Leituras · Psicologia do Esporte

Liderança segundo Abraham Lincoln

Amigos do Basquetebol

Há alguns anos li um livro muito interessante que aborda o tema liderança. O título do livro é “Liderança segundo Abraham Lincoln: estratégias para tempos de crise” (Donald T. Philips – Ed. Landscape -1992).

O autor relata e examina as diversas habilidades de liderança do ex-presidente norte-americano e como elas podem ser aplicadas.

Por ser um tema muito relacionado às nossas atividades de direção de equipe, trago  a vocês alguns dos tópicos que podem nos ajudar nesta difícil tarefa.

– Saia de sua “torre de marfim” e vá conhecer seu pessoal. É a única maneira de descobrir o que, de fato, está acontecendo no seu ambiente de trabalho. Interaja com as pessoas;

– Liderança consiste em induzir seus seguidores a agir em busca de determinado objetivos que representam os valores e motivações tanto dos líderes, quanto de seus seguidores;

– Liderar é principalmente prestar atenção;

– Se as pessoas sabem que têm fácil acesso ao seu líder, elas tendem a vê-lo de um modo mais confiante;

– Para tomar decisões recorra a relatos (relatórios) de pessoas de sua confiança, vá a campo para obter informações e recorra à tecnologia (na época ele se referia ao telégrafo);

– Não se recuse a receber as pessoas que te procuram;

– Seja afável e tenha bom temperamento;

– Um bom líder tem que escutar pelo menos tanto quanto precisa falar;

– enfrentar uma “guerra” de cada vez;

– Use a persuasão em vez da coerção;

– Delegue responsabilidades a pessoas que têm iniciativa;

– Você pode ser a vítima de uma liderança ditatorial;

– Honestidade e integridade são as melhores políticas;

– Dê às pessoas oportunidades justas, com condições iguais de liberdade e oportunidade de sucesso a todos;

– As pessoas reagem melhor quando um líder age com bondade e empatia do que por um líder vingativo e rancoroso;

– Toque as pessoas com o que há de melhor nelas;

– Nunca deixe  um mal entendido sem esclarecimento;

– Faça o melhor que souber e que puder;

– Ser consistente não significa ser inflexível;

– Não se renda ao jogo antes de jogar todas as cartas disponíveis;

– Ao tomar uma decisão, entenda os fatos, considere as várias soluções e suas consequências. Tenha a certeza de que a decisão é consistente. Comunique sua decisão com firmeza;

– Acate ideias, mas não deixe de monitorá-las;

– Estabeleça metas e persiga os resultados;

– Una as pessoas em torno de uma meta coletiva;

– Cuide de suas tarefas a cada dia, a cada hora;

– Um verdadeiro líder não é apenas um instrumento de mudança. Ele é o responsável pela mudança;

– Os melhores líderes nunca deixam de aprender.

 

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História do Basquetebol · Mestres do Basquetebol · Mundial Masculino · Todos os posts

Mundial – 1963: sábias palavras de quem esteve lá

Amigos do Basquetebol

Nada melhor para encerrar esta série sobre o Bi-Campeonato Mundial de Basquetebol do que nos deliciarmos com as palavras de alguns personagens daquela maravilhosa conquista.

Luis Cláudio MENON (o mais jovem daquela equipe) afirma que “nosso grupo, formado inteiramente por amadores e que tinham a honra de vestir a camiseta verde e amarela, mostrava um verdadeiro amor em defender nosso país. Assim é que por anos e mostrando enorme senso de equipe, sem individualismo, é que conseguimos colocar nosso país entre os quatro mais destacados do mundo”.

Benedito Cícero Tortelli – Paulista – disse: “eu acredito que esse bicampeonato conquistado em 1963 só esta tendo visibilidade agora 50 anos depois. O campeonato foi ótimo por que o Brasil ganhou pois se tivesse perdido cairia no esquecimento como caiu o de 1954 quando o Brasil foi vice. E um detalhe se o campeonato fosse em outro lugar que não aqui no Brasil seria muito difícil ganhar. A torcida carioca ajudou muito com sua vibração”.

