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Euroliga – Final Four: os possíveis adversários do Flamengo

Amigos do Basquetebol

Dias 16 e 18 de maio será disputado o Final Four do melhor campeonato de basquetebol do mundo (me desculpem os admiradores da NBA). O sistema Final Four foi implantado em 1988 e primeiro campeão desta era foi o Phillips Milan, exatamente a cidade que sediará o evento neste ano. A equipe da casa foi eliminada pelo Maccabi nas quartas de finais (3-1).

Em Milão, Barcelona x Real Madrid e CSKA Moskow  x Maccabi TelAviv decidirão o título europeu e, consequentemente, o adversário do Flamengo na disputa do título Intercontinental que acontecerá em outubro.

Será uma constelação de grandes jogadores, integrantes das melhores seleções europeias, além de americanos do mais alto gabarito.

Em seis anos, será a primeira vez que as equipes gregas (Panathinaikos e Olympiakos, este o atual bi-campeão europeu e Campeão Mundial) não estarão na competição. CSKA e Barcelona comparecerão pela terceira vez consecutiva. Já o Real Madrid estará no Final Four pela segunda vez consecutiva. O Maccabi volta depois de ficar ausente nas duas últimas edições.

Na primeira fase da Euroliga somente CSKA e Barcelona se enfrentaram com uma vitória cada. Já na fase do Top 16, CSKA, Real Madrid e Maccabi fizeram parte do Grupo F. Nos encontros entre CSKA e Real Madrid houve empate com predominância do mando de jogo. O CSKA venceu as duas partidas contra o Maccabi, o mesmo acontecendo com o Real Madrid enfrentando a equipe de Israel.

Os dois gigantes espanhóis farão uma das semifinais, repetindo a dose de 2013 quando o Real Madrid venceu o Barcelona e foi à final contra o Olympiakos. Somente uma outra vez as duas equipes se enfrentaram em semifinais da Euroliga, na era do Final Four. Foi em 1996 com vitória do Barcelona.

Já o CSKA e Maccabi se enfrentaram em semifinais uma única vez. Foi em 2004 com vitória da equipe de TelAviv.

Interessante notar que os possíveis encontros finais, nunca aconteceram na história da Euroliga,. Seriam eles: Barcelona x CSKA, Barcelona x Maccabi, Real Madrid x Maccabi e Real Madrid x CSKA.

Outros dados curiosos:

O Barcelona é a equipe com maior presença nos Final Four – 13 vezes, seguida do CSKA e Maccabi – 10 vezes. O Real Madrid esteve em  5 oportunidades

O Maccabi é a equipe que mais vezes disputou a final – 8 vezes, tendo vencido 2 delas. a seguir vem o Barcelona com 6 participações e 2 títulos. O CSKA esteve em 5 finais com dois títulos e o Real Madrid fez duas finais e venceu uma.

Nas 26 edições anteriores, somente em quatro delas ( 1992, 1998, 1999 e 2001) não tivemos a presença de, pelo menos uma dessas quatro equipes. As quatro equipes nunca estiveram juntas em um Final Four. CSKA, Barcelona e Real Madrid estiveram juntas por 2 vezes. CSKA-Barcelona e Maccabi-CSKA já estiveram juntas por 4 vezes. Maccabi-Barcelona estiveram juntas por 3 vezes e CSKA-Barcelona por 2 vezes.

Números (pts, %3, %2, %ll, reb, ass, b.perd, b.rec, efi)

Barcelona: 79,4; 35; 57,1; 68,7; 35,1; 18,5; 11,6; 4,6; 91,3

Real Madrid: 85,2; 39,7; 53,9; 80,2; 34,9; 17,9; 10,3; 7,6; 104,9

CSKA: 77,9; 40,4; 54,7; 71,8; 33,2; 19,0; 11,3; 6,1; 94,2

Maccabi: 79,2; 38,8; 55,5; 71,0; 31,6; 17,9; 11,9; 5,8; 85,8

Destaques (efi, cestinhas, rebotes, assists)

