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Uma justa homenagem a um dos maiores de todos os tempos

Amigos do Basquetebol

Finalmente, dia 22 de outubro será prestada uma grande e justa homenagem àquele que, em minha modesta opinião, foi um dos maiores jogadores de basquetebol brasileiro de todos os tempos.

O lendário ginásio de esportes do Corinthians passará a se chamar Wlamir Marques.

Esse ginásio foi palco de grandes confrontos entre grandes equipes do basquetebol nacional e internacional. Como esquecer dos jogos contra Real Madrid, Iugoslávia e União Soviética? Como esquecer dos duelos fantásticos contra Palmeiras e Sírio?

E como esquecer das atuações maravilhosas do “Diabo Loiro” naquele palco junto com outros grandes do basquetebol brasileiro.

Ainda garoto vi muitas partidas do Corinthians e do Wlamir naquele ginásio. Tive a honra de jogar no ginásio. Sim, joguei lá e conquistei um título do Torneio Início Infantil pelo Pinheiros vencendo a final contra o Palmeiras.

Também pude comentar jogos ali.

Enfim, não preciso de muitas palavras para demonstrar minha alegria por este momento emblemático do basquetebol brasileiro.

Corinthians e Wlamir. Inseparáveis. Fantásticos.

ginasio-corinthians

wlamir_corint2

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Estatísticas · Jogos Olímpicos · Todos os posts

Jogos Olímpicos: mapa de arremessos – feminino

Amigos do Basquetebol

Assim como no masculino – https://vivaobasquetebol.wordpress.com/2016/10/12/jogos-olimpicos-mapa-de-arremessos-masculino/ – vamos agora visualizar o mapa de arremessos na competição do feminino.

Lembrando que para esta análise a quadra foi dividida em 12 setores, sendo: dois dentro do garrafão; 5 da região de 2 pontos e 5 da região de 3 pontos. Foram computados os arremessos tentados e convertidos de todas as equipes em todos os jogos em cada região e suas médias.

Arremessos por região: números absolutos – médias por jogo (38) (convertidos – tentados – %)

1 – 485/781 – 12,8/20,6          62,1%

2 – 731/1533 –  19,2/40,3        47,7%

3 – 91/245 – 2,4/6,4                 37,1%

4 – 109/302 – 2,9/7,9              36,1%

5 – 79/233 – 2,1/6,1                  33,9%

6 – 86/250 – 2,3/6,6                 34,4%

7 – 68/214 – 1,8/5,6                  31,8%

8 – 60/126 – 1,6/3,3                   47,6%

9 – 154/463 – 4,1/12,2                33,3%

10 – 66/196 – 1,7/5,2                   33,7%

11 – 138/379 – 3,6/10,0                36,7%

12 – 25/67 – 0,7/1,8                     37,3%

Agrupando-se essas 12 regiões em 3 regiões maiores temos os seguintes resultados

1+2 (região interna): 1216/2314 – 32,0/60,9   52,5%

Desta região a equipe com melhor de aproveitamento por jogo foi os Estados Unidos com média de 25,8 arremessos convertidos em 38,1 tentados (67,5%). Nesta região o Brasil teve um aproveitamento de 49,1% (15,8/32,2).

3+4+5+6+7 (região do perímetro – 2 pontos): 433/1244 – 11,4/32,7    34,8%.

Novamente a equipe norte-americana foi a equipe com melhor aproveitamento (7,5/16,1  46,5% por jogo). O Brasil teve 37,5% de aproveitamento (6,0/16,0 por jogo).

8+9+10+11+12 (região do perímetro – 3 pontos): 443/1231 – 11,7/32,4   36,0%

O melhor aproveitamento dos 3 pontos foi dos Estados Unidos (7,3/16,1  45,3% por jogo). O Brasil teve o pior aproveitamento entre as doze equipes nas bolas de 3 pontos (25,0% 3,6/14,4).

Esses números, ao contrário do que encontramos no masculino, mostram um equilíbrio na quantidade de arremessos de 2 pontos (região perimetral) e arremessos dos 3 pontos.

