Estatísticas · NBB · Todos os posts

LDB: números da primeira fase

Amigos do Basquetebol

A primeira fase da LDB 2013 chegou ao fim e no próximo dia 31 teremos o início da segunda fase.

As oito melhores equipes desta primeira fase foram

Minas (9v); Flamengo (9v); Franca (8v-1d); Ceará (8v-1d); Sport Recife (7v-2d); Bauru (7v-2d); Pinheiros (6v-3d) e Círculo Militar PR (6v-3d).

Nesta primeira fase obtivemos as seguintes médias por equipes:

Pontos – 65,2; Eficiência – 63,9; Rebotes – Assists – 11,9; B.Perdidas – 14,6

Considerando as médias das oito equipes melhores classificadas tivemos:

Pontos – 72,4; Pontos sofridos – 58,3; Eficiência – 77,0; Rebotes – 39,1; Assists – 13,5; B.Perdidas – 13,5

As equipes com os melhores resultados foram:

Pontos feitos: Minas – 79,7; Franca – 78,2 e Ginástico BH 75,1

Pontos sofridos – Minas – 50,1; Flamengo – 54,2 e Pinheiros – 56,2

Eficiência: Minas – 91,6; Franca – 90,2 e Ginástico – 86,6

Rebotes: Minas – 44,0; Franca – 43,9 e Universo Go – 43,9

Assists: Flamengo – 16,1; Franca – 15,6 e Ginástico – 15,4

Bolas Perdidas: Minas – 9,9; Vila Velha – 12,2 e Tijuca – 12,9

Na próxima fase estarão reunidas 10 equipes em S. José dos Campos e 10 em Brasília com a seguinte composição de grupos:

S.José dos Campos: S.José, Pinheiros, Paulistano, Tijuca, Flamengo, Franca, Bauru, Limeira, Grêmio União e Círculo Militar

Brasília: Brasília, Sport, Vitória BA, Náutico, Minas, Ginástico, Vila Velha, Vitória ES, Universo GO e Ceará

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Mestres do Basquetebol · Todos os posts

Palavras de um mestre: Phil Jakson

Amigos do Basquetebol

Phil Jackson é maior vencedor de títulos da NBA: 11 (6 com os Bulls e 5 com os Lakers).

Em seu livro “Eleven Rings: the soul of success” aponta os oito passos para melhorar o desempenho de seus jogadores e da equipe, com base nos ensinamentos de Buddha, seu líder espiritual:

1 – Observar corretamente  – envolve observar o jogo como um todo e trabalhar como uma equipe, como cinco dedos das mãos;

2 – Pensar corretamente – significa enxergar você mesmo como parte de um sistema ao invés de se ver como uma “banda de um homem só”. Isto implica em ir para os jogos com a intenção  de estar intimamente envolvido com o que está acontecendo com o time todo porque você está conectado com todos que ali estão;

3 – Conversar corretamente – tem dois componentes: um é sobre falar positivamente consigo mesmo durante o jogo e não se perder em reclamações com os árbitros, colegas e adversários. O segundo é sobre controlar o que diz quando está se dirigindo aos outros, especialmente seus companheiros de equipe, dando-lhes “feedbaks” positivos;

4 – Agir corretamente – realizar movimentos que são apropriados ao que está acontecendo na quadra ao invés de agir de forma a quebrar a harmonia da equipe;

5 – Conviver corretamente – ter respeito pelo seu trabalho usando-o para ajudar seu grupo ao invés de massagear seu ego. Lembre-se: você ganha para fazer algo que é realmente simples e divertido;

6 –  Esforçar-se corretamente – significa ser altruísta e aplicar a quantidade certa de energia para fazer seu trabalho. Tex Winter diz que não há substituto para o esforço. E eu acrescento: se você não se esforçar irá para o banco;

7 – Conscientizar-se corretamente – vir a cada jogo com a plena compreensão do plano de jogo, incluindo o que você espera de nossos oponentes. Também implica em jogar com precisão, realizar os movimentos na hora certa e estar ligado durante todo o jogo, independentemente se estiver na quadra ou no banco;

8 – Concentrar-se corretamente – estar focado no que você deve fazer a cada minuto e não ficar remoendo erros passados ou pensar em coisas ruins que possam acontecer no futuro.

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Entrevistas · NBB

LDB: um ótimo laboratório para nosso basquetebol

Amigos do Basquetebol

Pela terceira temporada a Liga Nacional de Basquetebol realiza a Liga de Desenvolvimento de Basquete, que na primeira edição levou o nome de Liga de Desenvolvimento Olímpico.

