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Ainda sobre os Pré-Olímpicos Mundiais

Amigos do Basquetebol

Com a divulgação dos grupos que disputarão os Pré Olímpicos Mundiais (masculino e feminino) é inevitável que surjam as especulações e opiniões sobre as equipes que conquistarão as últimas vagas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Também surgem opiniões sobre a forma de disputa e a mudança do regulamento, especialmente no masculino, que terá três grupos onde somente o  campeão terá o direito da vaga, o que de certa forma favorece principalmente os países europeus que, além dos que obtiveram o direito da disputa por suas colocações no Pré Olímpico Continental, ainda foram beneficiados com os três convites para esta competição.

Podemos contestar os convites e a forma de disputa. Alguns defendem a tese da maior oportunidade para países que ainda lutam por uma posição de destaque o basquetebol mundial como é o caso dos países africanos e asiáticos.

Outros, como eu, defendem o mérito já que os Jogos Olímpicos garantem a presença de representantes de todos os continentes proporcionalmente à sua participação no cenário mundial.

Um fator preponderante para este quadro é o número reduzidíssimo de países para a disputa dos Jogos Olímpicos. Doze vagas faz com que grandes potências fiquem fora da festa (veja o post Espírito Olímpico ou Injustiça Olímpica – publicado em 18/09/2011 – https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2011/09/18/espirito-olimpico-ou-injustica-olimpica/).

Com as mudanças previstas para o ciclo olímpico talvez as coisas melhorem já que a FIBA pleiteia 16 vagas para os jogos de 2020.

Mas enquanto isto não acontece temos que analisar o presente. E este presente é totalmente favorável às equipes europeias, tanto no masculino, quanto no feminino.

No masculino o Grupo que será disputado em Belgrado é muito favorável à Sérvia que devera ser a campeã do GA enquanto a República Tcheca deverá sair no GB. E nesta final o fator casa, história e qualidade dá aos sérvios quase que a certeza da classificação.

Já o grupo de Turim deverá ter a Grécia como campeão do GA, enquanto Itália e Croácia travarão uma batalha insana para classificar-se para a final pelo GB. São três equipes de grande tradição sendo que a Itália deverá fazer de tudo para aproveitar o fator casa e tentar retornar aos Jogos Olímpicos já que estão ausentes desde 2004 quando foram medalha de prata na histórica conquista da Argentina.

Em Manilla a equipe da casa (Filipinas) terá poucas chances frente a Turquia e França que deverão fazer uma final sensacional.

Meu palpite: Sérvia, Grécia e França

Já no feminino o quadro é muito mais claro e novamente as equipes europeias são as francas favoritas para obter 4 das 5 vagas disponíveis. França, Turquia, Belarrússia e Espanha deverão estar no Rio. Já a quinta vaga deve ser disputada pelas asiáticas Coreia e China, com uma pequena chance da Argentina aparecer como fator surpresa.

Enfim é aguardar e acompanhar esta disputa que será sensacional.

 

 

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Pré Olímpicos Mundiais: definidos os grupos

Amigos do Basquetebol

Nesta terça feira (26 de janeiro) a FIBA definiu os grupos e sistemas de disputa dos Pré Olímpicos Mundiais masculino e feminino.

No masculino que será disputado de 4 a 9 de julho em Belgrado Manilla e Turim os grupos ficaram assim definidos:

Belgrado:

GA: Sérvia, Angola e Porto Rico; GB: Japão, Rep. Tcheca e Letônia

Turim

GA: Grécia, México e Iran; GB: Tunísia, Croácia e Itália

Manilla

GA: Turquia, Senegal e Canadá; GB: França, N.Zelândia e Filipinas

Sistema de disputa

As equipes jogam entre si nos grupo. Os dois primeiros de cada grupo fazem a semifinal e os vencedores a final. Os três campeões de cada sede estarão classificados para os Jogos Olímpicos Rio-2016.

No feminino, que será disputado de 13 a 19 de junho em Nantes (França) a composição dos grupos ficou assim:

GA: Cuba, N.Zelândia e França

GB: Camarões, Turquia e Argentina

GC: Belarrússia, Coreia e Nigéria

GD: Venezuela, Espanha e China

Sistema de disputa:

As equipes se enfrentam no grupo. As duas primeiras de A e B se enfrentam em semifinal. Os vencedores estarão automaticamente classificados para os Jogos Olímpicos. Idem em relação a C e D.

Os perdedores do confronto entre A e B se enfrentam assim como os perdedores do confronto entre C e D. Os vencedores desses dois jogos decidem a 5a vaga para os Jogos Olímpicos.

Serão torneios eletrizantes. Grandes equipes e muitas ficarão de fora da festa.

Façam suas apostas.

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Aquece Rio

Amigos do Basquetebol

Após uma semana de ausência volto depois de participar do Evento Teste do Basquetebol para os Jogos Olímpicos onde foi realizado um Torneio Internacional Feminino com Brasil, Austrália, Argentina e Venezuela.

E volto para falar um pouco da experiência que tive como Voluntário do evento. Assim como cerca de 100 pessoas pude compartilhar momentos interessantes e gratificantes ao lado de jovens estudantes, recém formados, atletas, ex-atletas, técnicos fazendo o possível para a realização do evento da melhor forma possível.

