História do Basquetebol · Opinião do autor

Copa Intercontinental: o Basquetebol em Festa

Amigos do Basquetebol

Depois de 9 anos o Ibirapuera recebeu uma partida de basquetebol. O último jogo oficial realizado por lá foi em 23 de setembro de 2006 quando Austrália e Rússia fizeram a final do Mundial Feminino, competição vencida pelas australianas.

Foi muito bom e emocionante ver o Ibirapuera com um público maravilhoso para os jogos da Copa Intercontinental de Basquetebol reunindo o Campeão das Américas – Paschoalotto Bauru – e o Campeão Europeu – Real Madrid.

Os jogos foram de altíssimo nível, muito equilibrado e que, ao final, apontou os espanhóis como campeões em função do regulamento que previa em caso de uma vitória de cada time, o maior saldo de pontos.

No primeiro jogo o Paschoalotto Bauru, depois de estar perdendo por 17 pontos no terceiro quarto, empreendeu uma recuperação fantástica com um festival de bolas de 3 pontos de Rafael Hettsheimer, Leo Mendl e Gui Deodatto.

Hettsheimer foi o destaque da partida com 27 pontos, mas não se pode deixar de falar da excelente atuação do armador Ricardo Fischer que a 4 segundos do final infiltrou pela defesa Madridista e converteu uma bandeja que deu a vitória ao Bauru (91 x 90).

Principais destaques da primeira partida:

Cestinhas: Hettsheimer – 27 pontos e Jaycee Carrol – 18 pontos

Rebotes: Alex  – 7 e Rudy Fernandez e Felipe Reyes – 6

Assists: Fischer e Alex – 8; Lllul – 6

Na segunda partida a equipe espanhola veio sem um de seus principais jogadores, Rudy Fernandez, contundido. E logo no início do 2º. Quarto outra estrela espanhola, Sérgio Rodriguez, foi desqualificado com duas faltas técnicas.

O Real Madrid abriu 12×0, mas novamente o Bauru recuperou-se e equilibrou o jogo. Mas ao final os espanhóis levaram a melhor e conquistaram a Copa Intercontinental, repetindo o feito de 1981 quando venceram o Sírio no mesmo Ibirapuera.

Com a ausência de Fernandez e Rodrigues, Sérgio Llul tomou conta do jogo. Foi um verdadeiro maestro auxiliado por Jayce Carrol e Thompkins que no segundo tempo anotou 15 pontos.

Llul, merecidamente apontado como o MVP da competição, anotou 21 pontos e 6 assistências.

Pelo lado de Bauru, sem a mesma eficiência dos 3 pontos da primeira partida, Hettsheimer anotou 17 pontos e 6 rebotes. Mas o grande destaque ficou com Ricardo Fischer que, além da difícil missão de marcar Llul, anotou 26 pontos e 6 assistências.

Outro ponto decisivo para a vitória do Real Madrid foram os rebotes (46 x 25, sendo 15 x 5 nos rebotes ofensivos). Ayon foi o grande destaque nesse fundamento, obtendo 15 rebotes.

Resultado final – 91×79.

Números da partida:

Cestinhas: Jaycee Carro – 22 pontos; Fischer – 26 pontos

Rebotes: Ayon – 15; Hettsheimer – 6

Assistências: Llul – 6; Fischer – 6

Destaques da Competição

O grande público presente (cerca de 8000 mil pessoas no segundo jogo)

– A qualidade dos jogos e o empenho das duas equipes

– A organização perfeita.

– As atrações proporcionadas ao público nos intervalos dos jogos

– A presença em grande número da torcida espanhola

– As homenagens prestadas aos Campeões Mundiais Inter-Clubes (E.C. Sírio) de 1979 representados por Dodi, Agra, Mortari, Oscar e Marquinhos Abdalah

– As homenagens prestadas às Campeãs Mundiais de 1994 representadas por Paula, Hortência, Helen, Janeth e Alessandra.

– A presença de muitos ex-atletas que foram tratados dignamente pela organização do evento

– A volta do Ibirapuera como a casa do basquetebol em São Paulo

Enfim, independentemente do resultado, o basquetebol brasileiro viveu dois dias de festa.

Parabéns a todos que nos proporcionaram esses momentos de muita alegria e emoção.