Barcelona: Navarro – 11,4; Tomic – 11,6; Tomic – 6,3; Huertas – 3,6

Real Madrid: Rudy Fernandez – 17,1; Sérgio Rodrigues – 13,5; Bouroussis – 5,9; Rudy Fernandez – 3,3

CSKA: Weems – 13,3; Weems – 12,6; Khryapa – 5,2; Khyriapa – 4,2

Maccabi: James – 12,2; Hickmann – 12,1; Smith – 5,4; Ohayon – 3,3

 

Diante deste quadro escolha sua final e seu campeão. Para não fugir à luta aí vai meu palpite:

Final: Barcelona x CSKA

Campeão: Barcelona

Claro que a torcida pelo Huertas influenciou. Mas qualquer uma dessas equipes que vencer será com grandces méritos e muita justiça.

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Como são escolhidas as sedes da Copa do Mundo de Basquetebol

Amigos do Basquetebol

A FIBA iniciou o processo para a escolha da sede da Copa do Mundo Masculina. É um processo lento e trabalhoso que terá como resultado os dois países que sediarão as próximas competições.

É bom lembrar que a próxima Copa do Mundo será realizada em 2019, modificação esta efetuada pela FIBA para fugir do calendário mundial do futebol. Nesta próxima Copa do Mundo o número de participantes será aumentado para 32 e 7 países terão sua classificação direta para os Jogos Olímpicos de 2020, enquanto as demais vagas serão disputadas nos torneios classificatórios.

O processo que se iniciou no dia 4 de abril terá seu final em 15 de maio de 2015 com a escolha da cidade ou das cidades (em caso de co-organização) que receberão os 32 concorrentes.

Os passos são os seguintes:

1 – A partir de 4 de abril/2014 – os países interessados solicitam à FIBA o caderno de encargos e a carta de interesse.

2 – 9 de junho/2014 – os países que aceitarem os encargos e pretendem se candidatar devem  devolver à FIBA a carta de interesse

3 – junho/2014 – os países que demonstraram interesse em sediar a Copa do Mundo recebem o Guia de Candidatura e o Estudo de Impacto Econômico. Esses países recebem ainda um questionário e um convite para um programa de observação durante a Copa do Mundo na Espanha

4 – agosto/2014 – Prazo final para a inscrição no programa de Observação

5 – setembro/2014 – Programa de observação durante a Copa do Mundo na Espanha

6 – outubro/2014 – Prazo final para a inscrição como país-candidato

7 – novembro/2014 – anúncio dos países cujas candidaturas foram aprovadas. Esses países devem apresentar o Termo de Concordância do Governo

8 – dezembro/2014 – Workshop com os países candidatos

9 – janeiro e fevereiro/2015 – visitas técnicas aos países candidatos

10 – abril/2015 – Prazo final para confirmação e apresentação das candidaturas

11 – 15 de maio/2015 – Escolha da sede

Posso afirmar que o caderno de encargos e o “check list” enviados pela FIBA são documentos bastante complexos e rigorosos, além das questões financeiras que permeiam as candidaturas. A FIBA exige o pagamento de algumas taxas e muitos países deixam de se candidatar exatamente por não poder cumprir esse quesito.

Vamos aguardar até novembro para conhecer os países que pretendem sediar a Copa do Mundo de 2014 e em 15 de maio já teremos a certeza do local do evento.

Aí é só planejar a viagem.

 

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Federação Paulista de Basketball: 90 anos de glórias

Amigos do Basquetebol

Abril é um mês importante para nosso basquetebol. É o mês em que a Federação Paulista completa 90 anos.

Noventa anos de glórias e muitas alegrias para o basquetebol brasileiro. Grandes técnicos, atletas, árbitros e dirigentes passaram pelos clubes e instituições vinculadas à FPB e serviram nossas seleções nacionais ou atuaram na arbitragem de grandes eventos internacionais.

Muitos jogos históricos e grandes eventos foram realizados sob a responsabilidade da FPB. Um pouco desta história será contada neste post. É um pequeno aperitivo para a revista comemorativa que será lançada no dia 28 de abril, data em que será realizada a festa que premia os melhores do ano do basquetebol paulista.