Amaury Pasos deu o seguinte depoimento: ” o mundial de 1963 foi mais um titulo que nosso pais conquistou representado pela chamada “ geração de ouro”. De fato, houve uma coincidência muito especial no surgimento simultâneo de jogadores talentosos e que, além disso, completavam-se nas funções a serem desempenhadas na quadra. Eu próprio, quando fui selecionado pela primeira vez para o mundial de 1954 exercia a função de pivot, hoje denominada “5”. Com o passar do tempo e inclusão de jogadores mais altos fui sendo “rebaixado” e a partir de 1963 no mundial do Rio, jogava como armador ou “1”. Esses talentosos jogadores conquistaram dois títulos mundiais, outros dois vice campeonatos e outro 3º. em Montevideo, que foi decidido por saldo de pontos entre Brasil, Iugoslávia e União Soviética. Além desses eventos obtivemos duas medalhas olímpicos nos Jogos de Roma e Tóqui. Fomos quatro vezes seguidas campeões sul americanos, tirando de vez a hegemonia de argentinos e uruguaios. Nunca mais após estes quinze anos houve desempenho semelhante por parte de nosso basquetebol.  Dizem alguns dos atuais protagonistas do jogo ( jogadores, técnicos e jornalistas ) que naquela época era mais fácil. Contesto veementemente esta firmação com um argumento muito simples: quando enfrentávamos a União Soviética na realidade estávamos enfrentando uma seleção composta de jogadores de 14 países; o mesmo se dava com a Iugoslávia, que congregava jogadores de 8 países. Considerando que nossa seleção disputou inúmeros campeonatos sendo derrotada pela Rússia, Lituânia, Croácia, etc. certamente teria muito mais dificuldade se tivesse enfrentado as seleções que o Brasil derrotou para obter os títulos que conquistou. Vamos agora aguardar as homenagens quando se cumprirem os 100 anos…..”

E por fim a palavra do nosso Capitão Wlamir Marques. O texto abaixo foi publicado no face do Wlamir e é aqui reproduzido com sua total autorização.

“Confesso que desejei buscar no dicionário as palavras mais justas e as mais eloquentes para falar de uma geração de jogadores destemidos e talentosos do basquete brasileiro. A melhor em toda a sua história. O tempo será sempre o melhor amigo da vida. Muitas vezes tarda, mas sempre nos transporta para as esquecidas verdades. O tempo conserta tudo.

Sou testemunha viva dessa geração dourada. Graças a DEUS ainda possuo forças para reverencia-los. Convivi 18 anos na seleção brasileira com HOMENS dignos e maravilhosos. Companheiros inseparáveis, inigualáveis, soberanos nos gestos e atitudes.

Foi uma grande honra estar ao lado de todos eles. Atletas esclarecidos, sabedores das suas responsabilidades perante o país. Uma geração sacrificada, carregando nos ombros uma bandeira que jamais curvou-se ao mundo, mesmo nos momentos mais difíceis.

Uma geração de atletas amadores. Não apenas pelo valor pecuniário das suas ações, mas acima de tudo extraídas de um grande sentimento de amor a pátria, rigorosamente fincada em suas cabeças. O orgulho de ser estava muito acima de ter.

Sacrificaram a juventude em troca da honra, jamais maculada por personalismos exagerados e perniciosos. Uma geração diferenciada, criada para representar o país sempre com imensa dignidade. O tempo não retroage, mas as minhas lembranças são eternas”.

“As grandes diferenças são feitas pelos grandes HOMENS”.

PARABÉNS A TODOS OS ATLETAS QUE FIZERAM PARTE DAQUELA MARAVILHOSA CONQUISTA. QUE AS NOVAS GERAÇÕES POSSAM TÊ-LOS COMO EXEMPLOS DENTRO E FORA DAS QUADRAS. A NÓS, APRECIADORES DO BOM BASQUETEBOL, SÓ CABEM AS PALAVRAS DE AGRADECIMENTO E A ESPERANÇA QUE NOSSO ESPORTE POSSA VOLTAR A TER AS MESMAS GLÓRIAS QUE POR ELES NOS FORAM DEIXADAS.