O objetivo principal da LDB é dar oportunidade a atletas até 22 anos de participar de uma competição estruturada e obter possibilidades de desenvolver seu basquetebol, buscando um lugar nas equipes que disputam o NBB ou em outras equipes que participam de diferentes torneios. Além disto a LDB também proporciona momentos de trocas de informações, incentiva novos relacionamentos e coloca as equipes em contato com diferentes realidades, através de suas ações sociais.

Além do desenvolvimento de atletas encontramos também uma ótima oportunidade para que técnicos e árbitros possam evoluir e também buscar vôos mais altos.

Para isso, a LDB, além dos jogos, promove encontros entre os árbitros e clínicas para atletas e treinadores ministradas por técnicos que já disputam o NBB e também técnicos internacionais.

Nesta terceira edição, a primeira fase realizada em São Sebastião do Paraíso, colhi a opinião de vários personagens desta importante competição, falando da importância da LDB e o quanto ela contribui para a formação de todos os envolvidos.

 Eduardo Albano (árbitro internacional – atua desde 2005 na Federação Catarinense e a três temporadas no NBB)

“É com grande prazer que falo sobre a LDB, pois venho atuando desde sua primeira edição, ainda com o nome de LDO. Este evento vem contribuindo para a evolução do basquetebol brasileiro, pois são notórias as mudanças e melhorias em todos os segmentos do basquetebol. Os atletas com o grande volume de jogo aperfeiçoam suas habilidades técnicas e táticas, assim como os técnicos que percebem a grande intensidade e exigência do jogo, atuando durante as partidas. Logo, para nós árbitros, há uma grande possibilidade de aprendizagem. Hoje posso perceber que a LDB contribuiu muito para essa evolução em atuar como árbitro, pois isto  requer uma percepção maior do jogo, de administração das situações adversas, do controle da disciplina. a LDB nos trás essa experiência tornando-nos mais seguros a cada jogo. Assim sendo, a LDB contribui para todos, técnicos, jogadores e árbitros e consequentemente, para o bem do basquetebol brasileiro”.

Emanuel dos Santos Pereira (árbitro do Espírito Santo – duas temporadas no NBB e segunda temporada na LDB)

“O projeto da LDB é muito bom e muito importante para o desenvolvimento dos árbitros. Todos nós queremos conseguir nosso espaço, experiência e volume de jogo e a LDB nos ajuda a entender os jogos de alto nível e conhecer os atletas que futuramente estarão jogando na Liga Nacional. É muito importante o contato com os comissários e com os árbitros mais experientes porque eles nos dão “feed back” para que possamos melhorar todos os dias e encontrar respostas para situações que eles já passaram diversas vezes. Isto é importante para evoluirmos dentro e fora da quadra em todos os aspectos”.

Prof. Leonardo Guimarães (Técnico do Grêmio Náutico União)

“Nossa equipe veio para a LDB como convidado, pela primeira vez, com um objetivo muito claro: dar aos atletas experiência de competições contra equipes muito mais estruturadas que a nossa. Nosso trabalho no União é o de tentar mostrar ás outras equipes o valor de nossos atletas e, quem sabe, colocá-los nessas equipes. Essa equipe que está na LDB participa de pouquíssimos jogos no Sul e, nesta semana, realizamos mais jogos que durante todo o ano. Nossa estrutura de treinamento é totalmente amadora, pois treinamos 3 vezes por semana em um único turno e aqui encontramos adversários com estrutura profissional, com atletas que já fazem parte das equipes adultas e mesmo da seleção brasileira. O resultado dos jogos é o nosso objetivo menor. Queremos que nossos atletas conheçam essa outra realidade e se algum dos nossos guris tiver a chance de ser observado pelos técnicos das equipes que já possuem uma estrutura profissional, nosso trabalho terá atingido o objetivo. O projeto da LDB é muito importante e deve prosseguir sempre visando dar oportunidade aos atletas de aperfeiçoarem suas habilidades e de aparecer para o basquetebol”.

