Opinião do autor · Todos os posts

E o que mudou no nosso basquetebol feminino?

Amigos do Basquetebol

Ao longo desses anos e de cerca de 730 posts tenho questionado o futuro do basquetebol brasileiro e, especialmente, o basquetebol feminino.

Tudo começou em 9/02/2011 com o post “Como será o amanhã” (http://bit.ly/1PQlk6J) em que eu questionava o nosso futuro em função da falta de um planejamento mais adequado e que nos tornasse efetivamente uma pátria que gostasse do basquetebol e de problemas que surgiam devido à questões relacionadas ao envolvimento de atletas com nossas seleções.

A ele se seguiram mais alguns posts:

“Pegunto novamente: como será o amanhã” – 6/08/2012 (http://bit.ly/1PQlwTy)

“O que acontece com nosso basquetebol feminino?” – 15/11/2012 (http://bit.ly/1TgEvFm)

“Basquete feminino – agora vai?” – 3/04/2013 -(http://bit.ly/1LBdCFQ)

“Basquete feminino – agora vai 2?” – 7/04/2013 – (http://bit.ly/1Nec8H9)

“O basquetebol feminino  e seu futuro” – 17/08/2015 – (http://bit.ly/1R8eYPu)

Em todos eles eu abordava a falta de planejamento, a falta de incentivo principalmente nas categorias de base, a falta de campeonatos fortes, o número reduzido de clubes nos principais campeonatos, e outros fatores que sempre nos deixam com a pulga atrás da orelha quando se trata do basquetebol feminino.

Também sempre apontei que o feminino sobrevive pela ação de verdadeiros abnegados que não deixam a peteca cair.

E depois de tantos posts, tantos lamentos, apontando problemas que são facilmente detectados por qualquer pessoa minimamente envolvida com o basquetebol, agora nos deparamos com uma situação que é bizarra.

Os clubes querem boicotar a seleção por conta do descaso da CBB em relação ao feminino.

De um lado os clubes mostrando sua indignação com a falta de respeito dos dirigentes da CBB em relação ao feminino (ex: o não comparecimento  de dirigentes da CBB no lançamento da Liga Feminina que é o que resta de esperança para o reerguimento do nosso basquetebol).

Do outro lado a CBB tentando mostrar que não é bem assim que o feminino é tão prestigiado quanto o masculino.

O que sabemos, no entanto, é que enquanto não houver um trabalho conjunto entre as instituições que fazem parte e que estão preocupadas com o desenvolvimento do basquetebol feminino, continuaremos tentando encontrar respostas para algumas perguntas:

“Que nível de basquetebol o feminino apresentará nos Jogos Olímpicos?”

“Será mantida a tradição de conquistas do feminino, campeão Mundial em 1994 e medalhista olímpico em 1996 e 2000?”

“Quando efetivamente teremos um basquetebol feminino digno dessas tradições?”

“Quando o basquetebol feminino deixará de depender do trabalho isolado de abnegados como Laís, Vendramini, Dornellas e outros tanto que não deixam a peteca cair?”

“Até quando os investidores continuarão acreditando no nosso basquetebol feminino?”

Acredito que tudo isto seja possível a partir de uma ação conjunta e que não me façam daqui a alguns anos e outros posts mais continuar perguntando:

“Como será o amanhã?”

 

 

 

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História do Basquetebol · Jogos Olímpicos

As finais dos Jogos Olímpicos (1)

Amigos do Basquetebol

Como já foi publicado anteriormente, o basquetebol teve uma pequena incursão nos Jogos Olímpicos de St. Louis (1904) quando cinco equipes norte-americanas participaram de um torneio caseiro a título de demonstração.

Mas a partir de 1936 o basquetebol masculino passou a fazer parte do programa oficial dos Jogos Olímpicos. A partir de então o Basquetebol cresceu em popularidade tornando-se uma dos esportes mais procurados no programa dos Jogos.

Grandes jogos e grande finais que iremos recordar neste post com os resultados e os cestinhas do jogo final de cada edição na seguinte ordem:

Ano – Local – número de equipes participantes – Jogo Final – Cestinha da final

1936 – Berlin – 21 –  Estados Unidos 19 x 8 Canadá. Fortensberry (EUA) – 8 pts

1948 – Londres – 23 – Estados Unidos 65 x 21 França – Groza (EUA) – 11 pts

1952 – Helsinque – 16 – Estados Unidos 36 x 25 União Soviética – Clyde Lovelette (EUA) – 9 pts

1956 – Melbourne – 15 – Estados Unidos 89 x 65 União Soviética – Jeangerard (EUA) – 16 pts

1960 – Roma – 16 – Não houve final. Houve um quadrangular que terminou com os Estados Unidos com 3 vitórias, União Soviética (2-1); Brasil (1-2) e Itália (0-3).

