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NBB: experiência e novidades nas semifinais

Amigos do Basquetebol

Estão definidas as partidas das semifinais do NBB 2013/2014. Experiência mesclada com grandes novidades.

Flamengo x Mogi das Cruzes e Paulistano x São José.

Flamengo: chega à sua semifinal consecutiva. Campeão em 2008/2009 e 2012/2013 a equipe tem um elenco fortíssimo com ótimas opções de troca. Tem média de 84,6pts, 36,9 rebotes, 16,7 assistências, 9,4 bolas recuperadas, 10,8 bolas perdidas e 98,4 de eficiência. Foi a melhor equipe da fase classificatória. Seus destaques são: cestinha – Marcelinho (18,3); reboteiro – Olivinha (8,3); assistência – Gegê (5,1); eficiência – Olivinha (16,8).

Mogi – “calouro” em semifinais. Time forte e com boa defesa baseia seu jogo no coletivo. Suas médias são: 81,0 pts; 36,9 rebotes; 10,1 bolas recuperadas; 11,3 bolas perdidas e 90,0 de eficiência. Filipin é o cestinha (12,8); Daniel Alemão é o reboteiro (8,0) e o jogador mais eficiente (14,2) e Gustavinho a melhor assistência (4,2)

Paulistano – outro “calouro”, a segunda melhor equipe da fase classificatória é uma equipe compacta, com defesa forte e jogo muito consistente e intenso. As médias: 83,4 pts; 34,0 rebotes; 12,6 assistências; 10,2 bolas recuperadas; 10,6 bolas perdidas e 91,1 de eficiência. Cestinha: Holloway – 19,0; Rebote: Holloway – 4,9; Assistência: Dawkins – 3,3 e jogador mais eficiente: Holloway – 18,3

São José: em sua segunda semifinal, foi vice na temporada de 2011/2012. A equipe bastante reformulada vem crescendo na competição. Suas médias: 81,4 pts; 37,9 rebotes; 16,3 assistências; 8,6 bolas recuperadas; 12,1 bolas perdidas e 93,8 assistências. Destaques: cestinha – Quezada (18,0); reboteiro – Jefferson (9,9); assistências – Quezada (5,7) e mais eficiente – Quezada (19,0).

Por ter tido a melhor campanha, o Flamengo passando pela semi fará o jogo final no Rio. O Paulistano passando e o Flamengo sendo derrotado, a vantagem será do clube paulista. São José só terá a vantagem se fizer a final contra Mogi, que é o único dos quatro sem a possibilidade de decidir em casa.

Haja coração! Serão jogos fantásticos. Muito bom para nosso basquetebol.

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São Caetano E.C.: 100 anos

Amigos do Basquetebol

Permitam-me neste post homenagear o São Caetano Esporte Clube, que no dia 1 de maio completou 100 anos.

Foi o meu primeiro clube na tentativa de ser um jogador. Nele fui treinado pelo Seu Zé (José Crivelaro) e, posteriormente pelo Sidão (Sidnei Colleoni).Comecei em 1963 na quadra descoberta, com piso de cimento e tabela de madeira da Rua Perrela.

Devo muito a este clube, pois através dele fui convidado pelo Brás (que era ao mesmo tempo técnico do adulto do SCEC e do mirim do Pinheiros) para jogar neste último. Foi no SCEC que aprendi a gostar do basquetebol. Foi vendo a equipe masculina que dava calor nos grandes da época e a equipe feminina quase imbatível que mantive a paixão pelo esporte.

E me dói, hoje, ver a situação do basquetebol da cidade, abandonado e relegado a uma situação que não condiz com sua maravilhosa história que agora tento resgatar.

Fruto da fusão de dois clubes da cidade (Rio Branco e Clube dos amigos) o S.C.E.C. foi fundado por um grupo de imigrantes italianos e seus descendentes.

A princípio o S.C.E.C. era um clube voltado para o futebol, como muitos naquela época. Mas, com o passar do tempo, agregou outras modalidades esportivas, inclusive o basquetebol.

O “bola ao cesto” na cidade na década de 30 era praticado de forma irregular, até que em 1934 o S.C.E.C. inaugurou sua quadra descoberta, com piso de cimento e tabelas de madeira. E o mais importante: era iluminada.

O jogo inaugural aconteceu entre as fortíssimas equipes do Palestra Itália e Espéria, que dominavam o basquetebol paulista na época. O primeiro jogo do SCEC na nova quadra ocorreu no mês de novembro contra o C.A. Aramaçã de Santo André, com a vitória deste por 18×10.