Thiago John (atleta do Grêmio Náutico União – 18 anos)

“Como toda equipe é a minha primeira participação na LDB. Jogo basquetebol desde os 7 anos, já participei de competições estaduais, sul-americanas mas esta é muito diferente do que estávamos acostumados. Quando recebemos o convite para participar foi um incentivo para todos nós. É um projeto que permitirá termos uma equipe adulta nos próximos anos, o que fará com que a gente não precise sair do estado para jogar. Mas para quem quer ter uma carreira a LDB pode abrir portas, ter mais jogadores no NBB. Viemos aqui para aprender e encontramos uma estrutura muito legal. Eu já conheço alguns jogadores das outras equipes, mas estar convivendo com outros atletas é muito interessante. A clínica com o técnico espanhol que, dentro do tempo que ele dispunha e dentro do objetivo de mostrar alguma coisa de seu trabalho, foi muito proveitosa”.

Prof. Cristiano Grama (Técnico do Minas T.C. e participante das três edições da LDB)

“Participo desde a primeira edição da LDB, uma competição que desde o princípio vejo com bons olhos. E hoje cada vez mais são nítidos os ganhos que a Liga pode trazer ao mercado de jogadores, técnicos, árbitros. Cito 3:

-a sobrevida dada aos atletas que antes tinham que sair do juvenil (18/19 anos) direto para o adulto. E como, infelizmente, não temos uma cultura basquetebolística a maioria de nossos atletas começa a jogar muito tarde, com 13-14 anos e, com isso, tínhamos pouco tempo para formar jogadores com condições de jogar no basquete adulto. Com a LDB temos tempo para formar;

-desenvolvimento do basquete usando uma maior extensão geográfica, ou seja, cada vez mais os atletas se sentirão confortáveis para se desenvolver em seus estados, diminuindo o êxodo para São Paulo e fazendo com estados que sempre revelaram atletas como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, entre outros, possam desenvolver um trabalho sabendo que terão um torneio de ótimo nível pela frente. Além de começar a desenvolver estados  que têm material humano muito bom, mas que antes se sentiam fora do eixo S.Paulo-Rio;

-desenvolvimento e oportunidade para novos árbitros e técnicos que antes não tinham chance de mostrar seu trabalho em nível nacional e dando novas dimensões e reconhecimento para os técnicos “formadores”.

Portanto, a LDB veio para ficar, acredito eu, e nos três anos que participo vejo como mais organizada, séria e com compromisso de fazer uma competição de atinja os objetivos do basquetebol brasileiro”.

Henrique Coelho (20 anos – atleta do Minas TC – terceira temporada na LDB e já disputou três temporadas no NBB)

“Comecei no basquetebol aos 8 anos no SESI de Uberlândia, depois joguei em Limeira, Palmeiras, 6 meses no projeto de desenvolvimento da CBB, voltei para Uberlândia e agora no Minas. Quando a LDB começou eu não acreditava muito porque foi um campeonato com poucos clubes. Mas agora a LDB está excelente. É um campeonato forte e que dá muita visibilidade a jogadores jovens que buscam seu espaço e têm condições para isto. Acho que é uma boa oportunidade de mostrar aos técnicos os jovens valores do basquetebol brasileiro e que querem uma chance de jogar no NBB, no basquetebol brasileiro, treinando aqui. A LDB vai abrir portas para novos contratos, além de ir conseguindo maior credibilidade. Também é importante a integração com outros atletas, técnicos e árbitros. Minha única observação é que esta etapa foi muito cansativa com jogos seguidos. Isto faz com que o nível caia um pouco nos últimos jogos”.

Thiago e Prof. Leonardo Guimarães (Grêmio Náutico União): calouros na LDB.
Thiago e Prof. Leonardo Guimarães (Grêmio Náutico União): calouros na LDB.

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NBB · Opinião do autor · Todos os posts

Basquetebol e cidadania

Amigos do Basquetebol

A LDB além de proporcionar o desenvolvimento de jovens atletas, também proporciona ações de cidadania.

As ações sociais realizadas durante a primeira fase da LDB, realizada em São Sebastião do Paraíso, mostraram o quanto é importante a participação dos nossos jovens junto a uma realidade que nem sempre eles têm a oportunidade de vivenciar.

A interação com idosos que participam de um lindo projeto de atividade física (Vida Ativa), com crianças e jovens da APAE e com idosos do asilo S.Vicente deram a todos os integrantes da LDB (atletas, técnicos e staff) a chance de aprender com essas pessoas.

Aprendemos com a alegria dos “velhinhos e velhinhas” do Vida Ativa. A disposição e a vibração dessas pessoas são contagiantes. Ver senhorinhas brincando com  a bola e “jogando” ao lado dos atletas (que muitas vezes tinham quase o dobro de sua estatura) foi algo para deixar nossa alma lavada de alegria. Ver o Seu João (90 anos) dançando, jogando e arremessando foi impagável. Ver os meninos e os técnicos participando com muita disposição e entusiasmo, mesmo depois de duras jornadas de competição foi gratificante.

