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Miguel Ângelo da Luz fala do Basquetebol Feminino nos Jogos Olímpicos

Amigos do Basquetebol

Nosso Técnico Campeão Mundial e Medalhista de Prata nos Jogos Olímpicos fala do Basquetebol Feminino nos Jogos Olímpicos de 2016. Opinião de quem entende.

Podemos dizer que a seleção brasileira de Basquete feminino teve um pouco de sorte por não enfrentar as últimas finalistas do mundial de 2014, Espanha e EUA. Em compensação, enfrentará duas semifinalistas, Austrália e Turquia. França, Japão e Bielorrússia completam o grupo.
Acho um grupo super difícil, porém, acredito numa boa participação da equipe. O técnico Antonio Carlos Barbosa deu uma nova postura para a equipe e o vejo bastante motivado, tentando valorizar o trabalho psicológico do grupo.
Vejo como maior dificuldade o entrosamento do grupo, pois Clarissa e Érica continuam disputando a WNBA. A falta de amistosos também é um fator que preocupa. A conquista do Sul Americano não é parâmetro para uma análise mais  profunda do grupo.
Pelo retrospecto, a equipe australiana será a adversária mais difícil, apesar que não ser mais uma adversária tão superior como as seleções anteriores.
Em relação ao Japão, não acho que encontraremos dificuldades para derrotá-las.  Bielorrússia é uma equipe bem forte e naturalizou a ótima armadora americana Lindsey Harding, um jogo sem prognóstico. Quanto a França, todo cuidado é pouco, pois a equipe possui um jogo de transição excelente e algumas atletas com um bom aproveitamento nos arremessos de média e longa distância.A Turquia, outra adversária difícil, pois se baseia em um ótimo setor defensivo.
Pelo Grupo B, as americanas são favoritas, seguidas por Espanha, Sérvia, China, Canadá e Senegal. Um grupo muito mais fácil  que o das brasileiras.
O Brasil tem que buscar um classificação nos primeiros lugares, para não ter que enfrentar nem a fortíssima seleção americana e nem as espanholas. Com o grupo dificilíssimo, espero que o fator torcida tenha uma certa influência para o sucesso na fase de classificação.
EUA x ESPANHA será a repetição da final do último campeonato  mundial. Sendo que as americanas deverão conquistar a medalha de ouro. Quanto a medalha de bronze, será uma disputa muito acirrada, entre Brasil, França, Bielorrússia e Austrália.

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2 comentários em “Miguel Ângelo da Luz fala do Basquetebol Feminino nos Jogos Olímpicos

  1. Graças a Deus vou poder ouvir alguém que entende, vive e se dedica até hj ao Basquetebol Brasileiro.
    Hoje sou um homem mais digno, pois tive um mestre no Fluminense, no Grajaú e na Universidade Castelo Branco, trabalhei em todos esses lugares com ele e hoje e sempre será meu ponto de referência como profissional ou na sua vida particular. Um orgulho em ser um amigo dele.

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