Entrevistas · Todos os posts

Entrevista com Guilherme Giovannonni

Amigos do Basquetebol

A entrevista da vez é com o grande atletas Guilherme Giovannonni, um dos principais jogadores brasileiros e que agora também está investindo em projetos para levar o basquetebol às crianças do Distrito Federal.

VB –  Fale sobre sua carreira: início, clubes em que jogo e sua experiência no exterior.

Guilherme Giovannonni (GG) – Comecei minha carreira profissional no E.C. Pinheiros, no inicio do ano de 1997, quando tive a minha primeira oportunidade na equipe adulta do clube, com apenas 16 anos de idade. O técnico era  Wagner Stefani, o Wagnão. Depois de cinco anos no clube fui para a Espanha, jogar por Fuenlabrada e Gijón. Em seguida voltei ao Brasil por um breve período jogando pelo Pinheiros novamente e pelo COC de Ribeirão Preto. Foi quando apareceu a oportunidade de ir para Itália, onde fiquei por mais 7 anos, entre Benetton Treviso, Rimini, Biella e Virtus Bolonha. Tive também uma passagem pelo B.C. Kiev, na Ucrânia.
VB – Fale sobre a seleção: sua participação desde a base até o adulto
GG – Minha primeira experiência com a seleção foi em 1995, na categoria sub 16. Desde então sempre estive presentes nas seleções de categoria de base, até chegar na adulta, em 2001, para jogar o pré- mundial de Neuquém, na Argentina.
VB – Suas impressões sobre o atual estado do basquetebol brasileiro com o advento da LNB.
GG – Acredito que o basquete brasileiro esteja se reconstruindo. A criação da LNB tem sido fundamental principalmente para a credibilidade da nossa modalidade, que estava muito baixa. Mas acho que isso seja só um começo, há muita coisa a ser feita ainda.
VB – Fale do atual estado do basquetebol brasileiro em nivel internacional. O que podemos esperar do Brasil em um futuro próximo?
GG – Acredito esteja passando por um bom momento,em relação a seleção brasileira. Podemos esperar uma equipe muito competitiva nas próximas competições, como já tem sido ultimamente, e lutar sempre por boas colocações.
VB- Em sua opinião o que ainda pode ser feito para melhorar ainda mais a situação do basquetebol brasileiro?
GG – Deve-se haver um trabalho continuo, especialmente na base, para que nossas seleções tenham sempre muitas opções de jogadores. A formação do basquete no Brasil ainda tem muito a melhorar.
Outra coisa que, na minha opinião ajudaria a desenvolver muito aos jovens, é a criação da segunda divisão do NBB. Nela, os jogadores mais novos que hoje tem pouco espaço no NBB terão tempo de quadra e responsabilidades maiores para crescerem como jogadores. Seria interessante também que houvesse um limite de jogadores acima de 26 anos, exatamente para dar espaço a esses jogadores.
VB – Como surgiu a ideia do projeto que você desenvolve em Brasília?
GG – Na verdade, essa ideia é antiga, de quando eu ainda jogava na Itália. Cheguei a realizar um pequeno projeto social em Piracicaba, mas o fato de eu estar longe atrapalhou bastante e o projeto acabou. Agora, , esse projeto é uma escola de basquete, onde visamos o desenvolvimento técnico, tático e principalmente de coordenação motora da criançada. Nenhum dos garotos, independentemente de estatura, peso ou característica física, terá algum tipo de posição definida. Eles trabalham todos os aspectos do jogo.
VB – Quais são seus parceiros nesse projeto 
GG – O Ceub e a AABB de Brasilia
VB – A quem o projeto atende, onde é realizado, como são selecionadas as crianças, como são escolhidos os profissionais, que tipo de atividades você realiza?
GG – Por enquanto, essa é uma escola particular, sem nenhum incentivo ou patrocinio. Os pais matriculam os garotos e pagam os planos estipulados. As aulas são realizadas dentro do campus do Ceub e no clube da AABB-DF. O projeto não tem financiamento, mas assim que tivermos a oportunidade de crescer e expandir para realizar um projeto social, sem duvida faremos. Mas ainda não conseguimos. Aqueles que quiserem ter mais informações poderão acessar www.guilhermegiovannoni.com.br ou www.facebook.com/gg12
VB – Você pensa no fututo após a fase de atleta? Como está se preparando para isto e quais seus planos?
GG – Acho que sempre pensei no pós carreira de atleta, por isso sempre me interessei por outras coisas. Mas hoje, além do basquete, tenho trabalhado muito com a GG12, a associação de jogadores e cursando administração no CEUB. Mas a ideia é continuar trabalhando com o basquete.
VBQuais as maiores dificuldades que o Brasil poderá enfrentar na Copa América na Venezuela e que é classificatória para o mundial?
GG – Acho que algumas lesões farão que a nossa seleção tenha alguns desfalques importantes. Além disso, acho que Argentina, Venezuela e Porto Rico serão os grandes adversários do Brasil.
Agradeço imensamente ao Guilherme a entrevista e a atenção que ele me dispensou pois o pedido foi feito em meio à maratona de jogos que Brasília enfrentou pelo NBB e Liga das Américas. Mesmo assim ele não se negou a responder às perguntas.
Também ressalto a importância do trabalho que ele realiza em Brasília difundindo o basquetebol e incentivando crianças a praticá-lo. Isto é um exemplo e deve servir de motivação para que outros atletas também pensem em divulgar nosso esporte através de projetos que atendam, principalmente as crianças.
Valeu Guilherme. Parabéns por tudo o que tem feito pelo nosso basquetebol.
Anúncios