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Mundial de 1963: o bi que nunca será esquecido

Amigos do Basquetebol

Escrever sobre o Campeonato Mundial de Basquetebol foi muito prazeroso, apesar de ter me consumido muito tempo de pesquisa e muita amolação aos meus amigos bi-campeões Wlamir, Menon, Mosquito, Amaury e Paulista que me atenderam carinhosamente e me deram informações e depoimentos preciosos.

Também contei com a colaboração de muitos outros amigos que não jogaram mas que são amantes do basquetebol e fazem tudo por esse esporte. Eles também deram seus depoimentos sobre a importância daquele campeonato que reproduzo neste post.

O grupo bi-campeão foi de uma importância ímpar para o nosso basquetebol.

Eles jamais serão esquecidos e sempre serão lembrados como a geração de ouro do nosso esporte. Geração esta que teve em 1959 o início de tudo.

Não posso deixar de falar dos nossos heróis do Chile, comandados pelo Kanela e pelo Braz: Algodão, Waldyr Boccardo, José Senra, Fernando Freitas, Edson Bispo, Otto e Pecente que não estiveram em 1963, mas lançaram a semente para que Amaury, Wlamir, Rosa Branca, Jatyr e Waldemar (que também estiveram em 1959) se juntassem a Ubiratan, Fritz, Mosquito, Sucar, Menon, Mosquito e Paulista consolidassem o basquetebol brasileiro como um dos melhores do mundo e novamente sob o comando de Kanela, auxiliado desta vez por Moacyr Daiuto.

Para ilustrar esse momento tão importante coloco alguns depoimentos sobre a importância daquele mundial na vida de muita gente (inclusive da minha).

Sérgio Macarrão (medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de 1964 em  Tóquio e no Mundial de 1967 no- Uruguay e Vice Campeão no Mundial de 1970 na Yugoslávia)

Eu e uma ‘turminha’ de atletas da base do Botafogo, vivemos aqueles dias exclusivamente em função do Mundial. Eu o mais velho, com 18, e outros de 5 a 10 meninos mais novos, assistimos treinos, no Sírio, no Fluminense, onde tivesse e jogos. O programa era sempre o mesmo, ver treinos de manhã, sermos os primeiros a entrar no Maracanãzinho à tarde e só ir embora quando o último jogo acabasse.

Assisti a  todos os jogos do Mundial da arquibancada, e foi a maior e mais vibrante equipe que vi jogar. Cabiam 16.000 pessoas no Maracanãzinho, que sempre cheio, vibrava junto com um time valente, treinado e iluminado. Falar de um deles é falar de todos.

A maioria daqueles caras, naquele momento, atingia o ápice de carreiras que já eram maravilhosas. Eles já eram Campeões Mundiais e Medalhistas Olímpicos, mas o encontro daquele time com aquela platéia, deu liga. Jogo a jogo a confiança coletiva aumentava, atuações individuais e coletivas impressionantes, que culminaram com um título invicto, consagrando o basquete brasileiro.
Quiz o destino que no ano seguinte, eu estivesse junto deles no Japão, com a camisa 14, que tinha sido do Waldemar.  Imagina Dante, naqueles tempos… 19 anos era menino. É minha mais valiosa medalha  ter jogado com eles e naquele momento.
Aprendi muito, e me esforço em passar para quem posso, todos aqueles ensinamentos, não os táticos, já que o basquete evoluiu e os conceitos são outros, mas os valores que nos fazem vencedores, porque vencer, “sempre” foi difícil, e convenhamos, esses homens sabiam como fazer.
Urbano Sidney do Sacramento (ex-atleta e técnico de Basquetebol)

Quando a equipe de Basquetebol do Brasil disputava o Campeonato Mundial em 1963, no Rio de Janeiro, eu tinha 15 anos de idade e já treinava Basquete na Sociedade Esportiva Palmeiras.

Acompanhei todo o Campeonato escutando os jogos pelo rádio, era mais difícil ouvir uma partida de basquete pelo rádio do que ao vivo. Acompanhei também alguns treinos que se realizaram no antigo DEFE da Água Branca, onde por coincidência sou o Diretor hoje.

O Basquetebol naquela época era extremamente técnico e quem não tinha fundamento não conseguia jogar.

