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A trave

Amigos do Basquetebol

Não adianta. O assunto do momento é o futebol. E para não ficar muito tempo sem publicar resolvi escrever uma mini crônica sobre um artefato da maior importância neste jogo de bola: a trave.

Amigos, vocês já pensaram na importância da trave no futebol?

Ela não serve somente para sustentar a rede.

Ela é aquele elemento do jogo que separa a tênue linha da felicidade ou da tristeza. Da alegria ou da frustração. Da classificação ou da eliminação.

A trave é aquele pedaço de madeira com 12 cm de diâmetro que consegue ser acertada com muita frequência pelos atletas quando esses mesmos atletas buscam acertar um espaço de 2,44m de altura por 7,32 de comprimento. Ou seja, 17,86 metros quadrados.

Por isto acho a trave muito injustiçada. Se nesses 17, 86 metros quadrados, quando a bola ultrapassa linha (e as traves) a equipe é beneficiada com um gol, quanto valeria acertar 12 cm? Já pensaram nisto?

A trave é o momento de sorte do goleiro (e da equipe) e o momento de azar do atacante (e da outra equipe).

Mas às vezes ela se vinga e maldosamente a desvia para dentro do gol. Aí a situação se inverte.

Enfim, quero aqui prestar minhas homenagens à trave, principalmente àquela no jogo do Chile que por duas vezes cumpriu seu papel de evitar o gol.

Mas ao mesmo tempo quero deixar aqui meu protesto contra aquela trave que não entendeu o objetivo da cabeçada do suíço no jogo contra a Argentina.

Ela não poderia, naquela bola, ter feito seu lado vingativo funcionar.

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