Basquetebol Europeu · Todos os posts

O maior campeonato inter-clubes do mundo

Amigos do Basquetebol

Aqueles que me conhecem bem sabem da minha admiração pelo basquetebol europeu.  É onde se joga o melhor basquetebol, o mais organizado e tático. Uma reunião de grandes estrelas.

São 24 equipes representando 12 paíse: 4 da Espanha, 3 da Turquia, 2 da Itália, Grécia, Alemanha, Lituânia, Rússia, Sérvia e França; 1 de Israel, Ucrânia e Polônia.

E com um pouco de atraso divulgo o Campeonato Europeu que teve início no dia 17 de outubro e que se estenderá até 18 de maio de 2014 com a seguinte estrutura:

– Fase preliminar: de 17 de outubro a 20 de dezembro. As equipes estão divididas em 4 grupos:

A: Barcelona, CSKA Moscou, Fenerbaçe, Budivelnik Kiev, Partizan Belgrado e Naterre França.

B: Real Madrid, Anadolu Efes, Zalguiris, Bose, Milan e Strasbourg França.

C: Olympiakos (atual campeão), Montepaschi Siena, Unicaja, Galatasaray, Stelamet Polônia e Bayern Munique.

D: Panathinaikos, Maccabi, Laboral, Crvene Belgrado, Lietuvos e Lokomotiv

A segunda fase reunirá os quatro classificados de cada grupo formando os grupos E (1o. de A e C; 2o. de B e D; 3o. de A e C e 4o. de B e D) e F (1o. de B e D; 2o. de A e C; 3o. de B e D e 4o. de A e C). Esta fase será realizada de 2 de janeiro a 11 de abril de 2014.

Os playoffs serão realizados em melhor de 5 jogos entre 15 a 25 de abril: A – 1o. E x 4o. F; B – 2o. F x 3o.E; C – 1o. F x 4o. E; D – 2o. E x 3o. F.

O Final Four será realizado de 16 a 18 de maio em Milão e colocará frente a frente os vencedores de A x B e C x D.

Com certeza teremos um campeonato eletrizante e digno de ser acompanhado – http://www.euroleague.net.

Rumo ao Tri Campeonato
Rumo ao Tri Campeonato
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Entrevistas · Todos os posts

Entrevista com Marcel

Amigos do Basquetebol

A entrevista da vez é com um dos maiores ídolos do basquetebol brasileiro: Marcel.

Eu tive a honra e o orgulho de ver o Marcel jogando pela Universidade de Bradley, em 1975, em viagem que realizei junto com os amigos Medalha, Guilmar, Zé Oda, Marquinho Sharp, Paulo Aurélio e Cristóvão. E lá pude constatar o quanto Marcel era querido pela torcida da universidade que o chamava de “De Souza” (leia-se De Zouza).

Como muitos brasileiros, acompanhei sua carreira e vibrei demais com a famosa cesta do meio da quadra na disputa do bronze contra a Itália, no mundial de 1978, nas Filipinas.

Agora, 35 anos depois daquele momento único do nosso basquetebol trago um pouco da história e algumas opiniões do Marcel sobre nosso basquetebol.

Seu depoimento segue aqui transformado em texto.

Marcel é formado em Medicina e atua nas áreas de medicina da família, radiologia e clínica geral.

No Basquetebol, iniciou sua carreira no Corinthians, em 1968 sempre com a forte influência de seu pai Romão de Souza, outro apaixonado pelo esporte.

Em 1975 e 1976 fez parte da equipe da Bradley University dirigida pelo renomado técnico Joe Stowell, com média de 14,4 pts por jogo.

No Brasil jogou como adulto nas equipes do Sírio, Monte Líbano, Palmeiras, (onde encerrou sua carreira em 1994), Franca e Santa Cruz do Sul.

Também jogou por seis temporadas na Itália, nas equipes do Caserta e Fabriano.

Atuou na Seleção Brasileira de 1973 a 1992, defendendo nossas cores em 392 jogos, sendo o jogador que mais vezes atuou pela seleção. Pelo Brasil anotou 5.297 pontos, ficando atrás somente de seu grande companheiro Oscar.

Pela Seleção foram:

– 4 Olimpíadas: Moscou 80, Los Angeles 84, Seoul 88 e Barcelona 92;

– 5 Campeonatos Mundiais: Porto Rico 74, Filipinas 78, Colômbia 82, Espanha 86 e Argentina 90;

– 5 Jogos Pan-americanos: Cidade do México 75, San Juan del Porto Rico, 79, Caracas 83, Indianápolis 87 e Havana, 91.

