Colaboradores · Psicologia do Esporte

Aspectos psicológicos em atletas de alto rendimento

Amigos do Basquetebol

Neste post trago a colaboração da psicóloga esportiva Adriana Lacerda.

Ela é Psicóloga Confederação Brasileira de Judô, Psicóloga Seleção Brasileira Sênior de Nado Sincronizado, Docente Universidade Veiga de Almeida, Especialista em Psicologia Aplicada ao Esporte de Alto Rendimento e Mestre em Ciência da Motricidade Humana.

Profissional extremamente competente ela nos traz uma visão sobre a importância da psicologia esportiva no esporte de alto rendimento

“Diante da demanda crescente pela busca por resultados no esporte de alto rendimento e próximos de sediarmos o maior evento esportivo do mundo, cada vez mais a preparação global do atleta brasileiro torna-se indispensável. Será que competir em casa ajuda ou atrapalha?

E o que faz de um atleta campeão?

Já se sabe que alguns fatores são primordiais como a preparação física, técnica/tática, estrutura e recursos para treinamento, planejamento, acompanhamento nutricional e médico. No entanto, aquela bola decisiva perdida, a braçada final, o segundo que define o primeiro e o segundo lugares estão, muitas vezes, relacionados ao equilíbrio emocional do atleta.

Altos níveis de ansiedade, falta de motivação e baixa autoconfiança são alguns aspectos psicológicos que podem interferir negativamente a performance de um atleta.

Atualmente no Brasil, clubes, federações, confederações e os próprios atletas têm recorrido ao psicólogo esportivo para atuar na preparação psicológica visando um melhor controle destes aspectos.

Uma das etapas deste trabalho compreende o treinamento de cinco habilidades mentais básicas: ativação, atenção e concentração, mentalização, estabelecimento de metas e autoconfiança.

Entende-se por ativação o nível de excitabilidade física e/ou mental do atleta e seu nível ideal é individual. Alguns atletas, dependendo da demanda do esporte e das características da personalidade, necessitam estar bem ativados para competir, outros nem tanto. A ativação também pode influenciar a capacidade do atleta em se manter concentrado na medida em que, se o atleta estiver mais ativado do que deveria a probabilidade de dispersão aumenta.

Já a atenção pode ser definida como a habilidade de focar em um determinado estímulo, e a concentração como a capacidade de mantê-la. Um bom nível de concentração permite ao atleta uma tranquilidade maior no momento da tomada de decisão.

A mentalização é considerada hoje uma das ferramentas essenciais no desenvolvimento da preparação psicológica e apresenta inúmeras possibilidades de utilização, desde a visualização de estados emocionais favoráveis, auxílio na recuperação de atletas lesionados até o aperfeiçoamento de gesto técnico esportivo.

O estabelecimento de metas é uma habilidade mental simples, eficaz e desconhecida por muitos atletas. Muitos nunca estabeleceram metas subjetivas e objetivos, de curto, médio e longo prazo.

E, por último, a autoconfiança cujo excesso ou falta podem ser extremamente prejudiciais ao desempenho. Um atleta autoconfiante acredita ser tão capaz de atingir seu objetivo que lutará arduamente para consegui-lo.

Assim como a parte técnica/tática e física, o treinamento de tais habilidades mentais deve ser sistemático e incorporado ao dia-a-dia do atleta para que sejam automatizadas. Desta forma, o atleta estará mais bem preparado para buscar o máximo de seu rendimento.

Obs: os textos dos colaboradores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não sofrem qualquer tipo de modificação.

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