Naquela ocasião o técnico era o famoso Togo Renan Soares (Kanela). Ele era um técnico estrategista e sabia muito sobre o Esporte. O Brasil se tornou Bi Campeão Mundial e foi uma festa grandiosa quando a equipe chegou a São Paulo. Só havia um jogador carioca e os outros 11 jogadores eram de São Paulo.

Nesta ocasião me lembro de bem, que todos adolescentes queriam jogar Basquete que era o segundo maior esporte do Brasil, perdendo só para o Futebol. O Brasil durante muitos anos, em Campeonatos Mundiais, Olimpíadas, Pan Americanos, Sul Americanos ficava nas primeiras colocações.

Eu comecei jogar em uma era muito boa do Basquete, e continuo jogando na categoria Master até hoje. O Basquete do Brasil passou por uma entre safra de 16 anos, sem conquistas expressivas e hoje, temos alguns jogadores jogando na NBA e em Campeonatos Europeus e a tendência é melhorar cada vez mais, esperamos que o Brasil Basquete nunca deixe de subir no Pódio.

José Medalha (Técnico da seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona)

Essa geração de jogadores deve sempre ser lembrada pois foi um exemplo de superação. Atletas que tiveram muitas dificuldades para treinar e jogar, abrindo mão de coisas pessoais para representar o Brasil. Além disto colocaram o Brasil definitivamente no cenário esportivo mundial.

Dodi (atleta da Seleção Brasileira no Mundial de 1974, em Porto Rico e Jogos Olímpicos de Munique, em 1972)

Estava em início de carreira no Sírio, com 13 anos e meus ídolos eram Amaury, Mosquito, Sucar e Menon, todos jogadores do Sírio. Depois vieram o Victor, Jatyr e Fritz. Aos 13 anos eu não imaginava a dimensão que minha carreira iria tomar. Ter esses atletas perto, treinando na mesma quadra que eu e vendo seus jogos me deu muito mais gana para que eu me aplicasse para poder chegar a jogar no mesmo nível deles. E eu consegui.

Carlos Nunes (Presidente da Confederação Brasileira de Basketball)

Se hoje temos um basquetebol de altíssimo nível devemos tudo a essa geração.Nossa projeção internacional começou com essa conquista. Por isso, por mais que se faça nunca faremos homenagens suficientes para esses ídolos. Mas a CBB está imbuída de não esquecer deles, não só nas datas comemorativas. Eles sempre serão chamados para lembrarmos das nossas grandes conquistas.

Neste trabalho contei com as seguintes fontes de informação:

http://www.cbb.com.br

http://www.fiba.com

The World Championhsip History – Coleccion “El Baloncesto y su Cultura” – Fundación Pedro Ferrandiz

1930 – 2001: Basketball Results – FIBA

2002 FIBA World Basketball Championship for men: Results and Statistcs Guide

História del Baloncesto Olímpico. Fundación Pedro Ferrandiz

Arquivo Pessoal

Além de muitas informações colhidas com Wlamir Marques, Menon, Mosquito e Paulista.

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VALEU BRASIL!!!

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Mundial – 1963 É BI-CAMPEÃO!!!

Amigos do Basquetebol

É BI-CAMPEÃO.

Esse foi o grito de cerca de 20.000 pessoas presentes ao Maracananzinho e que presenciaram a vitória brasileira sobre os americanos – 85×81, após um primeiro tempo que terminou empatado em 39 pontos.

Foi uma exibição exuberante de nossa equipe. Empurrados por uma torcida enlouquecida nossos atletas esbanjaram categoria e garra.

Amaury (22), Wlamir (26), Mosquito (6), Rosa Branca (3), Jatyr (1), Sucar (4) e Victor (17) foram nossos pontuadores.

Pelos Estados Unidos destacaram-se Don Kojis (16) e Jerry Shipp (20).

O jogo foi tenso e houve até uma tentativa de agressão ao árbitro uruguaio Padilha por parte de nosso técnico Kanela.

Enfim, alcançamos a tão sonhada vitória. Somos Bi-Campeões Mundiais de Basquetebol.

No outro jogo a Yugoslávia confirmou sua excelente campanha ao derrotar a União Soviética por 69×67, obtendo assim o Vice-Campeonato, deixando os soviéticos com o bronze. O destaque foi o pivô Djuric com 32 pontos.

