História do Basquetebol · Todos os posts

Escolha seu número…

Amigos do basquetebol

Este post surgiu após um ótimo texto do mestre Wlamir Marques falando de sua preferência pela camisa 5, número que o acompanhou durante toda sua brilhante carreira.

A escolha de um número acontece a partir de vários fatores: superstição, uma data significativa, a imitação de um ídolo ou, simplesmente uma coincidência.

Seja qual for o motivo a escolha de um número tem seu significado. Eu, por exemplo, sempre simpatizei com o 5. Influência direta do meu grande ídolo e mestre Wlamir (o melhor de todos os tempos). Jogava com a 5, nas minhas apostinhas na mega sena e na loteria federal, sempre procuro números com final 5. A verdade é que nunca ganhei nada nessas apostas, mas o 5 é meu “numero de sorte”.

Quando não podia jogar com a 5 eu escolhia a 11. Por que? O motivo era o Menon, outro “monstro” do basquetebol brasileiro. E assim acontece com a maioria esmagadora dos atletas no basquetebol.

Ás vezes o número tem que ser trocado. Principalmente na seleção quando dois atletas que jogam com um determinado número em seus clubes têm que abrir mão desse número. Exemplo: Paula e Hortência usavam a 4 em seus clubes e na seleção, quando estavam juntas, Hortência era a 4 e Paula a 8.

Quem não se lembra de camisas famosas pelo mundo afora? Jordan (23), Kareem, Pippen e Bird (33), Magic Johnson e Barkley (32), Toni Kukoc (7), LeBron (6), Petrovic (4), Alexander Petrov (12), Cosic (11), Meneghin (11),  Delibasic (15), Paulauskas (5), Arturo Guerrero (5), Sergei Belov (10), Dalipagic (14), Corbalan (11), Brabender (14), Tkachenko (11), Tony Parker (9), Scola (4), Volkov (4), Piculin Ortiz (4), Sabonis (15), Daumau (14)…..

Entre as meninas como não lembrar de Semenova (10), Laureen Jackson (15), Ann Donovan (7), Cherryl Miller (9), Thereza Edwards (4), Cynthia Cooper (14), Leonor Borrel (4), Kousnetzonva (15), Michelle Tims (7), Haixa Zheng (11), Liza Leslie (9), Regla Hernandez (11), Maria Stepanova (11), Valdemoro (9), Penny Taylor (7).

No Brasil muitos números ficaram definitivamente ligados à pessoas. Alguém imagina Wlamir com outra camisa que não a 5? Oscar sem a 14? Bira jogando com outro número que não o 6? Como disse antes, alguns jogadores em seus clubes jogavam com um determinado número mas na seleção, devido à concorrência eram obrigados a mudar. Mas quando se fala em seleção o que vale é jogar, não importando o número.

Segue uma lista de atletas com os números usados na seleção nacional, lembrando que muitos usavam números diferentes em seus clubes. Com certeza vai faltar muita gente. Então deixo a vocês o desafio de completar esta lista (ou corrigí-la).

A numeração aqui considerada é a oficial da FIBA que passou a vigorar nos campeonatos oficiais da década de 1950. Antes disto os números eram aleatórios. O grande Algodão, por exemplo, jogava com a número 3. Foram considerados os (as) atletas que utilizaram os números em, pelo menos, três Campeonatos oficiais (Pan Americanos, Mundiais e/ou Jogos Olímpicos).

Masculino/Feminino

4 – Amaury, Dodi, Nilo, Marcelo Machado, Paulinho Vilas Boas/ Laís Elena, Hortência, Adrianinha

5 – Wlamir, Fausto, Guerrinha/Heleninha, Branca, Helen

6 – Bira, Gerson/ Zilá Nepomuceno, Adriana Santos

7 – Carioquinha, Pipoka/Elzinha, Vânia Hernandez, Leila

8 – Hélio Rubens, Alex/Nilza

9 – Marquinhos, Victor, Cadum, Demétrius, Marcelinho Huertas, Rosa Branca/ Maria Helena, Janeth

10 – Mauri, Leandrinho , Helinho, Jatir, Gilson/Norminha

11 – Menon, Edson Bispo, Anderson Varejão, Marcel/Marta

12 – Sucar, Giovannonni, Adilson/Coca, Vânia Teixeira, Érika

13 – Edvar, Marcelo Vido, Nenê, Victor/Suzete, Alessandra, Marlene

14 – Oscar, Rogério, Waldemar, Zé Geraldo/Delcy

15 – Israel, Mosquito, Thiago Splitter/Kelly, Simone Pontello

E você? Qual seu número preferido?