A história de FPB confunde-se com a história do basquetebol brasileiro da qual ela é grande protagonista.

Um grupo de esportistas liderados pelo professor Estevam J. Strata, do Palestra Itália,  reuniu-se para discutir o futuro do “bola ao cesto”, modalidade que chegara na cidade através de Auguste Shaw missionário norte-americano vinculado ao “Mackenzie College” e que já era praticada com certa freqüência em alguns clubes locais.

Dias depois, em 29 de abril de 1924, na sala do conselho do Clube Espéria era criada em São Paulo a Federação Paulista de “Bola ao Cesto” (FPBC). Nesta reunião estiveram presentes as seguintes pessoas: Alberto Byington Jr (Club Athletico Paulistano), Mário Stoeterfoht Pedroso (Associação Cristã de Moços), José Espósito e Salvador Costa (Associação Athletica São Paulo), Estevam J. Strata (Palestra Itália) e Romeu Bianchi (Club Espéria Societá Italiana de Canottieri).

Nesta mesma data, foi constituída a primeira diretoria composta por Alberto Byington Jr – Presidente, Mário Stoeterfoht – Tesoureiro e Estevam J. Strata – Secretário. Curioso é que esta diretoria durou somente um mês devido a uma viagem de seu presidente. Depois dela ainda foram eleitas mais duas diretorias para o biênio 1924-1926. Atualmente a FPB é presidida pelo Sr. Antonio Chakmati.

Cópia da ata de fundação da Federação Paulista de Bola ao Cesto (arquivos da FPB)

Cópia da Ata de Fundação da Federação Paulista de Bola ao Cesto (arquivos da FPB)

 

A FPBC filiou-se à CBB em 30 de março de 1937 e em 3 de dezembro de 1942, por força de uma determinação do Conselho Nacional de Desportos a Federação Paulista de Bola ao Cesto foi obrigada a modificar sua denominação. Passou a chamar-se Federação Paulista de Basketball (FPB).

Logos da FPB

Em 1925 foi realizado o primeiro Campeonato Paulistano de Basquetebol Masculino vencido pelo Clube Espéria. Este campeonato que posteriormente foi denominado Campeonato Metropolitano foi disputado até 1977. O maior vencedor do Metropolitano é o Corinthians com 17 conquistas. Em 1940, disputou-se o primeiro Campeonato do Interior vencido pelo Grêmio Varhagem. O maior vencedor do Campeonato do Interior é Franca com 11 títulos, sendo 7 sob a denominação de Clube dos Bagres. Este campeonato também foi realizado até 1977 quando houve a fusão dos dois campeonatos e criado o Campeonato Estadual. Mas de 1932 a 1977 as duas melhores equipes da capital e as duas do interior disputavam outra versão do Estadual. Palmeiras e Corinthians são os maiores vencedores do Estadual Paulista em todos os tempos com 12 títulos cada um.

No feminino, de 1931 a 1963 era disputado o Campeonato da Cidade de São Paulo somente por equipes da capital. Nesta fase a equipe do Espéria foi a primeira campeã, repetindo o feito em 1932, e o Corinthians o último. O Pinheiros tem o maior número de títulos – 6. A partir de 1957, também passou a ser disputado o Campeonato Paulista Estadual Feminino, com a inclusão das equipes do interior que, em 1980 passou a ser denominado Campeonato Paulista da Divisão Especial. O primeiro Campeão Estadual Paulista foi o C.A. Votorantim e o atual campeão é Americana. O maior campeão dos estaduais femininos é Ourinhos com 7 títulos.

São Paulo é o maior vencedor dos campeonatos brasileiros adultos, não mais realizados. No masculino foram 19 títulos em 39 edições e no feminino 24 títulos em 30 edições. As seleções de base também têm uma grande história de conquistas nos campeonato brasileiros.