Mapa de arremessos dividido por regiões (numerados por mim para melhor entendimento da análise). Exemplo do aproveitamento dos Estados Unidos e Brasil.

mapa-fem-eua-001

mapa-fem-bra-001

Estatísticas · Jogos Olímpicos · Todos os posts

Jogos Olímpicos: mapa de arremessos (masculino)

Amigos do Basquetebol

A partir dos dados contidos no relatório estatístico dos Jogos Olímpicos trago a todos uma visão geral da localização dos arremessos.

Para esta análise a quadra foi dividida em 12 setores, sendo: dois dentro do garrafão; 5 da região de 2 pontos e 5 da região de 3 pontos.

Foram computados os arremessos tentados e convertidos de todas as equipes em todos os jogos em cada região e suas médias.

Arremessos por região: números absolutos – médias por jogo (38) (convertidos – tentados – %)

1 – 546/729 – 14,4/19,2       74,9%

2 – 775/1583 – 20,4/41,7    49,0%

3 – 55/168 – 1,4/4,4              32,7% –

4 – 57/186 – 1,5/4,9             30,6%

5 – 74/162 – 1,9/4,3             45,7%

6 – 62/159 – 1,6/4,2             39,0%

7 – 49/125 – 1,3/3,3              39,2 %

8 – 55/147 – 1,4/3,9              37,4%

9 – 194/589 – 5,1/15,5          32,9%

10 – 102/314 – 2,7/8,3         32,5%

11 – 192/554 – 5,1/14,6        34,7%

12 – 58/148 – 1,5/3,9            39,2%

Agrupando-se essas 12 regiões em 3 regiões maiores temos os seguintes resultados

1+2 (região interna): 1321/2312 – 34,8/60,8     57,1%

Desta região a equipe com melhor de aproveitamento por jogo foi a Austrália com média de 21,5 arremessos convertidos em 34,9 tentados (61,6%). Nesta região o Brasil teve um aproveitamento de 55,4% (19,4/35,0)

3+4+5+6+7 (região do perímetro – 2 pontos): 297/700 – 7,8/21,1   42,4%

A Lituânia foi a equipe com melhor aproveitamento – 40,3% (5,2/12,8 por jogo) enquanto o Brasil teve 33,9% (4,0/11,8 por jogo)

8+9+10+11+12 (região do perímetro – 3 pontos): 601/1752 – 15,8/46,1    34,3%

O melhor aproveitamento dos 3 pontos foi dos Estados Unidos (37,1% – 10,4/28,0 por jogo). O Brasil teve 29,6% de aproveitamento (6,4/21,6 por jogo).

Esses números mostram um dado interessante que é a tendência mundial de se utilizar os arremessos de 3 pontos numa frequência e quantidade muito maior do que os arremessos de 2 pontos na região perimetral, apesar de ser uma região de baixo aproveitamento. Até a equipe norte-americana tradicionalmente tida como uma equipe com forte jogo interno se utiliza do recurso de arremessos de 3 pontos.

Mapa de arremessos dividido por regiões (numerados por mim para melhor entendimento da análise). Exemplo do aproveitamento de uma equipe.

mapa-arremessos-001

 

 

 

 

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Euroliga: vai começar o maior campeonato de clubes do mundo

Amigos do Basquetebol

Dia 13 começa o maior campeonato de clubes do mundo: a Euroliga.

Este ano com uma grande novidade na forma de disputa. Não haverá mais fase de grupos. As 16 equipes participantes jogarão entre si, em turno e returno, e as 8 melhoras serão classificadas para os playoffs.

A primeira fase da euro irá até 7 de abril de 2017. Os playoffs de 18 de abril a 2 de maio e o Final Four, que será disputado em Istambul, acontecerá de 19 a 21 de maio.

Nesta nova temporada a Turquia é o país com o maior número de equipes (4): Anadolu Efes, Darussafaka, Fenerbahçe e Galatasaray.

Segue a Espanha com 3 (Barcelona, Baskonia e Real Madrid), Rússia com 2  (CSKA e Unics Kazan), Grécia 2 (Olympiakos e Panatinaikos) e com uma equipe cada Alemanha (Brose Bamberg); Sérvia (Crvena); Itália (Milan); Israel (MAccabi) e Lituânia (Zalguiris).