Parabéns ao Paschoalotto Bauru que dignificou o basquetebol brasileiro enfrentando de igual para igual talvez o melhor time do mundo.

Que outros momentos como este possam ser trazidos a São Paulo.

Quem sabe nossa seleção possa atuar novamente no templo do basquetebol paulista.

O Basquetebol Brasileiro agradece.

O público prestigiou
O público prestigiou
Torcida Espanhola presente
Torcida Espanhola presente
A Copa e as Medalhas
A Copa e as Medalhas
O capitão Alex e a equipe do Pachoalotto Bauru recebem as medalhas e o troféu de Vice-Campeão
O capitão Alex e a equipe do Pachoalotto Bauru recebem as medalhas e o troféu de Vice-Campeão
O Real Madrid comemora o título
O Real Madrid comemora o título
O MVP Sérgio LLul e o tradicional corte da redinha
O MVP Sérgio LLul e o tradicional corte da redinha
Anúncios
História do Basquetebol · Opinião do autor · Todos os posts

E o Ibira voltou!!!

Amigos do basquetebol

Hoje é uma data histórica para nosso basquetebol.

Além de termos a decisão da Copa Intercontinenal entre Bauru e Real Madrid teremos a volta do nosso templo do basquetebol.

O Ibirapuera voltou.

Esta é e sempre foi a casa do nosso basquetebol.

Momentos memoráveis com disputas fantásticas. Torneios Governador do Estado com a presença das maiores seleções e clubes internacionais. Campeonatos Mundiais de Clubes, Campeonatos Mundiais de Seleção, decisões fantásticas dos nossos campeonatos Paulistas.

Quem da minha geração não se lembra do Mundial Feminino de 1971 com aquela cesta fantástica da Nilza no último segundo contra o Japão.

Quem não se lembra da invasão após a conquista do titulo mundial pelo Sírio em 1979.

Quem não se lembra das seleções da Yugoslávia, Rússia, Itália, México e outras nos Torneio Governador do Estado.

Quem não se lembra do fantástico Real Madrid campeão Mundial em 1981 (aliás seu último título intercontinental) com Corbalan, Brabender, Dalipasic, Romay e outros.

Quem não se lembra das decisões entre Leite Moça e Ponte Preta (maior público registrado no Ibirapuera).

Quem não se lembra do desfile de monstros sagrados do basquetebol naquela velha quadra. Decisões entre Sírio, Corinthians, Palmeiras, Monte Líbano, São José, Franca

Enfim, quem não se lembra do Ibirapuera com sua quadra ainda de cimento recebendo os maiores craques do mundo.

E hoje poderemos recordar ao vivo.

E para mim um gostinho especial. Foi lá que me formei. Foi lá que frequentei todos os cantinhos durante 3 anos da minha feliz estada como aluno do curso de Educação Física da USP.

Seja bem vindo de volta Ibirapuera. O nosso Ibira. O Ibira do Basquetebol

Final do Mundial Feminino de 2006 - Austrália x Rússia
Final do Mundial Feminino de 2006 – Austrália x Rússia
Final do Mundial Inter-Clubes 1979. Sírio x Bosna (Sírio Campeão)
Final do Mundial Inter-Clubes 1979. Sírio x Bosna (Sírio Campeão)

 

1971 - Com o Ibirapuera lotado Norminha tenta marcar a gigante russa Semenova
1971 – Com o Ibirapuera lotado Norminha tenta marcar a gigante russa Semenova
1994 - Ponte Preta x Leite Moça. O maior público já registrado no Ibirapuera
1994 – Ponte Preta x Leite Moça. Um dos maiores públicos já registrados no Ibirapuera
O nosso Ibirapuera
O nosso Ibirapuera
Jogos Olímpicos · Pré Olímpicos

“Bora” Rio-2016

Amigos do Basquetebol

Finalizados alguns torneios Pré Olímpicos já temos algumas equipes classificadas diretamente para os Jogos Olímpicos e outras que participarão dos Pré Olímpicos Mundiais.

Para fechar o quadro de classificados diretamente falta somente decidir a equipe feminina africana (ínicio em 24 de setembro) e a equipe masculina asiática (a partir de 23 de setembro).

No masculino os já classificados são:

Estados Unidos, Brasil, Espanha, Lituânia, Austrália, Argentina, Venezuela,  Nigéria e mais o campeão asiático.