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Opinião do autor · Todos os posts

400 mil – 60 anos

Amigos do Basquetebol

Que semana. Chegamos aos 400 mil acessos em 3 anos e 3 meses de atividade.

Tudo começou em agosto de 2010 no Mundial Masculino da Turquia. E o que era para ser uma simples diversão tornou-se quase que uma obrigação.

Mas uma obrigação prazerosa, pois escrever sobre basquetebol, sobre esporte em geral é muito bom. Poder transmitir a opinião de amigos é muito bom. E contar com a participação e o prestígios de vocês é sensacional.

Ser acompanhado por milhares de amigos de quase 80 países era inimaginável quando me propus a escrever o blog. Isto traz uma grande responsabilidade. Continuar alimentando o blog para que essas pessoas possam ter informações sobre o esporte é muita responsabilidade. E é isto que me faz continuar. Saber que há muita gente esperando por um novo texto é que me faz continuar.

Mas esta semana não é só especial pelos 400 mil acessos. É a semana que completo meus 60 anos.

E permitam-me agora falar só um pouquinho desta história em grande parte ligada ao basquetebol.

Comecei aos 10, tentando ser jogador. E consegui até os 19. São Caetano e Pinheiros foram meus clubes. Tive o orgulho de ser dirigido pelo grande João Francisco Brás. Mas antes passei por pessoas maravilhosas como o Seu Zé (José Crivelaro) e Sidão em São Caetano.

Meu primeiro jogo - contra o S.Paulo no Morumbi em 1964
Meu primeiro jogo – contra o S.Paulo no Morumbi em 1964

Depois veio a Escola de Educação Física na qual tinha um único objetivo: ser técnico de basquetebol. E fui, por 15 anos. Tive a honra de, na Universidade, conviver com lendas do basquetebol: Daiuto, Medalha, Guilmar e meu eterno parceiro e irmão Lula Ferreira.

Eu e meu grande amigo Lula Ferreira na USP. Até futebol eu tentei. Ainda bem que não deu certo
Eu e meu grande amigo Lula Ferreira na USP. Até futebol eu tentei. Ainda bem que não deu certo

O Esporte me deu a oportunidade conviver com muita gente boa. Grandes técnicos, atletas e dirigentes. Seria muito difícil nomear todos. Por isso não vou correr o risco de cometer injustiças. Foram 15 anos atuando predominantemente com categorias de base.

Equipe Pré Mini do Pinheiros - campeão Paulista de 1982
Equipe Pré Mini do Pinheiros – campeão Paulista de 1982

Então começaram a surgir as escolhas. Optei pela carreira universitária, mas sempre com um pé (ou com as mãos) no basquetebol. Fui professor da disciplina por 35 anos, mas nunca deixando o convívio na quadra.

Traduções de técnicos famosos (Dale Brwon, Jack Ramsey, Bill Walton, Dan Petterson, Lou Carnesseca, Mirko Novosel). A implantação da estatística de forma mais sistematizada no jogos de basquetebol. Participação na organização de grandes eventos e até a presidência da extinta BRASTEBA (Associação Brasileira de Técnicos em Basquetebol).

O trabalho de estatística começou em 1981, literalmente "no braço".
O trabalho de estatística começou em 1981, literalmente “no braço”.

A vida acadêmica e esportiva me deu grandes oportunidades. Congressos, cursos, campeonatos me proporcionaram conhecer muitos lugares no Brasil e no mundo e muitas pessoas fundamentais para minha formação.

Jogos Olímpicos de Londres- 2012
Jogos Olímpicos de Londres- 2012

O esporte e o basquetebol me deram muitos amigos e grandes alegrias. Confesso que algumas tristezas também e pouquíssimos desafetos. Mas faz parte da existência de qualquer ser humano.

A vida me proporcionou muitas alegrias e grandes amigos. Uma família maravilhosa. Algumas tristezas, alguns obstáculos difíceis de serem transpostos, mas nenhum deles impossível. Nesses momentos a família e os grandes amigos foram fundamentais.

A família é tudo! Thiago, Juliana, Dante, Marta, Tatiana e Gabriel.
A família é tudo! Thiago, Juliana, Dante, Marta, Tatiana e Gabriel.