Aprendemos com as crianças e jovens da APAE. Dançar a quadrilha, tocar viola, brincar com cadeirantes foi, segundo as palavras de alguns membros do staff, “emocionante”. Muitos tiveram que disfarçar as lágrimas. Receber o carinho desses meninos e meninas e ver a satisfação em seus rostos foi inesquecível.

Aprendemos muito no asilo. Aprendemos como é dura a realidade das pessoas que são deixadas na instituição. Alguns nem se lembravam a quanto tempo estavam lá. Outros necessitando de uma simples “papo” para tornar seu dia um pouco menos sofrido.  Curtimos o senhorzinho “campeão de truco”, exibindo com muito orgulho seu troféu.

Aprendemos a respeitar um pouco mais as pessoas. Pessoas que não são melhores ou piores do que nós. Pessoas que por alguma circunstância tiveram de enfrentar algumas (ou muitas) agruras em suas vidas. Aprendemos que a vida pode nos trazer surpresas e que temos que pensar nas pessoas que necessitam de apoio e ajuda.

Enfim, saímos desta jornada muito melhores. Não só na quadra. Na vida.

Neste jogo não tivemos perdedores. Todos vencemos. E isto é que deve ser considerado como nossa verdadeira vitória.

Parabéns à LDB pela iniciativa, parabéns aos atletas e técnicos pelos lindos momentos que proporcionaram aos idosos e às crianças e jovens.

E muito obrigado pela oportunidade de termos aprendido tanto.

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Colaboradores · Psicologia do Esporte · Todos os posts

Esporte e violência

Amigos do Basquetebol

O tema “Esporte e Violência” será abordado pelo Prof. Dr.José Eduardo Costa de Oliveira, professor e pesquisador do PROASE/USP de Ribeirão Preto.

Na contemporaneidade, bem como no passado, sempre foi notório que alguns Esportes têm imbricados vários tipos de competições que envolvem força, disputa, contato físico excessivo, e ações que podem ser percebidas como violentas, a exemplo de modalidades como o MMA, o Basquetebol, o Rúgbi, o Futebol Americano, o Hóquei no Gelo, o Boxe e etc.; onde as regras pré-determinam muitas das ações dos praticantes, visando à prevenção da violência. Portanto, uma das principais características do Esporte contemporâneo, é a presença das regras.

Nesse sentido, com o objetivo de se estabelecer as analogias entre estes dois fenômenos sociais – Esporte & Violência – ressaltamos que, ainda que existam grandes dificuldades para se definir o que se nomeia de Violência no Esporte, bem como que existam poucos elementos que a vinculem, diretamente, com o fenômeno esportivo (ao menos aqueles relacionados à sua gênese), que a Violência no Esporte pode ser entendida como o uso da força física e/ou do constrangimento psíquico para obrigar alguém a agir de modo contrário à sua natureza e ao seu ser, dentro do ambiente esportivo, perpetrado, quer seja pelos praticantes ou pelos espectadores.

A violência, enquanto fenômeno do campo esportivo pode ser considerada como um processo social-cultural complexo, no qual intervêm fatores estruturais, ideológicos, financeiros e culturais, onde este fenômeno também pode ser caracterizado quando um, ou vários atores agem de forma direta ou indireta, maciça ou espaçadamente, causando incursões a uma ou mais pessoas, mesmo que em graus variáveis em sua integridade física, moral, material ou em suas participações simbólicas e culturais.

O contexto histórico da violência esportiva se traduz a reboque das sangrentas batalhas no Coliseu da Roma Antiga, que se iniciaram em função da política dos Imperadores Romanos, que frente ao descontentamento dos cidadãos para com a realidade social da época, viram na – Política do Pão e Circo – uma maneira vil de acalmar a população, servindo-lhes o sangue dos gladiadores, enquanto espetáculo esportivo, e, portanto – entretenimento – acompanhado de – comida – nos eventos esportivos. Verdadeira gênese da violência no esporte, que também absorvia e retransmitia a violência social da época, através da ratificação da subserviência da população, frente ao domínio do Estado.

Neste mesmo cenário, a violência esportiva também se destaca através das – torcidas organizadas – que configuram-se como a principal mola propulsora dos eventos violentos da atualidade, particularmente, quando relacionada aos episódios futebolísticos; como pode ser observado naquilo que fora denominado de comportamento – Hooligan. Quando ao final dos certames esportivos, uma verdadeira batalha é comumente instaurada entre as torcidas organizadas, culminando em comportamentos violentos para com os torcedores de outras equipes, bem como gerando situações de violência e depredação do patrimônio público e privado.

