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Basquete feminino: agora vai? (2)

Amigos do Basquetebol

Ontem a LBF teve seu campeão.

Merecidamente o Sport Clube do Recife venceu de forma invicta a competição coroando um projeto arrojado que resgatou importantes jogadoras do Basquetebol Brasileiro.

Linda festa, entusiasmo por toda a parte.

Mas agora vem a pergunta. E agora? Agora vai?

O Sport vai manter essa equipe que deve exigir um alto investimento? Qual campeonato essa equipe irá disputar (assim como a equipe do Maranhão)? Virão para São Paulo e aí tudo vai ficar na mesma (campeonato restrito a um único estado?)?

Seria fundamental que esse título do Sport e o projeto que está sendo desenvolvido no Maranhão pudesse mudar um pouco a cara do basquetebol feminino.

Seria fundamental que as meninas desses, e de outros estados, fossem estimuladas a praticar o basquetebol e ficar em seus estados.

Mas para isto seria fundamental que em outros estados da Federação houvesse campeonatos para segurar essas meninas, pelo menos por um largo período antes delas migrarem para o destino já conhecido – São Paulo.

Depois do post “Basquete Feminino: e agora vai?”, publicado em 3/04/2013 –  http://bit.ly/14EcWzq, recebi alguns comentários e emails relatando trabalhos importantes para o desenvolvimento do basquetebol feminino no país. Mas, infelizmente, são trabalhos que não repercutem da forma como mereceriam, pois são iniciativas de pessoas abnegadas que se doam para fazê-lo, muitas vezes sem qualquer apoio.

Que o título do Sport e o trabalho no Maranhão possam ajudar o feminino a sair da situação em que se encontra.

Mesmo em São Paulo “o Grande Centro” a realidade é complicada. São poucas equipes na base jogando campeonatos com logística complicada pelas distâncias e gastos.

Insisto que a CBB e as Federações deveriam olhar com mais carinho tudo isto e incentivar a criação de polos (e a Escola é o melhor ambiente para isto) para o desenvolvimento do basquetebol feminino para que possamos ter mais gente praticando.

Fica aqui meus cumprimentos ao Sport pelo título e à torcida do Recife pelo incentivo que deu para esta equipe. Foi muito bonito de ver o ginásio lotado e a participação maravilhosa da torcida.

 

 

 

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4 comentários em “Basquete feminino: agora vai? (2)

  1. como sempre brilhante em seus comentários. Estava lá e pela primeira vez na história do basquete pernambucano vi uma torcida como aquela, que me emocionou em cada lance. dificilmente as jogadores, renomadas como são, assistirão à um show como o dado pela torcida rubro negra , e dificilmente a torcida recifense verá um show como dado pelo técnico Roberto Dornelas e suas atletas. Parabéns a todas as escolhas da cbb entre cestinhas e melhor jogadora do torneio, mas nunca vi tamanho erro ao não dar o título de melhor técnico , ao técnico pernambucano que conquistou invicto um torneio como este . Sem desmerecer o trabalho do técnico do americana, brilhante tb em seu trabalho, mas perdeu 3 jogos para o sport, o que acredito deveria ter sido considerado. Sem mais , Cidia Rocha ( técnica de base e diretora do projeto ” Nosso clube social” de basquete . )

  2. Concordo plenamente, mas não tem lógica manter uma equipe desta de ponta num estado onde as competições são fracas e com uma grande disparidade técnica. Seria ótimo se tivessem várias equipes com esse mesmo nível de basquete. Seríamos felizes. Hoje, as equipes não tem apoio algum e os diretores querem resultado. Os patrocinadores que aparecem só são nesses campeonatos de alto nível. E os PROFESSORES, alguns, é que sempre buscam algo mais. Fazem acontecer com seu próprio suor e às vezes investem com seu dindin.
    Além disso, muitas escolas nem se preocupam em ter o mínimo que são as aulas de educação física. Espero não ver a extinção da disciplina educação física nas escolas. ESPERO. Até por que a bola da vez no momento é a obesidade infantil, a qualidade de vida e a longevidade.

  3. Parabéns para o Sport e para Americana! Dirigentes do Sport sejam persistentes e mantenham a equipe, precisamos ter o nordeste sendo representado no basquetebol. Espero que Náutico e Santa Cruz, além de outros clubes do nordeste sigam o mesmo caminho. Vamos aproveitar a oportunidade para reforçar o trabalho na base feminina! Sport, Sport, Sport!

  4. Concordo com as palavras da Profª Cidia, cujo seu trabalho no projeto em que trabalha conheço a fundo, e que esse e outros projetos devem ser seguidos e estimulados em benefício do tão sofrido basquetebol feminino.Uma dica: o 3 x 3 onde temos uma pernambucana na seleção brasileira sub 18, Marcelinha(joga no Botafogo do Rio) que é sobrinha da Profª Cidia, deve ser o bola ao alto pra aparecerem praticantes no basquete feminino.É da rua que podem aparecer novos talentos e esse 3 x 3 tbm pode ser realizados nas escolas, para daí se formarem as equipes com 10 ou 12 atletas.Parabéns Sport, e pelo que conheço o técncio Roberto Dornelas, isso não vai parar por aí.Quanto ao título de melhor técnico Cidia, concordo com vc, só que na minha ótica teve um caráter político que já estava desenhado para duas situações, é fácil de entender, se o Sport tivesse perdido o campeonato, o título de melhor treinador teria sido do Dornelas como consolo, e como quem perdeu foi o atual técnico da seleção brasileira o Zanon, o consolo foi pra ele e também pra ratificar sua chamada para dirigir nossa seleção.Grande abraço pros fãs da bolinha laranja.

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