Enfim, 60 anos bem vividos. Com muito amor, muito esporte e muito basquetebol.

Por isso agradeço por esses momentos e pela amizade de todos.

Bem, agora chega de saudosismo. Vamos trabalhar porque, afinal de contas, ainda há muito o que fazer e a vida está só começando.

Obrigado a todos pelo carinho e paciência!

Estatísticas · Mundial Masculino · Todos os posts

A evolução dos pontos nos Mundiais Masculinos: o fator “3 pontos” – I

Amigos do Basquetebol

Ao longo das edições do Campeonato Mundial pudemos observar uma evolução da média dos pontos convertidos por partida. Na verdade esta evolução deveu-se a uma série de fatores como a mudança das regras (tempo de jogo, divisão do jogo em quartos, modificações nas regras dos lances-livres, alteração do tempo de posse de bola e, principalmente, a inclusão da regra dos 3 pontos a partir do Mundial de 1986), alteração dos comportamentos físicos, técnicos e táticos dos atletas e das equipes

Mas aí podemos perguntar: houve realmente uma evolução da média de pontos em função dessas mudanças de regras e comportamentos físicos, técnicos e táticos das equipes?

Entre tantos fatores um me chama a atenção: qual o impacto dos 3 pontos nesta evolução?

A regra dos três pontos foi colocada em prática pela primeira vez no Campeonato Mundial de 1986, realizado na Espanha.

Do primeiro campeonato (1950) até 1982 houve realmente um crescente aumento da média de pontos por partida (total), assim como dos pontos obtidos pelas equipes vencedoras (Vitória) e também das equipes derrotadas (Derrota), como demonstrado na tabela e gráficos abaixo.

Curiosamente, no entanto, a partir de 1986 quando foi introduzida e regra dos três pontos nos Mundiais tivemos um quadro que não aponta para um aumento significativo da média de pontos por partida, chegando-se mesmo a valores inferiores ao de campeonatos realizados na década de 70 (ex: em 1998 a média foi inferior à média observada no campeonato de 1963, bem como as médias de 2006 e 2010 foram inferiores aos três últimos campeonatos da era pré 3 pts e muito inferiores aos três primeiros campeonatos da era pós 3 pontos.

Vitória Derrota Total
50 47,9 37,5 85,4
54 65,2 52,5 117,7
59 73,8 61,3 135,1
63 79,9 67,8 147,7
67 77,1 61,3 138,4
70 85,6 68,6 154,2
74 96 79,4 175,4
78 99,4 81,6 181
82 99,8 83,1 182,9
86 94,3 76,4 170,7
90 100 84,9 184,9
94 89,8 70,9 160,7
98 77,2 65,8 143
2 91,9 75,4 167,3
6 86,4 70,8 157,2
10 84,8 69,5 154,3
geral 86,2 70,7 156,9
antes 82,8 67,8 150,6
depois 89,2 73,3 162,5

3 pontos

*Clique sobre o gráfico para ampliar. Para voltar ao texto clique na seta de “volta”.

Comparando as médias dos pontos “antes dos três pontos” e “depois dos três pontos” encontramos uma diferença que pode ser considerada pequena e não significativa, principalmente porque nos campeonatos de 1950 e 1954 obtivemos as médias mais baixas de todos os campeonatos realizado o que pode ser explicado também pela dinâmica do jogo então praticado.

Então fica a dúvida: até que ponto a regra dos três pontos teve influência significativa nas médias de pontos por partida?

Tentarei esclarecer esta dúvida futuramente em novos posts, a partir da análise dos resultados dos jogos desses campeonatos.

Posts relacionados ao tema:

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/11/26/a-regra-dos-tres-pontos/

https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2012/02/11/o-impacto-dos-tres-pontos/

Basquetebol Europeu · Todos os posts

Euroliga: final do primeiro turno

Amigos do Basquetebol

O Campeonato Europeu de Clubes (Euroliga) chegou ao final do primeiro turno e o grande destaque ficou com a equipe do Real Madrid a mais eficiente do torneio.

