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Copa do Mundo de Basquetebol masculino: faltam só 30 dias

Amigos do Basquetebol!

Há quatro anos surgia o Viva o Basquetebol. A princípio para trazer informações sobre o Mundial da Turquia. Depois a coisa cresceu, o entusiasmo cresceu e a vontade de continuar escrevendo sobre esporte e basquetebol também cresceu.

E hoje, quatro anos depois, com  592 posts publicados e quase 550.000 acessos vamos retomar a ideia inicial de trazer informações sobre a agora Copa do Mundo que será realizada na Espanha a partir do dia 30 de agosto (mas sem esquecer de outros temas).

E para aquecer vamos começar com curiosidades sobre este importante campeonato. Na sequência trarei uma análise de cada grupo com dados sobre a participação, títulos, vitórias e derrotas dos países envolvidos.

E a partir do dia 30, direto de Granada, notícias e informações sobre o Brasil e tudo o que estiver acontecendo por lá.

Curiosidades sobre o Campeonato Mundial de Basquetebol Masculino

– Esta será a 17a. edição, agora denominada Copa do Mundo. A América do Sul sediou 7 vezes (Brasil e Argentina – 2; Chile, Colômbia e Uruguay – 1). A Europa 4 edições (Espanha, Grécia, Turquia e Iugoslávia). A América do Norte, duas vezes (Estados Unidos e Canadá). Ásia, duas vezes (Filipinas e Japão) e América central uma vez em Porto Rico.

– O continente europeu foi o que mais conquistou títulos – 9 (Iugoslávia – 4; União Soviética – 3; Sérvia e Espanha – 1 cada), seguido pela América do Norte (4 títulos dos Estados Unidos) e América do Sul – 3 títulos (Brasil – 2 e Argentina – 1).

-Estados Unidos e União Soviética foram os países que mais participaram de finais – 6 vezes seguidos da Iugoslávia – 5 vezes. Ressalte-se que no Mundial de 2002 a antiga Iugoslávia já participou do Campeonato com a denominação de Sérvia e Montenegro. Portanto este título não está computado como sendo da Iugoslávia

-Os Estados Unidos foi o país com maior número de medalhas – 11 (4-3-4). A Iugoslávia obteve 9 medalhas (4-3-2). A União Soviética obteve 8 medalhas (3-3-2) e o Brasil – 6 (2-2-2)

-Até hoje foram realizados 952 jogos (com dois WO em 1959). O maior número de jogos aconteceu na Espanha, em 1986 – 90 e o menor na Argentina, em 1950 – 31.

-O resultado médio dos jogos foi 86,2 x 70,7.  A maior média aconteceu em 1990 (Argentina) – 100,0 x 84,9 e a menor em 1950 (também na Argentina) – 47,9 x 37,5

-O maior placar aconteceu no Mundial de 1978, nas Filipinas quando o Brasil venceu a China por 154×97

-O maior cestinha dos Mundiais é o Brasileiro Oscar Schimidt com 914 pontos em 34 jogo (média de 26,9 pts por partida). Marcel é o segundo maior cestinha brasileiro com 545 pts em 38 jogos (média de 13,6) seguido de Ubiratan com 486 pontos em 41 jogos (média de 11,9). Considerando somente a média os atletas Marcelinho Machado (15,1), Menon e Victor Mirchauskas (15,0) foram também destaques da nossa seleção

-A Iugoslávia teve 6 jogadores apontados como MVPs (Ivo Daneu, Jelovac, Dalipagic, Petrovic, Kokoc e Bodiroga). Estados Unidos – 4 (Kirb Milner, Doc Rivers, Shaquille O´Neil e Kevin Durant. Brasil – 2 (Amaury e Wlamir). Argentina – 1 (Oscar Furlong). União Soviética – 1 (Sergei Belov). Espanha – 1 (Pau Gasol) e Alemanha – 1 (Dirk Nowitski)

-O Brasil teve 6 jogadores eleitos para a seleção do campeonato: Oscar (78-86 e 90); Wlamir (54 e 63); Amaury (59 e 63); Algodão (54), Ubiratan (70) e Menon (67)

– Marcel e Ubiratan são os atletas brasileiros com maior número de participações em Mundiais – 5. Com 4 participações tivemos: Amaury, Mosquito, Hélio Rubens, Marquinhos Abdalah, Oscar, Wlamir, Pipoka e Marcelinho Machado

– Ubiratan foi o que mais jogou – 41 jogos. Marcel – 38 e Oscar – 34

– Kanela dirigiu o Brasil em 5 mundiais. Hélio Rubens em 3. Ary Vidal -2. Lula Ferreira, Moacyr Diuto, Edson Bispo, José Edvar Simões, Ruben Magnano e Ênio Vecchi – 1.

