Entrevistas

Entrevista com Davi Rossetto

Amigos do Basquetebol

A LDB, como já tenho dito, é um campeonato que está revelando muitos talentos para nosso basquetebol. Em especial, vejo um campeonato de grandes armadores. E entre eles destaco o armador Davi Rossetto do Basquete Cearense que, além de atuar na LDB, já é titular de sua equipe no NBB.

Esta entrevista foi realizada antes do jogo final entre Basquete Cearense e Flamengo.

Viva o Basquetebol (VB) – Gostaria que você falasse um pouco de sua carreitra: início, quais foram seus técnicos e aquela que mais te influenciou

Davi Rosseto (DR) –  Comecei no basquete por intermédio de um pai de um amigo meu (Julio Malfi). Na época ele era o técnico do time principal da Hebraica e estava ajudando o Cleiton Ferreira a recrutar jogadores para o time sub11 que estava para ser formado. Apesar da pouca altura, tinha uma coordenação e uma habilidade esportiva interessantes pra alguém daquela idade. Topei o convite para fazer um treino experimental, aí foi amor a primeira vista, depois daquele treino me apaixonei pela modalidade e passei a vivenciar o basquete de maneira muito intensa. Depois da Hebraica ainda passei três anos no Circulo Militar com o Patinhas, mais 6 no Pinheiros com a Thelma e o Zé Luis, até me transferir para o Basquete Cearense, onde há quase três anos trabalho com o Espiga e o Bial. Sem dúvidas estou levando muitas coisas de cada um desses professores, prefiro não destacar nenhum, pois é muito difícil escolher um no meio de profissionais tão excelentes, que contribuíram muito para minha formação como atleta, mas principalmente como homem.
VB – Como foi sua experiência com a seleção no mundial?
DR – A experiência foi maravilhosa, passamos muito tempo juntos treinando e em competição, o que me proporcionou um aprendizado e uma evolução muito grande ao lado de atletas e comissão técnica tão competentes. Além disso, é muito bom competir em um nível tão alto e se botar a prova contra jogadores que hoje já figuram entre os melhores do mundo. Consegui fazer uma boa competição, e apesar de não termos chegado perto de nosso objetivo dentro da competição, o mundial acabou se tornando um divisor de águas na minha carreira.
VB – Como surgiu o Basquete Cearense em sua vida?
DR – O Bial acompanhou alguns jogos meus pela LDB e se interessou pelo meu jogo, na época teve boas informações sobre mim e decidiu me fazer uma proposta. Considerei que o Basquete Cearense era exatamente aquilo que eu precisava para minha carreira, e sem dúvidas foi a decisão certa, espero que para as duas partes. (risos)
VB – Fale sobre sua participação na LDB: quantas edições, experiências e importância da LDB em sua carreira. 
DR – Estou na minha terceira edição de LDB, sem dúvidas ela foi essencial na minha carreira. Foi onde adquiri mais confiança, mais ritmo, mais leitura de jogo e mais maturidade. Fui exposto às mais diversas situações que um atleta pode passar, e sem dúvidas isso te torna mais preparado para os próximos eventuais desafios na carreira.
VB – Fale um pouco da sua equipe na LDB
DR – Minha equipe é a típica equipe que qualquer atleta gostaria de participar. Altruísta, competitiva, grande espírito coletivo e uma grande união e confiança mútua. São esses os ingredientes que nos fazem ter prazer de jogarmos uns com os outros, acredito que daí tenham vindo os resultados positivos.
VB – Como está sendo a experiência como atleta da equipe principal do Basquete Cearense?
DR – O Bial foi um cara que sempre me deu muita confiança e oportunidade, a partir do momento que eu correspondi isso dentro de quadra, fui tendo cada vez mais espaço e mais protagonismo. Sou muito grato a ele, pois acredito que o treinamento coletivo, o treinamento individual são fundamentais, mas a prática disso em jogos, ainda mais em jogos como o do NBB me permitiram uma evolução e um aprimoramento muito grande das minhas capacidades.
VB – Quais os  Jogadores que te influenciaram ou que te influenciam até hoje?
DR – Existem muitos jogadores que me influenciaram e continuam me influenciando. Sou muito observador e sempre vou atrás de bons exemplos. Tive a sorte de jogar ao lado de grandes atletas com muito profissionalismo e muita competitividade, o que sempre me cativou. Não me espelho em um exclusivamente, mas sou admirador do trabalho de muitos.
VB – Quais são seus objetivos como atleta?
DR – Procuro traçar sempre metas de curto prazo, as de longo prazo são muito incertas, com muitas variáveis. Hoje em dia é ser campeão da LDB, acordo e vou dormir pensando nisso, é nisso que tenho depositado todas as minhas forças.
VB – Deixe sua  mensagem final para os amigos do Viva o Basquetebol
DR – Gostaria primeiro de parabenizá-lo pelo seu trabalho junto à LDB,  digno de um amante da nossa modalidade. Que as pessoas sempre procurem extrair o máximo dos seus professores, procurem bons exemplos e se espelhem não só em grandes atletas, com grandes carreiras, mas sim naquelas pessoas trabalhadoras, de caráter, que sempre dão o seu máximo, independente das circunstâncias, acredito que é disso que o mundo hoje é carente, e é nisso que eu aprendi sempre a trabalhar.

Davi Rossetto

 

Davi Rossetto em ação pelo Basquete Cearense

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