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O discurso e a prática: quanta diferença

Amigos do Basquetebol

Depois dos dois excelentes posts do amigo Tácito Pinto Filho aqui divulgados (https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2015/11/18/categorias-de-base-o-futuro-comeca-aqui-sera/;https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2015/12/13/categorias-de-base-o-futuro-comeca-aqui-sera-parte-2/)  e acompanhando a base do basquetebol durante anos chego à triste e óbvia conclusão de que muitos de nossos técnicos não conseguem levar à prática seu discurso em favor da formação de atletas.

O que vemos são técnicos preocupados tão somente com o resultado do jogo e, é claro do campeonato. Visam somente a vitória final sem se importar com o verdadeiro desenvolvimento de seus atletas.

Se perguntar a um técnico sobre formação ele defenderá uma postura maravilhosa de formação, desenvolvimento e preparação para um futuro da criança como cidadão.

Mas na prática…..quanta diferença.

São voltados para o imediatismo, para o vencer a qualquer custo, para a criação de jogadas (que eu chamo de coreografias), para a robotização de seus pequenos atletas não dando a eles a possibilidade de criar e tomar decisões.

Em São Paulo as últimas medidas apoiadas pelos técnicos do sub-12 (tirar a tabelinha) além da manutenção de regras absurdas como a linha de 3 pontos, pressão quadra toda, tempo de posse de bola mostram que estamos na contramão do mundo do minibasquetebol.

Todos elogiam a forma argentina de promover o minibasquetebol através de festivais. Mas participam de festivais como se estivessem disputando um Campeonato Mundial.

Enfim, isto nos faz pensar em um futuro duvidoso. Muitos clubes que se dizem formadores não formam nada. Vão atrás de atletas já formados em outros clubes para usufruir dos dividendos.

E um agravante: tudo isto sob os olhares complacentes de muitos pais que enxergam em seus filhos os depositários de suas frustrações esportivas e também querem a vitória a qualquer custo, ofendendo seus filhos, adversários, árbitros e técnicos.

Será que um dia isto muda???

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3 comentários em “O discurso e a prática: quanta diferença

  1. E depois ninguém sabe explicar porque o basquete, principalmente o feminino, esta nessa situação. Todos buscam resultados pulando ou desrespeitando etapas de aprendizado, desenvolvimento motor, físico e psicológico. Não se pode também afirmar que não há treinamento, pois há, só não se sabe o que e como se treina. Se na base, que é o momento mais importante de aprendizado esta assim, o que pensar do resto.

    1. Vânia. Nossas crianças não são levadas a pensar o jogo e sim repetir coreografias para agradar seus treinadores que se esquecem de considerar fatores como nível de desenvolvimento, maturação, aspectos cognitivos e psicológicos e tratam as crianças como se fossem todas iguais.

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