 

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Como será o amanhã – 3

Amigos do Basquetebol

Em 9 de fevereiro de 2011 publiquei um texto intitulado Como será o amanhã (http://bit.ly/1k3yLlk) no qual eu externava algumas preocupações sobre o futuro do basquetebol brasileiro.

Depois dele, conseguimos voltar ao Jogos Olímpicos no masculino com um honroso 5o. lugar, também fomos bem no feminino mas continuo preocupado com um dos fatores apontados naquela ocasião, principalmente em relação ao masculino.

É o fator idade. Depois dos Jogos Olímpicos de Londres vamos enfrentar uma Copa do Mundo com praticamente a mesma equipe, dois anos mais velha.

E o que me preocupa na verdade é o que será do nosso basquetebol em 2016. Quem serão os jogadores que poderão eventualmente substituir os que aí estão? Ou será que teremos ainda que contar com Marcelinho (que terá 41 anos), Guilherme, Alex entre outros. Nada tira o mérito desses atletas e nem apaga o que fizeram e ainda fazem pelo nosso basquetebol.

Mas será que terão fôlego e disposição para encarar uma competição tão acirrada?

Na seleção que está disputando o Sul Americano já estamos dando uma mostra de uma possível renovação com a convocação de atletas oriundos da LDB (Gegê, Leo e Cristiano). Temos ainda Rafael Luz, Raulzinho, Augusto e Rafael Hettsheimer. Talvez o resultado não seja o que esperamos mas está se tentando criar uma nova geração.

Lembrando que ainda temos outros atletas que estão se destacando fora do país como Bruno Caboclo e Lucas Bebê e outros que poderão assumir um papel importante no nosso futuro. Cito alguns: Humberto, Lucas Dias, Ricardo Fischer, Gui Deodatto.

Mas há que se pensar seriamente na possibilidade de dar a esses jogadores mais experiência internacional para que eles cheguem em 2016 em condições de assumir um papel mais ativo na nossa equipe e possam substituir com qualidade alguns jogadores que provavelmente não estarão mais em condições de defender nosso país.

Estou escrevendo este texto antes da disputa do terceiro lugar no Sul Americano e que dará a vaga para o Pan. Se o Brasil se classificar porque não mandar uma equipe totalmente renovada para este campeonato? Seria possível abrir mão do resultado e dar a esses meninos a chance de aprender a competir internacionalmente.

Atualmente, o Pan já demonstrou ser uma competição de segunda linha. As grandes equipes (principalmente Estados Unidos e Argentina) não mandam seus principais jogadores. O Brasil poderia fazer o mesmo e transformar a competição em um grande laboratório para testar novos valores.

Enfim, é só uma opinião de quem está preocupado com o futuro. Depois de 2016 eu não gostaria de voltar a escrever sobre “Como será o amanhã”, pois o meu amanhã está ficando cada vez mais curto e eu ainda queria ter o gostinho de ver nosso basquetebol brilhando como brilhou em um “ontem” muito distante.

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EEFE USP – 80 anos de glórias (1): a história

Amigos do Basquetebol

Eu não poderia deixar passar em branco um momento muito especial na minha vida profissional e também para a vida esportiva do nosso país.

No próximo mês de agosto, minha querida Escola de Educação Física e Esporte da USP comemora 80 anos. Oitenta anos dedicados à excelência do ensino da Educação Física e do Esporte e também revelando grandes talentos para essas áreas em nível nacional e internacional.

