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LDB: a melhor notícia do basquetebol em 2013.

Amigos do Basquetebol

O ano de 2013 pode ser considerado um ano triste para o basquetebol brasileiro.

Apesar da conquista da vaga para o Mundial Feminino, da vinda do Torneio Intercontinental que reuniu Pinheiros e Olympiakos, a volta de Leandrinho, o fracasso da nossa seleção masculina na Copa América e que nos custou a vaga para a Copa do Mundo na Espanha em 2014, foi o fato marcante (de forma negativa) do nosso basquetebol.

Mas em meio a tudo isto consolidou-se a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquetebol) através de um Campeonato que reuniu 20 equipes sub-22 representando 10 Estados e o Distrito Federal.

Um campeonato que proporcionou às equipes realizar 28 jogos cada uma em sua fase classificatória (um número expressivo principalmente para equipes de alguns estados que não têm a oportunidade de jogar tantas vezes em seus campeonatos regionais).

Um campeonato que proporcionou o intercâmbio de técnicos e uma grande troca de experiências entre eles  e entre outros técnicos já consagrados no NBB. Palestras, clínicas e encontros para se discutir diferentes aspectos do basquetebol.

Um campeonato que proporcionou também o aparecimento e desenvolvimento de jovens árbitros que também começam a despontar no NBB.

E principalmente, um campeonato que revelou jovens talentos e afirmou a condição de outros jovens que já fazem parte e brilham em suas equipes no NBB.

Tive a honra e o orgulho de participar de todo este movimento desde sua primeira fase e sou testemunha da evolução do projeto em todos os sentidos. Participar de um campeonato que afirmo, sem medo de errar, pode ser equiparado em termos de organização a qualquer evento de altíssimo nível foi uma experiência fantástica.

Oferecer às equipes as melhores condições de hospedagem, alimentação e transporte foi uma demonstração de respeito às instituições e atletas. Discutir e resolver os poucos problemas surgidos de forma democrática foi outro ponto alto desta organização. Respeitar os horários e protocolos foi fundamental para a manutenção da seriedade da competição assim como tratar a todos de forma igualitária sem privilégios.

Agora chegamos à fase final da LDB. Oito equipes disputarão o sonhado título (26 a 30 de dezembro – Ginásio do Flamengo). Todas imbuídas do melhor espírito competitivo e com suas forças máximas. Com certeza teremos uma torneio eletrizante.

Novamente estarei lá para participar. E com muito orgulho. Pois, com certeza, a LDB foi a melhor notícia do nosso basquetebol neste ano de 2013.

Aproveito para desejar a todos meus amigos e seguidores um Feliz Natal e um ano de 2014 com muita paz, saúde e Basquetebol.

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Torcidas

Amigos do Basquetebol

Depois de uma breve ausência motivada por alguns dias isolado em praias bahianas volto escrevendo sobre um tema que tem incomodado àqueles que são verdadeiros esportistas.

Refiro-me ao comportamento das torcidas em eventos esportivos.

Infelizmente, o futebol tem nos trazido exemplos tenebrosos de comportamentos animalescos de pessoas que se intitulam torcedores, mas não passam de bandidos disfarçados com as camisas de seus clubes.

É inadmissível que alguém vá a um jogo com o objetivo declarado de entrar em conflito com a torcida de seu oponente. Mas é o que está acontecendo sob as vistas sempre embaçadas da nossa justiça que é incapaz de identificar esses baderneiros por mais que as imagens sejam veiculadas claramente nos jornais e mídias sociais.

Isto é uma prova total da incompetência da justiça que só se limita a punir os clubes (o que considero justo) com perdas de mandos, multas e outras penalidades. No entanto os verdadeiros causadores da baderna continuam livres, leves e soltos sempre prontos a causar cada vez mais problemas. Vejam o exemplo dos baderneiros corinthianos que foram presos na Bolívia e menos de um mês depois de sua soltura estavam novamente aprontando nas arquibancadas dos estádios brasileiro e se vangloriando disto nas redes sociais.

No último domingo tivemos cenas “dantescas” (como este termo me incomoda) em Joinville. Duas torcidas se confrontando, com atos de extrema violência e sem nenhum policiamento presente no estádio. Tentativas claras de homicídio, com pessoas sendo chutadas e tomando pauladas (registre-se aqui que esses que foram chutados e tomaram pauladas também não são santos pois estavam na linha de frente da batalha).

E o que vimos foi uma sequência de insanidades como a não suspensão do jogo. Um dirigente insistindo em que o jogo continuasse (pois se fosse suspenso sua equipe perderia os pontos o que a tiraria da Libertadores), um árbitro apavorado com a falta de segurança e jogadores chocados mas que não tomaram nenhuma atitude assertiva (onde está o Bom Senso Futebol Clube, neste momento?).

Mas o pior está por vir. O que acontecerá? Os clubes perderão mandos e serão multados. Mas e os bandidos? Continuarão soltos para agir em outros jogos?

Mas o que mais me incomoda é que o comportamento futebolístico das torcidas está invadindo as quadras. Não com a mesma violência mas com as mesmas provocações à torcida adversária, xingamentos contra árbitros e atletas e comportamentos inadmissíveis para nossos padrões.

Ver uma senhora (provavelmente uma querida vovozinha) mandando o árbitro x ou o jogador y “TOMAR NO….” é bizzarro. Ver crianças e jovens tomando a mesma atitude é triste. Ver pessoas durante todo o jogo, chamando a torcida adversária para a briga é lamentável.

Será que precisamos trilhar este caminho? Será que não haveria uma forma de mudar este comportamento e tornar o espetáculo algo mais bonito?

É lindo ver os ginásios cheios. Mas seria mais lindo ainda se as torcidas “torcessem” para suas equipes e esquecessem dos adversários.

Será que estou sendo romântico ou chato? Estou ficando velho e ranzinza?

Será que  pensar em um espetáculo com casa cheia e com torcida vibrando e cantando pelos seus atletas, sem ofensas e violência é uma utopia?

Vou continuar sonhando com esse dia.