Basquetebol Europeu · Jogos Olímpicos

Pré Olímpico Feminino Europeu chega à fase decisiva

Amigos do Basquetebol

O Pré-Olímpico Europeu que classificará o campeão diretamente para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro chega à sua fase decisiva.

Vinte países iniciaram uma das mais duras competições para se apurar o representante europeu no Rio-2016 e somente oito continuam na disputa.

Além dos campeões continentais as vagas remanescentes serão disputadas em 2016. Ressalte-se que a participação do Brasil como país sede somente será decidida em agosto de 2015 quando a Central Board da FIBA anunciará sua decisão. Caso o Brasil seja confirmado sobrarão cinco vagas para a disputa neste pré-olímpico mundial.

Nos dias 24 e 25 de junho serão disputadas as seguintes partidas eliminatórias no Pré-Olímpico Feminino Europeu:

Turquia x Sérvia

Lituânia x Belarrússia

Espanha x Montenegro

França x Rússia

As semifinais serão disputadas no dia 26 de junho e a grande final no dia 28.

Serão jogos imperdíveis que poderão ser acompanhados online pelo site http://www.eurobasketwomen2015.com/ ou pela euroleague tv – http://www.euroleague.livebasketball.tv/ (neste caso você terá que comprar o passe para ter acesso aos jogos)

 

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Opinião do autor

O ensino do Basquetebol nas Escolas de Educação Física de São Paulo

Amigos do Basquetebol

Depois de uma pequena ausência volto com um tema que tem me preocupado e que tem sido assunto recorrente em palestras e cursos em que tenho a oportunidade de participar.

Trata-se do ensino do Basquetebol nas Escolas de Educação Física. A partir de um levantamento que venho realizando através de consultas a sites das instituições e contribuições de colegas que ministram o basquetebol em IES trago um quadro da situação atual do ensino de nossa modalidade para os alunos das Escolas de Educação Física.

De forma geral o que observo é uma tendência de se falar cada vez menos de esporte nas Escolas. O culto às atividades em academias e ao “personal trainner”, além do que chamo de “criminalização do esporte” por setores de nossa área que optam pela “filosofização” ao invés da ação podem ser os fatores responsáveis pela atual situação do ensino das modalidades esportivas nas EEFs e consequentemente do próprio basquetebol.

E isto nos traz uma questão que considero contraditória. A questão é que os CREFs exigem a graduação em Educação Física para que se exerça a profissão de técnico em basquetebol (ou em qualquer outro esporte), mas as Escolas não estão fornecendo subsídios suficientes para a formação desses técnicos. O quadro agrava-se na medida em que não há cursos complementares específicos nas modalidades e a ENTB criada para de certa forma suprir essa lacuna, naufragou nos seus objetivos, fruto da pouca importância e do descaso com que a CBB tratou nossa Escola de Treinadores, alterando os objetivos que foram traçados por um grupo significativo de profissionais e que foram simplesmente descartados pela nossa Confederação.

Como parte deste levantamento trago ao conhecimento dos amigos os dados referentes ao ensino do Basquetebol nas Escolas de Educação Física do Estado de São Paulo. Futuramente e com a ajuda dos colegas de todo o país trarei os dados nacionais.

Instituições pesquisadas: 34 (10 públicas e 24 particulares)

Cursos pesquisados: 56 (17 nas públicas e 39 nas particulares)

Tipo de curso: Licenciatura em Ed. Física – 26; Bacharelado em Ed. Física – 26; Bacharelado em Esporte – 4

Oferecimento da disciplina especícia “Basquetebol”: 47 instituições oferecem a disciplina na carga horária dos cursos; 9 não oferecem a disciplina, sendo que em 8 cursos o Basquetebol é ministrado em disciplinas que abordam as modalidades coletivas de forma geral. Em um dos cursos não se oferece o basquetebol e tampouco qualquer disciplina relacionada a modalidades coletivas.

Obrigatoriedade da disciplina “Basquetebol”: dos 47 cursos que oferecem a disciplina, em 45 deles ela é obrigatória. Dos 8 cursos em que o Basquetebol faz parte de uma disciplina mais ampla, em 6 a disciplina é obrigatória.

Número de semestres nos quais a disciplina Basquetebol é ministrada: 37 cursos oferecem a disciplina em 1 único semestre; 8 em dois semestres e 2 em três semestres

Carga horária da disciplina: a carga horária de oferecimento da disciplina “Basquetebol” varia de 30h/a a 120 h/a. 16 cursos oferecem a disciplina com carga horária de 60h/a; 8 cursos com carga de 30 h/a; 7 com carga de 40 h/a. Apenas 4 cursos oferecem a disciplina com carga de 120 h/a. Outras cargas de oferecimento: 45, 60, 75, 88 e 90 h/a.

Denominações: a disciplna “Basquetebol” é oferecida sob diversas denominações. A mais frequente é a própria “Basquetebol”. Outras deniminações: “Aprofundamentos em Basquetebol”; Estudos Avançados em Basquetebol”; “Basquetebol na Escola”; “Estágio em Basquetebol Escolar”; “Teoria e Prática no Esporte: Basquetebol”; Manifestações Culturais Desportivas: Basquetebol”; “Metodologia do Basquetebol”; Esportes Coletivos I: Basquetebol”; “Teoria e Prática no Basquetebol”; “Ensino e Aprendizagem no Basquetebol”.

Nas disciplinas com abordagens gerais nas quais o “Basquetebol” está inserido encontramos as seguintes denominações: “Pedagogia dos Esportes Coletivos”; Esportes Coletivos I”; Esportes Coletivos terrestres”; “Modalidades Esportivas Coletivas”; “Programas de Esportes Coletivos”.

A abordagem feita nesta análise é exclusivamente numérica sem que se entre no mérito dos conteúdos.

Mas o que se pode perceber a partir dos números é a pouca carga horária destinada ao ensino do basquetebol na maioria dos cursos o que nos leva a indagar se um aluno de educação física que passa por este tipo de situação estaria apto a exercer a função de técnico de basquetebol e mais especificamente técnico de categorias de base.

Esta preocupação aumenta quando notamos quem nos currículos analisados há poucas disciplinas que se preocupam com questões pedagógicas necessárias para a formação adequada de técnicos especializados.

Os currículos atualmente privilegiam o ensino voltado para as atividades em academias ou para a educação física escolar baseada em teorias e conceitos que excluem o esporte das aulas, ignorando o fato de que o esporte é uma das atividades mais motivadoras para as crianças e jovens.

Além disto, o excesso de “cientifização” dos cursos, acreditando-se na formação de pesquisadores e produtores de artigos científicos, pode estar contribuindo para a escassez de profissionais para atura junto ao público real, aquele que necessita da intervenção adequada de um profissional bem formado.

Evidentemente que a pesquisa é fundamental para o desenvolvimento da área, mas excluir a formação prática (não no sentido do desempenho do aluno de educação física, mas no sentido da vivência em atividades esportivas) me parece ser um equívoco que está causando danos irreparáveis à nossa área.

A publicação de artigos científicos em revistas internacionais de alto impacto é uma necessidade para se manter o nível das instituições junto aos órgãos fomentadores de pesquisa. Mas a publicação de artigos e livros técnicos ainda é uma necessidade premente para a realidade de um país em que a esmagadora maioria dos profissionais da área não têm acesso às publicações internacionais e de grande impacto e que necessitam de orientações básicas para poder desenvolver o esporte com as mínimas condições pedagógicas desde a sua base.

Em breve colocarei também a situação em nível nacional que, em uma breve análise já feita, não altera o quadro aqui descrito.