Na arbitragem, a FPB também sempre esteve presente nos grandes eventos internacionais. Entre todos os árbitros que participaram de Campeonatos Mundiais, Jogos Olímpicos, Mundiais Inter-Clubes, Pan-Americanos, Sul-Americanos podemos destacar três que tiveram a oportunidade de atuar em finais Olímpicas e de Mundiais: Antonio Carlos Affini, Carlos Renato dos Santos e Renato Righetto. Na Copa do Mundo de Basquetebol Masculino, a ser disputada na Espanha, em 2014 a FPB estará novamente representada pelo árbitro Marcos Benito.

Atualmente, a FPB conta com 63 clubes e cinco ligas regionais filiados. São realizados cerca de 3.500 jogos anualmente, número que movimenta milhares de atletas em categorias do sub-12 ao adulto, masculino e feminino.

Como eu disse, este é um breve histórico das glórias da FPB. Há muito mais o que ser contado. Mas a revista se encarregará disto. Mas mesmo assim, aproveito a oportunidade para solicitar aos amigos do basquetebol que possuem registros e fotos do basquetebol paulista que possam me enviar para mantermos atualizado o histórico desse basquetebol tão importante para nosso país.

 

Meu registo como atleta na FPB
Meu registo como atleta na FPB

 

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Euroliga: quartas de finais

Amigos do Basquetebol

De 15 a 25 de abril teremos as quartas de finais da Euroliga. Oito equipes lutando pelas quatro vagas no Final Four que será disputado em Milão (16 a 18 de maio).

A série é disputada no sistema 2-2-1.

33 títulos estarão em quadra e dos classificados somente o Galatasaray (Turquia) nunca obteve o título.

Real Madrid (8); Panathinaikos e CSKA (6); Maccabbi (5); Olympiakos e MIlan (3) e Barcelona (2). Ou seja, será uma fase de arrebentar.

Considerando-se as duas fases disputadas até aqui cada equipe realizou 24 jogos (10 na primeira e 14 no Top 16). O Real Madrid foi a equipe com maior número de vitórias (21), seguida de Barcelona e CSKA (19), Olympiakos (18), Milan e Maccabbi (16) e Panathinaikos (12).

Os confrontos: (pts, reb, ass, b.rec, b.perd, efi)

1-

Barcelona (78,9; 35,3;  18,2; 4,7; 12,1; 90,2) – Destaque: Tomic (22,3 min; 12,1 pts; 6,4 reb e 16,3 efi)

Galatasaray (73,8; 33,4; 15,3; 4,6; 9,8; 79,1) – Destaque: Arroyo (32,1 min; 13,3 pts; 5,7 ass; 13,4 efi)

2 –

Real Madrid (86,6; 35,4; 18,7; 7,7; 10,3; 108,9) – Destaque: Rudy Fernandez (26,5 min; 12,4 pts; 3,6 ass; 16,2 efi)

Olympiakos (77,9; 34,5; 17,5; 5,3; 12,0; 88,0) – Destaque: Spanoulis (27,2min; 14,7 pts; 4,5 ass; 13,6 efi)

Na primeira semifinal do Final Four irão se enfrentar os vencedores de 1 x 2. Ou seja, poderemos ter o super clássico Barcelona x Real Madrid.

3 –

Milan (76,1; 33,3; 12,7; 6,7; 12,0; 77,7) – Destaque: Langford (30 min; 17,4 pts; 3,9 reb; 18,8 efi)

Maccabbi (78,3; 31,3; 18,0; 5,9; 12,2; 84,5) – Destaque: Hickman (27,4 min; 11,3 pts; 2,5 ass; 9,4 efi)

4 –

CSKA (79,1; 32,8; 19,3; 6,4; 11,0; 95,9) – Destaque: Weems (28,1 min; 11,9 pts; 3,6 reb; 3,8 ass; 13,6 ass)

Panathinaikos (72,0; 32,9; 16,3; 7,5; 13,3; 79,2) – Destaque: Diamantidis (31,2 min; 9,6 pts; 6,5 ass; 14,3 efi)

Os vencedores de 3 e 4 farão a outra semifinal.

Com certeza serão grandes jogos com a presença de muitas atletas que estarão na Copa do Mundo da Espanha e que serão adversários do Brasil.

