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LDB 2013: o campeonato dos armadores

Amigos do Basquetebol

Depois de uma pausa durante as festas o Viva o Basquetebol volta neste início de 2014 para novamente celebrar a LDB que não parou durante as festas. Digo celebrar novamente porque no último post de 2013 eu já havia afirmado que a LDB era a melhor notícia do ano (http://bit.ly/18RcxYX). E isto foi confirmado na fase final quando as oito equipes mais bem classificadas disputaram ponto a ponto o título, brilhantemente conquistado pelo Flamengo, mas que teve no Minas Tênis Clube, Pinheiros Sky, UNICEUB-BRB, Ginástico, Basquete Cearense, São José e Paschoalotto Bauru equipes aguerridas e muito dispostas a competir em alto nível.

Quem acompanhou as finais pode até considerar que os jogos não tiveram um nível técnico elevadíssimo. Podemos atribuir este fato a alguns fatores como o desgaste dos atletas tendo em vista a época do ano e a quantidade de jogos que os mesmos disputaram (acumulando a LDB, NBB, campeonatos regionais), a própria data, o calor excessivo, jogos seguidos sem descanso e alguns problemas com a quadra devido ao calor.

Mas, mesmo com esses fatores que podem ser considerados desfavoráveis o que vimos foi uma disposição incomum dos atletas e um empenho gigantesco das comissões técnicas mostrando que a LDB já é um campeonato consolidado e que já está definitivamente no calendário das equipes e do basquetebol brasileiro.

A prova desta importância é que em 2014 a LDB será ampliada para 24 equipes, dando oportunidade a um maior número de atletas e também a novos técnicos que despontam no cenário nacional. e com uma grande novidade: a disputa da Copa América com 4 equipes brasileira, duas da Liga Sulamericana e duas da FIBA Américas.

Pudemos ver atletas com um nível de basquetebol muito bom. Atletas que já são protagonistas em suas equipes no NBB ou que já fazem parte do elenco dessas equipes (cerca de 80 atletas estão inscritos no NBB e desses cerca de 30 já são protagonistas ou participam ativamente dos jogos de suas equipes).

Vimos muitos atletas de alto nível e que nos deixam a esperança de renovação da nossa seleção para um futuro bem próximo. Nomeá-los seria incorrer em esquecimento de alguns e cometer injustiças. Mas por uma questão de preferência pessoal e afinidade vou me permitir falar do “armadores” que para mim foram os grandes destaques desta edição.

Acredito que esta foi a LDB dos armadores. Todas as equipes participantes estiveram muito bem representadas nesta posição que, historicamente, sempre foi muito bem servida em nosso basquetebol. Como esquecer de Angelim, Wlamir, Hélio Rubens, Celso, Mosquito, Edvar, Carioquinha, Maury, Cadum, Guerrinha, Rato, Helinho, Demétrius e tantos outros que agora me fogem da memória.

No entanto, recentemente, o Brasil está sofrendo com a falta de armadores. E esta é uma opinião muito pessoal. Temos nosso grande Huertas, mas para dividir com ele a incumbência de organizar nossa equipe temos poucas opções. Raulzinho e Fúlvio seriam aqueles que mais se adequariam à situação.

Então surge na LDB uma geração que deve ser olhada com muita atenção. Alguns já são protagonistas em suas equipes como é o caso de Gegê (Flamengo), Davi Rossetto (Ceará), Fisher (Bauru), Cauê (Franca), Henrique Coelho (Minas) e Vitinho (S.José). Mas além desses citados que já estão atingindo um nível de atuação “adulta” não podemos deixar de voltar nossos olhares para atletas como Pecos e Duzo (Paulistano), Rodrigo e Humberto (Pinheiros), Carioca (Ginástico), Bruno (Brasília), Pitico (Tijuca) e vários outros de equipes que não estiveram nas finais e que também fogem da minha memória.

Considerando as estatísticas oficiais da LDB, esses atletas citados estão entre os 50 melhores atletas no item “eficiência” com valores que variam de 9 a 22 (lembrando que o atleta mais eficiente do campeonato foi Ronald de Brasília com 22,86 de média).

Este grupo de armadores, como disse anteriormente, precisa ser observado com carinho pois serão, certamente, os comandantes de nossa seleção em competições que acontecerão a médio e longo prazo.

Enfim, esta é uma opinião muito particular que pode ser contestada. Mas, para mim fica a esperança que voltaremos a ter uma geração de armadores que ampliará o leque de opções dos nossos futuros técnicos.

E que 2014 nos traga mais campeonatos de alto nível e atletas promissores.

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Um comentário em “LDB 2013: o campeonato dos armadores

  1. Professor, completando seu comentário, muitos armadores se destacaram porque o time jogou em função dele, dando a impressão de alto rendimento. Técnicos sacrificaram atletas que tinham uma média de 17 pontos por partida em benefício de protegidos. Pergunto ao senhor, não seria mais inteligente usar a capacidade de todos os atletas??? Será que não está na hora de acabarmos com o protecionismo no basquete? Quantos jovens talentos serão desperdiçados? As olimpíadas estão ai, veremos se esses “talentos” serão verdadeiros ou se deveriam ter dado lugares a outros por direito.

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