1964 – Tóquio – 16 – Estados Unidos 73 x 59 União Soviética – L.Jackson (EUA) – 17 pts

1968 – México – 16 – Estados Unidos 65 x 50 Iugoslávia – Spencer Haywood (EUA) – 21 pts

1972 – Munique – 16 – União Soviética 51 x 50 Estados Unidos – Sergey Belov (URSS) – 20 pts

1976 – Montreal – 12 – Estados Unidos 95 x 74 Iugoslávia – Adrian Dantley (EUA) – 30 pts

1980 – Moscou – 12 – Iugoslávia 86 x 77 Itália – Villalta (ITA) – 29 pts

1984 – Los Angeles – 12 – Estados Unidos 96 x 65 Espanha – M.Jordan (EUA) – 2o pts

1988 – Seoul – 12 – União Soviética 76 x 63 Iugoslávia – D.Petrovic (IUG) – 24 pts

1992 – Barcelona – 12 – Estados Unidos 117 x 85 Croácia – D.Petrovic (IUG) – 24 pts

1996 – Atlanta – 12 – Estados Unidos 95 x 69 Iugoslávia – D.Robinson (EUA) – 28 pts

2000 – Sydney – 12 – Estados Unidos 85 x 75 França – Sciarra (FRA) – 19 pts

2004 – Atenas – 12 – Argentina 84 x 69 Itália – Scola (ARG) – 25 pts

2008 – Beijing – 12 – Estados Unidos 118 x 107 Espanha – D.Wade (EUA) – 27 pts

2012 – Londres – 12 – Estados Unidos 107 x 100 Espanha – K.Durant (EUA) – 30 pts

Curiosidades:

  • Das 17 finais disputadas os Estados Unidos participaram de 14 (13v 1 d); União Soviética – 5 (2v 3 d); Iugoslávia – 5 (1v – 4d); Espanha – 3 (3d); França – 2 (2d); Itália – 2 (2d); Argentina – 1 (1v); Croácia -1 (1d); Canadá – 1 (1d)
  • Estados Unidos e União Soviética se enfrentaram em 4 finais com 3 vitórias norte-americanas; Estados Unidos se enfrentaram 3 vezes com 3 vitórias norte-americanas assim como Estados Unidos e Espanha
  • A menor contagem aconteceu em 1936 na vitória dos Estados Unidos sobre o Canadá 19×8. A maior contagem acontecem em 2008 na vitória dos Estados Unidos sobre a Espanha 118-107
  • A menor diferença de pontos aconteceu na polêmica final de 1972 quando os soviéticos venceram os americanos por 51×50. Já a maior diferença foi em 1948 (44 pontos) na vitória norte-americana sobre os franceses – 65×21
  • 11 americanos foram cestinhas em finais. A Argentina, União Soviética, Itália, França e Iugoslávia* tiveram um cestinha. *Neste caso o cestinha foi D.Petrovic em duas oportunidades (1988 e 1992)
  • Adrian Dantley e Kevin Duran, ambos dos Estados Unidos foram os maiores pontuadores em finais (30 pontos)
Sergei Belo - o autor da polêmica cesta que deu o título olímpico à União Soviética em 1972
Sergei Belov – o autor da polêmica cesta que deu o título olímpico à União Soviética em 1972

 

 

Colaboradores · Formação Esportiva

CATEGORIAS DE BASE…O FUTURO COMEÇA AQUI…SERÁ?

Amigos do Basquetebol

Neste post trago a colaboração do Prof. Tácito Pinto Filho, um dos mais conceituados técnicos de basquetebol do Brasil, com 37 anos de experiência, muitos dos quais destinados ao trabalho de formação.

“Companheiros/as do Basquetebol (Treinadores/as, Pais, Dirigentes) minha intenção é colocar minhas opiniões sem pretender ser o dono da verdade.

Final de mais uma temporada e acompanhei muitos jogos das categorias sub 12, sub 13 e sub 14 e cheguei a triste conclusão que o maior problema em nosso trabalho de formação tão importante somos nós Treinadores, que na maioria das vezes temos um discurso e uma outra atitude.

Acreditamos que a defesa individual é a melhor para a formação dos/as atletas mas utilizamos defesa por zona, pressão por zona, box-one, triângulo-dois, etc.

Dizemos que não devemos ter “jogadas”, utilizar o sistema de jogo livre e temos a “1”, a “chifre”, etc, utilizando corta-luz direto e indireto desde o sub 12.

Que devemos evitar a especialização precoce mas a equipe tem o armador, os laterais e os pivôs com posicionamentos e funções bem definidas e limitadas, com o objetivo de vencer e não o de formação.

Quando comecei minha carreira de Treinador trabalhei da mesma maneira e hoje acredito que limitei muito meus jogadores que não chegaram tão longe quanto poderiam pois tive grupos de jogadores talentosos. Se pudesse voltar no tempo faria tudo diferente em relação ao trabalho com o Basquetebol. Se falhei neste sentido tenho a consciência tranquila de que quanto a formação de homens contribui e muito.