 

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O QUE ACONTECEU COM O BOLA AO CESTO E O CESTOBOL

Amigos do Basquetebol

Mais uma colaboração do sempre Mestre, Wlamir Marques.

“Tenho dito que não escreveria mais sobre basquete.

Tenho alguns motivos para isso, mas no momento prefiro ignora-los. O texto deixa uma boa pergunta no ar: “O que aconteceu com o bola ao cesto e o cestobol” ?

Palavras antigas mas com valores inquestionáveis. Época de ouro da bola de couro e da listrada camisa verde e amarela.

Com o bola ao cesto e o cestobol os acontecimentos foram maravilhosos. Sem grana, sem patrocinadores, sem carismas, surgiram do nada e se transformaram em ouro puro, exemplos de conquistas até os dias de hoje. Também existia o basket-ball desde a sua origem, mas esse sempre esteve muito distante de nós, eram facções exclusivas.

Depois de um certo tempo o basket-ball transformou-se em basquetebol, palavra mais próxima do nosso combalido português. Sendo uma palavra comprida, é óbvio que com o tempo o brasileiro resolveu abrevia-la, trazendo o basquete para a voz popular. Embora não seja o mais correto, é mais fácil pronunciar basquete, mais simples e ágil.


Abusando dessas palavras, tenho saudades do bola ao cesto e do pouco badalado cestobol. A imprensa esportiva dirigia-se aos aficionados sempre em letras garrafais: “Brasil, bi campeão mundial de bola ao cesto”. Era monumental a presença pública. Era um hino à pátria, era a glória de um cestobol ingênuo mas soberano no planeta.

Era maravilhoso ler as noticias do cestobol nos jornais da época: Não percam, hoje na quadra do Colégio Municipal uma noitada de cestobol, masculino e feminino.

Falem a verdade, não eram lindas as chamadas ? Contando também com a ajuda do comércio local, permitindo espaços nas suas vitrines para as promoções dos eventos na cidade.

As quadras geralmente abertas lotavam todas as noites. Luz deficiente, quadras de cimento, tabelas de madeira, vestiários impróprios, bola de couro e aros despencando. Tudo isso dava ao ambiente um charme indescritível que só o bola ao cesto seria capaz de produzir. Hoje à noite tem disco voador na cidade, referência ao jovem diabo loiro.

Sinto muitas saudades daquelas palavras. Sei que fim levaram, pois desde aqueles tempos jamais afastei-me das quadras, seja como técnico, como professor de nível universitário por 40 anos e como comentarista de basquete por mais de 30.

Hoje sinto-me arredio, tento vencer essa inércia e não consigo. Afinal, que fim levou o basquete ?
Será uma modalidade elitista ? Será que o atual profissionalismo preencherá as vitrines das lojas ? Será que as imagens jogadas na televisão suplantarão os espaços deixados pelo bola ao cesto e pelo cestobol ? Será que o basquete tem força de venda capaz de superar a ineficácia dos altos dirigentes ? Afinal, cadê o basquete popular brasileiro?

Sem me dirigir às bandalheiras criadas nesse país e com os atos ilícitos dos homens, só me resta sonhar. Esqueço do basquete mas não esqueço as suas origens.

Devo sonhar com a volta do bola ao cesto e do cestobol ?

Sempre dizem que sonhar não custa nada.”

O verdadeiro e original "cestobol"
O verdadeiro e original “cestobol”
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Os comportamentos do futebol invadem os ginásios de basquete

Amigos do Basquetebol

Infelizmente, temos assistido algumas manifestações próprias do futebol em nossos jogos de basquetebol.

A maioria das torcidas parece ter agregado definitivamente os gritos de guerra, xingamentos e outras manifestações que são comuns em estádios de futebol.

Quando vejo adultos, crianças, senhoras e simpáticas mocinhas mandando todo mundo “tomar no ….” fico pensando: por que esse comportamento? Por que as pessoas não se contentam em torcer por sua equipe ao invés de ofender e agredir a torcida e a equipe adversária o tempo todo? O que leva uma simpática senhora no alto dos seus 60 ou 70 anos xingar o adversário e o árbitro o tempo todo? Este é o exemplo que a simpática senhora está dando a seus netos?