O ganhador do título na temprada 15/16, CSKA tentará seu quinto título na era do Final Four (a partir de 2002), o mesmo acontecendo com o Panathinaikos. Maccabi (3 títulos), Barcelona (2), Olympiakos e Real Madrid (1 título cada).

Dois brasileiros estarão na Euroliga nesta temporada: Rafa Luz (Baskonia) e Augusto Lima (Zalguiris).

Acompanhem pelo site – http://www.euroleague.net/ ou pela Euroleague TV – http://www.euroleague.tv/ (este mediante o pagamento de um pacote que pode ser comprado para todo o campeonato).

cska-moscow

CSKA, com quatro títulos na era do Final Four e atual campeão da Euroliga.

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Jogos Olímpicos: reclassificando a classificação

Amigos do Basquetebol

Em um campeonato onde todos se enfrentam a coerência entre a produtividade e a classificação final, mas mesmo assim ainda podem ocorrer discrepâncias.

Utilizando as estatísticas oficiais dos Jogos Olímpicos este post mostra uma outra forma de classificação do basquetebol nesses Jogos. Sendo um torneio disputado em duas fases distintas: grupos e mata mata, nem sempre as equipes com maior produtividade alcançam um resultado condizente com seu desempenho. Um jogo mal jogado ou uma bola fortuita pode levar uma equipe com ótimo desempenho a uma desclassificação.

Evidentemente que isto é apenas uma “brincadeira com os números” e não altera em nada a realidade, mas vale pela curiosidade.

A metodologia utilizada foi a seguinte: as equipes foram classificadas de acordo com sua produtividade em cada um dos indicadores de jogos contemplados pelas estatísticas oficiais. Ao final foi feita uma média da classificação em cada um dos indicadores. Esclarecendo que quanto menor a média melhor a classificação baseada nos indicadores de jogo. Essa média pode ser comparada à classificação final real da equipe.

Os indicadores classificados foram os seguintes:

Pontos a Favor (PF); Pontos Contra (PC); % de arremessos de campo (%FG); % dos arremessos de 2 (%2); % dos arremessos de 3 (%3); @ de lances-livres (%LL); Rebotes (RB); Assistências (AS); Bolas Perdidas (BP) e Bolas Recuperadas (BR). RC – é a reclassificação, M a média de classificação dos indicadores e CL a classificação real.

Masculino

MASC Cl PF PC % FG 2% 3% % LL RB AS BP BR M RC
EUA 1 1 5 3 5 1 7 1 2 2 1 2,8 1
SRV 2 5 4 4 4 9 2 8 3 7 3 4,9 5
ESP 3 3 1 6 7 2 8 5 5 1 5 4,3 3
AUS 4 4 2 2 1 8 4 6 1 4 8 4 2
CRO 5 8 7 7 6 6 3 2 8 9 11 6,7 6
FRA 6 7 3 1 2 4 1 7 4 8 9 4,6 4
LIT 7 10 8 5 3 7 9 10 7 10 10 7,9 9
ARG 8 2 11 11 11 5 12 2 11 6 2 7,3 8
BRA 9 6 6 9 8 10 10 2 6 3 7 6,7 6
VEN 10 12 10 12 12 12 5 11 10 5 4 9,3 11
NIG 11 9 9 8 9 3 6 9 9 11 12 8,5 10
CHN 12 11 12 10 10 11 11 12 12 12 5 10,6 12

Como se pode verificar, pelo quadro acima, os medalhistas seriam Estados Unidos, Austrália e Espanha. Mesmo com esse critério, infelizmente, o Brasil não estaria entre os medalhistas e ocuparia a 6a. colocação ao lado da Croácia e os piores continuariam nas 3 últimas posições alterando-se somente a posição de Venezuela e Nigéria.