Eu tenho a honra e muito orgulho de ter participado de parte desta história de 1972 a 2006 (quando me transferi para a Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP Leste para assumir a coordenação do Curso de Ciências da Atividade Física), como aluno e professor(de voluntário, auxiliar de ensino, assistentes, livre docente e titular). Convivi com grandes expoentes da Educação Física e do Esporte deste país, com quem aprendi muito. Tive a felicidade de poder contribuir para a formação de muitos jovens, alguns deles hoje ocupando posição de destaque no esporte nacional como técnicos, dirigentes e administradores.

Portanto, neste primeiro post homenageio a EEFEUSP, todos seus alunos, funcionários e docentes, contando um pouco de sua história.

A EEFEUSP, inicialmente denominada Escola Superior de Educação “Physica” do Estado de São Paulo foi a primeira escola de educação física civil criada no nosso país através do decreto 4.855 de 27 de janeiro de 1931.

A então Escola Superior era parte integrante do Departamento de Educação “Physica” que por sua vez era subordinado à Secretaria do Interior do Estado de São Paulo. Em 1934 o Departamento passou a integrar a Secretaria da Saúde Pública.

Devido a uma série de entraves burocráticos e, principalmente, devido ao advento da Revolução Constitucionalista, a EEF não pode iniciar suas atividades. Isto só veio acontecer no dia 1 de agosto de 1934, após um grupo de docentes normalistas terem participado de um curso preparatório na Escola de Educação Física do Exército no Rio de Janeiro. Deste curso sairam os 12 docentes que formaram o primeiro quadro de professores da EEF.

A aula inaugural do Curso de “Instructores de Gymnastica” e Professores de Educação “Physica” foi ministrada no dia 4 de agosto de 1934 pelo Professor Jarbas Salles de Figueiredo sobre o tema – Atividades Físicas para crianças de 7/8 anos de idade – de acordo com o Método Francês.

As matérias do curso de “Insturctores de gymnastica” naquela primeira turma eram: Anatomia humana; “Physiologia” humana; “Hygiene”; Noções de “psycologia” educativa; Educação “physica; Noções de “orthopedia” e História da Educação “Physica”.

Já no curso de Professores de Educação “Physica” as matérias eram as seguintes: Biologia; “Orthopedia”; “Physiotherapia”; “Theoria” e prática dos esportes; “Theoria” e prática de danças clássicas e “rhythmicas”; Organização da educação infantil; Organização, administração e “direcção” de torneios, competições de “gymnastica” e esporte e “Accidentes esportivos, sua prevenção e “soccorros” de urgência.

O primeiro corpo docente era formado pelos seguintes professores: Arno Enge; Américo do Rego Cavalcanti; Francisco Pompeu do Amaral; João Alves Meira; Miguel Leuzzi; Jarbas Sales de Figueiredo; Antonio de Castro Carvalho; José Villela Bastos; Antonio Cochiarelli; Idílio Alcântara de Oliveira Abbade; Alfredo Giorgetti e Álvaro Cardoso.

Em 1935, trinta e quatro aluno formaram-se na primeira turma de “Instructores de gymnastica”. Dentre eles podemos destacar personagens que tiveram posteriormente sua carreira como docentes da EEF e também destaque no esporte nacional: Moacyr Daiuto, Alaor Pacheco, Cyro de Andrade, Dimas Alves de Almeida, Mário Nunes de Souza, Eurydice da Silva Costa, Stella Guérios, Wally Thiele Daiuto e nossa maior nadadora Maria Lenk.

Com o passar dos anos a “ESEP” sofreu uma série da alterações em sua organização, currículos e locais de funcionamento.

Em 1945 passou a denominar-se Escola de Educação Física e Desporto. Em 1951, Escola de Educação Física do Estado de São Paulo. Em 1958, Escola de Educação Física e em 1969, Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo.

Até 1975 a instituição percorreu várias instalação na cidade de São Paulo, até se fixar definitivamente no campus da USP na cidade Universitária. Sua incorporação definitiva à USP ocorreu em 1969.

Locais onde foram desenvolvidas as atividades: Parque Dom Pedro II, Escola da Polícia Militar, Clube de Regatas Tietê, Associação Atlética São Paulo, Clube Espéria, Parque da Água Branca, Esporte Clube Pinheiros, Pacaembu, DEFE Água Branca e Ibirapuera.

Até 1992 era oferecido somente o curso de Licenciatura em Educação Física. Em 1992 marcando o pioneirismo da instituição foram também criados os cursos de Bacharel em Educação Física e Bacharel em Esporte. A partir desta data a denominação passou a ser Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.