E o que é pior, não vemos ações diretas para coibir esse tipo de comportamento. Os próprios clubes fecham os olhos, entendendo que a pressão da torcida é fundamental em determinados momentos.

Com certeza, a pressão da torcida é fundamental. Mas pressão não pode ser confundida com agressão.

Acho que está na hora das instituições que cuidam do nosso basquete tentarem mudar esse quadro sob pena de termos graves problemas.

Em tempo e antes que alguns entendam que estou me referindo aos clubes de futebol que participam do NBB, estou me referindo às torcidas em geral. Já presenciei esse comportamento em jogos de categorias de base o que é absolutamente lamentável.

O espetáculo que vimos recentemente no Final Four da NCAA é exemplar. Oitenta mil pessoas torcendo e incentivando suas equipes sem nenhum problema e com respeito ao adversário.

Aqui no Brasil, o esporte em geral parece estar se tornando um problema de afirmação pessoal e coletiva. Se toda essa importância que é dada ao esporte fosse transferida para outros setores da sociedade talvez o país estivesse em melhor situação.

 

 

 

 

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NBB: começam os playoffs

Amigos do Basquetebol

Como diria Michael Jordan “é hora de separar os meninos dos homens”!

Chegou a hora dos playoffs do NBB. Os oito classificados para esta primeira fase brigarão pelas quatro vagas e enfrentar os quatro pré classificados: Flamengo, Paulistano, Brasília e Limeira.

Os confrontos (e as sequências) são os seguintes:

Pinheiros (5o. – 20/12) x Mogi (12o. – 14/18) – o vencedor enfrentará Limeira

Bauru (8o. – 18/14) x Ceará (9o. – 15/17) – o vencedor enfrentará Flamengo

Uberlândia (7o. – 19/13) x Franca (10o. – 15/17) – o vencedor enfrentará Paulistano

São José (6o. – 19/13) x Palmeiras (11o. – 15/17) – o vencedor enfrentará Brasília

Comparem as médias dessas equipes e tire suas conclusões

(pontos; rebotes; assists; bolas recuperada; bolas perdidas; eficiência)

Pinheiros – 83,3; 33,7; 16,0; 10,2; 10,9; 97,5 x Mogi – 81,0; 37,5; 14,4; 10,4; 11,5; 89,5

Bauru – 82,6; 33,5; 15,1; 8,8; 9,8; 93,9 x Ceará –  77,3; 36,3; 13,5; 10,5; 10,4; 86,6

Uberlândia – 82,7; 32,2; 17,2; 8,7; 9,4; 96,3 x Franca – 80,2; 35,1; 14,1; 10,0; 12,9; 89,9

São José – 82,6; 36,6; 16,8; 8,7; 11,8; 95,1 x Palmeiras – 79,7; 35,2; 14,2; 10,3; 11,2; 87,7

Destaques individuais (cestinhas, reboteiros, asists e eficiência)

Pinheiros: Shamell – 21,0; Shamell – 4,8; Smith – 5,5; Shamell – 20,5

Mogi: Filipin – 13,2; Daniel Alemão – 7,8; Gustavinho – 4,1; Daniel Alemão – 14,0

Bauru: Murilo – 15,9; Murilo – 6,9; Ricardo Fischer – 5,1; Murilo – 17,6

Ceará: Brown – 15,4; Felipe – 8,0; André Goes – 3,1; Felipe – 16,1

Uberlândia: Cipolini – 17,7; Cipolini – 6,1; Valtinho – 7,3; Cipolini – 17,7

Franca: Paulão Prestes – 19,2; Paulão Prestes – 9,4; Figueroa – 5,5; Paulão Prestes – 22,5

São José: Quezada – 18,3; Jefferson – 9,5; Quezada – 5,6; Quezada – 19,6

Palmeiras: Neto – 15,4; Átila – 7,5; Stanic – 6,4; Stanic – 15,8

Acompanhe os jogos e a tabela completa pelo site http://www.lnb.com.br