Suas principais conquistas foram o Campeonato Pan-Americano de Indianápolis, em 1987 e o 3º. Lugar no mundial das Filipinas, em 1978.

Como atleta ainda foi agraciado com a Medalha de honra do comitê olímpico brasileiro (1980, 1988 e 1992).

Segundo Marcel, seus ídolos como atletas “são os de sempre”: Wlamir, Amaury, Ubiratan, Magic Johnson, Larry Bird, Michael Jordan, mas teve a oportunidade de jogar com e contra grandes nomes que se destacavam no cenário nacional e internacional: Oscar, Adilson, Gilson, Hélio Rubens, Carioquinha, Marquinhos, Ubiratan, Sabonis, Petrovic, Meneghin, Larry Bird, Michael Jordan, Magic Johnson, Kosic, Sergei Belov, Alexander Belov.

 Marcel é técnico graduado pela associação italiana de treinadores de basquete desde 1999 e dirigiu as seguintes equipes: o,

Guarulhos (1994 – 1997), Barueri (1997-1998), Pinheiros (1998 – 2001), Jundiaí feminino (2001), São Bernardo (2002 – 2004), Jundiaí masculino (2005 – 2006), Barueri (2010).

Foi eleito o Técnico do Ano – 2002 – Divisão A2, pela Federação Paulista de Basketball e seu trabalho como técnico teve grande influência de grandes nomes do basquetebol brasileiro e mundial: João Francisco Brás, Joe Stowell, Bogdan Tanjevic, Edvar Simões.

Foi também proprietário de duas equipes de basquete: Barueri e São Bernardo.

Os momentos marcantes da carreira foram: Mundial de Clubes de 1979 pelo Sirio; Mundial das Filipinas de 1978; Mundial de Clubes de 1986 pelo Monte Líbano e o Pan de 1987.

Lidar com a carreira de atleta e ao mesmo tempo cursar medicina e exercer essa profissão foi muito sacrificante e, com certeza, não faria novamente.

Sua decisão de parar deveu-se a problemas de joelho que o impediam de manter o nível técnico que era exigido. Por isso a decisão de abandonar a carreira de atleta não foi tão difícil assim.

 Sobre o nosso basquetebol Marcel afirma que o mesmo está engatinhando internamente e totalmente equivocado internacionalmente. Afirma que há grandes diferenças entre o basquetebol jogado por sua geração e a geração atual. “Na minha época ganhava-se o jogo fazendo mais cestas que o adversário. Hoje se ganha forçando o adversário a fazer menos cestas do que você”.

Sobre o trabalho de base, Marcel é de opinião que o trabalho está parcialmente correto. É preciso diminuir o nível de stress competitivo dos atletas em benefício do ensino apropriado do jogo e de seus fundamentos. Disputa-se muito e ensina-se pouco. Os técnicos ficam obrigados a esconder as falhas técnicas de seus jogadores ao invés de corrigí-las e a aproveitarem ao máximo de suas qualidades em vez de agregarem mais armas técnicas a seus atletas. A continuar nessa direção as perspectivas são trágicas a curto, sombrias a médio e catastróficas a longo prazo.

Marcel afirma que criação da ENTB é uma ótima idéia, mas não poderia ter sido criada atrelada física, economica e admnistrativamente ligada à CBB.Os treinadores têm que ser independentes para discutirem e decidirem sobre as propostas para um novo basquete brasileiro.No modelo atual não é possível uma política de confronto para as mudanças necessárias ao nosso basquete.

Para finalizar, Marcel afirma que “É preciso retomar o modo brasileiro de interpretar o jogo de basquete e inseri-lo no conceito internacional que hoje é praticado. Adotar modos e maneiras que não são nossas só nos levará a mais sofrimento. Não é clara essa consciência e vontade em nosso meio”.

Opinião do autor · Todos os posts

Sobre as vaias ao Nenê

Amigos do Basquetebol

Ontem foi realizado o primeiro jogo da NBA no Brasil. Eu estava em Recife na LDB e não tive a chance de ver a partida.

Primeiro porque a NBA nunca me entusiasma (exceto nas finais), porque a maior preocupação é com o show e não com o jogo. O individualismo impera (eu diria até que o egoísmo impera), os jogos da fase classificatória são longos e muitas vezes desinteressantes e pouco se tira de ensinamentos da parte tática. Claro que muitos me chamarão de louco, mas enfim esta é minha visão da coisa.