Com a filiação na Federação Paulista de Basketball, o SCEC começou a participar de campeonatos oficiais, obtendo importantes vitórias e, principalmente, destaque nos torneios de lances-livres que eram realizados na época conquistando vários títulos com o José Crivelaro (que foi meu primeiro técnico), que usava a técnica da “lavadeira” para os arremessos.

Além dos campeonatos da FPB, o SCEC representava a cidade nos Jogos Abertos do Interior onde tinha sempre participação destacas tanto no masculino, quanto no feminino. Na verdade, até 1948 (ano de sua emancipação) os atletas do SCEC eram chamados para disputar os Jogos Abertos por Santo André.

Vários atletas oriundos da cidade tiveram grande importância no desenvolvimento do esporte: José Crivelaro, Celidônio Garcia, Losch Garcia, Jayme Gallo. A esses pioneiros seguiram-se grandes atletas, que nas décadas de 60 e 70 colocaram o SCEC entre os principais clubes do basquetebol paulista, rivalizando com as potências da época como Corinthians, Sírio, Palmeiras, XV de Piracicaba e Clube dos Bagres. Posso citar: Sidney Coleone (Sidão), Dante Malavasi, Adevanir Nicollini, Paulo Agrela, Edélcio, Luiz Morcelli, Marinho Chekin, Oscar Garbellotto, Jesus Eugênio entre outros.

Aos expoentes da cidade juntaram-se outros grandes nomes do basquetebol brasileiro. Vicente, Eduardão, Luiz Guaranha, Flávio Capodaglio, Scarpini, Schimidt, Mauro Bosi, Laerte Gomes (grande jogador que vinha do Palmeiras que, posteriormente, seria o técnico da equipe), Braido (vindo de Franca) e Sérgio Macarrão que vinha de sua segunda participação nos Jogos Olímpicos.

Além de grandes atletas, o SCEC também teve grandes técnicos como João Francisco Braz, Mário Amâncio Duarte, Oscar Guaranha, Arthur Laviaguerra, Laerte Gomes, Emerson Tadiello, Pedro Braido, Jesus Eugênio, José Medalha, Paulo Tondato, Genaldo, VicenteFrança, Mauro Chekin, Luiz Carlos Gianninni (Pizza). Alguns desses técnicos dirigiram as equipes representativas de S.Caetano com outra denominação como C.R.E. Tamoio.

Em 1959 começava também um movimento para a consolidação do basquetebol feminino sempre com o idealismo do José Crivelaro (carinhosamente chamado de Seu Zé). Mas foi em meados dos anos 60 que o SCEC montou a melhor equipe de basquetebol feminino do país.

A partir dos esforços de dois grandes dirigentes da cidade, Cláudio Mussumeci e Francisco Bastos, o SCEC trouxe atletas como Norminha, Marlene, Delcy, Rosália, Elzinha, Odete, Angelina, Esmeralda e até a Simone  (sim, a cantora). Todas sob o comendo de Arthur Laviaguerra e, posteriormente, do grande Waldyr Pagan. Esta equipe dominou o basquetebol paulista na década de 60, sagrando-se “hexa campeã”  de 1968 a 1973. Posteriormente, São Caetano apresentou ao mundo do basquetebol, aquela que é considerada uma das melhores de todos os tempos: Hortência.

Outros personagens inesquecíveis dessa história são os massagistas Mário Romano e Pedro Tramontina, além dos incansáveis Ninão e Fidú.

O SCEC continuou sua participação nos principais campeonatos de basquetebol em São Paulo e no Brasil. Com o passar do tempo houve mudanças na denominação da equipe, chegada e saída de técnicos e atletas.

E assim se fez a história gloriosa deste importante clube, que tem um significado pessoal muito importante. História esta que, atualmente, está esquecida e abandonada. Coisas de política e de falta de investimentos.

Mas nada apagará essa história maravilhosa que conto agora como uma homenagem a todos que, um dia, fizeram São Caetano brilhar no cenário do basquetebol paulista e brasileiro.

SCEC masc 001

 

SCEC feminino 001

 

Fontes de consulta:

Os 89 anos do São Caetano Esporte Clube. Uma história de campeões – Ademir Médici  (2003)

Depoimentos pessoais:

Adevanir Nicollini, Laerte Gomes, Sérgio Machado (Sérgio Macarrão) e Sidnei Colleoni

Anotações de Cláudio Mussumeci disponibilizadas por seu filho Zeca Mussumeci