Em uma nova demonstração de pioneirismo, em 1977 foi criado o primeiro curso de Mestrado em Educação Física do país. Em 1989 também foi criado o primeiro curso de Doutorado no país. Esses dois cursos foram importantes para a formação acadêmica de muitos docentes que levaram para outros estados a implantação de novos cursos de pós graduação.

Os Diretores – nesses 80 anos de glórias a EEF teve os seguintes diretores:

Antonio Smith Bayma, Arne Enge, Edmundo Carvalho, Sylvio de Magalhães Padilha, Arthur Valls, Paulo Godoy, Mário Nunes de Souza, Allaor Pacheco, Floriano de Alencar, Miguel Morano, Moacyr Daiuto, Jarbas Gonçalves, Jamil André, Erasmo Castro Tolosa, José Guilmar Mariz de Oliveira, José Geraldo Massucato, Valdir José Barbanti, Alberto Carlos Amadio, Go Tani e Carlos Eduardo Negrão (atual).

Esta história segue no próximo post com os destaques da EEF nos esporte nacional e internacional.

 

1a. Turma da ESEP - Parque da Água Branca - 1935
1a. Turma da ESEP – Parque da Água Branca – 1935

 Fonte: Arquivos da EEFEUSP

Jogos Pan-Americanos · Mundial Masculino · Opinião do autor · Todos os posts

Sul Americano Masculino

Amigos do Basquetebol

Dia 24 começa o Sul Americano masculino que será realizado na Venezuela. O torneio é classificatório para os Jogos Pan Americanos do Canadá, em 2015.

O Brasil está na chave A junto com Argentina, Paraguay e Equador. A chave B é composta por Venezuela, Uruguay, Peru e Chile. Os dois primeiros classificados de cada chave disputam as finais e os três melhores classificados estarão no Pan.

A princípio não deverá ocorrer nenhuma surpresa e Brasil, Argentina, Uruguay e Venezuela deverão disputar as três vagas. Evidentemente que esperamos que o Brasil esteja entre os três e não repita o grande vexame do último pré mundial quando conseguimos perder até da Jamaica.

O Brasil estreia dia 24 contra o Paraguay e depois enfrenta o Equador (dia 25) e Argentina (dia 26).

Nossa equipe foi montada obedecendo uma mescla de experiência e novos valores. Possivelmente alguns desses atletas estarão compondo o grupo que treinará para o mundial.

Particularmente acho que alguns atletas mais jovens deveriam estar nesta seleção para que comecem a ter vivência em competições internacionais. Mas devemos compreender que em se tratando de um torneio classificatório para o Pan, somente a juventude poderia nos colocar em uma situação bastante difícil. Assim sendo, contar com atletas que já tiveram a oportunidade de disputar mundiais e jogos olímpicos como Raulzinho, Rafael Hettsheimer, Augusto Lima, Benite e Rafa Luz é muito importante.

Assim como contar com atletas que se destacaram nas competições nacionais e são protagonistas em suas equipes também merece destaque como é o caso do Olivinha, Mineiro, Arthur e Jefferson.

Mas o que mais me agradou nesta convocação foi a oportunidade dada a jovens valores oriundos da LDB e que poderão mostrar seu valor nesta competição. Refiro-me a Gegê, Leo Mendl e Cristiano Felício (sem falar em Ricardo Fischer que se contundiu nos treinamentos).

Seria muito bom se esses atletas pudessem também treinar com o grupo do mundial, mesmo não tendo as mesmas chances daqueles que já estão lá e praticamente estão garantidos para a Copa do Mundo (salvo possíveis imprevistos como contusões e os velhos problemas com  a NBA).

Continuo acreditando no nosso basquetebol e no sucesso dessas equipes em ambas as competições. Com o trabalho que está sendo planejado e executado nossas chances de irmos bem é muito grande.

Lembrando que o mundo do basquetebol é muito diferente de outros esportes, onde somente duas ou três equipes se destacam. No nosso esporte temos, pelo menos, dez grandes forças que lutam pelas melhores posições (e aqui cito EUA, Espanha, Argentina, Lituânia, França, Grécia, Sérvia, Eslovênia – sem falar em Rússia e Turquia que estão fora da Copa do Mundo). E a diferença entre um primeiro lugar e um décimo lugar pode passar pela atuação (boa ou má) em um jogo de mata-mata.