Segundo porque, depois de uma maratona de cinco dias e 25 jogos, optei por andar na beira mar na praia de Boa Viagem e tomar uma cervejinha enquanto rolava o final do jogo que como era de se esperar não apresentou grandes atrativos porque as equipes estão em pré temporada e porque o maior destaque não jogou. Ou seja, os caras vêm para o Brasil, todo mundo espera o Derick Rose e o cidadão não joga. enfim, são as opções do técnico e isto tem que ser respeitado. Mas o público não contou com o mesmo respeito. Será que meu “primo” D.Rose não poderia ter jogado uns 10 minutinhos? Será que se esse jogo fosse na Espanha ou Itália ele seria poupado.?

Mas o enfoque aqui é outro. O enfoque é o Nenê. Será que se esperava outra coisa senão as vaias ao pivô brasileiro (brasileiro mesmo?) por suas atitudes em relação à nossa seleção? Os que defendem o Nenê dirão: mas ele tem o direito de não aceitar a convocação. Ele tem que pensar primeiro no bolso pois é a NBA que paga seu salário. Concordo com tudo isto.

Mas também concordo com a manifestação do público pois sendo ele uma grande estrela talvez devesse considerar que sua presença na nossa seleção seria fundamental para a consolidação do basquetebol no Brasil e se tornar um exemplo como o são outros astros da NBA   para seus países (cito Ginóbili, Parker, Nowitski entre outros).

A verdade é que o Nenê nunca nos representou. Nunca foi o protagonista que nós desejaríamos que fosse. Suas atuações pela seleção nunca foram ao nível de um jogador NBA. No início diziam que o problema era com o técnico Lula Ferreira. Aí vieram Moncho Monsalve e Ruben Magnano e o problema persistiu.

Se o Nenê tinha motivos para agir da forma como agiu porque nunca se manifestou publicamente? Porque a CBB também nunca procurou esclarecer o assunto e aparar as aresta ao invés de tentar mascarar o problema e dizer que estava tudo certo?

Enfim, o embrólio foi feito e os organizadores do evento, sabendo de tudo isto e de uma possível reação negativa colocaram a “cereja no bolo” convidando o Oscar, desafeto declarado de Nenê e grande ídolo nacional, para jogar a gasolina na fogueira. Total falta de sensibilidade e até de respeito ao Nenê.

Na minha opinião o caso Nenê já atingiu um ponto irreversível. Não creio em uma participação do jogador em futuras seleções. Para mim é caso encerrado.

Colaboradores · Psicologia do Esporte · Todos os posts

Como lidar com o fracasso

Amigos do Basquetebol

Mais uma grande colaboração do Prof. Hermes Balbino

Como você age quando se depara com algum tipo de insucesso?

A busca cega pelas vitórias e pela perfeição distorce a possibilidade de aprender com os erros. Para os atletas vencedores, um erro ou uma derrota pode significar um resultado de um processo que precisa de melhoria constante; ao pensarem assim, esses esportistas colocam-se na posição de eternos aprendizes. Isso aquece a chama da constante renovação dos propósitos que os mantém motivados no cumprimento de um objetivo maior, que está alinhado à sua Missão pessoal. Diz um provérbio budista que “a flecha que atinge o alvo é resultado de cem erros”. Encarar o resultado mal sucedido com gosto de fim de mundo traz angústia e sofrimento, e nos desvia do caráter mais profundo da expressão de nossos talentos.

O fracasso pode ser encarado como um sinal para reforçar o aprendizado em algum tipo de situação e quando aparece, cria uma oportunidade de desenvolvimento em alguma área que estava necessitando de progredir ou de algum ajuste mais detalhado. No aikidô o lutador une-se à força da oposição adversária e move-se com ela, utilizando-a para evitar o golpe de ataque. Considera-se assim a força oponente como um aparente revés na vida: aceitá-la e unir-se a ela, assimilando o aprendizado em benefício próprio. Michael Jordan, o espetacular jogador de basquetebol, diz que “o insucesso nos deixa mais perto de chegar onde se quer chegar”. Para lidar com esse tipo de situação, aconselha “sempre pensar positivo e buscar em cada fracasso o ‘combustível’ para uma nova tentativa”.

