a sua ensinagem é significativa e vem causando um impacto positivo  junto aos seus alunos[iv] [4].

Isso é uma coisa que eu sempre senti falta no Brasil – o reconhecimento institucional para a ensinagem. Eu sempre dei muitas aulas, trabalhava feito louco, de segunda pela manhã até sexta a noite, ‘enfrentando’ centenas de aluninhos… Honestamente, poucas vezes deixei a peteca cair, sempre tentei manter uma atmosfera de ensinagem estimulante. Meus alunos reconheciam isto, sempre tive uma avaliação muito positiva por parte deles. Quando eu lecionava na saudosa Faculdade de Educação Fisica do Mackenzie, o meu mais-que-amigo-quase-irmão Marcos Merida, o diretor da época, volta e meia me chamava na sua salinha para mostrar as avaliações que os alunos faziam do meu trabalho… Ele ficava super- satisfeito, me dava uma super-força, mostrava como eu estava sempre entre os ‘top 3’ docentes daquela universidade. Mas era uma coisa pessoal dele, como o grande líder e educador entusiasta que sempre foi. Nunca houve um apoio institucional de fato para quem se sobressaísse na ensinagem.

Uma vez eu cobrei isso do Merida: “Eu acho que o reitor devia me chamar e me dar um certificado por excelência na ensinagem!”, exclamei. Meu raríssimo amigo apenas deu um sorriso semi-amarelo. Ele até podia concordar, mas sabia que isso não iria acontecer. A universidade via assim: mandou bem, não fez mais do que a obrigação; agora, foi mal em duas avaliações seguidas… cortem-lhe a cabeça!

Na USP não era diferente, fazíamos algumas ações bacanas usando o feedback dos alunos para melhorar a ensinagem. Uma vez, um professor que em anos anteriores havia recebido uma péssima avaliação, foi mencionado em reuniões e elogiado por ter melhorado muito, passando a receber o feedback estudantil mais alto e positivo entre todos professores do meu departamento. Ele então mostrou que havia entendido aquelas avaliações negativas como um desafio para se transformar profissionalmente, como docente; apresentou todos os passos que havia tomado para mudar a sua disciplina e a sua pedagogia, e estes realmente foram efetivos, os alunos estavam bem felizes, e ele satisfeito e orgulhoso do próprio trabalho! Mas ele nunca recebeu algum reconhecimento institucional por conta desta melhoria significativa.

Mais uma vez a Europa se curva ao Brasil (uops, Europa, Austrália, tudo a mesma coisa…)

Bom, todo este grande preambulo acima foi apenas para anunciar que há algumas semanas…eu recebi um dos prêmios que a UWS oferece anualmente para docentes que tiveram contribuições marcantes na ensinagem dos seus alunos!!!

Elaborar a minha candidatura foi um ‘parto’… Estava bem em dúvida… Meu diretor falou que eu devia concorrer ao prêmio, ficou me estimulando, insistindo que já estava na hora…meio relutante, aceitei – em meio a tanta gente boa, achava que minha chances eram nulas…E não é que deu certo? Em novembro houve uma cerimônia na reitoria, e a própria reitora anunciou os vencedores nas cinco categorias. Eu concorri na categoria inspiração e motivação[v][5]. A banca julgadora escreveu em minha plaquinha que “ao empregar pedagogias centradas essencialmente no aluno, Dr. Knijnik inspirou e motivou seus discentes, conseguindo desenvolver nestes atitudes positivas em relação a vida acadêmica bem como estimulando-os a pensarem de forma autonoma e independente  – tudo isso temperado com compromisso ético, paixão e bom-humor”.

Todos docentes que se candidatam, ganhando ou não, recebem uma cartinha da comissão julgadora, analisando os pontos fortes e fracos de sua candidatura. Neste feedback, um dos membros da banca escreveu que a minha filosofia pedagógica era claramente influenciada pelo ‘trabalho seminal de Paulo Freire’. Enfim, descobriram o ‘jeitinho brasileiro’ da minha ensinagem…

Fiquei super-feliz e satisfeito comigo mesmo. Não foi nada fácil. Comecei por aqui em agosto de 2009, tentando entender um sistema bem diferente… A primeira disciplina que eu coordenei e na qual lecionei era uma mistura de Artes, Dança, Saúde e Educação Física. O feedback da disciplina era em sua maior parte negativo.