Enfim, chegou a hora de voltarmos todas as nossas atenções para nossas seleções e torcer muito pelo sucesso de nossos atletas e comissão técnica.

Afinal vivemos pelo e para o Basquetebol.

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Agora a Copa acabou mesmo

Amigos do Basquetebol

Agora a Copa do Mundo de Futebol acabou mesmo.

E acabou como deveria acabar. Com um jogo final sensacional. Duas seleções que demonstraram durante os 120 minutos como o futebol deve ser jogado. Com inteligência, com planejamento, com entrega e com emoção.

De um lado a Alemanha com seu jogo coletivo, bem estruturado e objetivo. Do outro lado uma Argentina sempre perigosa, com dois monstros em campo: Messi e Mascherano.

Mas venceu o coletivo. Venceu o planejamento bem executado. Venceu a inteligência objetiva.

Para nós restou o amargo de um vexame histórico que, por mais que nosso técnico queira encobrir, nunca mais será esquecido. E os “hermanos” nos fizeram lembrar dela o tempo todo com sua músicas provocativas. Mas ao final a vingança: os mesmos “diceme como se siete” (referindo-se aos 7×1 da Alemanha) tornou-se a lembrança de que eles não vencem a sete copas.

Para nós ficou o exemplo de um trabalho baseado em teorias desatualizadas. Ficou a imagem de uma equipe perdida em campo sem poder de reação. Ficou a imagem de uma equipe dependente de um único talento. De uma equipe sem liderança dentro e fora de campo.

Foi um show das torcidas. Empolgantes, criativas. Muito diferentes da nossa insossa torcida com seu horroroso “Eu sou brasileiro….”. Os “hermanos” e os alemães nos mostraram, na final como é torcer.

Para mim, particularmente, foi uma Copa muito especial. Compartilhei momentos incríveis com amigos e com minha família. Fiz loucuras e viagens cansativas.

Compartilhei do sonho de um dos meus filhos de participar efetivamente do evento na sua organização. E como é bom ver um filho realizando seu sonho e em uma área em que eu tive muitas oportunidades de participar.

E para aqueles que torceram para o fracasso da nossa seleção, achando que o resultado negativo irá mudar o país ou mudar a condição dos outros esportes fica a mensagem que já tive a oportunidade de deixar: nada mudará.

Continuaremos perdendo na educação, saúde e segurança. Continuaremos perdendo nas mãos de políticos que não se preocupam com o bem estar do povo, continuaremos perdendo para estruturas engessadas e inúteis.

Agora temos que pensar na Copa do Mundo de Basquetebol. Nossa equipe tem condições de fazer um grande papel. E não penso em título não. Penso em uma participação digna das nossas tradições neste nosso esporte.

Confio nas pessoas que lá estão desempenhando na quadra muito bem seu papel de planejar e executar um trabalho sério.

A partir de agora é tudo voltado para o Basquetebol. Vamos para a Espanha representar dignamente nosso basquetebol que tem que sobreviver independentemente dos resultados do futebol.

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Camisa ganha jogo?

Amigos do Basquetebol

A Copa acabou. Sim, apesar de ainda termos mais dois jogos, a Copa acabou. Acabou naquela vergonhosa derrota para os alemães. Acabou da forma mais lamentável possível. Perder faz parte do jogo, mas ser massacrado em uma semifinal, em casa, não.

E esta derrota acaba causando várias “reflexões” por parte dos entendidos, leigos, torcedores fanáticos, torcedores eventuais e até mesmo daqueles oportunistas que, dizem não ligar para futebol mas aproveitam o momento para deitar suas teorias.

Mas uma coisa é certa, esta derrota serviu para derrubar um mito com o qual convivemos ou fomos levados a conviver que camisa ganha jogo. Sempre ouvimos que a “amarelinha” por si só garantia a vitória frente aos amedrontados adversários.

Talvez isto seja verdade quando enfrentamos adversários com pouca tradição no futebol. Mas isto também é duvidoso pois muitos adversários com pouco tradição no futebol também estão nos dando muito trabalho.