Muitos pequenos milagres podem ocorrer em seu dia. Tome os pequenos fracassos como feedbacks para o reajuste de rota. É possível utilizar essas situações de aparente insucesso como sinais de que o caminho tomado precisa de outra maneira de condução. Usar a flexibilidade de comportamentos oferece mais opções para resolver os desafios diários. Aprender com os fracassos é descobrir novas maneiras de se aproximar de uma conquista.

Disse Paul Valéry: “A fraqueza da força é crer apenas na força”.

Estatísticas · Mundial Masculino · Todos os posts

Copa do Mundo 2014: os números dos classificados no masculino

Amigos do Basquetebol.

Vinte países estão classificados para a Copa do Mundo de Basquetebol a ser realizada na Espanha, em 2014.

Neste post apresento os números de 19 desses países, a partir das estatísticas oficiais dos torneios continentais realizados recentemente. Não serão apresentados os dados dos Estados Unidos, pois o país não participou da Copa América por estar pré classificado.

Evidentemente que não foram levados em consideração a qualidade das equipes o que pode causar uma grande defasagem nesses dados. Nem mesmo o fato do torneio da Oceania ter sido disputado em apenas dois jogos.

Esses números servem somente como ilustração pois também entendo que a maioria das equipes sofrerá alterações em seus quadros para a Copa do Mundo.

Os dados serão apresentados em dois momentos sempre a partir das médias:

1 – no. de jogos disputados; pontos a favor; pontos contra; % de arremessos de 2 pts; % de arremessos de 3 pts; % de lances-livres 

França – 11; 74,1; 71,6; 53,5%; 32%; 74,1%

Lituânia: 11; 71,8; 68,0; 48,7%; 33,8%; 71,8%

Espanha: 11; 73,0;62,8%; 48,5%; 39,1%; 73%

Croácia: 11; 73,2; 72,8; 47,7%; 34,3%; 65,8%

Eslovênia: 11; 73,0; 71,5; 44,4%; 31,8%; 69,2%

Ucrânia: 11; 70,5; 72,1; 41,4%; 34,9%; 66,5%

Sérvia: 11; 73,5; 75,3; 51,1%; 31,8%; 65,4%

México: 10; 80,2; 74,9; 53,6%; 33,5%; 72,1%

Porto Rico: 10; 82,7; 77,1; 51,4%; 35,8%; 73,8%

Argentina: 10; 83,2; 77,4; 55,1%; 39,2; 68,1%

Rep. Dominicana: 10; 80,4; 75,9; 49,1%, 37,6%, 77,3%

Austrália: 2; 73,0; 60,1; 48,7%; 38,5%; 78,1%

N.Zelândia: 2; 60,1; 73,0; 43,4%; 33,3%; 80,0%

Irã: 9; 86,8; 54,3; 58,1%; 31,1%; 70,2%

Filipinas: 9; 79,6; 71,0; 45,1%; 36,3%; 76,6%

Coreia: 9; 78,1; 59,2; 52,8%; 34%; 75,3%

Angola: 7; 78,7; 58,7; 49,2%; 32,2%; 72,1%

Egito: 7; 65,1; 66,9 39%; 26,3%; 61,4%

Senegal: 7; 61,6; 63,9; 45,9%; 27,7%; 50,4%

2 – Total de rebotes; assistências, bolas perdidas e bolas recuperadas

França: 37; 14,7; 11,6; 5,5

Lituânia: 37,9; 12,6; 12,4; 3,6

Espanha: 38,7; 17,1; 11,8; 7

Croácia: 40,6; 14,6; 12,7; 3,9

Eslovênia: 40,3; 12,6; 10,7; 4,2

Ucrânia: 35,3; 12,5; 12,6; 5,2

Sérvia: 37,9; 13,5; 12,5; 4

México: 34,1; 13,7; 10,5; 5,8

P.Rico: 31,5; 13,6; 10,2; 7,5

Argentina: 29,9; 18,3; 10,6; 5,4

Rep.Dominicana: 35,4; 12,1; 12,2; 5,3

Austrália: 30; 15,5; 10,1; 7,5

N.Zelândia: 30,1; 9,5; 14; 5

Irã: 44,4; 20,9; 13,8; 6,2

Filipinas: 41,2; 15,7; ; 10,2; 4,3

Coreia: 37,2; 20,7; 12,4; 5,9

Angola: 46; 14,3; 13,4; 7,5

Egito: 42,7; 10,6; 12; 4,2

Senegal: 38,7; 12,9; 11,9;4

Agora nos resta aguardar pelos convites para conhecermos os números das equipes que completarão o quadro da Copa do Mundo de 2014.