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Mundial Feminino: opinião de quem conhece

Amigos do Basquetebol

Com o sorteio dos grupos para o Mundial Feminino que será realizado na Turquia de 27 de setembro a 5 de outubro.

O Brasil estreia no dia 27 contra a Rep. Tcheca, joga dia 28 contra a Espanha e no dia 30 enfrenta o Japão. Lembrando que pelo novo regulamento o campeão de cada grupo vai direto para as quartas de finais. Os 2o. e 3o. colocados se enfrentam para definir os adversários dos campeões dos grupo (a tabela completa do campeonato pode ser consultada no site – http://fiba.com/downloads/fe/2014/FWCW/2014_FIBA_WC_Women_Draw_Results.pdf).

O grupo do Brasil (A) enfrentará os classificados do grupo B (Moçambique, Turquia, França e Canadá).

Para comentar sobre o grupo brasileiro e nossas possibilidades no Mundial, trago a opinião de técnicos, atletas e jornalistas muito ligados ao basquetebol feminino.

Antonio Carlos Barbosa 

“O grupo do Brasil está bem equilibrado! Há um leve favoristismo da Espanha em relação as outras três equipes.Entre Brasil-R.Tcheca e Japão tudo pode acontecer! O basquete feminino em nível mundial,a meu ver,passa por período de transição,aonde com o mal momemto da Russia vemos a volta da Espanha como força ao lado da França,Australia se mantem e USA disparadamente a melhor equipe.Vejo o Brasil com chances de passar para a próxima fase,embora repita muito equilibrado.A propalada renovação deve ser feita muito criteriosamente,em não trocar a experiente pelo novo.”

Miguel Ângelo da Luz 

“Acho que o adversário mais difícil será a Espanha que ocupa a sétima posição do ranking mundial. Acredito que temos chance de vencer a Rep. Tcheca, mas será um jogo muito difícil e sobre o Japão somos favoritos. A possibilidade de classificação para próxima fase é real. Vamos torcer.”

Cintia Luz

“Creio que o Brasil terá uma caminhada dura pois é um Mundial, mas acredito que o Zanon já está estruturando a equipe brasileira. Afinal enfrentaremos duas campeãs europeias. O Brasil para conseguir avançar na competição terá que treinar muito , fazer amistosos com seleções fortes e implantar um jogo de muita coletividade e que as nossas meninas saibam que só poderemos ter êxito com uma defesa muito efetiva e um jogo de ataque coletivo eficiente. Boa sorte à comissão técnica e a todas as jogadoras estarei na torcida BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Magic Paula (Campeã Mundial na Austrália em 1994 e Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996)

“Grupo difícil e precisamos fazer um bom trabalho de preparação para pensar seguir em frente.”

Frederico Batalha 

“Com o trabalho que vem sendo implementado pelo técnico Luiz Zanon, mesclando jogadoras experientes com algumas mais jovens, creio que o Brasil possa formar um grupo em condições de brigar por coisas grandes neste Campeonato Mundial. Temos a possibilidade de contar com atletas da qualidade das pivôs Érika de Souza e Nádia Colhado (Sport Recife), Clarissa dos Santos e Damiris Dantas (Americana), entre outras jogadoras das demais posições que estão conseguindo excelente desempenho na Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14, competição que cresceu de nível nesta temporada e assumiu um papel importante na reestruturação do basquete feminino nacional. Com relação ao grupo, creio que o selecionado nacional tem totais condições de brigar pelo primeiro lugar, pois a Espanha é sempre um adversário difícil e a República Tcheca pode complicar. Porém a nossa seleção já atingiu um estágio que nos faz acreditar que possa passar por estas duas nações. Já diante do Japão, creio que não teremos maiores dificuldades. Eu prefiro assumir sempre uma postura otimista, quando se é possível, é claro. No caso do nosso selecionado feminino, existe essa chance e a minha torcida, pelas jogadoras e pela comissão técnica, não irá faltar, já que todos que militam no basquetebol sabem o quão importante é para o crescimento interno, um resultado internacional expressivo da equipe que representa o País.”

Antonio Carlos Vendramini

Acho que Brasil, Espanha e Rep. Tcheca farão jogos muito equilibrados. Bem preparados, podemos sair em primeiro, junto com França, Austrália e Estados Unidos.”

Helen Luz

“Eu acredito que a chave do Brasil é a mais equilibrada de todas. A República Tcheca vem de uma renovação, e algumas atletas que foram prata no ultimo mundial já não fazem parte da equipe. A Espanha passa pela mesma situação. Sem a presença da grande referência, Amaia Valdemoro, a equipe perde na liderança e na experiência, atributos fundamentais para um mundial. O Japão é a famosa escola asiática que o Brasil tem sempre dificuldades em enfrentar e conta com uma grande anotadora (Yuco Oga). A nossa equipe tem atletas com experiência real, caso da Erika, Adrianinha, Iziane, e jogadoras que ainda não alcançaram esse nível de maturidade esportiva. Espero uma boa preparação do Brasil e que muitos jogos amistosos sejam feitos, principalmente para que as atletas menos experientes possam evoluir e dessa maneira contribuir no campeonato.”

Hermes Balbino

“O Brasil está em uma chave em que tem boas chances de passar à frente para seguir na disputa.
A República Tcheca, nosso adversário de estréia, deve estar ainda na energia de motivação que esteve em alta na última competição mundial, pois foram as anfitriãs. Como jogam agora fora de casa, talvez o desempenho não possa mais ficar somente na obrigação de jogar bem ao defender seu território, como foi no último Mundial. Precisam fazer mais que isso para enfrentar nossa equipe. Desconfio que ela não estão com jogo para isso. Daí que acredito muito em uma boa estréia de nossa Seleção Feminina, para abrir os caminhos e estabelecer um clima de confiança para nossas meninas.
A Espanha, última campeã européia, deve ser um adversário difícil, como é de se esperar. E aqui que devemos supreender. Nada melhor do que atuar contra quem pode se posicionar como a equipe mais forte; as espanholas, se entrarem com salto alto, serão surpreendidas por Érica e companhia. Se nossas meninas entrarem para praticar o jogo que sabem, estou certo de que faremos um grande jogo, pois essa equipe tem muita gana para enfrentar adversários com as características da Espanha. Já imagino aqui as meninas lutando intensamente para ganhar cada centímetro nas disputas de garrafão.
O útlimo adversário, o Japão, será o indicador de nossas possibilidades futuras na competição. Especialistas em criar dificuldades para qualquer adversário com suas movimentações rápidas na ofensiva, em movimentos que acabam com infiltrações ou chutes para tripla pontuação, as japonesas fadigam qualquer equipe com sua persistência e volume de jogo. Será preciso paciência e atitude para quebrar o ritmo hipnótico que as orientais tentam impor a quem se opõe a seus intentos. Jogo para se definir no último quarto, com muita ação das nossas pivôs nos rebotes defensivos e nas ações ofensivas. Um resultado positivo para nossa equipe seguir em frente na competição é uma aposta para se concretizar em 30 de setembro.”
Fátima Aparecida da Silva 
O grupo do Brasil, conta com equipes renomadas e com títulos em seus continentes. Acredito que o Brasil chegará preparado para enfrentar as equipes e conseguirá a classificação para a outra fase.
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