Imagens de nossa conquista dizem mais do que as palavras.

VALEU BRASIL!

a súmula do jogo
a súmula do jogo
Amaury enfrenta o americano Gibson
Amaury enfrenta o americano Gibson e observado por Don Kojis
Mosquito na bandeja
Mosquito na bandeja
Kanela nos ombros de Waldemar
Kanela nos ombros de Waldemar
O tradicional corte da redinha
O tradicional corte da redinha
Nosso capitão Wlamir Marques ergue a taça observado por Mosquito e Rosa Branca
Nosso capitão Wlamir Marques ergue a taça observado por Mosquito e Rosa Branca

Manchetes de jornais

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Mundial – 1963: Brasil vence a União Soviética e está a um jogo do Bi

Amigos do Basquetebol

Foi uma noite de gala.

O Brasil, com uma exibição exuberante de Victor Mirshauska, derrotou os temidos soviéticos (90×79 – 43×42) e está a um jogo do Bi-Campeonato.

Apesar da brilhante atuação de Petrov (32 pontos) e da grande diferença física entre as equipes, o Brasil esbanjou categoria e raça. Impôs aos russos um jogo de velocidade e contou com a pontaria certeira do nosso ala Victor que esteve perfeito nos arremessos, anotando 27 pontos.

Além de Victor, o Brasil ainda contou com a costumeira eficiência de Amaury (16pts) e Wlamir (20pts) e a garra e força dos pivôs Ubiratan (9pts) e Sucar (2pts) que dominaram o garrafão e encararam os gigantes soviéticos. Rosa Branca também teve atuação destacada marcando 14 pts. Waldemar completou o marcador com 2 pts.

O jogo teve a arbitragem de Padilha (Uruguay) e Cicoria (Itália).

O jovem Menon, que não atuou nesta partida destacou a atuação de seu colega de equipe Victor, não só pelos arremessos certeiros, mas também pela garra demonstrada pelo ala brasileiro.  Menon também afirmou que estava se preparando para entrar na posição de pivô (que não é a dele) para substituir Sucar ou Ubiratan, pois os dois estavam pendurados por faltas, mas não foi necessário. Mesmo assim o jovem astro brasileiro vibrou demais  no banco de reservas.

Esta vitória dá ao Brasil a chance de depender somente de suas forças na última rodada para alcançar o Bi- Campeonato quando jogaremos contra os americanos.

No outro jogo da rodada com arbitragem do brasileiro Hélio Louzada, os Estados Unidos confirmaram seu favoritismo e venceram a Itália por 101 x 73 com destaque para Shipp (20 pts) e Reed (19 pts). Pela Itália o destaque foi Vianello com 22 pts.

Hoje mais dois jogos pelo grupo que disputa de 1o. a 7o. lugares: França x Yugoslávia e Itália x Porto Rico. Lembrando que uma derrota da Yugoslávia dará ao Brasil o título antecipado.

Pelo grupo de consolação tivemos os seguintes jogos: Uruguay 76 x 73 México com arbitragem de José de Oliveira e Canadá 78 x 74 Japão com arbitragem de Luiz Marzano.

Com esses resultados encerra-se o torneio de Consolação disputado em Petrópolis com a seguinte classificação:

8 – Argentina; 9- México; 10 – Uruguay; 11 – Canadá; 12 – Peru; 13 – Japão.

Equipe brasileira que iniciou o jogo contra a União Soviética com destaque para o camisa 13 Victor Mirshauska cestinha da partida com 27 pts
Equipe brasileira que iniciou o jogo contra a União Soviética com destaque para o camisa 13 Victor Mirshauska cestinha da partida com 27 pts
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Mundial – 1963: hoje o Brasil encara a temida União Soviética

Amigos do Basquetebol

Ontem, depois de duas extraordinárias vitórias sobre a Yugoslávia e França, o Brasil teve novo descanso no Mundial de Basquetebol.

Nossos brilhantes atletas tiveram um tempinho a mais para se preparar para mais uma dura batalha que será travada hoje contra a fortíssima União Soviética que se mantém muito viva na disputa do título.

