Basquetebol Europeu · Opinião do autor

Eurobasket: uma visita pela globalização do basquetebol

Amigos do Basquetebol

Todos já conhecem minha incansável admiração pelo basquetebol europeu.

Não dá para deixar de reconhecer o trabalho que é feito em países, muitas vezes, com população menor que muitos estados brasileiros, mas que revelam ano após ano talentos incríveis.

Campeonatos fortes (nos países e na euroliga), altíssimo nível de palnejamento, investimentos altos e muito, mas muito trabalho nas bases talvez sejam os fatores que tornam a europa o melhor basquetebol do mundo (sem considerarmos, é claro a NBA que inclusive importa muitos europeus para abrilhantar suas equipes).

Vendo os jogos do Pré Olímpico Europeu (que está apenas no começo) me arrisco a dizer que é um campeonato tão bom ou melhor que os Jogos Olímpicos, que por força do regulamento absurdo (somente 12 equipes) pode deixar de fora equipes como a França, Espanha, Rússia, Lituânia, Turquia, Grécia, Alemanha, Sérvia, Croácia, Eslovênia, Itália, só para citar algumas delas.

Vendo esses jogos também penso em como estamos atrás dessas potências. O Brasil que já esteve entre as quartas potências mundiais hoje ocupa um lugar de coadjuvante por mais que me doa dizer essa verdade. E na América, além dos Estados Unidos, qual país estaria hoje à altura do basquetebol europeu? Argentina, talvez? Canadá, quem sabe? Ou o Brasil, falando muito mais como torcedor do que crítico.

Mas um dos fatores que podemos observar no basquetebol europeu é a globalização promovida pelas equipes e também pelas seleções representativas desses países.

Senão vejamos:

No atual Pré Olímpico Europeu das 24 equipes participantes, sete têm técnicos “estrangeiros”:

Bósnia – técnico Montenegrino; Rep. Tcheca – técnico Israelense; Geórgia – Técnico Sérvio; Alemanha e Polônia – técnicos Norte-Americanos; Islândia – técnico Canadense e Espanha – técnico Italiano

Em relação às equipes o quadro é o seguinte:

Somente quatro equipes são totalmente “caseiras”: Estônia, Itália, Letônia e Rússia.

Em cada equipe há pelo menos 1 estrangeiro com predominância para os norte-americanos (13). Ao todo são 35.

Outros estrangeiros naturalizados e que defendem outros países:

da Bósnia: 4; França e Rep. Democrática do Congo: 3; Eslovênia: 2; Sérvia, Bélgica, Suécia, Ucrânia, Ucrânia, Suriname, Marrocos, Holanda, Croácia, Montenegro e Macedônia – 1 cada.

As equipes mais com mais estrangeiros Bélgica e Holanda (4), Croácia (3) e Sérvia (2).

Em relação aos atletas que atuam na NBA e que estão disputando o Eurobasket temos a França com 6, Alemanha e Grécia (3), Croácia, Itália e Turquia (2), Espanha, Israel, Polônia, Sérvia e Espanha com 1 cada. Ao todo 23.

Desculpem se insisto no assunto. Mas a Europa é o lugar do Basquete.

 

 

 

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