Para o Pré Olímpico Mundial que será realizado de 5 a 10 de julho de 2016 estão classificados:

Canadá, Porto Rico, México, França, Sérvia, Grécia, Itália, Rep. Tcheca, Nova Zelândia, Angola, Tunísia, Senegal, três asiáticos e três convidados pela FIBA (total 18 equipes).

Estarão em jogo 3 vagas.

Com a mudança do sistema de disputas (3 grupos de seis equipes, classificando-se o campeão de cada grupo), em minha opinião a disputa deverá ficar restrita às equipes europeias, com alguma chance para o Canadá. Os demais americanos, asiáticos e africanos terão pouquíssimas chances de classificação.

No feminino, além de Estados Unidos e Brasil classificaram-se diretamente para os Jogos Olímpicos de 2016: Canadá, Sérvia, Austrália, Japão e a equipe campeã africana.

Para o pré Olímpico Mundial que acontecerá entre 13 e 19 de junho de 2016, teremos 12 equipes: Cuba, Argentina, Venezuela, França, Espanha, Belarrússia, Turquia, Nova Zelândia, China, Coreia e duas equipes africanas.

Estarão em disputa 5 vagas. Em minha opinião essas vagas serão disputadas por: França, Espanha, Belarrússia, Turquia, China, Coreia e Cuba. Argentina, Venezuela e as equipes africanas têm poucas chances de obter uma das vagas.

Talvez a grande surpresa dos pré olímpicos tenha sido a não classificação da Rússia, tanto no masculino ( que talvez seja um dos convidados) quanto no feminino.

Agora é esperar pela definição das vagas para termos o quadro completo de participantes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Pré Olímpicos

Decisões na Copa América Masculina

Amigos do Basquetebol

Chegou a hora da decisão na Copa América

Canadá x Venezuela e México x Argentina disputam as semifinais e os dois vencedores estarão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Os perdedores e ainda Porto Rico terão a chance de obter uma das três vagas no Pré Olímpico Mundial.

Vejam os confrontos (média de pontos; média de pontos sofridos; %2; %3; %ll; rebotes; assists; bolas perdidas e bolas recuperadas)

Canadá: 101,0;  78,9;  52%;  43,3%;  71,1%;  46,4;  24,8;  12,0;  4,5

Venezuela: 71,1;  69,3;  49,3%;  27,4%;  65,8%;  33,4;  17,4;  10,6;  8,9

México: 88,4;  73,5;  53,0%;  35,2%;  79,2%;  36,6;  21,5;  11,8;  6,3

Argentina:80,3;  78,5;  52,7%;  36,5%;  68,5%;  36,8;  18,8;  10,4;  6,1

Destaque individuais de Canadá e Venezuela:

Cestinhas: Wiggins (CAN) – 15,5; Cox (VEN) – 11,8

Rebotes: Bennet (CAN) – 7,0; Colmenares (VEN) – 7,0

Assists: Joseph (CAN) – 6,4; Vargas (VEN) – 5,3

Destaques individuais de México e Argentina

Cestinhas: Ayon (MEX) – 19,1; Scola (ARG) – 22,4

Rebotes: Ayon (MEX) – 11,6; Scola (ARG) – 11,4

Assists: Cardenas (MEX) – 5,0; Campazzo (ARG) – 6,3

Ùltimas participações

Argentina – 2012 – 4o. lugar

Canadá – 2000 – 7o. lugar

Venezuela – 1992 – 11o.

México – 1976 – 10.o

 

Basquetebol Europeu · Opinião do autor

Eurobasket: uma visita pela globalização do basquetebol

Amigos do Basquetebol

Todos já conhecem minha incansável admiração pelo basquetebol europeu.

Não dá para deixar de reconhecer o trabalho que é feito em países, muitas vezes, com população menor que muitos estados brasileiros, mas que revelam ano após ano talentos incríveis.

Campeonatos fortes (nos países e na euroliga), altíssimo nível de palnejamento, investimentos altos e muito, mas muito trabalho nas bases talvez sejam os fatores que tornam a europa o melhor basquetebol do mundo (sem considerarmos, é claro a NBA que inclusive importa muitos europeus para abrilhantar suas equipes).