Lembrando que o retrospecto do Brasil frente à União Soviética é totalmente contrário. Foram 5 jogos e 5 derrotas: 49×54 (Jogos Olímpicos de 1952); 68×87 (Jogos Olímpicos de 1956); 64×73 e 63×66 (Mundial de 1959) e 62×64 (Jogos Olímpicos de 1960).

As duas equipes estão invictas no campeonato (4j/4v).

Os soviéticos vêm com uma equipe muito alta e fisicamente muito forte além de contar com dois excelentes atletas Volnov e Petrov que juntos anotaram 46% dos pontos da equipe (129 em 280). Alem disto a União Soviética tem a melhor defesa do Campeonato com 240 pontos sofridos, média de 60 pts/jogo.

O Brasil, por sua vez tem um dos melhores ataque (310 pontos com média de 77,5 pts/jogo) e sua dupla Amaury/Wlamir são responsáveis por 48% dos pontos da equipe (150). A defesa brasileira é a segunda melhor do Campeonato tendo sofrido 251 pontos, média de 62,7 pts/jogo.

Caso o Brasil vença, estaremos a um passo do Bi-Mundial, bastando uma vitória frente aos americanos na última rodada.

Além de Brasil x União Soviética teremos Estados Unidos x Itália.

Na rodada de ontem tivemos somente dois jogos pelo grupo finalista: União Soviética 83 x 63 Itália e Estados Unidos 88 x 64 Porto Rico. No primeiro jogo tivemos a atuação do árbitro brasileiro Nilton Agra e na segunda Franco Conte.

Pelo Torneio de Consolação a Argentina venceu o Peru (84 x 78), com arbitragem brasileira de Luiz Marzano e o México venceu o Canadá (87 x 73) com a participação do árbitro brasileiro José de Oliveira.

Com esses resultados a Argentina garantiu o 8o. lugar. O Japão, qualquer que seja o resultado de hoje já será o último colocado do Campeonato Mundial.

Hoje a última rodada deste torneio terá os seguintes jogos: Uruguay x México e Japão x Canadá.

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Mundial – 1963: Brasil vence a França e assume a liderança

Amigos do Basquetebol

O Brasil venceu a França por 77 x 63 (38 x 31) e assumiu a liderança do Campeonato Mundial de Basquetebol.

Desta feita os grandes destaques da equipe brasileira foram Victor (17 pts) e Rosa Branca (14 pts). Mas outros três jogadores também fizeram mais de 10 pontos, o que atesta o poderio ofensivo de nossa equipe: Amaury (13), Wlamir (14) e Ubiratan (13). Sucar completou a pontuação brasileira com 6 pontos.

Como já era esperado, Dorigo foi o grande destaque francês com 21 pontos, a mesma pontuação de Lefevbre.

Os árbitros da partida foram Padilha (Uruguay) e Kostin (União Soviética).

Na outra partida, a União Soviética derrotou Porto Rico (64 x 55) com grande atuação da dupla Petrov (19 pts) e Volnov (17 pts). Renato Righetto foi o árbitro brasileiro da partida.

Com esses resultados a classificação ficou assim definida:

1 – Brasil – 8 pts – 4j; 2 – Yugoslávia – 7 pts – 4 j; 3 – França – 7 pts – 5j; 4 – União Soviética – 6 pts – 3 j; 5 – Estados Unidos – 4 pts – 3j; 6 – Porto Rico – 4pts – 4j; 7 – Itália – 3 pts – 3j

Hoje (22/05) o Brasil folga na rodada. Teremos os seguintes jogos: Itália x União Soviética e Porto Rico x Estados Unidos.

Pelo torneio de consolação tivemos ontem Argentina 97 x 83 Uruguay com a arbitragem do Brasileiro Franco Conti e Peru 95 x 65 Japão com a participação do árbitro brasileiro Oswaldo Gelsomini. Nesta partida o atleta peruano Ricardo Duarte anotou 42 pontos, recorde do campeonato até o momento.

Hoje teremos as seguintes partidas: Peru x Argentina e México x Canadá.

Rosa Branca - um dos destaques da vitória brasileira com 14 pontos
Rosa Branca – um dos destaques da vitória brasileira com 14 pontos