A verdade é que camisa ganha jogo sim! Ora, o cara ficou louco, dirão vocês. Incoerente. E eu provo que camisa ganha jogo.

Camisa ganha jogo quando dentro dela estão atletas preparados e focados em um único objetivo.

Camisa ganha jogo quando existe um trabalho planejado e bem executado por profissionais competentes e que se preparam para o ofício.

Camisa ganha jogo quando há um trabalho multi disciplinar que dá ao técnico principal condições de fazer boas escolhas.

Camisa ganha jogo quando se tem a humildade de reconhecer as virtudes do adversário e há uma preparação para enfrentá-las.

Camisa ganha jogo quando se tem a humildade de reconhecer suas próprias fraquezas e encontrar soluções para minimizá-las.

Camisa ganha jogo quando se tem a coragem de mudar nos momentos necessários.

Camisa ganha jogo quando prevalece o coletivo e não somente o talento de um único atleta.

Enfim, como vocês viram, apresentando esses “simples” requisitos certamente a camisa ganhará o jogo. Seja ela a amarelinha, a vermelhinha, a verdinha, a branquinha.

E nem sempre o “ganhar o jogo” significa ser campeão. Temos que lembrar que do outro lado há pessoas com os mesmos objetivos.

“Ganhar o jogo” pode ser simplesmente representar com honra e garra a camisa que veste. Afinal a verdade do esporte é que somente um subirá ao degrau mais alto do pódio.

Espero que as pessoas responsáveis pela vergonha que passamos consigam, minimamente refletir e que reflexões se transformem em ações assertivas que façam com que nosso futebol volte a ser respeitado e que a “amarelinha” volte a ter o peso que sempre teve. Não pela cor ou pela tradição e sim pela competência de um trabalho planejado e que privilegie aqueles que realmente tenham condições de usar e representar esta camisa tão importante.

Que se tome exemplos de outros esportes que há muito tempo vêm utilizando recursos importantes para seu desenvolvimento. Esportes que acreditam em planejamento e trabalho sério. Esportes que nem sempre sobem ao pódio, mas que,  apesar do pouco (ou nenhum) apoio e da pouca repercussão da mídia. nos representam dignamente nos enchendo de orgulho.

Enfim, a Copa acabou. Agora é hora de voltar as atenções à nossa Copa do Mundo. É hora de olhar para nosso basquetebol. Acreditar no trabalho sério que é feito. Se vai ganhar ou não, só no decorrer da competição é que saberemos. Mas, com certeza, seremos representados dignamente.

Só lamento o abandono da “amarelinha” no basquetebol.

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A trave

Amigos do Basquetebol

Não adianta. O assunto do momento é o futebol. E para não ficar muito tempo sem publicar resolvi escrever uma mini crônica sobre um artefato da maior importância neste jogo de bola: a trave.

Amigos, vocês já pensaram na importância da trave no futebol?

Ela não serve somente para sustentar a rede.

Ela é aquele elemento do jogo que separa a tênue linha da felicidade ou da tristeza. Da alegria ou da frustração. Da classificação ou da eliminação.

A trave é aquele pedaço de madeira com 12 cm de diâmetro que consegue ser acertada com muita frequência pelos atletas quando esses mesmos atletas buscam acertar um espaço de 2,44m de altura por 7,32 de comprimento. Ou seja, 17,86 metros quadrados.

Por isto acho a trave muito injustiçada. Se nesses 17, 86 metros quadrados, quando a bola ultrapassa linha (e as traves) a equipe é beneficiada com um gol, quanto valeria acertar 12 cm? Já pensaram nisto?

A trave é o momento de sorte do goleiro (e da equipe) e o momento de azar do atacante (e da outra equipe).

Mas às vezes ela se vinga e maldosamente a desvia para dentro do gol. Aí a situação se inverte.

Enfim, quero aqui prestar minhas homenagens à trave, principalmente àquela no jogo do Chile que por duas vezes cumpriu seu papel de evitar o gol.

Mas ao mesmo tempo quero deixar aqui meu protesto contra aquela trave que não entendeu o objetivo da cabeçada do suíço no jogo contra a Argentina.

Ela não poderia, naquela bola, ter feito seu lado vingativo funcionar.