A atual classificação depois de cinco rodadas é a seguinte (considerando as quatro equipes que estariam classificadas para a fase seguinte):

GA: Fenebaçe (5-0); Barcelona (3-2); CSKA (3-2); Nanterre (2-3)

GB: Real Madrid (5-0); Milan (3-2); Anadolu (3-2); Zalguiris (2-3)

GC: Olympiakos (5-0); Bayern (3-2); Galatassaray (3-2); Unicaja (2-3)

GD: Maccabi (4-1); Lokomotiv (4-1); Panathinaikos (2-3); ?Crvena (2-3)

Eficiência: Real Madrid (124,8); Fenerbaçe (101,6)

Média de pontos: Real Madrid (92,4); Fenerbaçe (86,8)

Rebotes: Bayern (40,0); Real Madrid (39,2)

Assists: Real Madrid (22,4); Lokomotiv (20,4)

Bolas Recuperadas: Real Madrid (10,8); Budivelnik (8,6)

O cestinha do campeonato é Bogdanovic (Fenerbaçe) com média de 20,2 pts por jogo seguido por Ajinca (Strassbourg) com 19,4.

Rebotes: Lanvergue (Partizan) – 11,8 e Mensah (Galatassaray) – 11,0

Assists: Diamantidis (Panathinaikos ) – 8,2 e Cook (Lietuvos) – 7,2.

Nosso brasileiro, Marcelinho Huertas tem média de 25 minutos, 9 pts, 2 rebotes e 5,6 assists.

O segundo turno começa nesta próxima quinta feira (dia 21).

Opinião do autor · Todos os posts

LNB x FPB: que o bom senso prevaleça

Amigos do Basquetebol

Estamos passando por uma situação inusitada e totalmente desnecessária. O conflito de jogos do NBB com o Campeonato Paulista.

O NBB está no seu início e a tabela foi divulgada, segundo a LNB, em agosto deste ano. O Paulista está na sua fase final e a tabela, organizada posteriormente, criou o conflito entre os dois principais campeonatos do país.

Antes de qualquer coisa declaro que considero os dois campeonato importantes. No entanto, há que se estabelecer prioridades, sem que se fira os interesses dos clubes participantes dos dois eventos. Sem que nos esqueçamos dos clubes menores que não participam do NBB e que têm o Paulista como a principal e talvez a sua única oportunidade de colocar em atividade seus atletas e justificar os gastos com as equipes.

Acredito que há inúmeras possibilidades de se ajustar os calendários sem criar prejuízos para os clubes. Inclusive daqueles que além do Paulista e do NBB também participam das Ligas das Américas e Sulamericana.

Não é possível que as entidades não possam sentar ao início da temporada e organizar e planejar os dois campeonatos. Também não acredito não ser possível que os clubes não apresentem sugestões, já que são os maiores interessados na resolução do problema.

Ocorre que em São Paulo e, principalmente, nas cidades do interior que mantém suas equipes nesses campeonatos, ainda há os Jogos Regionais e os Abertos que, na minha opinião, são duas competições ultrapassadas e que não trazem nenhum benefício a essas equipes/cidades (a não ser os benefícios capitalizados pelos políticos que usam essas competições para exaltar o esporte nas cidades envolvidas em prol de suas candidaturas).

Como sugestão eu poderia dizer que o Campeonato Paulista poderia ser realizado de junho a outubro com a inclusão dos clubes que disputam o NBB, com fases classificatórias envolvendo os demais clubes, realizadas de fevereiro a maio. Ainda sobraria tempo para a realização de outros torneios paralelos ao NBB.

De outra parte o NBB começaria, como é usual, em novembro. E os clubes teriam tempo para reorganizar suas equipes e ainda participar dos torneios continentais.

Sem conflitos, sem discussões, sem quedas de braço.

Apenas com um pouco de boa vontade e pensamento voltado ao basquetebol.

Enfim, é só a opinião de quem adora esse esporte e gostaria de ver o basquetebol avançando cada vez mais.

Colaboradores · Psicologia do Esporte · Todos os posts

Benefícios psicológicos da prática do futebol de base – Marcela Herrera

Amigos do Basquetebol

Trago a colaboração da Psicóloga Esportiva Marcela Herrera, chilena, radicada em Barcelona há vários anos e que atua junto a equipes de base de diferentes clubes.

Conheci a Psicóloga Marcela na minha recente viagem ao México e seu trabalho chamou-me a atenção pela seriedade e qualidade. Marcela é Mestre em Psicologia do Esporte e Diretora do Psicoaching consultoria em Psicologiado Esporte – http://psicoaching.net

O texto refere-se ao trabalho com futebol de base, mas é perfeitamente adaptado a qualquer modalidades esportiva coletiva.

Por ser de fácil leitura e compreensão, o texto foi mantido no seu idioma original. Alguma palavras que possam não ser compreendidas têm seu correspondente em português entre parêntesis e em negrito.