A palavra Hooligan começou a ser associada com a violência nos esportes, em especial a partir da década de 1960 no Reino Unido, com o “Hooliganismo” no Futebol, onde cita-se como a maior demonstração de violência, a tragédia do Estádio do Heysel, na Bélgica, durante a final da Taça dos Campeões Europeus de 1985, entre o Liverpool da Inglaterra e a Juventus da Itália. O episódio resultou em 38 mortos e um número indeterminado de feridos. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente, o que resultou na proibição das equipes britânicas participarem em competições europeias por um período de cinco anos.

Existem várias teorias sobre a origem da palavra “Hooligan “. O Compact Oxford English Dictionary afirma que ela pode ter origem do sobrenome de uma família fictícia Rowdy irlandesa em uma canção de music hall da década de 1890. Clarence Rooks, em seu livro de 1899, Hooligan Nights, alegou que a palavra veio de Patrick Hoolihan (ou Hooligan), um fanfarrão e ladrão irlandês que vivia no bairro londrino de Southwark. Outro escritor, Earnest Weekley, escreveu em seu livro de 1912, Romance of Words, que os Hooligans originais eram uma família de espírito irlandês com esse nome, cujo comportamento animou a monotonia da vida em Southwark por cerca de quatorze anos.

Também foram feitas referências a uma família rural irlandesa do século XIX com o sobrenome Houlihan, que eram conhecidos por seu estilo de vida selvagem, que depois evoluiu o nome para O’Holohan, de acordo com as tradições de famílias irlandesas do O’ para começar o nome. Outra teoria é que o termo vem de uma gangue de rua em Islington chamada Hooley. Ainda há outra teoria em que o termo é baseado em uma palavra irlandesa, houlie, o que significa um selvagem ou espírito festivo.

No entanto, é noutra possibilidade de violência, onde suas manifestações são predominantemente comportamentais, variando de agressões verbais, pelas ações das pessoas, ou ainda pela discriminação racial, sexual ou religiosa que existe na sociedade, e que agora emanou para os campos desportivos, que mais se tem observado, quando o contexto analisado se relaciona com o Esporte, ou seja: a violência simbólica. Particularmente quando remetida aos casos de racismo, onde o relatório das Nações Unidas de 2005 expressou preocupação pelo seu aumento no Futebol; um esporte que pode ser uma ferramenta útil para o desenvolvimento e a paz internacional, mas, ao contrário disto, tem potencializado esses comportamentos sociais indesejados.

A violência simbólica é definida quando ela trata de se manifestar através de ações abstratas de superioridade, de uma pessoa ou grupo sobre o outro.

O aumento da violência e dos incidentes abertamente racistas estão ilustrados não só pelas ações de alguns simpatizantes sobre discriminação e xenofobia, mas, também, são constatadas em comentários e ações de treinadores de clubes que minimizam ou legitimam esses casos.

O fenômeno do racismo no Esporte, por exemplo, é caracterizado, em geral, por atitudes inconsequentes, desrespeitosas e hostis para com outro ser humano, geralmente de cor, raça, religião e etc., diferente a do agressor, que pode se manifestar na forma de agressões físicas ou psicológica, principalmente.

Cita-se o exemplo recente do amistoso da Seleção Brasileira de Futebol em 26/03/2011, contra a seleção Irlandesa, onde o jogador Neymar Jr., ao ser substituído no final do segundo tempo, recebeu uma banana atirada pelos torcedores irlandeses.

Por fim, é fato que urge a importância de se empreender ações que possam gerar subsídios para novas análises e aprofundamento da temática da Violência no Esporte, pois, observamos o fato dela se manifestar no interior das arenas desportivas e no entorno delas, perfazer uma reprodução da violência instaurada nas sociedades e que foi construída ao longo de décadas de subserviência da população ao poder do Estado. Portanto, tem relações diretas com o poder.

Outra conclusão passível de ser construída é o fato de quão se tornou comum, contemporaneamente, atos de discriminação racial, que apesar de não serem concretos o suficiente para serem enquadrados como crime, pois, segundo algumas autoridades o racismo é muito complexo, se manifesta de diversas formas e parece estar internalizado no comportamento e no cotidiano das pessoas, particularmente no ambiente esportivo, externalizado desde uma simples piada, nos apelidos, na chacota, chegando até as manifestações de constrangimento e nas agressões físicas e verbais aos negros, homossexuais, mulheres, árabes, judeus e nos portadores de necessidades especiais, onde enfatizamos que o Esporte é uma importante ferramenta de enfrentamento desta problemática, mas, que deve-se considerar a polissemia da questão.