Feminino

FEM Clas PF PC % FG 2% 3% % LL RB AS BP BR M RC
EUA 1 1 2 1 1 1 7 1 1 6 2 2,3 1
ESP 2 5 3 6 6 11 6 2 3 4 10 5,6 4
SRV 3 6 8 8 9 9 5 10 7 3 1 6,6 6
FRA 4 8 6 7 8 6 11 4 3 10 3 6,6 6
AUS 5 2 5 2 2 5 4 5 2 7 8 4,2 2
TUR 6 11 1 10 12 7 9 8 11 1 6 7,6 8
CAN 7 9 4 11 11 10 10 6 6 9 4 8 10
JAP 8 3 10 4 4 4 1 7 3 1 7 4,4 3
BLR 9 7 7 3 3 3 2 12 7 8 11 6,3 5
CHN 10 4 11 5 7 2 12 9 9 5 12 7,6 8
BRA 11 10 9 9 5 12 8 3 10 11 5 8,2 11
SEN 12 12 12 12 10 8 3 11 12 12 9 10,1 12

No feminino as mudanças nas primeiras colocações seriam mais acentuadas com a Austrália ocupando a segunda colocação e o Japão a terceira. Mesmo com esses critérios de classificação, o Brasil continuaria ocupando a 11a colocação, atestando o baixo rendimento da equipe no torneio.

Como frisei no inicio, está é somente uma brincadeira estatística mas que atesta, muitas vezes, a injustiça que um sistema mata mata pode trazer. Neste aspecto o caso mais marcante foi a Austrália no feminino que fez uma campanha brilhante na fase de classificação e que em uma noite infeliz, perdendo da Sérvia por dois pontos viu sua condição de grande favorita a uma medalha transformar-se em um frustrante 5o. lugar.

Fonte de pesquisa: relatório oficial das estatísticas dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

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Jogos Olímpicos – estatísticas gerais (4): o aproveitamento do Brasil no Feminino

Amigos do Basquetebol

Agora vamos mostrar o aproveitamento do Basquetebol Feminino Brasileiro nos Jogos Olímpicos.

Nossa equipe feminina disputou 5 partidas com cinco derrotas: Austrália (66-84); França (64-74); Turquia (76-79); Japão (66-82) e Belarrússia (63-65).

Essa campanha muito ruim do Brasil é refletida nos números do aproveitamento brasileiro. Nossa média de pontos foi de 67,0 por partida sendo a 10a. do torneio ficando somente à frente da Turquia (64,3) e Senegal (61,8). A média de pontos sofridos foi a 8a. do torneio com 76,8 pontos por partida.

A equipe brasileira teve um aproveitamento geral de 42,4% considerando-se a relação entre a média de pontos convertidos (67,0) e a média de pontos possíveis (157,8) por partida.

O aproveitamento e distribuição dos pontos da equipe brasileira ocorreu da seguinte forma:

2 pontos

Nosso aproveitamento foi de 45% (43,6 x 96,4). O Brasil converteu 218 pontos dos arremessos de 2. Este número representa 65% dos pontos totais da equipe (335), enquanto que no torneio todo o percentual de pontos através de arremessos de 2 foi de 59% (3300-5604). Este aproveitamento de 45% colocou o Brasil na 5a. posição entre as 12 equipes que disputaram os Jogos Olímpicos.

3 pontos

Nos pontos obtidos através dos arremessos de 3 pontos nosso aproveitamento foi de 25% (10,8/43,8). O aproveitamento geral do campeonato foi  de 36%. Os arremessos de 3 pontos nos proporcionaram 54 pontos (16,1% do total de pontos da equipe). A média de pontos a partir dos arremessos de 3 no campeonato todo foi de 17,5 (23,7% da média total de pontos do campeonato que foi de  73,7 pts por equipe). No aproveitamento dos arremessos de 3 o Brasil teve o pior resultado entre os 12 participantes.

Lances Livres

No campeonato todo a média de pontos obtidos através de lances-livres foi de 13,4 (17,5% da média total de pontos por equipe – 73,7). No geral o aproveitamento de lances livres foi de 75% (13,4×16,9). O Brasil ficou muito perto deste percentual com 72% de aproveitamento nos Lances-Livres – 72% (12,6×17,6). Na relação entre média de pontos de lances-livre e média de pontos totais o Brasil obteve um percentual de 18,8%.

Esses números dão a dimensão da baixa produtividade brasileira nos Jogos Olímpicos, principalmente nos arremessos de 3 pontos que sempre tiveram uma grande influência na efetividade do nosso ataque.