Para ‘ajudar’ ainda mais aquele momento de transição profissional, logo no segundo mês, para minha sorte (!) apareceu…uma reforma curricular! Tive que reformular e desenvolver uma nova disciplina…desta vez exclusiva para Saúde e Educação Física…Acabei propondo uma coisa bem diferente, outros textos, outras vivências pedagógicas… tirei da cartola outros professores (as) os quais treinei para dar aulas comigo nesta disciplina… e que me ajudaram muito no processo… montei outro site, outras estratégias online…foi um sufoco! Aos poucos as coisas foram se acertando, os resultados do feedback aumentando… Principalmente, os alunos pareciam felizes, comentando que aprendiam enquanto se divertiam…Quer coisa melhor?

Ao final de primeiro semestre de 2011, eu recebi um email de uma aluna. Ela dizia o seguinte: “Jorge, acho que posso falar em nome de todos os seus alunos neste semestre: muito obrigado por todo o seu compromisso com a matéria e pela dedicação que você possui para com seus alunos. Eu nunca gostei tanto de uma disciplina ou me senti tão confortável e com tanto apoio como nas suas aulas. Seu jeito de ensinar, o seu jeito de escutar e entender nossas questões e problemas são qualidades admiráveis. Eu espero que um dia eu possa ser metade do educador que você já é.”

Claro que uma mensagem desta é mais do que suficiente para fazer a gente acordar e persistir na jornada educacional, apesar dos pesares. Eu costumava receber (ainda recebo) várias mensagens deste tipo dos meus queridos alunos e alunas no Brasil. Sempre gostei de dar aula e apoiar a garotada no seu desenvolvimento, e eles sempre reconheceram isso. Agora, quando este reconhecimento pessoal vem acompanhado de um suporte institucional (junto com uma ajuda no leite das crianças) a coisa fica ainda melhor.

Eu sei que este é um tema polêmico, e que muita gente não gosta de ver esta ‘competição’ assolar as salas de aula. Mas eu insisto que ninguém é forçado a participar, só concorre quem quer. O processo todo gira em torno da celebração desta importante e dura tarefa da ensinagem nos tempos atuais.

Eu acho estes prêmios de ensinagem realmente bacanas. Já está  mais do que na hora das universidades brasileiras pensarem sobre isso. Como diriam os twitteiros, #ficaadica.

NOTAS


[i] [1] Este texto foi publicado originalmente em novembro/12 no CEV (Centro Esportivo Virtual) cujo maestro Laercio CEV Pereira, gentilmente cedeu os direitos para o vivaobasquetebol. Empresto o termo ensinagem das professoras Lea das Gracas Camargo Anastasiou (com quem tive a honra de estudar na USP em 2008) e Leonis Pessate Alves, autoras de Processos de Ensinagem na Universidade, pela editora Univille. Eu realmente gostei deste neologismo combinando Aprendizagem com Ensino…quer dizer, o contrário que dá no mesmo…

[ii] [2] FULT – Foundations of University Learning and Teaching.

[iii] [3] Geralmente um docente permanente (como eu) coordena uma disciplina com centenas de alunos, no meu caso cerca de 300 por semestre; estes assistem uma aula teórica semanal de 90 minutos comigo, e depois se dividem em grupos de cerca de 25 alunos para participarem de suas ‘workshops’, aulas nas quais o conteúdo será esmiuçado, onde rolam as práticas também – normalmente  eu pego dois destes grupos e os outros  são tocados por professores sob minha diretriz.

[iv] [4]Nota importante – só concorre quem quer…eu tenho um colega que tem avaliações mil vezes melhores que as minhas, mas nunca se candidatou…ele tem uma série de restrições ideológicas a este processo…

[v] [5] Havia cinco categorias este ano: ensinagem motivadora e inspiradora; desenvolvimento de recursos pedagógicos e curriculares que comprovem liderança em um campo do saber; desenvolvimento de avaliações criativas que estimulem a autonomia do aluno; suporte a individualidade dos estudantes; atividades profissionais ou pesquisas que promoveram e influenciaram a ensinagem. Mais em http://www.uws.edu.au/learning_teaching/learning_and_teaching/awards_for_learning_and_teaching/awards_and_citations

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