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O convite: está chegando a hora!

Amigos do Basquetebol

Aproxima-se o momento muito esperado por todos que amam o basquetebol.

Dia 1 de fevereiro a FIBA anunciará os quatro países que receberão o convite para participar da Copa do Mundo de Basquetebol que será realizada na Espanha.

Quinze países concorrem às quatro vagas remanescentes: Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Nigéria, Polônia, Qtar, Rússia, Turquia e Venezuela.

Qualquer análise sobre os possíveis agraciados vaga pela linha da especulação, pois a FIBA em nenhum momento deixou claro quais os critérios a serem utilizados.

Portanto, vou especular utilizando algumas informações, colocando minha opinião a respeito e sendo até “um pouco” tendencioso colocando o Brasil entre eles, mesmo que muitos discordem desta forma de participar do campeonato.

Estabeleci alguns critérios pessoais e é sobre eles que vou tentar expor o que penso.

1 – Regionalização: entendo que as quatro vagas deveriam ser destinadas à Europa (2), Américas (1) e Ásia (1). Pela Europa a minha escolha recairia sobre a Rússia e Grécia. A primeira pela grande tradição e pelos títulos obtidos ao longo do tempo. Em 13 participações (incluindo as participações como União Soviética) os russos obtiveram 3 títulos, 5 vices e um terceiro lugar.  A Grécia pelas últimas participações nos torneios europeus (tanto de seleções, quanto de clubes e por ser um país absolutamente fanático pelo basquetebol. Como “reservas” europeus eu citaria a Itália e a Turquia, respectivamente. Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Alemanha, Israel e Polônia, em minha opinião não terão a mínima chance.

Pelas Américas eu ficaria com o Brasil. Bi-campeão Mundial, 2 vices e 2 terceiros, é o país que, juntamente com os Estados Unidos, participou de todas as 16 edições. Conte-se ainda o fato de sermos os sediadores dos Jogos Olímpicos de 2016. O Canadá viria a seguir, pois apesar das últimas participações terem sido pífias, é o país entre os americanos que pleiteiam o convite com o maior número de participações – 13. Descarto aqui a Venezuela, país sem tradição em mundiais (somente 3 participações).

A China seria o representante asiático. Além de ser o país com maior número de presenças (8), detém um mercado extremamente interessante para a difusão do basquetebol. O Qtar não tem chances.

Quanto à Nigéria, não acredito que a FIBA vá destinar mais uma vaga para outro país africano.

2 – Participações e títulos: se for adotado este critério o Brasil passa a ter grandes chances, pois participou de todos os campeonatos até agora, vencendo dois. A seguir viria a Rússia, com 13 participações e 3 títulos. Os demais concorrentes poderiam ser Grécia, Itália e Turquia, pois têm tido uma participação razoável nos Mundiais além de serem países muito representativos no continente Europeu. Canadá e China poderiam aparecer como surpresas levando-se em conta este critério. Os demais não teriam chance.

3 – Ranking da Fiba: talvez este fosse o critério mais justo. Desta forma estariam na Copa do Mundo: Grécia (5o.), Rússia (6o.), Turquia (7o.) e Brasil (10.). Como não acredito que seriam dadas 3 vagas par a Europa, a China (12o.) entraria como forte candidato à vaga.

4 – Classificação nos torneios continentais: este seria o último critério. Por ele, seriam escolhidos os melhores não classificados de cada torneio continental (exceto Oceania que já tem os dois países classificados). Assim sendo teríamos pela Europa a Itália (8a. colocada); pelas Américas, a Venezuela (5o.); pela Ásia, a China (5a.) e pela África, a Nigéria (7a.)

Como eu disse anteriormente, esse exercício é mera especulação, pois não é possível saber o que se passa nos bastidores e quanto dinheiro deve estar envolvido nesse processo. Mas, para não deixar minha colocação incompleta arrisco o seguinte palpite: Rússia, Grécia, China e Brasil.

Espero não estar enganado, principalmente no que diz respeito ao Brasil. Seja lá quem for o convidado o torneio será eletrizante. E mesmo com o Brasil fora, eu estarei lá para conferir esse momento espetacular do basquetebol mundial.

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