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Como será o amanhã – 3

Amigos do Basquetebol

Em 9 de fevereiro de 2011 publiquei um texto intitulado Como será o amanhã (http://bit.ly/1k3yLlk) no qual eu externava algumas preocupações sobre o futuro do basquetebol brasileiro.

Depois dele, conseguimos voltar ao Jogos Olímpicos no masculino com um honroso 5o. lugar, também fomos bem no feminino mas continuo preocupado com um dos fatores apontados naquela ocasião, principalmente em relação ao masculino.

É o fator idade. Depois dos Jogos Olímpicos de Londres vamos enfrentar uma Copa do Mundo com praticamente a mesma equipe, dois anos mais velha.

E o que me preocupa na verdade é o que será do nosso basquetebol em 2016. Quem serão os jogadores que poderão eventualmente substituir os que aí estão? Ou será que teremos ainda que contar com Marcelinho (que terá 41 anos), Guilherme, Alex entre outros. Nada tira o mérito desses atletas e nem apaga o que fizeram e ainda fazem pelo nosso basquetebol.

Mas será que terão fôlego e disposição para encarar uma competição tão acirrada?

Na seleção que está disputando o Sul Americano já estamos dando uma mostra de uma possível renovação com a convocação de atletas oriundos da LDB (Gegê, Leo e Cristiano). Temos ainda Rafael Luz, Raulzinho, Augusto e Rafael Hettsheimer. Talvez o resultado não seja o que esperamos mas está se tentando criar uma nova geração.

Lembrando que ainda temos outros atletas que estão se destacando fora do país como Bruno Caboclo e Lucas Bebê e outros que poderão assumir um papel importante no nosso futuro. Cito alguns: Humberto, Lucas Dias, Ricardo Fischer, Gui Deodatto.

Mas há que se pensar seriamente na possibilidade de dar a esses jogadores mais experiência internacional para que eles cheguem em 2016 em condições de assumir um papel mais ativo na nossa equipe e possam substituir com qualidade alguns jogadores que provavelmente não estarão mais em condições de defender nosso país.

Estou escrevendo este texto antes da disputa do terceiro lugar no Sul Americano e que dará a vaga para o Pan. Se o Brasil se classificar porque não mandar uma equipe totalmente renovada para este campeonato? Seria possível abrir mão do resultado e dar a esses meninos a chance de aprender a competir internacionalmente.

Atualmente, o Pan já demonstrou ser uma competição de segunda linha. As grandes equipes (principalmente Estados Unidos e Argentina) não mandam seus principais jogadores. O Brasil poderia fazer o mesmo e transformar a competição em um grande laboratório para testar novos valores.

Enfim, é só uma opinião de quem está preocupado com o futuro. Depois de 2016 eu não gostaria de voltar a escrever sobre “Como será o amanhã”, pois o meu amanhã está ficando cada vez mais curto e eu ainda queria ter o gostinho de ver nosso basquetebol brilhando como brilhou em um “ontem” muito distante.

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