El fútbol base es un deporte diferente al fútbol que se mira por televisión, tiene unas características particulares: tamaño del balón, configuración de la cancha, número de jugadores. El niño vivencia esta práctica de forma distinta que un adulto.

La práctica de este deporte supone una gran oportunidad para desarrollar (desenvolver) lazos afectivos y permite potenciar en el niño el desarrollo de otros puntos de vista “ponerse en el lugar del otro” que es una habilidad difícil de desarrollar en otras esferas.

Las consecuencias positivas de la participación en el fútbol base tienen más que ver con la calidad de las relaciones sociales que se producen en el contexto deportivo que con la competición en sí misma.

Pero también puede ser des-educativo generando en los niños imágenes distorsionadas del deporte y el ejercicio, hasta llegar a incorporar conceptos de sí mismos como personas incapaces para la práctica deportiva, valoración que podría hacerse extensiva a otras esferas de la vida.

El trabajo en equipo se basa en 3 elementos: Confianza, Cooperación y Compromiso.

Para conseguir estos objetivos cada elemento del triángulo deportivo: Jugador, Entrenador y Padres deben estar alineados con los deseos de los niños: Jugar para divertirse.

Por otro lado se entiende que el objetivo del deporte es: Educar y el objetivo de los padres y madres es Educar, entonces ¿dónde radica (está) la diferencia?. Son roles (papeis) distintos el de entrenador y el de los padres y madres.

El rol del entrenador es Educar a Través del Movimiento para potenciar destrezas psicomotrices y en la dinámica de grupo potenciar valores de lealtad, compañerismo, justicia, valor, esfuerzo, entre otros. Además de enseñar una serie de bases motrices que un niño de la categoría benjamín (5 a 8 anos) todavía necesita ajustar: salto, carrera (corrida), lanzamiento y tiro (finalização).

Por otro lado, el rol de los padres y madres en el fútbol base se entiende como Educadores a Través del Comportamiento.

Estudios relacionados señalan que las actitudes y comportamientos de los espectadores en competiciones infantiles pueden modificar:

La autopercepción del jugador: Relación entre el cómo me veo a mi mismo y la calidad de ánimo que reciben de sus padres en los partidos.

Los papás y mamás influyen en la percepción de la información y la forma de procesarla: lo que es bueno y malo, lo que es justo de lo que no lo es, la percepción ante el árbitro, ante los compañeros de los otros equipos, etc.

La Motivación: Si el clima está focalizado al aprendizaje/ diversión se asociará con esfuerzo.

Actitudes y comportamientos de gran disfrute (prazer) se asocia con baja presión de los padres.

Los ánimos de los padres tienen efectos de amortiguación (amortecimento) en situaciones negativas.

Gran presión por parte de los padres se asocia con respuestas afectivas negativas y estados de ansiedad precompetitiva.

Desarrollo Mental en Benjamines (5 a 8 anos)

Los valores, los deseos, los modelos de conducta son adquiridos inicialmente por las interacciones que los niños establecen con sus familiares más cercanos (próximos). Es rol de los padres enseñarles explícitamente normas sociales para una buena adaptación del niño en su entorno.

Para ello es importante un cierto grado de control sobre las normas y un alto grado de receptividad con el niño: escucharlo y darle soporte emocional.

El niño en estas edades todavía posee un pensamiento concreto por lo que sus amistades la basará en acciones concretas con sus compañeros de equipo: pasar el balón, compartir experiencias en la competición, el entrenamiento, etc.

El tema de ganar y perder es sólo un factor que no debiera ser el centro de las conversaciones ya que los niños se encuentran desarrollando su sentido de autoeficacia, sentido de identidad: Soy capaz de…y los partidos de fin de semana debieran servir para buscar qué es lo que se ha hecho bien y qué hicieron bien los compañeros de su equipo. Lo demás se irá mejorando en entrenamiento.

Una excesiva presión por parte de los padres y madres puede repercutir en respuestas emocionales como: exceso de ansiedad: dolor de cabeza o de barriga, náuseas, no querer comer, pasar malas noches, pensamientos de indecisión y de “no voy a poder”, entre otras respuestas inadecuadas a un juego de niños que se basa en un proceso, no en un partido; silencio (no explicar nada), arrebatos de ira o agresividad, no querer asumir ninguna responsabilidad, pobre imagen de si mismo, tristeza y apatía.