Vendo os jogos do Pré Olímpico Europeu (que está apenas no começo) me arrisco a dizer que é um campeonato tão bom ou melhor que os Jogos Olímpicos, que por força do regulamento absurdo (somente 12 equipes) pode deixar de fora equipes como a França, Espanha, Rússia, Lituânia, Turquia, Grécia, Alemanha, Sérvia, Croácia, Eslovênia, Itália, só para citar algumas delas.

Vendo esses jogos também penso em como estamos atrás dessas potências. O Brasil que já esteve entre as quartas potências mundiais hoje ocupa um lugar de coadjuvante por mais que me doa dizer essa verdade. E na América, além dos Estados Unidos, qual país estaria hoje à altura do basquetebol europeu? Argentina, talvez? Canadá, quem sabe? Ou o Brasil, falando muito mais como torcedor do que crítico.

Mas um dos fatores que podemos observar no basquetebol europeu é a globalização promovida pelas equipes e também pelas seleções representativas desses países.

Senão vejamos:

No atual Pré Olímpico Europeu das 24 equipes participantes, sete têm técnicos “estrangeiros”:

Bósnia – técnico Montenegrino; Rep. Tcheca – técnico Israelense; Geórgia – Técnico Sérvio; Alemanha e Polônia – técnicos Norte-Americanos; Islândia – técnico Canadense e Espanha – técnico Italiano

Em relação às equipes o quadro é o seguinte:

Somente quatro equipes são totalmente “caseiras”: Estônia, Itália, Letônia e Rússia.

Em cada equipe há pelo menos 1 estrangeiro com predominância para os norte-americanos (13). Ao todo são 35.

Outros estrangeiros naturalizados e que defendem outros países:

da Bósnia: 4; França e Rep. Democrática do Congo: 3; Eslovênia: 2; Sérvia, Bélgica, Suécia, Ucrânia, Ucrânia, Suriname, Marrocos, Holanda, Croácia, Montenegro e Macedônia – 1 cada.

As equipes mais com mais estrangeiros Bélgica e Holanda (4), Croácia (3) e Sérvia (2).

Em relação aos atletas que atuam na NBA e que estão disputando o Eurobasket temos a França com 6, Alemanha e Grécia (3), Croácia, Itália e Turquia (2), Espanha, Israel, Polônia, Sérvia e Espanha com 1 cada. Ao todo 23.

Desculpem se insisto no assunto. Mas a Europa é o lugar do Basquete.

 

 

 

Opinião do autor

Dia do Profissional de Educação Física

Amigos do Basquetebol

Hoje (1 de setembro) comemoramos o dia do Profissional de Educação Física.

Em 1972 quando ingressei na Escola deEducação Física da USP descobri um mundo fantástico em que eu vislumbrava muitas oportunidades que se confirmaram ao longo desses 41 anos de carreira.

Oportunidade de conhecer um número imenso de pessoas e de ter podido contribuir para sua formação.

Oportunidade de conhecer o mundo participando de congressos, cursos, palestras, campeonatos e grandes eventos.

Oportunidade de ter trabalhado em escolas, clubes e instituições que sempre me deram o prazer de fazer muitos amigos.

Oportunidade de ter participado da organização de eventos importantes e que me proporcionaram uma outra visão da profissão, aquela além das quatro linhas da quadra.

Oportunidade de ter aprendido (e estar aprendendo) muito com muitas pessoas que me mostraram o quão importante somos para a formação de jovens que muitas vezes nos consideram tão ou mais importantes que seus próprios familiares.

Oportunidade de ter compartilhado momentos inesquecíveis com amigos, alunos e mestres.

Foi a educação física que escolhi como prifissão (apesar do susto que a família tomou quando disse que iria prestar vestibular para educação física, já que eu fazia parte de uma geração em que somente engenharia, medicina e direito eram consideradas profissões “decentes”) e de cuja decisão nunca me arrependi.

Apesar de todas as mudanças que a área passou ao longo desses anos, algumas delas negativas, tenho muito orgulho de dizer: sou Professor de Educação Física.

Em um país onde a educação é tratada como sub-produto e a ela não é dada a devida importância só espero que possamos continuar lutando pela melhora das condições de nossos profissionais. Que nunca percamos a esperança e a vontade de crescer.

Um grande abraço a todos meus colegas profissionais da área.

Exercendo minha profissão na EEFEUSP
Exercendo minha profissão na EEFEUSP