Formação Esportiva

Como formar um bom esportista – parte 3

Amigos do Basquetebol

Trago neste post a última parte de um breve resumo de alguns pontos que são muito interessantes e que foram extraídos do Livro “Como formar un buen desportista” .

– Apesar de nos treinos não se poder colocar os atletas frente a situações reais, podemos simular da forma mais fiel possível à realidade do jogo;

– Uma aprendizagem não deve acontecer mecanicamente, mas em função de circunstâncias reais e de cada uma das variáveis que possa surgir em um jogo. Portanto, devemos ensinar o atleta a analisar e reinterpretar as possíveis variáveis que condicionam o uso de um esquema ou de outro;

– Para os atletas, cada nova situação é uma nova aprendizagem. O desafio é encontrar conexões cognitivas que facilitem a transferência de uma situação para outra;

– A aprendizagem baseada em competências requer uma nova forma de pensar a avaliação do desempenho do atleta:

– a avaliação deve prever dificuldades que possam surgir

– ela deve levar os atletas a utilizar seus conhecimentos e habilidades em diferentes situações

– a avaliação orienta o programa e pode (ou deve) gerar mudanças no processo de aprendizagem

– uma avaliação deve ser composta de várias técnicas e instrumentos

– os métodos quantitativos usados para se avaliar o desempenho não são suficientes para se ter uma visão global do processo. Muitas vezes temos que utilizar técnicas de observação que permitam informar ao atletas sobre seus progressos e falhas

– a observação permite ao técnico ter informação constante que lhe permite ajustar o processo ou modificar estratégias

é importante criar instrumentos para registrar as observações para que dados importantes não sejam esquecido ou até mesmo perdidos.

Estatísticas · Mundial Masculino · Todos os posts

Mundial sub-19 masculino: estatísticas

Amigos do Basquetebol

Recentemente tivemos a realização do Campeonato Mundial Sub-19 masculino na República Tcheca. Os Estados Unidos sagraram-se campeões pela quinta vez, com a Sérvia em segundo lugar, Lituânia em terceiro e a Austrália, surpreendentemente em quarto. O Brasil com 3 vitórias e 5 derrotas ficou com a décima colocação.

O sistema de disputas dos campeonatos da FIBA permitem distorções como a própria Austrália que, apesar de ter perdido 5 de seus 9 jogos, ficou à frente da Espanha (5o.lugar) que teve somente duas derrotas.

Seguem alguns números deste campeonato:

Aproveitamento geral:

Os Estados Unidos foi a equipe com melhor aproveitamento geral (pontos feitos/pontos possíveis): 57,3%. O segundo melhor aproveitamento foi da Croácia (47,2%) e o Brasil teve 38,8% de aproveitamento geral. A média geral do campeonato foi de 42,6%.

Aproveitamento de 3 pts:

Austrália (37,4%) e China (36,5%) foram as melhores equipes. O Brasil teve aproveitamento de 23,8%. A média geral foi de 28,6%.

Aproveitamento de 2 pts:

O melhor aproveitamento foi dos Estados Unidos (69%), seguido da Croácia (54,1%). O Brasil teve 43,1% e a média geral foi de 47,3%

Aproveitamento de lances-livres:

China e Croácia lideraram com 74,5% e 73,7%, respectivamente. O Brasil teve 71% e a média geral foi de 64,4%.

Ataque/Defesa

O melhor ataque foi dos Estados Unidos (95,9 pts/jogo), seguido do Canadá (80,3). A melhor defesa também foi da equipe americana (56,3 pts/jogo), seguido da Sérvia 58,8. O Brasil marcou 64,3 pts/jogo e sofreu 69,6 pts/jogo.

Rebotes, Assistências, Bolas perdidas e Bolas recuperadas:

Os Estados Unidos lideraram os rebotes, bolas perdidas e bolas recuperadas (45,9; 12,8; 13,9). Em assistências a Croácia foi a mais eficiente (17,7). O Brasil teve média de 36,4 reb; 10,8 ass; 18,1 b.perd e 9,9 b.rec. As médias do campeonato foram, respectivamente: 36,3; 11,9; 16,1 e 8,1.