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Os comportamentos do futebol invadem os ginásios de basquete

Amigos do Basquetebol

Infelizmente, temos assistido algumas manifestações próprias do futebol em nossos jogos de basquetebol.

A maioria das torcidas parece ter agregado definitivamente os gritos de guerra, xingamentos e outras manifestações que são comuns em estádios de futebol.

Quando vejo adultos, crianças, senhoras e simpáticas mocinhas mandando todo mundo “tomar no ….” fico pensando: por que esse comportamento? Por que as pessoas não se contentam em torcer por sua equipe ao invés de ofender e agredir a torcida e a equipe adversária o tempo todo? O que leva uma simpática senhora no alto dos seus 60 ou 70 anos xingar o adversário e o árbitro o tempo todo? Este é o exemplo que a simpática senhora está dando a seus netos?

E o que é pior, não vemos ações diretas para coibir esse tipo de comportamento. Os próprios clubes fecham os olhos, entendendo que a pressão da torcida é fundamental em determinados momentos.

Com certeza, a pressão da torcida é fundamental. Mas pressão não pode ser confundida com agressão.

Acho que está na hora das instituições que cuidam do nosso basquete tentarem mudar esse quadro sob pena de termos graves problemas.

Em tempo e antes que alguns entendam que estou me referindo aos clubes de futebol que participam do NBB, estou me referindo às torcidas em geral. Já presenciei esse comportamento em jogos de categorias de base o que é absolutamente lamentável.

O espetáculo que vimos recentemente no Final Four da NCAA é exemplar. Oitenta mil pessoas torcendo e incentivando suas equipes sem nenhum problema e com respeito ao adversário.

Aqui no Brasil, o esporte em geral parece estar se tornando um problema de afirmação pessoal e coletiva. Se toda essa importância que é dada ao esporte fosse transferida para outros setores da sociedade talvez o país estivesse em melhor situação.

 

 

 

 

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4 comentários em “Os comportamentos do futebol invadem os ginásios de basquete

  1. prof. essa e a cultura errada do esportista brasileiro e como nos chamamos na psicologia de ”ofensa gratuita” ou” agressão gratuita”, infelizmente o pai não da um livro ao filho mas da uma camisa do seu time e coloca no menino, essa e a verdade.
    mas não sonos nois q vamos concertar isso,e lamentável.

    abs benedicto cicero torteli ou simplesmente ”paulista”

    1. Paulista
      discordo de você quando diz que não somos nós que vamos consertar isto. Pode ser que a gente não consiga consertar. Mas, podemos sim atuar juntos aos jovens para que entendam a função principal do esporte. Podemos nos expressar publicamente e mostrar o quanto esse tipo de comportamento é prejudicial.

      Abraços

      Dante

  2. Prezado Professor,
    Não vejo isso como um problema brasileiro. Praticamente toda a cultura ocidental é permeada desse comportamento. Os hooligans ingleses, os barrabravas argentinos, o comportamento dos atletas cubanos (e os chineses) em quadra e tantos outros casos levam-me a crer que isso não é um problema só nosso.
    Creio que podemos começar a mudar algo com nossos atletas, mas esse problema é muito mais abrangente do que nossos braços podem alcançar nos próximos 50 ou 100 anos.
    Portanto, façamos nosso trabalho com dedicação e ética e poderemos salvar aqui e ali…

    Abraços,
    Carlos

    1. Com certeza o problema não é exclusivo da nossa sociedade. Mas temos que tentar mudar. Mostrar aos atletas, técnicos, pais e outros envolvidos que a competição esportiva é só mais uma atividade que faz parte da vida do ser humano. Não é a única e nem a mais importante. Não pode ser tratada como questão de honra ou de vida e morte.

      Abraços

      Dante

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