A Força de Trabalho para o evento era dividida em vários setores como segurança, logística, comunicação, informação aos atletas, setor de oficiais (árbitros, mesários e estatísticos), acompanhamento dos atletas e comissões técnicas, equipamentos e quadra durante os treinamentos das equipes e dos jogos.

Particularmente eu pude participar de dois desses setores: o FOP (Field of Play – quadra) e o Equipamentos. A maioria das pessoas nesses setores eram de alguma forma envolvidos com o basquetebol, destacando-se o exemplo das campeãs Mundiais Alessandra e Helen que assim como todos nós colocaram a mão na massa e não se importaram com o tipo de trabalho que nos era destinado.

O FOP, setor que era composto de 15 posições cuidava desde os acessos externos e internos de atletas e oficiais até o trabalho de manutenção (limpeza da quadra e dos bancos de reserva) e controle da zona mista destinada à imprensa.

Já o setor de Equipamentos era o responsável por abastecer a quadra com as bolas, os mops (rodos para limpeza), toalhas, coolers com água e gelo e retirada do lixo.

Foi interessante vivenciar os dois setores para perceber a importância deste tipo de trabalho para que os atletas e comissões técnicas pudessem atuar em um ambiente limpo e agradável.

Todo essa operação era coordenada por pessoas, na sua maioria jovens competentes que deram o seu melhor para que tudo corresse de forma adequada.

Mas, pessoalmente, eu pude ter momentos de muito orgulho e emoção ao encontrar diversos ex-alunos da EEFEUSP nas mais diversas funções, inclusive no comando das operações. Isto é a maior recompensa que um professor pode ter. Ver a evolução de seus discípulos e até ser, em determinados momentos, comandado por eles.

Valeu demais. Se tudo der certo e alguns problemas de logística forem resolvidos pretendo estar nos jogos. O que será a concretização de um sonho.

Parabéns a todos nós e que venham os Jogos Olímpicos de 2016.

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Grupo de Voluntários
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Ex-alunos da EEFEUSP que participaram do evento
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Helen e Alessandra – Campeãs Mundiais colocando a mão na massa
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Limpando quadra

 

 

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2016: o que esperar para o Basquetebol?

Amigos do Basquetebol

Depois de uma breve pausa volto a publicar no Viva o Basquetebol e desta vez para falar do que poderemos esperar para o Basquetebol neste ano que se inicia.

Sem dúvidas a maior expectativa será em relação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

No masculino nove equipes estão garantidas: Brasil, Estados Unidos, Nigéria, Venezuela, Argentina, China, Lituânia, Espanha e Austrália. As três vagas restantes serão disputadas nos Pré-Olímpicos que serão realizados de 4 a 10 de junho onde somente o campeão de cada torneio virá ao Rio. Para estas vagas o favoritismo dos europeus é flagrante principalmente França, Sérvia e Grécia.

No feminino sete equipes conquistaram a vaga: Brasil, Estados Unidos, Sérvia, Canadá, Austrália, Japão e Senegal. As vagas restantes serão disputadas de 13 a 19 de junho e sete equipes têm chances de estar no Rio: França, Espanha, Belarrússia, Turquia, Cuba, China e Coreia.

O Brasil começa o ano olímpico enfrentando uma grande crise no feminino com os clubes da LBF se rebelando contra a CBB fato que pode atrapalhar a preparação de nossa equipe que, a princípio, já teria muitas dificuldades de se colocar entre as melhores colocadas. Temos que admitir que o basquetebol feminino é dominado pelos Estados Unidos e as equipes europeias e o Canadá serão um grande obstáculo para a obtenção de uma medalha.

No masculino, apesar do quadro ser menos complicado, teremos sim muitas dificuldades de superar as grandes potências mundiais. Apesar de jogarmos em casa novamente teremos que brigar com a NBA pela liberação de nossos principais jogadores. Leve-se em conta também o fato de que muitos desses jogadores têm atuado muito pouco o que fará com que se apresentem fora de suas melhores condições.

Em nível nacional o NBB continuará sendo o principal evento de clubes. Além disto nova etapa da LDB promete continuar revelando talentos para o nosso basquetebol.

Na Liga das Américas o Brasil será representado por quatro equipes: Bauru, Flamengo, Mogi das Cruzes e Brasília o atual campeão da Liga Sulamericana.

Já no feminino a LBF continuará seu campeonato com somente seis equipes e tentando superar a crise que assola a modalidade no país.

Na Europa está acontecendo a fase do TOP 16 da Euroliga que terá seu Final Four em Berlin de 13 a 15 de maio.

Pessoalmente, o Projeto Minibasquetebol na Escola deve decolar com vários cursos e clínicas, além do curso online que está sendo preparado e que,em breve estará à disposição de todos.

Além disto, vou participar como voluntário nos Jogos Olímpicos já iniciando esta participação no evento teste que será realizado no Rio de Janeiro de 15 a 17 de janeiro. Mais uma conquista e um sonho realizado.

Enfim, será um ano agitado em todos os sentidos. Grandes competições, grandes polêmicas esperando que o Brasil possa superar suas dificuldades para honrar a tradição do nosso esporte no cenário mundial.