Trabalhando desta forma estamos pulando fases no trabalho de formação e desenvolvimento do Basquetebol. Seria como ensinar uma frase antes de ensinar as letras, as sílabas, as palavras ou ensinar a correr antes do gatinhar e andar.

Os/as atletas executam as tarefas de modo imperfeito e sem saber: O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Quando fazer? Nenhuma leitura do jogo na defesa e no ataque.

E a justificativa que escuto muitas vezes, e não aceito, é: “Preciso vencer para manter meu emprego!”. Não aceito porque nestes 37 anos, ininterruptos completados em julho último, como Treinador de Basquetebol conto nos dedos de uma mão os Treinadores de categorias de base que perderam seus empregos por que não foram campeões.

Enfim acredito que precisamos rever com urgência nossas posições para que possamos fazer um Basquetebol de melhor qualidade respeitando fases de desenvolvimento tanto físicas quanto cognitivas.”

“BASQUETEBOL É UM SHOW”

História do Basquetebol · Todos os posts

1904: o Basquetebol estreia nos Jogos Olímpicos

Amigos do Basquetebol

Ao contrário do que muitos pensam e do que encontramos na literatura, o Basquetebol estreou nos Jogos Olímpicos em 1904, em St. Louis sob o título de Campeonato Mundial Olímpico de Basquetebol.

Aliás os Jogos de St. Louis foram considerados os piores da história por sua péssima organização e baixo desempenho dos atletas da época. Eles foram realizados concomitantemente à Feira Mundial o que deixou os jogos relegados a um segundo plano.

Mas também foram os jogos que marcaram a primeira aparição de países africanos e também pela primeira vez foram distribuídas as medalhas de ouro, prata e bronze.

O esporte foi incluído como modalidade de demonstração e contou somente com equipes norte-americanas representando clubes e entidades: Buffalo German YMCA; Chicago Central YMCA; Xavier Athletic Club de N. Iorque; Turner Tigers de Los Angeles e Missouri Athletic Club.

A competição foi realizada em dois dias (15 e 16 de julho) e teve 5 jogos  e 2 WOs.

Os jogos foram os seguintes:

Buffalo 97 x 8 Missouri

Chicago 56 x 15 Xavier

Buffalo 77 x 6 Tigers

Buffalo 36 x 28 Xavier

Buffalo 39 x 28 Chicago

Chicago venceu dois jogos por WO contra Tigers e Missouri.

Desta forma o Buffalo tornou-se o primeiro “campeão olímpico” da história.

Oficialmente todos sabemos que o basquetebol masculino foi incluído nos programa oficial dos Jogos Olímpicos em 1936 (Berlin) e o feminino em 1992 (Barcelona).

Mas vale o registro histórico desta primeira tentativa de termos nosso esporte nos Jogos Olímpicos.

 

 

NBB

E começa o NBB

Amigos do Basquetebol

Hoje começa a nova edição (8a) do NBB.

Quinze equipes representando sete estados estarão presentes nesta competição que reúne os melhores jogadores de basquetebol do país.

Ceará – Basquete Cearense

DF – Brasília

S.Paulo – Bauru, Liga Sorocabana, Mogi das Cruzes, Paulistano, Pinheiros, Rio Claro, São José e Franca

Rio Grande do Sul – Caxias do Sul

Rio de Janeiro – Flamengo e Macaé

Minas Gerais – Minas T.C.

Bahia – Vitória

Ausências importantes como Uberlândia e Limeira.

Mas grande novidades: Vitória e Caxias (campeão da Copa Ouro).

Mudanças de Técnicos: Demétrios (no Bauru), Danilo Padovani (no Mogi), Cristiano Grama (no MInas), Regis Marrelli (Vitória) e Cris Ahmed (no São José).

Muitas mudanças de atletas. Entre elas:

Basquete Cearense – Toledo, Duda Machado, Leo e Rashaum

Bauru – Leo Mendle, Paulinho Boracini

Brasília  PIlar e Deryk

Caxias – Gustavinho

Flamengo – Rafa Luz, Rafael MIneiro e J.P. Batista

Franca – Cauê, Erik e Nezinho

Liga Sorocabana – Neto e Chupeta

Macaé – Mosso

Mogi – Larry Taylor e Lucas Mariano

Paulistano – Waltinho, Jason Smith, Caio Torres e Gruber

Pinheiros – MIneiro – Halloway, Scaglia e Andrezão

Rio Claro – Gui Deodato

São José – Pedro – Renato, Mateus Dalla e Cesar

A relação completa das equipes pode ser confirmada no site http://www.lnb.com.br

Tudo isto e muito mais para aqueles que gostam de basquetebol.

Logo na estreia um grande clássico, final da edição passada – Beuru x Flamengo.

É basquetebol para todos os gostos.

Imperdível