Beneficios Psicológicos de la Práctica

El fútbol base otorga gran cantidad de beneficios psicológicos, sociales y físicos:

  • Autonomía.
  • Resistencia a la frustración.
  • Alta capacidad volitiva.
  • Planteamiento de desafíos.
  • Cumplir metas.
  • Capacidad de adaptación a distintos escenarios y cambios.
  • Autoestima.
  • Sentimiento de autoeficacia (competencia percibida).
  • Socialización (aprendizaje de normas, valores, actitudes que le permiten adaptarse a la sociedad en la que viven).

Para obtenerlos totalmente es necesario que el niño se relacione positivamente con el entorno, y el padre y la madre mantener un control sobre lo que se hace y dice en ese entorno deportivo = Es Necesario Saber el Rol que Pertoca a cada Integrante del Triángulo Deportivo.

Pautas Para Motivar

A veces pensamos que motivar es gritarle a nuestros hijos para que lo hagan mejor. Pero se ha comprobado que un 5% de los niños realmente se motivan de esta forma.

Motivar quiere decir ayudarle al niño a satisfacer sus necesidades, las necesidades de un niño en fútbol base son:

  • Ganar experiencia nueva.
  • Ser reconocido por su esfuerzo.
  • Tener responsabilidades.
  • Jugar.
  • Socializarse con los demás.
  • Moverse.
  • Vivir en el presente.
  • Ser comprendido por los adultos: tiene otros problemas, aprenden de forma distinta y no piensan de forma lógica.

Si vemos a nuestro hijo que decae, podemos buscar frases que muevan: vamos, adelante! Tú puedes! Arriba!,etc.

Gritar que se tranquilicen desde fuera puede no ser muy útil, animar al grupo entero si lo es.

Si el niño pierde la paciencia, dentro del campo tendrá que aprender a autoajustarse, sí se le puede enseñar ese ajuste a partir del ejemplo que se da en casa y hablar con él en casa dando una perspectiva de la situación.

Es fundamental ayudar a los niños a ver la parte positiva en aquellas ocasiones que se sienta desanimado o frustrado por no conseguir un resultado deportivo y entre todos disfrutar de la práctica de este deporte.

El Verdadero Significado de Ganar

El éxito significa hacer el máximo posible para llegar a ser lo mejor posible según la propia capacidad.

El éxito se define en términos de compromiso y esfuerzo, no de victorias o campeonatos.

Tenemos control sobre el esfuerzo, no sobre el resultado.

Obs: os textos são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem qualquer modificação em seu conteúdo.

História do Basquetebol · Mundial Feminino · Todos os posts

Mundial Feminino: quadro completo

Amigos do Basquetebol

O Mundial Feminino que será realizado na Turquia, de 27 de setembro a 5 de outubro de 2014 está com o quadro completo.

Dezesseis equipes lutarão pelo título que somente quatro seleções conseguiram conquistar nas 16 edições anteriores: Estados Unidos (8), União Soviética (6), Brasil e Austrália (1 cada)

Quatro equipes farão sua estreia no campeonato: Turquia, Sérvia, Angola e Moçambique. Estas equipes ocupam, respectivamente, o 13o., 29o., 20o. e 38o. lugares no ranking da Fiba. Os Estados Unidos é o único país a participar de todos os campeonatos e também é o primeiro do ranking.

Os países que mais participaram, sua classificação no ranking da Fiba e sua melhor colocação são apresentados a seguir:

Brasil (15 – 7 – 1); Coreia (14 – 11 – 2); Austrália (12 – 2 – 1); Japão (11 – 17 – 2); Rep. Tcheca (9 sendo 7 como Tchecoslováquia – 2 – 5); Canadá (9 – 9 – 3); Cuba (9 – 3 – 14); China (8 – 2 – 8); França (8 – 3 – 4); Espanha (5 – 3 – 6); Belarrússia (1 – 4 – 10).

O Brasil sediou o Mundial em quatro oportunidades: 1957 (Rio de Janeiro), 1971, 1983 e 2006, todas em S.Paulo. Além do título em 2004 o Brasil obteve as seguintes colocações: 3o. (1 vez); 4o. (4 vezes); 5o. (2 vezes); 7o. (1 vez); 8o. (2 vezes); 9o., 10o., 11o. e 12o. (1 vez cada).

Vamos torcer para que nossas meninas repitam suas melhores atuações e voltem a ocupar lugares mais altos na tabela de classificação.